Entre as brumas

Tenho para mim que a utilização do Hino Nacional no spot televisivo da PT é a prova inequívoca do profundo sentido de Estado que rege (expressão com influências monárquicas em homenagem ao Conde Costa) os destinos da empresa.

Publicado por contra-baixo 19:38:00  

4 Comments:

  1. comentador said...
    Basta!
    As exigências que impõe o dever de reserva - dever complexo na relativa antinomia entre a fluidez de perímetro e a finalidade inafastável como dever instrumental da imparcialidade objectiva - transportam consigo, no rigor das coisas, um corte na plenitude da cidadania no plano da expressão pública de sentimentos.
    Não obstante, em questões essenciais, há sentimentos cuja manifestação o dever de reserva não pode impedir. A liberdade (melhor, o dever) de intervenção e de opinião ficaria, então, reduzida a limites constitucionalmente intoleráveis.
    Seja-me permitido, por isso, manifestar um sentimento intenso de radical desencanto com o ambiente surrealista dos acontecimentos dos últimos dias - em que uma vez mais, e logo antes de tudo, se pretendeu amarrar ao pelourinho a justiça e as suas instituições.
    Não ponho em causa a gravidade - objectiva - dos factos numa primeira e liminar abordagem.
    Mas tenho o direito de cidadania de sentir uma profunda desilusão pelo modo de reacção.
    Pela agitação, apriorística e de pré-comprensão imediatista de factos (ou supostos factos), na dependência da agenda de certa imprensa e ampliada pela comunicação.
    Pelas pré-conclusões de primeira aparência, em inversão de valores na abordagem institucional.
    Pela imediata insinuação sobre responsabilidade de servidores das instituições judiciárias, em desconfiança prévia e brutal sobre a regularidade das suas actuações.
    Pela leveza insustentável - sim, é isto mesmo a insustentável leveza - com que parecem retirar-se conclusões antes da averiguação sobre os factos, apresentadas como pressupostos quanto à necessidade, natural e urgente, de esclarecimento completo.
    Tudo isto tem objectivamente como efeito o risco de dissolução do Estado e das suas instituições fundamentais.
    E aqui a comunicação também tem deveres e responsabilidades que lhe são impostos pela sua missão de interesse público.
    Basta!


    Publicado por A H Gaspar in Sine Die
    bravomike said...
    D-9 (13Jan06) - Eleições presidências: a semanas de terminar o mandato, o PR surge incluído numa extensa lista de telefones associados ao processo Casa Pia (Envelope 9) - um processo que na sua fase inicial serviu para decapitar a chefia de um partido político e dois anos depois prossegue sem se vislumbrar saída a condizer com a sua aparente razão de ser.
    «Se no sistema de justiça nem tudo funciona bem, a culpa não é dos seus operadores», Jorge Sampaio, PR dixit, numa intervenção pública recente.
    «A ética da república é a ética da lei», Pina Moura, antigo ministro socialista e actual presidente da Iberdrola em Portugal, após um pequeno escândalo na imprensa dirimido entre o PR e o Ministro da Economia. É deputado da Nação (em acumulação).
    Com o regime próximo dos 33 anos (idade de Cristo), com alguém escutando sobre um ninho de cucos, o país transformado em Portugal SA. Tipo Passerelle.
    Carlos Medina Ribeiro said...
    Já que o assunto do "post" é o Hino Nacional:

    A propósito das brincadeiras com os símbolos nacionais:

    O que dizer da manipulação do escudo da Bandeira, "martelado" em forma de coração para ornamentar uma cara azeda de um candidato a PR?
    Sergio Figueiredo said...
    Se por um lado temos esse, por outro temos a associação da nossa esfera associada a um outro candidato.

Post a Comment