voluntarismos

O INEM e a Liga dos Bombeiros andam outra vez às turras, e já há ambulâncias paradas. O lítigio pode ser visto como mais uma guerra de capelinhas, entre o MAI e o M. Saúde, por entrepostas partes, ou... como uma oportunidade de repensar todo o funcionamento dos bombeiros (voluntários) em Portugal. Pese o voluntarismo, pese a dedicação, será desejável e responsável que uma parte fundamental da infraestrutura de imergência seja had-hoc e dependente da carolice de uns tantos ? Já era altura de um debate sério, e a sério, sobre o tema.

Publicado por Manuel 13:19:00  

6 Comments:

  1. Anónimo said...
    Não sei qual é o problema escondido que gera este conflito, mas se tivesse que o ajudar a resolver, juntava elementos das partes e obrigava-os a formular uma finalidade, um propósito, um objectivo para o serviço. Porque é que o serviço existe? Como é que vamos poder avaliar se o propósito está a ser cumprido?

    Para então apresentar uma folha em branco e pedir às partes que, concentradas no propósito, respondessem à pergunta: o que temos de fazer? Como temos de nos organizar para facilitar o cumprimento do propósito.

    Em 1989 nos Estados Unidos, durante uma greve de duas semanas, na antiga Bell Telephone, 52 mil de um total de 74 mil trabalhadores entraram em greve. Ao fim da segunda semana a empresa descobriu que esse clima de crise levou a uma reorganização tal que a empresa estava a fazer tudo, excepto as instalações de novas linhas, sem prejudicar a qualidade do serviço. A empresa descobriu que podia funcionar com apenas 26 mil trabalhadores!!!!

    diogenes
    Anónimo said...
    Isto é o que acontece quando se tenta implementar um bocadinho de ciência ao senso comum do voluntarismo - não confundir com trabalho voluntário, que pode ser bastante profissional - presente na nossa sociedade.

    Gerir recursos críticos é um trabalho a que a ciência tem vindo a dar respostas fundamentais e muitas vezes contra-intuitivas, mesmo para aqueles com experiência em gerir esses recursos.

    Para impor o bom senso da ciência ao senso comum do voluntarismo é necessário, explicar, explicar, explicar, mostrar exemplos, mostrar exemplos, mostrar exemplos (nem que seja in loco no Canadá, na Holanda, nos EUA, etc.)

    Alface

    PS Espero que a nossa oposição aproveite para explicar e apoiar boas soluções técnicas e científicas promovendo-as pedagogicamente e não se remeta a "bater no ceguinho"...
    Anónimo said...
    Se houvesse um procurador gerel da republica, os bombeiros, voluntarios, tinham uma ação em cima, por reterem matereial que não è de sua pertença, atropelando a saude publica, com a sua atitude!
    Como temos um banana de um ministro da justiça, outro que tal primeiro ministro e outro que tal como presidente da republica, num estado de direito a cambada dos bombeiros voluntarios brincam coma a saude publica e os bananas assistem!
    Tudo isto, porque o negócio das ambulancias dos voluntarios está prejudicado, pelo profissionalismo
    do INEM, que antes de enviar uma ambulancia ou um carro com um medico, quer sabar como gerir os
    meios humanos e a frota!
    As bestas dos voluntarios não percebem?
    Anónimo said...
    As "Bestas" dos voluntários tudo percebem, mas já chega de tudo aceitarem!
    Quando falamos de 112 - Inem neste caso- entramos num mundo longe, muito longe dos holofotes, e câmaras de Tv. Quando vemos reportagens nas televisões em que a cada chamada dirige-se um carro médico (Vmer) para o local da ocorrência, com a sua trpulação - médico e enfermeiro- em que a assistência pré-hospitalar é prestada com suporte de vida avançado, "faz-nos" pensar que a cada chamada para o 112 terá o mesmo tratamento. Mas não, não é assim que ocorre. 80% dos serviços de Codu são efectuados por Bombeiros Voluntários, muitas das vezes sem um tripulante com um curso de Tae válido e apenas com 2 elementos -quando a lei obriga a 3.
    Ora as chamadas para o 112 têem de ser então filtradas pelo telefonista. Até aqui tudo certo. O problema é que o "112" só paga um serviço -de igual valor- "Não" transmitido via 112 para as corporações, caso seja um acidente de viação.
    Imaginemos então em casa com um ente querido, doente, ferido a necessitar de cuidados imediatos e a linha 112 ocupada. Queremos auxilio rápido, então ligamos para os Bombeiros que nos indicam que se tem de ligar 112 para a ambulância sair ( a mesma ambulância), e a respectiva tripulação ( a mesma tripulação). Imaginaram?!
    As ambulâncias amarelas e azuis podem pois estar paradas, haverá sempre vontade e espirito de sacrificio das tripulações ( as mesmas ) das -velhinhas- vermelhas e brancas.

    miserables_24601
    Anónimo said...
    Ao voluntário que tudo percebe:

    o SEU caso é UM caso no meio de bastantes tipologias de casos. UM sistema crítico de emergência orientado para UM Caso/UMA tipologia dá, obviamente, asneira.

    Estude um bocadinho de teoria de gestão de recursos críticos. Seja humilde. Eu também tenho muito a aprender com a vossa experiência que permite ir afinando muito da prática de implementação de sistemas. Talvez venha a perceber que, muitas vezes, o melhor sistema que se obtém é contra-intuitivo com a nossa prática usual. E dá sempre melhores resultados no médio e longo prazo.

    E se o sistema de financiamento está errado, não ponha em causa o sistema crítico de emergência. Os resultados que vai obter a médio/longo prazo podem ser catastróficos. Se o problema é de financiamento, trate-se disso sem desmembrar o sistema.

    Alface
    Anónimo said...
    Há cerca de dois anos assisti a um acidente num espaço comercial.
    Uma senhora idosa caiu e bateu com a cabeça no chão. Não sei a quem chamaram, mas vieram os bombeiros. Quando olharam para a senhora até se assustaram, não sabiam o que fazer. Por sorte estava passando um casal de enfermeiros do INEM. Fizeram tudo o que os outros tinham vontade de fazer, mas que não o fizeram por falta de capacidade.
    Sei que há bombeiros que são bons, mas também sei que há muitas corporações que não apostam na formação.
    Só vontade e espirito de sacrificio não são suficientes.

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