O choque da info-exclusão


Agora que se sabe como acontecem certas coisas e ainda não se sabem outras, o jornal 24 Horas continua a insistir, em editorial, que aí se faz "jornalismo, não política." E que " se há uma notícia, publica-se"! Publicar, publica-se. Poderiam então publicar também como se desinforma, tomando meia verdade como uma mentira e meia. Pois, como também já vi por lá escrito, "nós não nascemos ontem".

Assim, fica aqui para recordação uma primeira página de outro jornal, de Novembro do ano passado, sobre uma outra gaffe informática. Dessa vez, sobre gaffe parecida, o que escreveram os jornais?! Também pediram a demissão do responsável de topo?!

Publicado por josé 23:51:00  

7 Comments:

  1. Carlos Medina Ribeiro said...
    Não há dúvida que é de aproveitar a oportunidade e mandar toda essa gente frequentar o Curso de Introdução à Informática que, segundo foi ontem noticiado, a Microsoft vai oferecer aos operários desempregados da indústria têxtil.
    Fernando Martins said...
    Se for um Juiz a não ver tudo - é um erro grave (demita-se o PGR...!).

    Se for o Gioverno a divulgar dados internos e discuções do OGE - é um lapso de um funcinário anónimo (no pasa nada...).
    LL said...
    Neste país não se pode questionar nada sobre o trabalho dos outros sem que logo surjam comentários do tipo: "Ah mas eles também fizeram e não lhes aconteceu nada!"
    Por uma vez que seja, cada pessoa deve assumir as responsabilidades dos seus actos, isto não é só estar nos cargos porque até é bom ser juiz ou PGR! Caramba, seja um funcionário, um magistrado ou até o próprio PGR a cometer este erro, o que não pode acontecer é o que sempre acontece: toda a gente se sente muito indignada, fala, escrevem, grandes parangonas, os meses passam e.... NADA! a culpa morreu solteira.
    Não interessa se os juízes percebem ou não de filtros do excel, ou se alguma vez ligaram um computador, o que não é admissível é a decisão sobre algo tão importante como a nossa vida possa estar nas mãos de pessoas que não se dão ao trabalho de compreender o que lhes passa pelas mãos. Isto a mim assusta-me!
    josé said...
    Tem razão. Uma coisa não pode desculpar outra. Mas nem é isso que aqui está em causa.

    O que aqui se paraleliza é a comparação entre o tratamento dado na imprensa a um caso e a outro, em tudo semelhantes, menos num aspecto essencial: a exigência de responsabilidades e também a gravidade relativa dos casos!

    No Orçamento ninguém ouviu falar em demitir o Sócrates ou o ministro da Economia, por não ter visto o lapso. Agora, exige-se a demissão do PGR por isso mesmo- por não ter reparado no lapso. COmo se o tivesse que fazer!

    A gravidade de uma coisa e outra são diferentes, de acordo. Mas a nabice informática intrínseca ao caso, é a mesma em ambos os assuntos. Parece-me.

    Mas isso já é do domínio do risível. Não da responsabilidade institucional ou transformado em assunto de Estado! Haja senso.
    GS said...
    resta só saber o que é que não publicam e preferem guardar na gaveta.
    Carlos Medina Ribeiro said...
    Os termos com que certas pessoas se referem aos «filtros de dados» do Excel tem sido variado:

    Marcelo R. Sousa usou ontem o termo «dados codificados», enquanto outros preferem «dados encriptados», «escondidos», etc
    josé said...
    O Marcelo deve ser outro perito em informática, mas ...dos codificados! Com aquela senhora a fazer contraponto, também não se chegará nunca a perceber que é outro bluff.
    Mais um, parece-me, sempre que o ouço.

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