Cruxifixos nas Escolas Serão Substituídos por iPods. É o Plano Tecnológico em marcha

Publicado por Carlos 17:09:00  

13 Comments:

  1. diogenes said...
    E quando é que trocam os feriados católicos por feriados seculares?
    Arrebenta said...
    GRANDE ENTREVISTA DE CAVACO SILVA A KATIA REBARBADO D'ABREU (5ª Parte) - "Cultura"

    (Continuação)

    K.R.A. — Professor Cavaco Silva, falemos de Cultura. Para muitos Portugueses, quando se fala de “Cultura” a ideia que têm do Professor é a mesma que têm de Goebbels: saca logo do revólver… (risos)

    C.S. – (risos) Por amor de Deus, minha senhora, isso é um disparate!... Leia o meu manifesto “As Minhas Ambições para Portugal”, e verá quantas vezes lá aparece a palavra “cultura”...

    K.R.A. — Esse é um manifesto abstracto, que fala de um futuro que só poderá acontecer, na eventualidade de ser eleito. Eu gostaria de o interrogar sobre o passado, ou seja, sobre o tempo em que o Professor, quando, de facto tinha poderes realmente interventivos, como Primeiro-Ministro. Como resumiria a sua acção cultural, durante 1985-1995?...

    C.S. – Olhe, minha senhora, antes de mais, aquilo que considero o maior testemunho cultural da minha governação, o Centro Comerci… perdão, o Centro Cultural de Belém. Quer melhor obra do que ter colocado à disposição dos Portugueses o Centro Cultural de Belém?...

    K.R.A. — Uma excelente obra, que custou umas quantas vezes mais do que o inicialmente previsto, que ficou incompleta, dadas inconfessáveis cumplicidades que existiam entre Governo, Câmara Municipal de Lisboa, Lojas Maçónicas e outros interesses ocultos, como mais tarde se veio a demonstrar, enfim… a tentar demonstrar, no Processo da Universidade Moderna. Resumindo: até o Centro Cultural de Belém ficou incompleto, posto que os módulos finais, que se deveriam construir sobre os barracões "ataveirados" da Universidade Moderna, foram obstruídos pelos jogos de poder que já ali se digladiavam…

    C.S. – Mas fiz lá uma ópera, minha senhora, a segunda grande ópera construída de raiz, desde o séc. XVIII. Parece-me que estou a ver a minha senhora, a Doutora Maria, a virar-se para mim e a dizer-me…, permita que confesse este momento da minha intimidade a todos os Portugueses… “Aníbal, agora, que és Primeiro-Ministro, gostaria de entrar, acompanhada por ti, pela primeira vez, num Teatro de Ópera”, e eu lembro-me de lhe ter respondido, “Maria, 40 000 000 de contos nos separam desse pequeno gesto”.

    K.R.A. — Ou, como diria, o Poeta, a Maria sonha, o Aníbal manda, o Erário paga, a Obra nasce…

    C.S. -- … isso.. Isso!... (bebe um copo de água)

    K.R.A. — Falando de ópera: recentemente descobriu-se que eram ambos fervorosos melómanos, e que foram assistir à “Traviata”…

    C.S. -- … de Wagner. Deixe que lhe diga, minha senhora, que saí de lá com os cabelos completamente arrepiados: aquele momento em que a Traviata, já tuberculosa, vem, Ta Tã Ta ta Tã!..., na Cavalgada das Valquírias, e depois se deita, já morta, com a sua lança num anel de fogo. Uma coisa gloriosa!... A minha esposa, em contrapartida, chorou muito na parte final, em que o Grande Wotan cantou “Di Provenza, il mar, il suol!...”

    K.R.A. — Uma das críticas, que se faz ao seu período de governação, foi a de ter tornado o Teatro de S. Carlos no palco de uma parada de vaidades dos novos-ricos, de lá afastando os verdadeiros melómanos. Pensa, como Presidente, re-democratizar o acesso aos espaços culturais?...

    C.S. – Minha senhora, com certeza de que não estava à espera de que eu pensasse, como o António Silva, daquele célebre filme (risos), que a Ópera era para os operários. Obviamente que, muito discretamente, o São Carlos foi redireccionado para as pessoas que tinham triunfado na nova dinâmica económica. Como sabe, os recursos são escassos, pelo, que na dinâmica de uma sociedade aberta, de livre comércio, só deve ter acesso a determinados patamares quem se bateu para lá chegar. A senhora, de certeza que não me estava a pedir que enfiasse, nas poucas centenas de lugares do Teatro Nacional de São Carlos, 10 000 000 de Portugueses!...

    K.R.A. — Estava apenas a questioná-lo sobre se essas escassas centenas de lugares eram ocupadas pelas pessoas certas, ou por pessoas que iam sistematicamente utilizar esse espaço para rituais alheios à sua função…

    C.S. -- … e deixe-me que lhe diga, também abri ao grande público o Teatro Nacional D. Maria II, se bem se lembra, colocando em cena, durante meses e meses a fio, com enormes filas à porta, aquilo que, confesso, considero a minha grande contribuição para o panorama artístico português, o imortal “Passa por mim no Rossio”, de Filipe la Féria, que, aliás, como sabe, também integra a minha Comissão de Honra.

    K.R.A. — Quanto à Literatura, Professor, para além do ridículo episódio entre Sousa Lara e Saramago, pouco ficou…

    C.S. – Minha senhora (olha para o papel)… houve Maria Roma, Pedro Paixão, Inês Pedrosa…

    K.R.A. — Tudo nomes de primeiríssimo plano…

    C.S. – Exactamente, e ainda bem que também aí me dá razão.

    (Continuação)
    pisca-pisca said...
    "Pensões: Soares uma, Cavaco três"

    «Em termos de pensões, bem se pode dizer que Cavaco Silva bate Mário Soares por três a um, de acordo com os dados fornecidos pelas duas candidaturas presidenciais.

    A polémica já estalou, em torno da pensão que Cavaco Silva recebe do erário público por ter sido durante dez anos primeiro-ministro (entre 1985 e 1995).

    Soares trouxe o caso à baila, não para criticar o facto de Cavaco auferir a pensão, mas antes para desmontar o argumento do próprio Cavaco, que diz não pertencer à classe política.

    O Estatuto Remuneratório dos Titulares de Cargos Políticos foi alterado recentemente (e, por exemplo, o regime para os autarcas continua a gerar polémica) na Assembleia da República. E, em nome do fim das 'regalias injustificadas', decidiu-se acabar, entre outras regalias, com as pensões vitalícias que eram atribuídas aos ex-primeiros-ministros - a pensão apenas se mantém para os ex-presidentes da República.

    Mas a lei não é retroactiva e ambos os candidatos podem continuar livremente a receber as suas pensões.

    Segundo dados fornecidos pela candidatura de Mário Soares, este abdicou de uma das pensões, por ter sido advogado, limitando-se a receber aquela a que tem direito por ter sido chefe de Estado. E que corresponde a 80 por cento do vencimento do Presidente da República (ou seja, a cerca de 5600 euros).

    Quanto a Cavaco Silva, e segundo o que já foi noticiado, recebe três pensões, num total de 9356 euros mensais. Uma por ter sido funcionário do Banco de Portugal, uma outra paga através da Caixa Geral de Aposentações por ter sido professor catedrático de Economia na Universidade Nova de Lisboa. E uma terceira, ainda, pelo facto de ter chefiado o Governo durante uma década. Esta subvenção, segundo Cavaco, é no valor de 2876 euros líquidos por mês.

    (Diário de Notícias de 31-10-2005)
    zezepovinho said...
    "Os grandes políticos devem a sua reputação às resistências que enfrentam."

    Assim falava Sócrates.
    Pedro M said...
    A qualidade dos defensores mostra bem qualidade do defendido.
    Luís Bonifácio said...
    O pisca-pisca tem uma particularidade, quando mostram o Cavaco, os seus olhos estão abertos, quando mostram o Soares, os olhos estão fechados.
    Para que quer Soares mais que uma reforma quando recebeu milhões de euros, prédios no centro de Lisboa (Que o filho lhe ofereceu, gastando o dinheiro da CML). Tudo pago com dinheiro dos nossos impostos.
    Arrebenta said...
    GRANDE ENTREVISTA DE CAVACO SILVA A KATIA REBARBADO D'ABREU (6ª Parte) - "Cultura e mais Cultura"

    K.R.A. — Quanto à Arquitectura, é incontornável o nome de Tomás Taveira.

    C.S. – (Tosse e bebe um copo de água).

    K.R.A. — … como, aliás, é incontornável o fenómeno de proliferação descontrolada das periferias urbanas, com desertificação do Interior, e acumulação das populações em caixotes não-arquitectónicos, dormitórios explosivos, como recentemente se manifestaram, em França…

    C.S. – Minha senhora, vai-me dizer que um residente, hoje, das urbanizações de Ranholas seria eventualmente, mais feliz numa terra sem água, luz ou televisão, nas proximidades de Fornos de Algodres?...

    K.R.A. — Isso terá de perguntar às pessoas que lá vivem, não a mim…
    Do mesmo modo, há quem o acuse de ter desfigurado Lisboa, importando para o interior do perímetro urbano soluções indignas do subúrbio de qualquer cidade europeia civilizada…

    C.S. — Não, minha senhora… não…

    K.R.A. – Sim, Professor Cavaco, sim, há mesmo quem diga que, no seu tempo, na esquina em que antes havia uma pastelaria tradicional, o senhor instalou um banco, aliás, um banco, um drogado e um pedinte…

    C.S. — Por amor de Deus!...

    K.R.A. -- … e que a situação de miséria, insegurança e ostentação era já tal, que, no final da 2ª Maioria absoluta, em cada esquina, já só se via um banco, um pedinte, um drogado e também um polícia, e quando havia que se cortar nalguma coisa, pois…, cortava-se no polícia!...

    C.S. — Minha senhora que exagero!...

    K.R.A. – Professor Cavaco Silva, quer-me, a propósito, falar de Droga, quer-me explicar que soluções apresenta hoje para o problema da Droga, talvez a epígrafe de todo o seu período enquanto foi Primeiro-Ministro?... Quer explicar aos Portugueses como é que, e basta traçar o paralelo com as cidades do país vizinho, com a sua agitada vida nocturna, quer-me explicar que medidas vai tomar para impedir que, mal caia a noite, 10 000 000 de cidadãos fiquem sujeitos a uma espécie de “recolher obrigatório”, que tornou os nossos núcleos urbanos reféns do medo de assaltos de uns quantos milhares de excluídos, eventualmente toxicodependentes, ou meros membros de “gangs” de excluídos, ou de indivíduos com comportamentos sociopatas potenciados?...

    C.S. — Nas Minhas Ambições para Portugal… (bebe um copo de água)

    K.R.A. – Nas suas ambições para Portugal…

    C.S. — Nas Minhas Ambições para Portugal, assumo claramente que “não me conformo com as bolsas de pobreza e exclusão social” e que irei promover um combate efectivo “à toxicodependência e ao alcoolismo”…

    K.R.A. – Como?... Promovendo políticas contrárias às do período em que governou Portugal, e em que todas essas bolsas tiveram início e se expandiram descontroladamente?... Lembra-se das mulheres desempregadas de Setúbal que se tinham de prostituir, quando o senhor deixava, todos os dias, falir fraudulentamente empresas, aí, e pelo país inteiro?... O que vai fazer agora, num tempo em que já não há os célebres três orçamentos, o de Estado, o das Privatizações e o Comunitário, para resolver problemas agravadíssimos?...

    C.S. — (pausa) Minha senhora, “procurarei afastar desânimos e pessimismos quanto ao futuro do país, reavivar a esperança e transmitir aos Portugueses uma vontade nacional de vencer, progredir e responder com energia aos desafios colocados pela mudança, convicto, que estou, do papel decisivo da confiança nas nossas próprias capacidades”…

    K.R.A. – Portanto, assim com os Funcionários Públicos, eventualmente, ficará à espera de que toxicodependentes, excluídos e desempregados acabem por morrer…

    C.S. — Se entretanto não se encontrar uma solução melhor, deixe-me que lhe pergunte a si… e por que não?... E por que não?...

    K.R.A. – Voltando à Cultura, de que modo acha que a sua eventual… digamos, magistratura de influência, poderia melhorar o clima de desastre cultural do País?

    C.S. – Olhe, minha senhora, para isso, conto com o precioso apoio da Senhora Minha Esposa: deixe que lhe revele aqui um outro pequeno episódio da nossa intimidade. Recentemente, e estando a rever no canal “História” um episódio sobre a biografia de Jacqueline Kennedy, a drª. Maria Cavaco Silva revelou-me que tinha uma particular admiração por Jacqueline, e que muitas das suas orientações de vestir e de estar, ainda hoje, eram fortemente influenciadas por essa amargurada senhora…

    K.R.A. – Está-me, portanto, a querer dizer que, no seu íntimo, a Drª. Maria Cavaco Silva se compara com Jacqueline Lee Bouvier Kennedy Onassis?...

    C.S. – Isso, exactamente isso (sorri). Suponho, portanto…, que…, se…, quando…, em Janeiro for eleito Presidente da República, a figura da minha esposa também poderá exercer uma verdadeira magistratura de influência internacional e do projectar do gosto de um Portugal, renascido, além-fronteiras (bebe um copo de água). Aliás, quando ela me fala de quando chegará esse importantíssimo momento, eu costumo sempre responder-lhe, “Filha, 300 000 votos: a diferença entre haver, ou não haver, uma 2ª. Volta, separam-nos da tua, nossa, eterna glória”…

    K.R.A. – Uma última pergunta sobre este tema, Professor… Para um homem que se diz ter preocupações culturais, lembra-se de Santana Lopes, e dos tempos em que foi Secretário de Estado da Cultura dos seus governos?...

    C.S. – (pausa) Sim, lembro…

    K.R.A. – Deve estar recordado da célebre história dos Concertos de Violino de Chopin?...

    C.S. – (Põe uma Pose de Estado à Henrique Santana) … Minha Senhora, no meu manifesto “As Minhas Ambições para Portugal”, está bem explícito que tudo farei para que Portugal “preserve o seu tradicional repúdio pelo racismo e pela xenofobia”… No tempo em que era Secretário de Estado da Cultura, o dr. Santana Lopes foi acusado de ter dado primazia à descoberta desses inéditos do património musical mundial, os referidos Concertos de Violino de Chopin… Os Portugueses poderiam argumentar, há 10, ou 15 anos, que não era justificável que os recursos financeiros e culturais do nosso país fossem aplicados na divulgação da obra de um compositor estrangeiro, para mais, externo ao espaço comunitário, como era o caso do polaco Chopin. Isso, para mim, já na altura se chamava “Xenofobia”. Hoje, em 2005, na óptica da Globalização e com a Polónia a ser membro de pleno direito do Espaço Económico Europeu, já era, ou não era, visionário que eu, através do meu Secretário de Estado para a Cultura, promovêssemos a obra desconhecida de um compositor de um futuro membro e parceiro da Europa alargada?... Ora, responda lá a senhora por mim!...

    (Continua)
    pisca-pisca said...
    Quando Maria de Lurdes Pintasilgo foi primeira ministra de um governo da iniciativa de Ramalho Eanes, antes de sair do seu posto resolveu aumentar as pensões sociais de certas camadas de pensionistas. Foi um aumento considerável.

    Sá Carneiro, na altura a preparar a AD, criticou fortemente esse aumento. A AD ganhou a seguir as eleições e foi para o governo, com Cavaco Silva em ministro das Finanças. Não tardou muito e fez novo aumento dessas pensões, o que fez com que num só ano essas pensões tivessem aumentado cerca de 45%. Começou aqui o descalabro despesista do Estado.

    Mas, como o preço do petróleo entretanto tinha subido muito, de 12$/barril, para perto de 40$/barril, e como Sá Carneiro faleceu no acidente de Camarate, e era depois Pinto Balsemão o primeiro ministro, Cavaco Silva, prevendo mau tempo no canal para a economia mundial e portuguesa abandonou o barco da AD e recusou ser ministro do governo de Balsemão. Este ficou amuado e com o tempo se veria que nunca lhe perdoou este abandono do barco em pleno naufrágio.

    A AD, esfrangalhada por lutas intestinas e pela crise económica que levou o país à beira da bancarrota, acaba por perder as eleições em 1983 e dá lugar a um governo de salvação nacional presidido por Mário Soares, com Mota Pinto em vice-primeio ministro. Foi o governo do bloco central.

    Mário Soares teve de recorrer ao FMI para resolver a situação, com a ajuda do seu ministro das Finanças, Hernani Lopes. Em 1985 as contas públicas estavam recuperadas e o caso deu brado nos meios financeiros internacionais. Portugal passou a ser um exemplo de bom aluno do FMI.

    Mas esta recuperação das finanças públicas custou popularidade a Mário Soares e ao PS, que na altura fez outra grande reforma, a do arrendamento, matéria tabú para os governos anteriores. E o PSD, com Cavaco Silva, sobe ao poder.

    Iniciava-se na altura a recuperação da economia mundial depois do choque do petróleo de 1980/81, com a descida forte do preço do petróleo. Cavaco Silva, bem infomado sobre os ciclos económicos, viu que teria um período de vacas gordas para fazer figuraço, até porque Portugal se preparava para entrar na CEE e iria receber chorudos fundos comunitários.

    Cavaco Silva passou então a governar com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc.

    Foi um fartar vilanagem, dinheiro a rodos para distribuir pela clientela, incluindo centenas de milhares de funcionários públicos. O despesismo estatal no seu melhor! Fez obras, sim senhor, incluindo o CCB, que era para custar 6 milhões de contos e custou 40 milhões, segundo se disse na época. O rigor cavaquista no seu melhor!

    Anos depois vem a guerra do Golfo, com implicações económicas fortes a nível internacional, e Cavaco Silva, prevendo período de vacas magras e já com ele em andamento, resolveu abandonar o barco e parar de governar e entregou o testemunho ao seu ex-ministro Nogueira. Este perdeu as eleições para Guterres e em 1996 iniciava-se a recuperação da economia mundial. Foi um bom período para Guterres, que continuou o despesismo de Cavaco Silva, já que este último tinha deixado o campo minado por sistemas automáticos de aumento da despesa pública, o MONSTRO cavaquista de que viria a falar Miguel Cadilhe, além de milhares de contratados a recibos verdes no aparelho do Estado, que Guterres teve de integrar nos quadros do Estado para não ter de mandar para a rua gente que há anos não fazia outra coisa senão trabalhar para e dentro do aparelho de Estado.

    Foi este o percurso do despesista Cavaco Silva, o que como ministro das finanças da AD aumentou num ano, pela segunda vez, milhares de pensionistas, e o que, como primeiro ministro, aumentou a despesa pública de tal ordem que os défices públicos da sua governação, se limpos das receitas extraordinárias, subiram tanto (chegou a 9% do PIB) que o actual défice das contas públicas é apenas mais um no oceano despesista inventado por Cavaco Silva nos longínquos tempos da AD e continuado nos tempos em que foi primeiro ministro, depois da recuperação heroica dos tempos de Mário Soares e Hernani Lopes, nos anos 1983-85.

    É neste despesista disfarçado de rigor que devemos votar para PR? Desculpem, se quiserem propor Hernani Lopes para PR, podem contar com o meu voto. Mas como ele não aparece a candidatar-se a PR, vou votar em quem o ajudou a salvar Portugal da bancarrota provocada pela AD de Cavaco Silva. E esse alguém é Mário Soares.

    Estes os factos. E eu voto em factos, não em mitos e miragens. Mário Soares tem um brilhante CV em controlo da despesa pública (governos de 1977/78 e 1983-85). Cavaco Silva tem um brilhante CV no descalabro das contas públicas.

    Qualquer economista, se intelectualmente honesto e conhecer um pouco da nossa História recente, rejeita liminarmente este embuste chamado Cavaco Silva. Se ele for presidente da República, como pode ele pregar moralidade económico-financeira quando ele foi e é ainda o pai do MONSTRO? Monstro que agora Sócrates se esforça por abater com as reformas profundas que está a fazer.

    Para os mais novos aqui fica a radiografia do embuste chamado Cavaco Silva.
    jjoyce said...
    Correio da manha, 27.12.2005:
    A ineficiência é a característica mais comum a quase todos os juízos cíveis, sobretudo nos de Lisboa e do Porto.
    Exclusivo CM



    2005-11-27 - 00:00:00

    Magistrados gastam 12 horas com acções executivas

    Juízes pouco produtivos

    A conclusão é do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa, que realizou um estudo sobre a produtividade dos juízes, os actos que praticam e o tempo que gastam nos processos
    Pedro M said...
    Já agora retiram-se também as Cruzes de Cristo dos Falcons que transportam os senhores políticos...
    josé said...
    E a cruz do logótipo da Federação Portuguesa de Futebol que adorna os equipamentos dos jogadores.


    Jjoyce:
    MEsmo que assim seja, talvez fosse preferível entender porque o é.
    E por falar no Observatório, alguém se perguntou qual a real produtividade deste organismo?!!

    Há quanto tempo andam a estudar o problema da contingentação de processos ( uma das razões da falta de produtividade dos juizes...)?!
    DOis anos? Três?

    AS coisas não são o que parecem e a desinformação é a regra. Quem não percebe dos assuntos, "manda bocas"!
    chuta po tecto said...
    Há por aqui uns piscas e uns arrebentas que são uns chatos de 1ª.
    Obrigam-me a usar o dedo de ver se a galinha tem ovo a fazer scrool por aqui abaixo sem piedade. Grande porra!
    Fernando Martins said...
    Eu acho que está tudo errado, nesta cruzada da República Laica, transvestida de I República:

    - deviam ser proíbidas as procissões;
    - as Igrejas e outros templos deveriam retirar aos seus símbolos religiosos do exterior;
    - os Hara Crishna deviam "vestir à civil", tal como os padres e outros sacerdotes;
    - os Judeus de Belmonte não deveriam poder acender as 7 velas votivas nos candeiros da rua;
    - deviam ser retiradas as cruzes dos Cemitérios;
    - as crianças deveriam ser proíbidas de usar símbolos religiosos, como cruzes;
    - a televisão não deveria ter a Missa ao Domingo ou falar de Fátima;
    - deveriam acabar os programas das Religiões na RTP;
    - devia ser proíbido descansar ao domingo;
    - os feríados católicos deveriam acabar;
    - alguns Bispos deveriam ser expulsos, para dar o exemplo;
    - deveria haver aulas de Ateísmo na Ecola...

    Volta, Santo Afonso Costa, estás perdoado...!

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