a prova do ónus

Estou gripado, em estado febril, e certamente fui eu que não percebi nada, mas pareceu-me que um destes dias, em nome do combate à fraude e evasão fiscais, Jorge Sampaio defendeu a inversão do ónus da prova e, ... o «cruzamento» de dados «através do qual podem ser detectados delitos». Salvo erro só o Francisco José Viegas se indignou. Hoje, há por aí uma grande algazarra por o 24 Horas ter relevado que alegadamente foram 'cruzados' registos telefónicos de altas individualidades. Ora, basta saber o que (já) se sabe sobre os eventos mirabolantes ocorridos no dia da detenção do Dr. Pedroso, para tal cruzamento ser, no mínimo, pertinente, e elucidativo, depois, há o detalhe não desprezável de que um registo telefónico não é uma escuta, nem de perto nem de longe, e depois... porque carga de água é que o que ainda esta semana era o único método viável de resolver a fuga ao fisco, o cruzamento de dados, já não serve quando se trata do... caso pio ?

Publicado por Manuel 12:58:00  

4 Comments:

  1. Arid Monk said...
    Bem visto (só mudava aquele "Tou" por "Estou", mas o resto deixava tal qual)!

    Os deuses, para castigar o Sampaio, concederam-lhe os seus desejos...
    GS said...
    Pelos vistos, a inversão do ónus da prova não dependerá do delito. Só do delinquente...
    GS said...
    já agora, as melhoras...
    Carlos Medina Ribeiro said...
    «...o 24 Horas ter relevado que alegadamente foram 'cruzados' registos telefónicos de altas individualidades».

    --
    Parece que não cruzaram nada.
    Simpleslmente, alguém clicou no botão direito do rato e desfez o famigerado filtro do Excel (que Marcelo Rebelo de Sousa, hoje, apelidou bacocamente de "codificação"...)

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