Ana Gomes


Nem sempre a elegância estética se pode colocar acima da verdade, da justiça e outros valores. Diria mesmo que nunca tal dita "elegância", pode sobrepor-se a quaisquer valores, sejam de ética, sejam de princípios políticos.

Certo que um dos "valores" cultivados ao extremo na nossa pequenina sociedade, de mediocridades, minudências e coisas análogas, se chama, muito simplesmente de hipocrisia ou de "nacional porreirismo" que, hoje, tem designação eufemística de "patriotismo moderno" gerado para os lados de Belém, com cunho futeboleiro à mistura.

Ana Gomes que é de quem aqui quero falar, e prestar homenagem, com todos os riscos que isto tem, é premiada pela natureza do seu carácter de uma virtude que mais aprecio, sempre apreciei e espero sempre apreciar: a frontalidade.

Esta conduziu-a, não pela primeira vez, a dizer o que disse, com firmeza, sem tibiezas e claramente. É assim que vejo um político.Aprecio, sem nenhuma reserva, os que exercem a cidadania contra tudo e contra todos, como é próprio numa democracia que se não vê limitada pelos poderes vindos de deus como foi típico das monarquias não constitucionais.Detesto recados, terminologias equívocas, compromissos espúrios, falta de clareza, o "politicamente correcto" Este conduziu ao que se sabe, a sociedades mórbidas, sem alma, onde a cidadania é ZERO.

Daí que me pergunto onde estavam os "correlegionários" de Ana Gomes quando esta, com firmeza e a sério, lutou em Timor contra a ditadura indonésia. Nessa altura, não lhe apontaram a "incontinência verbal".

De "incontinência", e não só verbal, padecem muitos deles, quando nos traem fugindo da luta da política, quando nos traem organizando panelas com a direita, quando nos traem reduzindo a política à distribuição de tachos. Isso é que é incontinência da mais rasca.

Os que hostilizam Ana Gomes são os mesmos que colaboraram na guerra do Iraque, que acobertaram os corruptos, que se embrenham no universo escuro e esconso do futebol. São os manipuladores de quem os elege, os que se assumem donos das instituições para que apenas foram eleitos e que, na "hora da verdade" se deslocam para um tacho internacional abandonando o Povo à sua sorte.

Ana Gomes, como cidadã, tem todo o direito de se manifestar, contra ou a favor, com esta ou aquela linguagem, apenas com os limites do código penal que não infringiu que se saiba. Os novos censores não têm o direito de dizer a Ana Gomes "como " se deve exprimir, nem de lhe impor a terminologia hipócrita das chancelarias que ela conhece muito bem.

E não passará muita água debaixo das pontes sem que os que hoje criticam certa entidade pública lhe estejam a prestar vassalagem. Estou certo que Ana Gomes não o fará. É capitosa.


Tudo se resume afinal, a uma questão de Cidadania e Ana Gomes não padece de nenhuma CAPITIS DIMINUTIO.

Alberto Pinto Nogueira


Publicado por josé 10:54:00  

27 Comments:

  1. Anónimo said...
    Apesar quase nunca concordar com as posições que Ana Gomes defende, aprecio a postura frontal e "sem papas na língua". Nunca simpatizei com os politicamente correctos e submissos... os homens-cobra da política, que mudam de pele com as estações.

    Soundstorm.
    Mario Rodrigues said...
    Desculpe dizer-lhe, mas com os mesmos argumentos expendidos da frontalidade poderá fazer o elogio de Alberto João Jardim e de outras figuras da mesma estirpe...

    O que Ana Gomes disse do Presidente da República traduz simplesmente uma das mais perversas e perigosas concepções do Estado de Direito Democrático.

    Perante isso, que valor tem a frontalidade?...

    Nem sequer vou invocar o facto de Ana Gomes ser Diplomata de carreira, o que só por si a deveria fazer pensar que não se pode comportar como uma peixeira da lota de Matosinhos...
    Pinto Nogueira said...
    O problema de muitos é o desrespeito pelo POVO, "peixeiras de Matosinhos", trabalhadores de todas as espécies, os pobres....não é?
    Anónimo said...
    Acertou na muche, o que a muitos falta é os tomates que Ana Gomes tem. Estou certo que aqueles que agora a criticam nunca terão oportunidade de tomar as posições que a Senhora Ana Gomes tomou na vida.Cobardes mantecaptos e traidores não contam para a Democracia.São apenas vermes.
    josé said...
    Não conheço a Ana Gomes, para além dos sound bytes que vou escutando e que às vezes são deliciosos, de incorrecção política e que a afastam das áreas de poder, mais sinuosas e hipócritas.
    Parece-me destemperada demais, para diplomata. Mas é só o "parece-me", por comparação e se calhar imagem estereotipada da diplomacia.
    Também prefiro o desassombro no discurso e a coragem na ousadia. COntudo, na política, não sei se isso será grande qualidade ou se bastará para impor um carisma.
    Abstenho-me de mais comentários sobre a pessoa que não conheço.

    Mesmo assim, atentei no que escreveu sobre Lurdes Pintassilgo, no causa nossa e que revela o seu desconhecimento de uma certa realidade, fora dos círculos políticos:

    " Naquele dia na Estrela, fomos conversando enquanto eu a amparava no lento e penoso percurso, corredor fora, deixando a capela do velório. Sobre a morte do Professor Sousa Franco, que a abalara muito, sobre a campanha para as europeias, o PS, os anos de trabalho juntas em Belém, etc.. Já à saída da Basílica, perguntei de que lado estaria o motorista que a viera trazer. Atalhou «Meu motorista? Filha, não tenho dinheiro para tal. Este é um senhor muito amigo, muito gentil, que insiste em conduzir-me quando tenho de sair de casa. Sabe, é que eu vivo apenas de uma pequeníssima pensão dada pelo Baltazar Rebelo de Sousa...». Perante a minha incredulidade, Maria de Lourdes explicou que nos tempos do governo PS bem tentara que a situação fosse corrigida, falara até a alguns ministros... Mas, que havia de se fazer, só fora Primeira-Ministra cinco meses, só tinha direito a pensão pelos tempos de Procuradora à Câmara Corporativa!
    A Democracia tem destas injustiças. Injustiça os seus melhores. E o mais duro é que eles nos estão a deixar.

    Ana Gomes "
    Anónimo said...
    Cada pessoa tem o direito a ter a sua opini�o neste assunto, o que deve ser respeitado. No entanto, n�o � correcto que, ao invocar o n�o estatuto de "capitis diminutio" de Ana Gomes, aplique positivamente no seu texto o mesmo estatuto a terceiros n�o nomeados. Em consequ�ncia, eleva Ana Gomes acima do comum dos mortais. Disso, discordo frontalmente.
    Como discordo, ali�s, de algu�m que admite na pra�a p�blica que a sua posi��o de amiga pessoal de JSampaio deveria ter influenciado a decis�o do Presidente da Rep�blica.

    JSNovo (http://ecosdaprovincia.weblog.com.pt)
    Diplomatas said...
    Não haveria problema nenhum em a Ana Gomes se comportar como uma peixeira da lota de Matosinhos, profissão aliás muito digna, se ela não fosse uma diplomata de carreira e não tivesse pretensões a ser ministra.

    Já que me parecem todos tão doutos, deveriam saber melhor que eu, que a política não se faz de uma forma emotiva, irracional, irreflectida utilizando as primeiras palavras sugeridas pela angústia.

    A grande política tem necessariamente que ter uma linha de pensamento cartesiano. Tem que ser absolutamente racional, fria, distante, mas eficaz.

    O que a D. Ana Gomes demonstrou é que em situações de grande stress o melhor que consegue é bradir palavras emotivas sem conseguir definir um plano de contra-ataque!

    Efectivamente, este exemplo, como outros, é a demonstração que a política em Portugal encontra-se de rastos e que há uma ausência de grandes Homens de Estado.

    Cordialmente,
    Olindo Iglesias
    LNT said...
    Excelente defesa que assumo como minha a 100%
    Obrigado
    Luis Tito
    www.tugir.blogspot.com
    Mario Rodrigues said...
    Caro Senhor Pinto Nogueira

    A referência às "peixeiras de Matosinhos" nada tem de desprimoroso para o Povo, grupo social ao qual honrosamente pertenço por via dos meus avós paternos e maternos que ganharam a vida lavrando e cavando a terra com as suas próprias mãos.

    Do que se trata é que a mim, como Professor, me é exigido que não me comporte com um simples pedreiro dizendo impropérios na taberna, e a uma Deputada da República e Diplomata de carreira impõe-se que não actue como uma simples "peixeira da lota de Matosinhos" a quem a vida e a extracção familiar não permitiram tornar concrescíveis outras aspirações pessoais.

    Estamos perante uma questão de estatutos e papéis sociais que Ana Gomes parece não entender e subverter, tanto quando exercia funções diplomáticas como agora exercendo funções políticas.

    Em política não vale tudo. E a "frontalidade" não justifica ou legitima por si só tudo o que se faça e se diga.

    Ana Gomes é reincidente em muitos domínios, o que não a prestigia a ela, não dignifica o partido a que pertence nem honra as funções elevadas que exerce.

    O que é perdoável a um simples cidadão anónimo sem cultura nem estudos não é tolerável a quem exerce importantes cargos políticos como deputada e dirigente partidária...

    Salvo melhor interpretação, é o que este modesto cidadão da província pensa e entende, muito democrática e respeitosamente.
    Pinto Nogueira said...
    Admito ter entendido mal o que escreveu e penitencio-me.
    Não retiro um ponto ao que escrevi.
    Não mostro os pergaminhos da certidão de nascimento que, sabe-se lá, são iguais aos seus. Cada qual sente como pode . E ANA GOMES tem o direito a indignar-se por mais que isso desagrade aos salamaleques do poder...
    Pinto Nogueira said...
    Ah, comecei por escrever que presto "...homenagem com todos os riscos que isto tem..."
    Da discussão acesa nasce, muitas vezes, alguma luz, ao menos tépida.
    zazie said...
    Gostei do comentário do José. Creio que vocês estão a confundir algumas coisas. A Ana Gomes pode ter esse carácter vincado e ia jurar que o tem desde sempre, mas o problema não é moral. Associa-se muito a frontalidade com a verdade e nem sempre isso acontece. A frontalidade dela anda mais pelo calor e inflamação das palavras que fazem perder a racionalidade. E racionalidade perdida nunca vi que chegasse a mais pureza ou mais verdade. Pelo contrário, já assistimos a óbvios jogos de bastidor e maquiavelismo partidário (lembro o caso da notícia do jornal a propósito da Casa Pia) em que a linguagem desbragada não invalidava a finalidade pretendida e poderia ter sido igualmente feito de forma cool e com ar hipócrita. Vocês estão-se a deixar levar pelo teatro. Que ele seja idiossincrático é uma coisa, agora que seja mais verdade é outra. Por último estamos em política e o pensamento também deveria contar. Alguém me aponta um bom pensamento político de AG mesmo na sequência da questão da luta interna da guerra do Iraque?
    O Raio said...
    Discordo muitas vezes de Ana Gomes.
    No entanto gostei de a ouvir outro dia despejar à frente das camaras de TV o que todos pensavam mas tinham receio de dizer. Não fossem as suas carreiras políticas ficarem prejudicadas.
    Sim, Ana Gomes pode ser mulher mas mostrou que tem mais "cojones" que todo o Palácio de Belém junto...
    (http://cabalas.blogspot.com)
    zazie said...
    Mas creio que ela é um personagem necessário. Faz parte do nosso imaginário a ideia de subverter o poder. E ela está dentro dele mas oferece-nos essa ilusão. Creio que a popularidade reside aí.
    APRENDIZES DO OFÍCIO SANTO said...
    O seu elogio de Ana Gomes, tal como as próprias palavras que a senhora debitou na sexta-feira à noite, têm todo o direito a ser exprimidas. A democracia assim o exige e este é um valor conquistado a que todos devemos fazer referência. Não é, por isso, a possibilidade de formulação, ou não, de tais comentários a razão que me move a teclar estas palavras.
    Todos sabemos que tudo pode ser dito a respeito de tudo. Inclusive a ofensa ou, menos forte, o despautério.
    Contudo, ao ver as imagens da sra. Ana a comentar a decisão do PR, impressionaram-me dois aspectos: um de "conteúdo" e outro de "processo". No que respeita ao conteúdo, a sra. Ana falou de decepção, desilusão e, quase diria, traição (a tal SMS que lhe chegou de um amigo a dizer que Sampaio tinha acabado de cumprir a profecia: a maioria e o presidente!) Sentimentos adequados à situação (embora, bem saibamos que as emoções são transitórias e que por muita informação que veiculem ... acabam, por passar...). Sentimentos , no fundo, de perda, que a sra. Ana se recusou a aceitar; bem pelo contrário, numa espécie de acting out verborreico, exprimiu a sua agressividade verbal utilizando um fluxo de inconsciência quase irracional... num palavra, deixou-se levar pelas emoções negativas sem esboçar qualquer tentativa de regulação interior e, sobretudo, de regulação na expressão.
    No que respeita ao processo, torna-se ainda mais evidente o déficit expressivo de Ana Gomes:
    - os lábios curvados para baixo, sinal de quem está zangado (mas uma zanga a meio termo entre o choro de tristeza e o amuo mimado);
    - o olhar levemente esgazeado de quem tem a visão turva e não consegue focar o centro, um ponto de equilíbrio, mas flutua com os olhos à procura de um alvo em quem descarregar desreguladamente as emoções;
    - o frenético e constante girar de cabeça para um lado e para o outro, sinal de ansiedade e desequilibrio;
    - e, sobretudo, o tom de voz: não vos pareceu um pouco histérico?
    Portanto, tanto ao nível do conteúdo como do processo, a sra. Ana ficou, a meu ver, aquém daquilo que se espera de um político que almeja representar o povo. Quem enfrenta as frustrações de uma derrota com uma expressão desregulada das emoções não pode querer representar quem quer que seja. A sra. Ana, de resto, nem o próprio mundo interior consegue simbolizar de maneira eficaz!
    Compreendo a sua tentativa de elogio, sr. Alberto Nogueira: no fundo, procura colmatar o déficit de Ana Gomes, compensando-a com atributos de cidadania activa, de justiça, compensando eventuais dificuldades na elegância estética.
    Mas olhe que são ilusões! A da Sra. Ana não é desilegância estética... é mais do que isso; e também não é só intervenção cívica... é menos do que isso!
    No fundo, a sra. Ana é o exemplo concreto de como o mensageiro pode distorcer por completo o valor da mensagem.
    Não querendo ser abusador, sugeria à sra. Ana que adoptasse um estilo de vida mais sereno e tranquilo... quase aposto que sofre de insónia e, amiúde, de uma ou outra enxaqueca! Não o faço por ironia ou cinismo... mas o conselho que lhe daria não seria nunca um elogio ou homenagem (amigos destes quem precisa deles: batem-nos palmas quando nos estamos a enterrar?!)... bem pelo contrário, sugeria-lhe que estivesse mais serena, tranquila e confiante... Desejo-lhe todo o bem!

    José Serra
    Anónimo said...
    As peixeiras da lota de Matosinhos não perdem tempo e energia a vomitar os tremendíssimos, refinadíssimos e alternadíssimos disparates de que Ana Gomes usa e abusa constantemente. Isso não é nem frontalidade nem "forma de estar" na política; é falta de civilização e ódio nuns casos e estupidez pura e simples na maioria dos outros. Em todos é classe nenhuma.
    Irascível
    Pinto Nogueira said...
    O anonimato dá para muita coisa, inclusive para o insulto. ANA GOMES falou para toda a gente, sem injuriar .Está aí também a diferença entre a frontalidade e a cobardia.
    Anónimo said...
    Agora só me faltava mais esta: os gajos que não tiveram nem têm coragem de criticar a sumidade madeirense que dizia que se o presidente marcasse eleições o partido deles não devia ir às urnas, aparecem agora todos abespinhados contra alguém que diz o que pensa sem fingir ameaçar fisicamente os jornalistas que o interrogam como a pitoresca criatura de que me recuso a escrever o nome para não sujar o teclado, o monitor e a internet.
    Meus caros, a Dra. Ana Gomes tem todo o direito de se sentir traída por um presidente em quem votou por julgar que em situações como esta ele não indigitaria para primeiro ministro um político que nunca foi a votos senão para eleições autárquicas. Será que vocês votaram nele como possível primeiro ministro? Acho que não e aqui para nós, acho que nunca votariam. Só que, como o outro, para se ir lestamente embora, tinha que entregar as chaves a alguém que estivesse à mão, entregou-as a ele... E vocês: "Está bem...". Isto sim, é que é patriotismo, coragem, elevação de espírito e já agora, fisionomicamente, o ar de espanto disfarçado...
    Mais uma vez: a Dra. Ana Gomes tem toda a razão em se sentir magoada com o político que vive em Belém (de que agora já não vale a pena mencionar o nome) e o que diz é mel, comparado com o que o pessoal da ex-"maioria" teria dito se a decisão fosse a de marcar eleições. Só que ele (o de Belém) vai estar muito atento... O que não deve ter sido o caso até agora...
    Valha-nos Deus, quando vier das férias que deve estar a gozar nas Caraíbas há para aí uns 2000 anitos.
    Bem precisámos...
    Quase said...
    O J Serra e a zazie já disseram quase tudo, é bom que a erupção e o ataque pessoal desabrido sejam válidos quando visam aqueles de quem não gostamos e alarves quando pretendem atingir alvos que respeitamos. AGomes é membro da direcção do PS e tem responsabilidades ou é um corajoso Adalberto João??? E sampaio perdeu legitimidade democrática??? porque fala mais baixo???
    PS- Nada disto afasta o facto de Jorge Samapaio ter tido uma decisão política lamentável ao deixar-se pelo ex-Durão hoje Barroso
    Anónimo said...
    Ana Gomes, destemida? corajosa? ou simplesmente desbocada? Diz o que pensa mas (muitas vezes) não pensa o que diz. A história de Timor e o papel dela lá (e de outros figurões) ainda está por fazer, e só começará a ser feita quando se esbaterem os ruídos da propaganda.
    Ana Gomes, Mª. José Morgado, Saldanha Sanches, e quejandos, sempre a ousar lutar !!!
    Anónimo said...
    Ana Gomes ficou mal.
    Podem dizer que os teve no sítio, mas escusava de insultar Jorge Sampaio.
    O Presidente tem um passado impoluto, insuspeito e a História há de lhe dar razão.
    Perdeu a táctica politiqueira, ganharam os interesses nacionais.
    Mafarrico said...
    Totalmente de acordo.
    Acrescentaria apenas que, dentro do PS, há muito quem a "tema".
    Anónimo said...
    É, de facto a Dra. Mª José Morgado, o Dr. Saldanha Sanches e a Dra. Ana Gomes são uns chatos. Chamam os bois pelos nomes (sem ofensa, claro), em vez de dizerem que torna e que deixa e que pois e que está bem e tal e coisa. Falta-lhes aquele "je ne sais quoi" do Dr. José Barroso (ainda conhecem, não conhecem?...) e do Dr. Pedro Lopes, que tanto nos alegra e que tanta esperança nos traz no futuro.
    E já agora a história de Timor está muito mal contada, sim senhores. Ainda me lembro de ver o Dr. Portas e o Dr. Lopes a arriscarem a bronzeada pele em Jakarta, enquanto a Dra. Ana Gomes fazia minutos de silêncio em Lisboa ou assobiava para o ar. Ou então foi ao contrário. Mas acho que tem que estar mal contada e o jeito que isso dava. Eu fiquei em Lisboa, dessa parte não tenho dúvidas...
    Mas vocês ainda não estão contentes?!!!
    Foi-Ce said...
    A senhora teve um comportamento patético.
    FBR said...
    É verdade Alberto. Concordo com tudo o que disse. Infelizmente a hipocrisia mina a Política. Apesar de cuidados que se devam ter, não podemos tirar a emoção da actuação política. Não somos apenas Razão! E quanto a "incontinências verbais" talvez fosse bom alguns desses críticos olharem para certos telhados de vidro que lhes estão bem próximos!!!
    Anónimo said...
    corrigindo alguém: a senhora Ana Gomes não tem tomates. agora o que é certo, é que há palavras que não se dizem. guardem a sinceridade frontalidade quando delas precisamos. e façam-me mais um favor: não insultem as peixeiras...
    Geraldo Sem Pavor said...
    Com o devido respeito essa senhora é uma histérica que não percebeu que os seus tempos MRPP acabaram e que com berros não vai a lado nenhum.
    Gostava de citar José Lello e FMS do No Quinto dos Impérios respectivamente. Sofre de Incontinência Verbal e foi graças às suas ameaças de histeria que Timor ficou independente.

    No mercado da Ribeira
    Há um romance de Amor
    Entra a Ana Gomes que é peixeira
    E o Sampaio que foi um "traidor"
    Sabem todos que lá vão
    Que a Ana gostava do Jorgito
    Só o Santana é que não
    Consentiu no Namorico

    Quando ele empossa o Governo
    Ela berra descarada
    Porém o Jorge à cautela
    Dialoga e não diz nada
    Que o PS quando calha
    Dizendo Sampaio és um chato
    Por dá cá aquela palha
    Faz tremer o Largo do Rato

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