intermezzo

Este ainda leva

O responsável do DIAP de Coimbra pôs a boca no trombone e disse umas tantas verdades: que a maior corrupção estava na adjudicação de obras públicas, uma fonte de rendimento para muitos empresários e, claro, para os partidos políticos, os tais pilares da democracia. Que, como se sabe, também são os pilares da corrupção. Querem ver que o homem vai á vida, que começam a pedir a sua demissão, que ainda o acusam de ulguma malfeitoria? Neste sítio é assim, como diz Coelho: quem dá leva a matar. Que o digam os seis jovens do processo Casa Pia que ainda vão parar a tribunal por difamarem o senhor Paulo Pedroso. Isto sim é a justiça que eles, os corruptos e os seus imensos amigos, na política, nos negócios, na comunicação social e na magistratura sempre quiseram. Aí a têm.

A Palmadinha de Barcelos


Grande espectáculo, grande espalhafato. Um fulano, a quem Soares chamou 'atrasado mental', disse que o candidato era vigarista, berrou-lhe uns insultos e a comitiva, tão inocentes, coitados, fez tudo para que o homem tivesse o ex-Presidente à mão de semear. E assim foi. A coisa ficou por uma palmada no braço. E pronto, estava montado o número. A comunicação social berrou, gritou, indignou-se, fez um barulho dos diabos. Ouviu amigos, adversários e até Sampaio botou palavra. Pois é. As coisas estão difíceis e o sonho da Marinha Grande passa pela cabecinha de muito socialista desesperado. Mas nunca ouviram falar das tragédias e das farsas. E, já agora, ouviram Marcelo lembrar o atentado forjado pelo mon ami Mitterrand? Vá lá. O jogo está tão sujo que até cheira à distância. E os senhores jornalistas, que nunca conseguiram falar com o agressor da Marinha Grande, vão saber quem é o homem? Em que partido vota, onde vive, se é casado ou solteiro, funcionário partidário ou do Estado? Vá lá, o povo está doido por saber quem é o personagem.

António Ribeiro Ferreira, no Estado do Sítio

Publicado por Manuel 20:40:00  

3 Comments:

  1. cidadão profissional said...
    diz-me quem citas...
    rb said...
    Até onde delira a vossa imaginação !...
    Pedro M said...
    Por falar de delírios...
    Acho que merece bem um post específico dos Irmãos residentes.
    Aí vai disto:

    "http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=184491&idselect=11&idCanal=11&p=94

    Borlas nas Scut custam 17 mil milhões

    Sérgio Freitas

    As portagens virtuais (alegadamente sem custos para o consumidor) custam 80 vezes mais do que as portagens reais
    As Scut (sem custos para o utilizador) podem ser grátis para os automobilistas, mas custaram até agora ao Estado 17 mil milhões de euros. Desde a celebração dos primeiros contratos (em 1997) até à actualidade, as seis concessões celebradas em regime de Scut (Costa da Prata, Beira Interior, Algarve, Grande Porto, Interior Norte e Beira Litoral/Beira Alta) custaram, a cada português, mais de 170 mil euros.






    Os números foram ontem revelados por uma auditoria do Tribunal de Contas que também analisou os encargos do Estado com outras parcerias público-privadas no sector rodoviário e ferroviário.

    A disparidade dos pagamentos do Estado às Scut aparecem bem visíveis quando comparados, por exemplo, com os contratualizados com as rodoviárias do Oeste, do Norte, da Brisa e travessias do Tejo, que somam um total de 176 milhões, contra os 15,7 mil milhões das portagens virtuais.

    A estes encargos com as Scut, há que somar os decorrentes dos processos de reequilíbrio financeiro destas concessões, que fazem subir aqueles valores em mais de 894 milhões de euros, ou seja, cerca do triplo dos valores estimados com as expropriações.

    Mas há que ter em consideração que, nas concessões em regime de portagem real, “a maior fatia de encargos corresponde aos processo de reequilíbrio financeiro”, atingindo os encargos directos mais de dois mil milhões de euros.

    Nesta análise às parcerias público-privadas (PPP), o Tribunal de Contas conclui que os “riscos com maior impacto financeiro para o Estado” são os que resultam de alterações de traçado, trabalhos adicionais e alteração de tarifário”, por exemplo.

    O facto dos encargos aparecerem no Orçamento de Estado em diferentes rubricas dificulta não só o “controlo orçamental integrado da despesa pública envolvida” como “não permite comparar directamente com os respectivos custos globais assumidos”.

    De acordo com o TC, “parte significativa destes encargos resulta do sistema de partilha de riscos, cujos montantes não foram objecto de qualquer provisão por parte do Estado”.

    Um facto que a própria Direcção-Geral do Orçamento, em sede de resposta ao TC, admite.

    Entretanto, Mário Lino comentou as conclusões do relatório do Tribunal de Contas, chamando a atenção para o facto de, por exemplo, os custos de 17 mil milhões de euros serem “a preços correntes”, somando os pagamentos ao longo de 30 anos, “porque aos preços de hoje esse valor é cerca de metade”. “O Tribunal de Contas não se pronuncia sobre o modelo das Scut, mas sim sobre o seu funcionamento, e é também do interesse do Governo melhorar esse funcionamento”, referiu.

    CONSTRUIR PRIMEIRO, PAGAR DEPOIS

    “Com as Scut, a Ota e o TGV está-se a criar a solução de construir primeiro para pagar depois”, afirmou ontem Marques Mendes. O líder do PSD comentava a auditoria do Tribunal de Contas, salientou que, “qualquer dia os orçamentos não têm margem para novos investimentos”.

    “O relatório do Tribunal de Contas (TC) confirma aquilo que o PSD tem vindo a dizer: as Scut são uma má solução. Pensa-se que são gratuitas, mas saem do bolso dos contribuintes”, afirmou Marques Mendes.

    Recorde-se que estas foram as contas feitas pelo antigo ministro dos Transportes do Governo de Santana Lopes, António Mexia, que propôs a introdução de portagens nas Scut com uma isenção de três anos para os residentes naquelas localidades. Uma ideia que foi chumbada pelo PS.

    DGCI ULTRAPASSOU OS PRAZOS

    A Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) não cumpriu os prazos fixados pela Lei Geral Tributária para analisar os projectos empresariais promotores da internacionalização para lhes concederem benefícios fiscais. De acordo com o relatório ontem divulgado pelo Tribunal de Contas (TC), a DGCI chegou a demorar mais de 17 meses para apreciar processo e os projectos actualmente em avaliação já se encontram nesta situação há 16 meses, quando o prazo fixado por lei é de seis meses. A auditoria refere, também, que o IAPMEI não remeteu à Inspecção Tributária qualquer relatório de acompanhamento de projectos e constata que as entidades gestoras – ICEP, IAPMEI e API – os promotores dos projectos e a DGCI continuam sem se entender.

    OUTRAS CONCESSÕES

    ERROS DE TRÁFEGO

    O Estado teve de gastar mais 55 milhões de euros com a travessia da Fertagus porque errou nas contas do tráfego.

    ALTERAÇÕES CARAS

    Os encargos com alterações no Metro Sul do Tejo podem atingir os 50 milhões de euros.

    OBRAS NA ENTRADA

    Suspender ou reduzir o preço das portagens devido a obras pode custar cerca de 450 milhões de euros.

    DÍVIDAS ANTIGAS

    O Estado devia às concessionárias, em dezembro de 2004, 224 milhões de euros, dos quais mais de metade à Fertagus e à Brisa."


    E ainda...


    "Governo não vai afastar-se do seu modelo para as Scut
    12.12.2005 - 22h20 Lusa

    O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações garante que o Governo não vai alterar a sua política em relação às auto-estradas sem portagens para o utilizador (Scut), apesar dos elevados custos do modelo para os cofres do Estado, contabilizados num relatório do Tribunal de Contas hoje divulgado.

    Confrontado com o documento, Mário Lino sublinha que "o Tribunal de Contas não se pronuncia sobre o modelo das Scut, mas sim sobre o seu funcionamento, e é também do interesse do Governo melhorar esse funcionamento”.

    O ministro lembra, por outro lado, que o relatório hoje divulgado segue-se a um outro, de 2003, que continha várias recomendações ao Governo que, "na grande maioria dos casos, tiveram acolhimento ".

    Mário Lino chamou ainda a atenção para o facto dos 17 mil milhões de euros contabilizados pelo Tribunal de Contas euros serem "a preços correntes", somando os pagamentos ao longo de 30 anos, "porque, aos preços de hoje, esse valor é cerca de metade".

    O ministro aproveitou para revelar que o estudo sobre o novo modelo de financiamento da rede rodoviária, que incluiu as auto-estradas sem custos para o utilizador, deverá estar concluído durante o primeiro semestre de 2006.

    Como parte desse estudo, poderá haver Scut que deixem de o ser, nos anos seguintes, "caso se tenham alterado as condições que justificaram a implementação desse modelo". Ou seja, auto-estradas ou troços localizados em zonas que já não sejam das mais desfavorecidas ou isoladas poderão passar a ter portagens.

    "As condições constam do programa do Governo e serão seguidas", sublinhou.

    No relatório hoje divulgado, que lista os encargos assumidos pelo Estado até Maio passado, são incluídos os pagamentos contratualizados nas concessões das sete Scut que atingiam 15.767 milhões de euros; uma outra parcela de 365 milhões de euros sobre encargos com expropriações, dos quais 94 milhões de euros estão associados às concessionárias e cerca de 271 milhões de euros ao Estado; e os custos com o processo de reequilíbrio financeiro (compensações dadas pelo Estado ao concessionário por encargos não previstos na concessão), que rondavam os 894 milhões de euros.

    Contudo, Mário Lino adianta que o Governo ainda não aprovou as verbas desta última fatia."Os reequilíbrios referentes a esse valor estão a ser apreciados, nenhum está aprovado. Estamos muito atentos a essa questão e alguns já sabemos que não serão aprovados", explicou."

    E mais!

    Os senhores magistrados já demonstraram que não são capazes de resolver o problema. Farão certamente parte dele.
    E essa resolução não vai ser meiga. Não vai não. A culpa será de quem nos conduzir a isso. Guardem as minhas palavras.

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