o fugitivo

O Público vai terminar o ano com um prejuízo mais próximo do meio milhão de contos que do zero. Com a frontalidade que lhe é (re)conhecida o responsável máximo pela decadência, e desnorte editorial, daquele que já foi uma referência, e uma lufada de ar fesco, no jornalismo de qualidade português 'parece' que já tratou da vidinha. José Manuel Fernandes, director do Público, 'será' assessor em Belém de Anibal Cavaco Silva. A brincar, a brincar, este facto (que não abonará muito a favor de Cavaco, e da sua capacidade para avaliar e selecionar terceiros) não deixa de ser mais uma excelente razão para votar em Cavaco Silva, que assim viabiliza a regeneração do Püblico. Como nota de rodapé, refira-se que Paulo Azevedo, e a SONAE, ainda proprietários do Público, não terão sido exactamente os primeiros a saber. Nada de novo portanto.

Publicado por Manuel 13:29:00  

4 Comments:

  1. josé said...
    Um assessor e...peras. Pericos, melhor dizendo- e é pena que não lhe abanem o periqueiro por causa do jornalismo do Público actual.

    Aposto que ainda vem editorializar sobre responsabilidades alheias, em matérias diletantes.
    lapis rabugento said...
    Desde que o PUBLICO virou descaradamente cavaquista e anti-PS, ou anti linha maioritária do PS, afundou-se. Traiu os seus leitores habituais. E como a Direita lê pouco, ficou com menos leitores. Muitos leitores do PUBLICO estão a transferir-se para o Diário de Notícias e Jornal de Notícias, mas este último também tem de ter cuidado. Quem está a ganhar é o Correio da Manhã, que agora, sabe-se lá porquê, está mais próximo do PS de Sócrates.
    Os eleitores do PS e do BE são os maiores fornecedores de leitores dos jornais nacionais. Logo, uma boa gestão jornalística não pode ignorar isso.
    O JMF quis andar em dois carrinhos, lixou-se, ou melhor lixou a SONAE, que perde dinheiro no negócio.
    A ida do JMF para assessor do Cavaco, se este for eleito e se se confirmar essa notícia, é mais uma fuga do fracasso do que uma promoção.
    Fica assim mais claro porque é que o PUBLICO andava a morder em Mário Soares e no PS.
    Como de costume, os jornais são pasquins de propaganda.
    Como muitos blogs.
    ovo de colombo said...
    Parece, pois, concluir-se que votar contra Cavaco é votar na falência do Publico.
    É uma excelente ideia!
    Filósofo do Mondego said...
    A esquerda lê mais jornais?
    Que raio de teoria!
    Como se explica, então, a falência de sucessivos projectos jornalísticos do PS?
    E como se explica o fim do Diário de Lisboa?
    E como se explica o fim daquele jornal que era "a verdade a que temos direito"?
    Realmente, os pensadores de esquerda continuam a escrever a primeira coisa que lhes vem à cabeça...

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