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A Jaguar e a Land Rover, duas marcas de prestígio britânico, foram recentemente vendidas. A um fabricante de carros indiano, denominado Tata.

A indicação real, a garantir prestígio, agora, fica por conta dos indianos. Sinais dos tempos.

No entanto, há umas semanas atrás, num hotel de luxo, em frente ao Hyde Park, ainda se podiam ver cenários como este, capturados na clandestinidade de um abrigo de transportes públicos: três Rolls Royce, último modelo, alinhados à entrada do albergue. Inglês.

Publicado por josé 13:33:00  

9 Comments:

  1. clubefashion said...
    adorei o seu blog! parabens!
    zazie said...
    Vai por lá uma crise impressionante, José.
    josé said...
    É bem possível. O Harrods, num Sábado à tardinha, estava quase vazio.

    Até deu para ver o dono, a descer pela escada rolante...
    josé said...
    Não obstante, no piso de artigos de luxo original e de restauração, em baixo, as montras, não davam sinal de crise e os frequentadores andavam por lá, a experimentar, num linguarejar que não enganavam ninguém, pela tez e pelas vestimentas: árabes. Ainda jovens, mas anafados como baleias.
    zazie said...
    È verdade. Os árabes passam lá o tempo. E quando levam o harém é muito engraçado. Elas a experimentarem aqueles anéis de ouro todos e a deitarem ar de desdém para a malta

    ":O))

    Claro que há muito dinheiro mas que há forte crise, há.
    Laoconte said...
    Salvo erro, foram os americanos da Ford que venderam Jaguar e Land Rover à Tata por causa da sua crise e não tem nada a ver com a Inglaterra.
    josé said...
    Sendo verdade, também não o deixa de ser que a Jaguar e a Land Rover, eram e são uns símbolos tipicamente british, que nem os descendentes de Henry Ford, conseguiriam destituir do pedestal das recomendações reais, aos consumidores.

    Basta ler o artigo linkado sobre os "royal appointments" que garantem a figuração do brasão dos contratos publicitários e que se sobrepõem às imagens de marca das técnicas fordianas de produção em série.

    Ou seja, há poucos produtos que sejam mais british, em termos de imagem, do que esses.

    Era essa a essência do escrito.

    Aliás, a Rolls Royce, também já não pertende aos ingleses, mas aos teutónicos da BMW.
    E no entanto, quem ousará dizer que não é um símbolo da excelência britânica?

    E vêem-se muitos Rolls, na Inglaterra, ou pelo menos em Londres.
    Rita Maria said...
    Os chocolates Godiva também passaram a pertencer a uma empresa turca...cheira-me que com isto da globalização a virar-se do avesso, vai conseguir críticos muito inesperados!
    Laoconte said...
    Tal como a Água de Luso, infelizmente.

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