O cinzento é a mais bela cor


Não deixe que um jardim e uma calçada estraguem um bom projecto.

Publicado por Nino 20:49:00  

6 Comments:

  1. Pedro M said...
    Onde se pode ver o projecto?
    Nino said...
    O projecto será visto e discutido no final das obras.
    Pedro M said...
    Ah! Desses projectos...
    Temo pela Avenida.
    Como trabalho num edifício concebido pela vaca sagrada da arquitectura portuguesa, temo pelos portuenses.
    manueladlramos said...
    Poderá ser, poderá mas neste caso é
    a pior de todas: é a cor da autocracia...
    rb said...
    Juízes e procuradores não estão obrigados a informar tribunais e podem receber vencimento integral
    Mais de 30 por cento dos magistrados não comunicaram adesão à greve

    Foram menos de 60 por cento os magistrados judiciais e do Ministério Público a exercerem funções na 1.ª instância que já comunicaram às suas hierarquias a adesão à greve de Outubro, pelo menos através dos canais que eram tidos como os adequados. Os que o não fizeram poderão assim receber o vencimento daquele mês na totalidade, embora tivessem adiado as diligências judiciais.

    Isto foi notícia onte no público. Será que não se vos oferece qualquer comentário?!
    Arrebenta said...
    GRANDE ENTREVISTA DE CAVACO SILVA A KATIA REBARBADO D'ABREU (7ª Parte) - "Cultura e Possidonismo"



    (Continuação)

    K.R.A. -- Passando por alto o célebre agradecimento, ao autor, do Secretário de Estado da Cultura, Santana Lopes, pelo envio das “Obras Completas” de Machado de Assis, morto, em 1908…, disse-me o Professor que a Drª. Maria Cavaco Silva se identificava bastante com Jacqueline Bouvier Kennedy…

    C.S. -- É verdade…, mas…, por favor…, não lhe diga que lhe revelei isso aqui... aliás, eu tenho a minha própria visão do assunto…, eu sei que…, em quaisquer circunstâncias…, a minha esposa será sempre, para mim…, uma mais valia…, e que irá exercer, ao longo dos meus dois mandatos, uma verdadeira magistratura de influência, sobretudo do lado do bom gosto. Vou-lhe mesmo confessar uma outra coisa: se ela própria se compara a Jackye, eu costumo, para mim mesmo, ir mais além, e dizer que ela será… a minha… a minha… Grace Kelly… Quantas e quantas vezes, durante estes dois anos em que, no aconchego do lar, preparámos, minuciosamente, a minha candidatura, quantas vezes eu não me aproximei dela, e a beijei, por detrás da orelha, murmurando,” Maria, eu serei o teu Rainier, mas tu também serás a minha Grace…”

    K.R.A. -- Acredito piamente em que, depois de 40 anos de casamento, o Professor até possa começar a acreditar nisso tudo, mas tem consciência de que, para o cidadão comum português, o casal Cavaco Silva se presta muito mais à caricatura, à sátira e à maledicência do que ao respeito e à veneração?... Com certeza, já lhe devem ter chegado essas infinitas histórias, que, em forma de anedota, circulam por toda a parte... As histórias das mantas desviadas nos aviões…, a história da ida a Nova Iorque e da pressa em se “safarem” de um “cocktail”, organizado em vossa honra, porque a drª. Maria queria aproveitar 2 bilhetes que tinha recebido, para ir assistir, de graça, a um espectáculo na Broadway…, do convite da Rainha, em Buckingham, para um jantar, e da preocupação imediata da drª. Maria, quando chegou, em ir ajeitar umas pregas na toalha…, das histórias das malas, da Católica, que a Drª. Maria insistia em fazer variar todas as semanas...

    C.S. -- ... as malas, sim, é verdade, dessa lembro-me eu bem…, mas repare que nessa altura eu ainda não era primeiro ministro, e que, já que a sua roupa era ela que a fazia toda, por suas próprias mãos…, aliás, deixe-me que lhe diga, umas verdadeiras mãos de ouro, umas mãos de fada, como os Portugueses poderão publicamente comprovar, quando, como espero, for eleito, dizia eu, tudo o que tínhamos investíamos nas malas dela, que, de facto, e na maioria dos casos, até nem eram de imitação...

    K.R.A. -- … sim, professor, mas as pessoas também se lembram da Drª. Maria a chegar diariamente, à Católica, ao volante de um Morris mini, e que, no próprio dia da sua eleição, em 1985, como Primeiro Ministro, ela se apresentou nos portões da Universidade, no mesmo Mini, mas sentada no banco de trás, já com um motorista a frente…

    C.S. – (risos) … é verdade…, coisas de mulher…, e até lhe digo mais: como, nessa altura, ainda não tínhamos às ordens os “chauffers” do Estado, ela pediu ao meu sogro, o pai dela, que desempenhasse transitoriamente essas funções. Uma mulher expedita, e bem inteligente, como pode ver por essa pequena história do nosso currículo público e familiar.



    (Continua)

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