um nome


José Luís Lopes da Mota.

Procurador Geral Adjunto. Foi também secretário de Estado da Justiça, de Vera Jardim, num governo de Guterres, e, enquanto membro do MP, esteve vários anos estacionado em Felgueiras. Cunha Rodrigues levou-o para a Europa, onde, em Haia faz a ligação entre as autoridades judiciárias portuguesas e a Eurojust, um órgão da UE promotor da coordenação do combate à criminalidade grave transnacional. José Luís Lopes da Mota é suspeito de ter fornecido a Fátima Felgueiras uma cópia da denúncia original enviada a Cunha Rodrigues, numa altura em que a PJ de Braga não tinha iniciado sequer as investigações...

Publicado por Manuel 17:33:00  

3 Comments:

  1. zezepovinho said...
    Joana Amaral Dias

    Discurso da Mandatária Nacional para a Juventude na inauguração do Eden

    Apoiamos Soares. A juventude de todas as idades está consigo! O futuro é agora e o futuro é nosso!

    Quero começar por saudar todos os presentes. E saudar Mário Soares por travar esta batalha, avançando com um projecto maduro e desafiando os demais candidatos. Desafiando-nos para fazer parte desta caminhada. E mesmo, desafiando-se a si próprio.

    Esta sede que hoje abrimos vai ser esse lugar e símbolo. E vamos animá-la como vamos animar Portugal.


    As eleições presidenciais que se avizinham são muito importantes para o país. São essenciais porque as funções de Presidente da República, tal como estão consagradas na nossa constituição, deverão ser exercidas amanhã de forma mais empenhada e capaz do que nunca. E não porque se trata de reforçar os poderes presidenciais, nem tão pouco de despolitizar o cargo.

    A crise que o país e a Europa atravessam, a complexa cena internacional, o divórcio dos cidadãos da política, os receios que constantemente se renovam face à catadupa de mudanças do mundo de hoje, assim o exigem.

    Precisamos de um presidente cosmopolita, contemporâneo e actualizado. Um homem que não seja do seu tempo, mas do nosso tempo. Precisamos de um presidente que conheça como a palma da sua mão os problemas e desafios da União Europeia e as complexas questões nas relações internacionais. Que as conheça mas também tenha capacidade de intervenção sobre elas. Que as conheça, mas que também nós as conheçamos, isto é, que conheçamos as suas posições. Precisamos de um Presidente que nos dê essa segurança e essa visão. Que saibamos ao que vem.

    Efectivamente, esta é uma das características da actualidade: a constante interdependência entre as questões europeias e as relações com o resto do mundo, desde as relações atlânticas às relações com os países de língua oficial portuguesa e que se reflectem no nosso quotidiano.

    E há as questões nacionais onde o lugar e o papel do Presidente da República se afiguram determinantes. A época é de descontentamento, indignação, insegurança. Não é a democracia que foi conquistada em Abril que está em causa. Mas está em jogo, seguramente, a qualidade dessa mesma democracia. Mário Soares é, sem dúvida, o candidato que mais garantias oferece para que essa democracia se aperfeiçoe, aprofunde e reforce. Mário Soares, respeitador e defensor de uma vida partidária múltipla e diversificada, é o garante da pluralidade da vida democrática portuguesa, engajado que está com uma cidadania exigente.

    Por outro lado, é indispensável emagrecer o fosso que, cada vez mais, separa os cidadãos da política. Há que trilhar o caminho de uma democracia progressivamente mais participativa, onde todas e todos possam ter a sua voz. Cabe aqui a referência particular às mulheres, aos jovens, às minorias e aos mais vulneráveis. E não apenas para que a democracia seja uma realidade para estes, mas para que seja, efectivamente, um combate, um direito, uma construção e uma alegria de todos.

    No passado, nomeadamente com as Presidências Abertas, Mário Soares mostrou saber fazer isto como ninguém. Na época o desenlace entre cidadãos e política era já um traço da nossa sociedade, mas não assumia a gravidade de hoje. Mário Soares teve, então, o rasgo e a intuição necessários para antecipar, conter, prevenir e intervir sobre essa matéria. Depois de eleito não se acomodou ao cargo. Não se colou à cadeira ou se prostrou no poleiro. Calcorreou o mundo inteiro, é verdade. Mas também andou, incansavelmente, do Minho ao Algarve, escutando os portugueses, contrariando a surdez que grassa entre muitos da classe política, dando importância, verbo e prioridade às preocupações e necessidades dos cidadãos.

    Numa época de crispação social, em que são exigidos muitos sacrifícios, é estritamente necessário que o Presidente da República tenha a sensibilidade, a destreza e a sabedoria para robustecer a concertação social. No passado, foi Mário Soares que, uma vez mais, a inaugurou em Portugal. Hoje, amanhã e depois, será Mário Soares que reconhecerá que esses sacrifícios têm que ser para todos e que terá a sageza para os equilibrar e harmonizar.

    Soares tem construído esta relação bilateral e afectiva connosco. E, depois de eleito em Janeiro, assim continuará. A sua experiência, o seu património enquanto cidadão, político e actor social são o garante pelo qual ansiamos. Soares sabe que o futuro não é amanhã. Sabe que o futuro é hoje.

    Estamos aqui reunidos para inaugurar a nossa sede. É uma casa que será o abrigo e lançamento da juventude, que tem a alma do arrojo do seu arquitecto. Mário Soares foi um jovem lutador pela liberdade. Sabe da energia, da vontade e da urgência da juventude. E sabe das questões com que os jovens se debatem no presente.

    Ontem, na apresentação do manifesto, não podia ter sido mais claro. Eleito, estará particularmente atento à educação, à formação e ao emprego. Ao primeiro emprego e ao emprego precário, ao fim da centralidade do trabalho que é, como sabe, um conto do passado. Sabe que hoje a juventude, se debate também com outras questões. Da sua própria identidade, não balizada como outrora, mas mais múltipla e volátil no seu estatuto. Mário Soares não divide os jovens entre marginais e aplicados. Perdidos e consumistas. Conhece e reconhece que, num mundo globalizado, os jovens não se reduzem à ideia de mercado como medida de todas as coisas. Conhece, e sabe que nós também conhecemos, as relações entre consumo e produção. E aplaude as múltiplas frentes pelas quais nos batemos. Do trabalho ao emprego, da educação à cultura, da qualidade de vida ao ambiente.

    Somos pelo contacto intergeracional.

    Como ontem ficou plasmado no seu Manifesto, o futuro Presidente da República sabe que as mulheres e as jovens mulheres querem ter uma relação igualitária. Querem ser seres de plenos direitos e deveres. Querem ter o direito de optar. Mário Soares tem posição sobre estas questões e foi pioneiro em muitas delas. Laico, republicano e socialista. Abarca e respeita a diversidade das orientações sexuais, os problemas e justas aspirações das minorias e dos imigrantes, da sua dignidade e mesmo da mais valia que transportam. Abraça a premência em criar excelência e mérito, desenvolver a investigação científica e as novas tecnologias, desde as informáticas às genéticas. E até vai ao cinema!

    Precisamos de um presidente aberto e sensível a matérias como a toxicodependência, o ambiente ou as questões demográficas. Que saiba como é difícil o pulsar nas grandes cidades e, como muito bem comentou quando vimos o filme Alice, de como necessitamos de as suavizar e humanizar, garantindo aspectos como redes de transporte eficientes e coordenadas ou espaços verdes amplos, cuidados e vividos. Precisamos de um presidente que entenda e se bata por cidades habitadas, com empresas, quadros e gente. Sobretudo isso, gente. Mas que saiba olhar para além da metrópole, que saiba que há ambiente para além dos incêndios. Que veja o quão necessário é inverter o caminho da desertificação e litoralização do território, defendendo a paisagem sem deixar de a povoar. Queremos um presidente que sinta e saiba que não é mais possível continuar apenas a gerir a conjuntura e que tome as causas ambientais como lema de todos os dias tanto como modelo de desenvolvimento maior.

    Dispensamos e opomo-nos ao Portugal periférico e alinhado com a guerra, do betão, conservador, dos endividamentos, da saúde pela hora da morte, dos baixos salários, dos acidentes rodoviários, da SIDA, da fuga fiscal. Com Mário Soares na Presidência da República o objectivo será Portugal da educação. Um Portugal dinâmico, inovador, solidário e verde. Um Portugal Europeu e de vanguarda.

    Não vamos prescindir de um presidente que compreenda como é complexo, para os jovens adultos, articular a família com o trabalho. E que perceba que a natalidade só voltará a aumentar quando, em vez de sermos bombardeados com discursos contraditórios de defesa da família por um lado, e de competitividade desenfreada por outro, tenhamos hipóteses concretas, ditadas por politicas sociais dignas desse nome, de conciliar ambas sem que tenhamos que hipotecar a nossa própria vida. Aliás, nestas questões demográficas quase esquecidas do discurso político, Mário Soares não é apenas retórica. É o exemplo vivo. Falem de, em virtude do aumento da esperança média de vida, integração e dignificação dos mais velhos, e estão a falar de Mário Soares. Falem da potencialização da experiência e da sapiência dos que viveram mais do que nós e falam de Soares.

    É esse o candidato que queremos e o candidato que elegeremos. O cidadão e o político que, em vez de fugir, moda lusa quase tão em voga quanto o défice, e que foi encetada por Cavaco Silva, se apresenta, de novo e sem medos. E que é capaz de trocar o sossego e a glorificação, o júbilo e o consenso por uma causa, por um desassossego, por Portugal.

    É isto que é juventude, e é isto que a juventude é, enquanto motor das rupturas políticas e culturais, enquanto prenunciadora de novas andanças.

    Soares tem querido valorizar o cargo de mandatário para a juventude. Quando aceitei o convite que me dirigiu, disse-lhe que desempenharia o cargo de forma crítica e exigente. Confesso que hoje sei que foi desnecessária esta minha condição, tendo em conta a importância que o candidato dá às novas gerações. O mesmo não se poderá dizer dos outros candidatos, que escolheram cantores para mandatários da juventude. Mas digo-vos: será a voz política que fará a diferença!

    Hoje e aqui- não ao lado de Mário Soares, mas com Mário Soares do nosso lado- passamos da defensiva à ofensiva, da resistência à luta. Aqui, nesta casa, que será nossa e dos que ainda estão para vir. Que é entre estas paredes, mas que vai para a rua, para as esplanadas, para a net, para muitas outras casas. Para a vida.

    Que vai voltar a colocar os homens e as mulheres como a medida de todas as coisas.

    Apoiamos Soares.

    A juventude de todas as idades está consigo!

    O futuro é agora e o futuro é nosso
    Descuecado said...
    Ó zezepovinho, tem pena da gente, deixa lá os discursos da diva e concentra-te na dita sem discursos.
    Uma beldade daquelas é um desperdício nas mãos do Soares e do PS.
    Please, nó-nó, acalma-te lá um bocadinho com a militância, pensa nas coisas boas da vida.
    Por exemplo, na dita Joana, benza-a Deus, que é um pedaço de mulher.
    Pato Marreco said...
    A Joaninha anda à procura daquilo que a Aninhas ganhou no meio do centeio.
    Pena que se tenha entregue ao octagenário. Dali não lhe vem mal nenhum e bem, também não.
    Um desperdício

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