Começar pelo fim

Segundo li há dias no Jornal de Notícias, "O problema fundamental [da Casa da Música] prende-se com a participação do Estado no orçamento da instituição portuense. Recorde-se que a anterior Ministra, Maria João Bustorf, definiria a quantia anual de 900,000€, cifra muito distante dos 10 milhões acordados com os fundadores."

Não faço ideia se 10 milhões de euros por ano é muito ou se, pelo contrário, até é pouco para financiar a actividade no edifício. Isso vai depender da forma como serão gastos e do retorno (cultural) que irão trazer ao País e, em particular, à cidade. Por esta razão, entendo que o Estado, antes de pensar no valor dos financiamentos, deve primeiro definir as políticas públicas que pretende levar a cabo e, a seguir, ver se tem ou não condições para as concretizar. Digo isto porque a lógica habitual de “fazer coisas” para gastar o que se tem e não de gastar só o que é necessarário em função de determinada finalidade costuma sair muito mais cara, mesmo que, à partida, com o dispêndio de menos recursos.
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Publicado por contra-baixo 13:41:00  

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