A Ministra da Educação vai ter de proibir, por lei, que os professores dêem explicações particulares aos seus próprios alunos, a troco de dinheiro. Digo “vai ter” porque é algo que à partida nem seria necessário, caso a profissão fosse por alguns (espero que muito poucos) exercida com um mínimo de ética e honradez.
Trata-se afinal de uma proibição que, a ter de existir, não abona nada a favor da classe (o que também só importa a quem acredita na superioridade moral das classes, para mim, como em todas as profissões, existem apenas bons e maus profissionais).
Por outro lado, estranho que, no meio de todo o universo legislativo da função pública, não exista já uma lei aonde se encaixe esta conduta reprovável e que permitisse, a quem tinha a obrigação de o fazer, actuar contra os infractores, já que, à semelhança, imagino que também não seja permitido a funcionários de uma câmara, de uma repartição pública, ou de uma comissão de coordenação regional darem “explicações” privadas sobre como fazer melhor, a troco de dinheiro, não sendo, para o efeito, necessária nenhuma legislação especial a proibir.
Trata-se afinal de uma proibição que, a ter de existir, não abona nada a favor da classe (o que também só importa a quem acredita na superioridade moral das classes, para mim, como em todas as profissões, existem apenas bons e maus profissionais).
Por outro lado, estranho que, no meio de todo o universo legislativo da função pública, não exista já uma lei aonde se encaixe esta conduta reprovável e que permitisse, a quem tinha a obrigação de o fazer, actuar contra os infractores, já que, à semelhança, imagino que também não seja permitido a funcionários de uma câmara, de uma repartição pública, ou de uma comissão de coordenação regional darem “explicações” privadas sobre como fazer melhor, a troco de dinheiro, não sendo, para o efeito, necessária nenhuma legislação especial a proibir.
Publicado por contra-baixo 12:22:00
4 Comments:
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É preciso ter sentido de justiça e a medida certa para a praticar, para não meter no meio saco as maçãs boas e as podres, porque, no final, já se sabe qual é o resultado...
E, se alguns professores "tiram dois ordenados", como se ouve dizer por aí, o estado deverá poder investigar essa possível economia paralela, mas não partir do princípio que existe.
Finalmente, é necessário e urgente enquadrar a actividade profissional de "explicador" com estatuto profissional, impostos, recibos, segurança social, acumulações, etc.
Exstem casos perfeitamentem "outliers" em que se dá aos próprios, mas enfim... não tÊm significado estatístico.
Quanto aos explicadores profissionais ou empresários da explicação, convém enquadrar a profissão e limitar o dom da "ubiquidade"... Precisam de tempo para preparar aulas no ensino público, mas utilizam-no para dar explicações... É a vida, como diria o nosso A.G.
Talvez uma fiscalizaçãozita a este "grupo de risco", conjugada com medidas de obrigação de declaração de despesas desse tipo nas declarações de IRS. E mais uma coisita ou outra...
Alface
granda nóia