"C o m p r o m i s s o D e f i n i t i v o"
sábado, outubro 30, 2004
Se o livro referido no post "Do Portugal Profundo" foi, como se diz, apreendido, sem mais nem menos.
Se o computador referido ali, o foi do mesmo modo, devo concluir muitas coisas.
Refiro só algumas.
Em primeiro lugar, estou farto de ver o livro nas livrarias que frequento e, não apreciando esteticamente o título, não posso aceitar esta forma violenta de actuar que me parece de censura.
Sobre a blogosfera e sua relevância na comunicação entre os cidadãos teorizaram Pacheco Pereira e o Prof. Vital Moreira.
A liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem. Sem ela, nada.
Está na Declaração Universal Dos Direitos do Homem, na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, na Constituição da República e em tudo quanto é lei neste país.
Fui, na ditadura, e mesmo já na democracia, objecto de perseguições por me exprimir como penso.
Não aceito um Ministério Público que não defende, como deve defender, a legalidade democrática, aí inclusa a mesma liberdade.
Não sou melhor nem pior do que outros, mas há matérias em que sou radical. A minha magistratura do MP pertence aos muitos que defendem a liberdade, não sendo instrumentos de opressão. Jamais aceitarei isso, seja lá com que consequências.
Tem havido "fumos" de tentativas autoritárias com que não posso colaborar, ainda que pelo meu silêncio.
Assumo aqui o compromisso solene e público de mais nada dizer em público, enquanto aqueles factos não forem esclarecidos com toda a clareza.
Porto,30/10/04
Alberto Pinto Nogueira
Publicado por josé 15:41:00
13 Comments:
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
queria dizer que de qualquer forma este post só me faz recordar aos meninos rui macabe e demais alternativos para porem aqui os olhos. Para estas coisas não são precisas palhaçadas de novos partidos nem quem os despreza é amorfo como também têm a mania de ripostar.
Estudem, trabalhem, façam-se gente e depois tratem a porcaria a ponta pé como aqui o bravo Alberto Pinto Nogueira. O poderzinho, os pequeninos poderes que ganhamos na vida é para coisas assim que servem. O resto é conversa.
ai que estou tramada ":O?
Quanto ao livro, que eu saiba foi a PSP de Viseu que procedeu à apreensão, invocando uma lei que ninguém conhece. O MP abriu inquérito, mas nada mais aconteceu....
Quanto ao Portugal Profundo, parece-me que se tratou de uma situação diferente. Ao que percebi, a apreensão de documentos foi por publicar os autos de declarações do inquérito. Está em causa o crime de desobediência e não me parece sequer que seja uma situação nova. Ainda há dias, por publicar também documentos da Casa Pia, um director de um diário foi acusado do mesmo crime.
Agora quanto ao director do jornal o que importava saber é se também entraram por casa a dentro à 7 da matina, e se também fizeram visita a familiar e apreenderam computador por causa disso.
E, já agora, se a Lusa também se lembrou de noticiar o acontecimento manifestando espanto por não terem encerrado o jornal ou por o dito director não se ter reformado.