Mas chateia

O Diário de Notícias traz mais uma sondagem presidencial, daquelas que o dr. Soares já prometeu zurzir aplicadamente. E, como diria o Paulo Gorjão, faz o seu "spin" caseiro com ela, sugerindo que, numa eventual segunda volta, Alegre "faz" melhor do que Soares. Estas coisas valem o que valem, mas revelam três posssibilidades. A primeira, e para o país mais desejável - perdoe-se-me a franqueza - é a circunstância de não ser necessária uma segunda volta, para perpétuo incómodo do candidato que supostamente vinha "unir os portugueses". A segunda, é que todos os "estudos" mostram que, pelo contrário, só há um candidato que "une" realmente os portugueses, justamente aquele que todos os outros querem denodadamente derrotar. E não se diga que são só perigosos reaccionários de "direita" ou pessimistas antropológicos como eu que estão por detrás disto. Não são. Acontece que os portugueses já intuiram as "habilidades" que foram e que estão a ser preparadas nesta matéria, sempre com o mesmo patético propósito de "virar" a "esquerda" contra uma "não esquerda" que manifestamente se constituirá em torno da candidatura de Cavaco Silva. Finalmente, o "estudo" revela que a dicotomia Soares/Alegre é uma mera questão doméstica, tipo "a minha candidatura socialista é maior do que a tua candidatura socialista", sem qualquer relevância "nacional" e, muito menos, "presidencial". Mas lá que chateia, chateia, como diria Vitor Ramalho.

Publicado por João Gonçalves 09:48:00  

12 Comments:

  1. Anónimo said...
    Quem testemunha pela testemunha?

    Entre Mário Soares e Cavaco Silva há uma diferença de idade, sem dúvida. Mas um homem que vai a ca-minho dos 70, como Cavaco Silva, quan-do havia o salazaris-mo já era bastante crescido. Será que, estudante de economia em Ingla-terra, não se aperce-beu que em Portugal havia uma ditadura?


    De entre as várias motivações (a meu ver todas elas pitorescas, nenhuma realmente política) pelas quais, segundo o dr. Pacheco Pereira, o eleitor português deveria preferir Cavaco Silva a Mário Soares ("Vamos escolher o 'fixe' ou o 'confiável'", Público, 22 de Setembro) gostaria de destacar a seguinte. Mas atenção, há aqui uma clara divisão social, uma diferença de meios, de vida, e também de tempo, de idade. Cavaco nasceu em Boliqueime entre o pobre e o remediado, e Soares em Lisboa e nasceu rico."

    O jovem J. F. Kennedy, no princípio da sua carreira, a um industrial do Texas que lhe fazia a corte para o convencer a alistar-se no Partido Republicano, respondeu "Obrigado, sou rico de família." Na Itália, Enrico Berlinguer, presidente do PCI e ideólogo de um comunismo de feição europeia, que com o seu famoso discurso televisivo sobre a "questione morale" denunciou a classe política da democracia-cristã, composta na sua maioria por parvenus, era o herdeiro de uma família aristocrática das mais ricas da Sardenha.

    Mas o problema evidentemente não está aí, pelo que não irei atrás da lógica do dr. Pacheco Pereira. Que ele deveria saber - e para isso é preciso apenas bom senso - é que não interessam o lugar ou as condições em que as pessoas nasceram mas sim a vida que viveram.

    Mário Soares nasceu numa família urbana, mais do que remediada, liberal, cultivada, e estudou no colégio de seu pai, homem republicano e progressista. Teve sorte. Só que depois, lutando contra a ditadura, acabou numa prisão em S. Tomé e no exílio já não teve tanta sorte. Mais tarde, nos anos da pós-revolução de Abril, teve os seus problemas para conseguir, juntamente com outros, que Portugal não fosse uma imitação de Cuba, mas sim uma democracia parlamentar.

    Entre Mário Soares e Cavaco Silva há uma diferença de idade, sem dúvida. Mas um homem que vai a caminho dos 70, como Cavaco Silva, quando havia o salazarismo já era bastante crescido. Será que, estudante de economia em Inglaterra, não se apercebeu que em Portugal havia uma ditadura? E será que não se apercebeu disso por ter nascido "entre o pobre e o remediado" em Boliqueime? Conheço portugueses da idade dele que nasceram pobres, muito pobres, e que conseguiram estudar no estrangeiro, mas com a consciência do País de onde vinham.

    Cavaco Silva é um bom economista, não há dúvida. Dentro da linha da economia que pertence à sua visão do mundo, of course o neoliberalismo. Que não me parece propriamente o modelo económico mais favorável para os "pobres e remediados". Mas não era o Salazar, também ele, um entendido em Finanças, na linha da sua visão do mundo? A economia não é uma ciência objectiva como a química ou a física, é uma ciência humana. O Portugal salazarista era um país miserável, mas os indigentes (80% da população) tinham a satisfação de poder dizer que as moedas que mendigavam nas esquinas eram uma moeda forte. Não duvido que Cavaco Silva tenha estudado bem na Inglaterra da sua juventude. Mas tenho a impressão de que ele viveu os seus tempos estudantis ingleses como alguém que vinha da Bélgica ou da França, e não de um país totalitário. Faltava-lhe pois o que se chama "consciência política". O que, para um político, é uma falta grave. E quem não a teve aos 20/30 anos, quando o seu país precisava dela, não sei se a poderá ter em idade mais que madura, quando o seu país já a tem, porque alguém se bateu para lha conquistar e continua a bater-se contra qualquer ameaça que a possa desfalcar.

    Uma dúvida será a peroração do dr. Pacheco Pereira devida a uma solidariedade de classe? Como Cavaco Silva, terá ele também nascido "pobre ou remediado"? Isto é obviamente um falso problema. O verdadeiro problema é a consciência da democracia, o que também significa memória da falta dela, pois sem memória da não-democracia não pode haver real e profunda consciência democrática. E obviamente significa conhecimento - e competência para os gerir - dos delicadíssimos mecanismos institucionais em que se fundamenta a democracia. A economia é importante, não há dúvida. Mas a democracia é mais importante: a democracia não é a Bolsa, é a vida. Ora, para o cargo de Presidente da República, cuja tarefa é vigiar e proteger o sistema democrático e a sua Constituição, as competências económico-financeiras são dispensáveis. Para isso basta o ministro das Finanças ou então o Banco do Estado, que obviamente tem que estar para além de qualquer partido. O dr. Pacheco Pereira sabe, aliás, que o Banco de Portugal, nas várias legislaturas, nunca se deixou influenciar pelo Governo; nem nunca deixaria que um banco português, com o dinheiro dos cidadãos, entrasse em especulações imobiliárias pouco claras, que resolvesse as suas eventuais dívidas pagando com jornais, ou até aceitasse depósitos de criminosos internacionais.

    Não é portanto o futuro Presidente da República que tem de ser "fiável" em termos económicos: é o Estado que tem de ser "fiável". Mas quem vigia o Estado? Como diz o verso de um poema de Paul Celan, "quem testemunha pela testemunha?".
    Opinião global

    Antonio Tabucchi
    DN
    Anónimo said...
    Quando Maria de Lurdes Pintasilgo foi primeira ministra de um governo da iniciativa de Ramalho Eanes, antes de sair do seu posto resolveu aumentar as pensões sociais de certas camadas de pensionistas. Foi um aumento considerável.

    Sá Carneiro, na altura a preparar a AD, criticou fortemente esse aumento. A AD ganhou a seguir as eleições e foi para o governo, com Cavaco Silva em ministro das Finanças. Não tardou muito e fez novo aumento dessas pensões, o que fez com que num só ano essas pensões tivessem aumentado cerca de 45%. Começou aqui o descalabro despesista do Estado.

    Mas, como o preço do petróleo entretanto tinha subido muito, de 12$/barril, para perto de 40$/barril, e como Sá Carneiro faleceu no acidente de Camarate, e era depois Pinto Balsemão o primeiro ministro, Cavaco Silva, prevendo mau tempo no canal para a economia mundial e portuguesa abandonou o barco da AD e recusou ser ministro do governo de Balsemão. Este ficou amuado e com o tempo se veria que nunca lhe perdoou este abandono do barco em pleno naufrágio.

    A AD, esfrangalhada por lutas intestinas e pela crise económica que levou o país à beira da bancarrota, acaba por perder as eleições em 1983 e dá lugar a um governo de salvação nacional presidido por Mário Soares, com Mota Pinto em vice-primeio ministro. Foi o governo do bloco central.

    Mário Soares teve de recorrer ao FMI para resolver a situação, com a ajuda do seu ministro das Finanças, Hernani Lopes. Em 1985 as contas públicas estavam recuperadas e o caso deu brado nos meios financeiros internacionais. Portugal passou a ser um exemplo de bom aluno do FMI.

    Mas esta recuperação das finanças públicas custou popularidade a Mário Soares e ao PS, que na altura fez outra grande reforma, a do arrendamento, matéria tabú para os governos anteriores. E o PSD, com Cavaco Silva, sobe ao poder.

    Iniciava-se na altura a recuperação da economia mundial depois do choque do petróleo de 1980/81, com a descida forte do preço do petróleo. Cavaco Silva, bem infomado sobre os ciclos económicos, viu que teria um período de vacas gordas para fazer figuraço, até porque Portugal se preparava para entrar na CEE e iria receber chorudos fundos comunitários.

    Cavaco Silva passou então a governar com três Orçamentos, o geral do Estado, o dos fundos comunitários e o das privatizações da banca, seguros, etc.

    Foi um fartar vilanagem, dinheiro a rodos para distribuir pela clientela, incluindo centenas de milhares de funcionários públicos. O despesismo estatal no seu melhor! Fez obras, sim senhor, incluindo o CCB, que era para custar 6 milhões de contos e custou 40 milhões, segundo se disse na época. O rigor cavaquista no seu melhor!

    Anos depois vem a guerra do Golfo, com implicações económicas fortes a nível internacional, e Cavaco Silva, prevendo período de vacas magras e já com ele em andamento, resolveu abandonar o barco e parar de governar e entregou o testemunho ao seu ex-ministro Nogueira. Este perdeu as eleições para Guterres e em 1996 iniciava-se a recuperação da economia mundial. Foi um bom período para Guterres, que continuou o despesismo de Cavaco Silva, já que este último tinha deixado o campo minado por sistemas automáticos de aumento da despesa pública, o MONSTRO cavaquista de que viria a falar Miguel Cadilhe, além de milhares de contratados a recibos verdes no aparelho do Estado, que Guterres teve de integrar nos quadros do Estado para não ter de mandar para a rua gente que há anos não fazia outra coisa senão trabalhar para e dentro do aparelho de Estado.

    Foi este o percurso do despesista Cavaco Silva, o que como ministro das finanças da AD aumentou num ano, pela segunda vez, milhares de pensionistas, e o que, como primeiro ministro, aumentou a despesa pública de tal ordem que os défices públicos da sua governação, se limpos das receitas extraordinárias, subiram tanto (chegou a 9% do PIB) que o actual défice das contas públicas é apenas mais um no oceano despesista inventado por Cavaco Silva nos longínquos tempos da AD e continuado nos tempos em que foi primeiro ministro, depois da recuperação heroica dos tempos de Mário Soares e Hernani Lopes, nos anos 1983-85.

    É neste despesista disfarçado de rigor que devemos votar para PR? Desculpem, se quiserem propor Hernani Lopes para PR, podem contar com o meu voto. Mas como ele não aparece a candidatar-se a PR, vou votar em quem o ajudou a salvar Portugal da bancarrota provocada pela AD de Cavaco Silva. E esse alguém é Mário Soares.

    Estes os factos. E eu voto em factos, não em mitos e miragens. Mário Soares tem um brilhante CV em controlo da despesa pública (governos de 1977/78 e 1983-85). Cavaco Silva tem um brilhante CV no descalabro das contas públicas.

    Qualquer economista, se intelectualmente honesto e conhecer um pouco da nossa História recente, rejeita liminarmente este embuste chamado Cavaco Silva. Se ele for presidente da República, como pode ele pregar moralidade económico-financeira quando ele foi e é ainda o pai do MONSTRO? Monstro que agora Sócrates se esforça por abater com as reformas profundas que está a fazer.

    Para os mais novos aqui fica a radiografia do embuste chamado Cavaco Silva.
    Anónimo said...
    Grande discurso e grande bofetada nos seus críticos mais jovens, este de Mário Soares na apresentação da sua candidatura, um espírito jovem com 81 anos.

    Aquela que ele disse que esteve numa manifestação na rua contra a guerra do Iraque vai levá-lo à vitória.

    O povo tem memória e na campanha Soares vai perguntar muitas vezes a Cavaco onde estava nessa altura. Estaria com Durão Barroso, o delfim de Cavaco Silva? Estaria na cimeira dos Açores, com o seu delfim Durão Barroso? Fez Cavaco Silva alguma coisa para evitar o desastre de Bush e de Durão Barroso nos tempos que antecederam a guerra do Iraque?

    Suponhamos que nessa altura Cavaco Silva era presidente da República. O que teria ele feito, iria receber Bush nos Açores e dar o aval de Portugal ao disparate que foi a guerra do Iraque? O que teríamos em troca desse apoio a Bush? Provavelmente o que tiveram Aznar e Blair, terrorismo em casa.

    Perceberam, cavaquistas e portugueses em geral, o que está em jogo na próxima eleição? Querem terrorismo em casa por uma causa idiota que não nos diz respeito?

    Cavaco Silva é autor moral da idiotice de Durão Barroso ao apoiar Bush na guerra do Iraque, porque Durão Barroso era o seu delfim. Não venha agora fingir que se distancia da posição de Durão Barroso quanto à guerra do Iraque, porque os portugueses nada viram dele nessa altura e depois.

    Os portugueses não gostam de múmias oportunistas e videirinhas. Gostam de Mário Soares, poque ele enfrenta os toiros quando todos fogem ou ficam calados.
    Anónimo said...
    Mário Soares é a arrogância e a vaidade em pessoa. Sempre tem confundido os seus interesses pessoais com os interesses do País. O que é bom para ele é bom para o país. Mário Soares acredita mesmo nisto! Em determinados momentos da vida deste País, felizmente para nós, os interesses coincidiram. Os portugueses nada devem a Mário Soares. O seu passado anti-facista não basta para que o elejamos PR, mais uma vez....Outros com o mesmo argumento, de que foram anti-facistas, lutaram contra a ditadura, foram presos têm sido compensados ao longo dos últimos 31 anos com cargos públicos e chorudas compensações financeiras, como reformas de sonho, ao fim de poucos anos, ao mesmo tempo que afundaram este País no lamaçal em que se encontra. Foram esses anti-facistas que, a par da nossa direita da alternância democrática, criaram muitos jobs para boys. Os institutos sem fim, as comissões, as fundações....
    Cavaco Silva padece de alguns dos defeitos de Mário Soares. Como ele é arrogante, embora menos. Ao contrário de Mário Soares, procurou servir realmente o País. Mas não conseguiu por mão na cambada de oportunistas que o rodearam.
    Venha o diabo e escolha. Eu não o faço.
    josé said...
    Como tenho lido transversalmente que o papagaio nonó, apoia indefectivelmente Mário Soares e lhe gaba as virtudes, aqui fica um pequeno extracto de um texto publicado no jornal Diário do Centro, de 15.3.2000, assinado pelo advogado António Marinho Pinto e que lhe faz uma espécie de contraditório:

    "1 - A primeira ideia que se agiganta sobre Mário Soares é que é um homem que não tem princípios mas sim fins. É-lhe atribuida a célebre frase : « Em política, feio, feio, é perder ». São conhecidos também os seus zigue-zagues políticos desde antes do 25 de Abril. Tentou negociar com Marcelo Caetano uma legalização do seu (e seus amigos) agrupamento político, num gesto que mais não significava do que uma imensa traição a toda a oposição, mormente àquela que mais se empenhava na luta contra o fascismo.
    Já depois do 25 de Abril, assumiu-se como o homem dos americanos e da CIA em Portugal e na própria Internacional Socialista. Dos mesmos americanos que acabavam de conceber, financiar e executar o golpe contra Salvador Allende no Chile e que colocara no poder Augusto Pinochet.
    Mário Soares combateu o comunismo e os comunistas portugueses como nenhuma outra pessoa o fizera durante a revolução e foi amigo de Nicolau Ceaucescu, figura que chegou a apresentar como modelo a ser seguido pelos comunistas portugueses.
    Durante a revolução portuguesa andou a gritar nas ruas do país a palavra de ordem « Partido Socialista, Partido Marxista », mas mal se apanhou no poder meteu o socialismo na gaveta e nunca mais o tirou de lá. Os seus governos notabilizaram-se por três coisas : políticas abertamente de direita, a facilidade com que certos empresários ganhavam dinheiro e essa inovação da austeridade soarista (versão bloco central) que foram os salários em atraso."

    Pode ser que assim o nosso nonó aprenda mais algumas frases...
    Fernando Martins said...
    Depois de isto tudo, afinal a Monarquia é um poço de virtudes...

    Real, real, por El-Rei de Portugal...!
    Anónimo said...
    CAVACO !! CAVACO !! CAVACO !!!

    -Ó sr. guarda DESAPAREÇA , DESAPAREÇA

    - Se Manuel Alegre se candidatar , obviamente o apoiarei ( piu )

    - O meu AMIGO Manuel Alegre ( ehehehe )

    - O homem prometeu que ao sair de Belem , nunca mais iria exercer um cargo politico ( viu-se )

    - O homem manipulou os jornalista ( tristes jornalistas os nossos ...) para colocar o Antonio Guterres no Poder ( o Monstro )

    e por fim , Dr. Maria Barroso e o Joãozinho , no more , PLEASE!!!!!
    Anónimo said...
    Vão hoje ler a Visão... Sobre Felgueiras - o tma de capa -, a lista da senhora (O Circo de Felgueiras) é só arguidos...
    contra-baixo said...
    Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
    contra-baixo said...
    Este tipo de sondagens é perfeitamente irrelevante. Em 1986 todas as sondagens apontavam Maria de Lurdes Pintasilgo como a única candidata capaz de derrotar Freitas do Amaral na 2ª volta, (Soares e Zenha eram à partida perdedores). Acontece que teve apenas 7% na 1ª volta, sendo Mário Soares que acabou por vencer Freitas do Amaral.
    crítica said...
    Eu também não acredito minimamente nestas sondagens (nem noutras. Veja-se o caso da Alemanha), mas , a ser verdade a votação da massiça da populaça em Cavaco, dá-me imensa vontade de rir. A populaça está furiosa com Sócrates por causa da perda dos famosos "direitos adquiridos". Sim, porque só isso é que procupa verdadeiramente as pessoas! E imginam, por acaso, que Cavaco vai contra essa política?! Quando Sócrates disser "mata", Cavaco vai dizer "esfola"! E, nessa altura, a populaça vai acordar e perceber onde se meteu. Isso, votem no Cavaco, votem!...
    crítica said...
    Eu também não acredito minimamente nestas sondagens (nem noutras. Veja-se o caso da Alemanha), mas , a ser verdade a votação da massiça da populaça em Cavaco, dá-me imensa vontade de rir. A populaça está furiosa com Sócrates por causa da perda dos famosos "direitos adquiridos". Sim, porque só isso é que procupa verdadeiramente as pessoas! E imginam, por acaso, que Cavaco vai contra essa política?! Quando Sócrates disser "mata", Cavaco vai dizer "esfola"! E, nessa altura, a populaça vai acordar e perceber onde se meteu. Isso, votem no Cavaco, votem!...

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