o regresso da Política

300 000 votos

As sondagens voltam a mostrar Cavaco Silva muito perto de ser eleito à primeira volta. Soares, ou Alegre, aparecem consolidados a cerca de 30 pontos percentuais do favorito. Quer isto dizer que Cavaco já ganhou? Não, de todo. Na verdade, bastarão qualquer coisa como 5 por cento a mais ou a menos (o que não andará longe dos 300 mil votos) para definir uma vitória de Cavaco à primeira... ou uma derrota de Cavaco à segunda volta. O que os candidatos da esquerda têm de recuperar para aspirarem a ser eleitos não são na verdade 30 pontos de diferença, mas apenas os cinco necessários para impedir Cavaco de ganhar à primeira. Se o conseguirem, a dinâmica eleitoral pode tornar Cavaco num Freitas vinte anos depois.

Martim Silva


cada dia que passa

Existem dois grandes adversários [para Cavaco Silva]- os verdadeiros - a vencer nestas eleições: o triunfalismo e a abstenção. O primeiro, induzido pelas "sondagens", "comentadores" e outros "estudos de opinião", combate-se dizendo às pessoas que os votos não estão nem nas "sondagens", nem nos "estudos de opinião" e, muito menos, são atribuidos pelos "comentadores". A segunda, a abstenção, significa resistir ao "canto da sereia" de que "já está tudo decidido" e que, por consequência, "não vale a pena". Vale. Não nos resignemos perante evidências virtuais. Não está nada decidido para sempre. Tudo vai sendo decidido cada dia que passa.

João Gonçalves

Publicado por Manuel 13:21:00  

1 Comment:

  1. pisca-pisca said...
    Muito bem dito. E agora, que o nome de Portugal já aparece na lista dos alvos do fundamentalismo islâmico para nos avisarem, nunca será demais termos juizo na data da eleição do novo presidente da República.

    O posicionamento de Soares e Cavaco perante o combate ao terrorismo e perante o mundo islâmico vai decidir as eleições presidenciais.

    Cavaco Silva apadrinhou Durão Barroso – era o seu delfim - , que por sua vez apadrinhou Georg Bush e Blair na desastrada invasão e ocupação do Iraque. Em questões de guerra, um líder não se pode enganar de inimigo nem de estratégia. Soares não se enganou, bem antes da invasão do Iraque já ele dizia que seria um erro trágico, não só para os Estados Unidos, como para todo o ocidente. Cavaco ficou calado, que o mesmo é dizer que concordou com Durão Barroso e com a opção política e militar de Bush e de Blair. O tempo deu completa razão a Soares e descredibilizou por completo Barroso e Cavaco Silva.

    Erros deste calibre podem sair muito caros a Portugal, como foram os atentados em Madrid e Londres e muitos outros evitados in extremis em vários países europeus.

    Onde se demonstra que a idade de Soares e a sua larga experiência internacional são trunfos para um qualquer povo. Desde que esse povo não seja estúpido.

    Paris e França já estão a arder, não estão? Onde será amanhã?

    Então pensem bem antes de votarem, porque isto não é um Benfica-Sporting, em que no fim do jogo fica tudo igual e vão todos para os copos.

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