Os coronéis

O general Loureiro dos Santos, está agora mesmo na RTP2, a explicar os problemas com a tropa. São sempre os mesmos, antes e depois do 25 de Abril: estatuto sócio-profissional.
Sabe-se que o Movimento dos Capitães, no 25 de Abril, surgiu por causa de descontentamento desse tipo. Alguém passou a ganhar mais do que outros que mereciam ganhar igual.
Agora, o general Loureiro dos Santos, esclarece um pouco mais, mesmo sem saber exactamente, valores e referências exactas.
Citou o caso dos vencimentos de certos corpos especiais do Estado que no final dos anos oitenta foram actualizados e foram sendo actualizados, ficando a tropa para trás.
Apontou um caso paradigmático: o vencimento de um coronel, corresponderia ao de um juiz de círculo, nessa altura. Passados quase vinte anos, os coronéis ganham metade daqueles.

Se isto é assim, é simples de entender o problema: alguém andou a enganar os militares. E não foram os juízes, certamente.
Quem semeia ventos...

Publicado por josé 21:12:00  

5 Comments:

  1. S. T. said...
    Leiam-se as entrelinhas : «ou comem todos ou há moralidade».

    Este país bateu no fundo.

    De comida e moralidade estávamos nós melhor servidos sem uns quantos coroneis e outros tantos juízes de círculo.

    ( Digo eu...)
    zazie said...
    Este título que o José se lembrou está delicioso.
    lusitânea said...
    O desprezo dos políticos para com os militares não se vê só na questão dos vencimentos e da assistência na saúde.Não se encontra nenhum militar no que quer que seja.Encontram sempre alguém civil que os consiga correr, mesmo nas áreas onde eles são especialistas.Deputado só Marques Junior(que saiu em capitão).E nas chefias aquilo da "avaliação" domesticou a hierarquia de forma tão escandalosa que é de desconfiar do resultado final.Esta vingança dos advogados pelos 50 anos em que foram paus mandados ainda um dia será recordada e retribuida com os juros devidos...
    S. T. said...
    Os militares não são cidadãos de primeira . Sustentar a indignação de uma classe profissional capaz de « actos irreflectidos » é tão paradoxal quanto sustentar pelo voto a legitimidade de quem nos «governa».
    S. T. said...
    ( Digo eu...)

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