A inactividade política de Jorge Coelho

Jorge Coelho foi contratado pela Mota-Engil para estudar e rever o plano estratégico do grupo para os próximos cinco anos, revelou ao SOL o presidente António Mota. Coelho, que já foi ministro do Equipamento no Governo de António Guterres e está hoje afastado da actividade partidária activa, colaborará com a Mota-Engil como consultor externo, através da sua empresa.- jornal Sol.

Compreende-se: Jorge Coelho, durante os anos de governante, adquiriu a experiência necessária e suficiente para fundar logo a seguir, uma empresa de consultadoria de projectos.
Para um economista, é o destino natural, como naturalmente se compreende.
Apregoou um afastamento da actividade partidária activa que aliás toda a gente lhe reconhece. Aliás, já não comenta acontecimentos políticos, habitualmente, como também é bem sabido.

Não obstante, numa prudente atitude passiva, manteve-se na comissão política e nacional do partido.
Daí esta nova comenda: consultor, desta vez com voz activa, de uma das maiores empresas de construção civil portuguesas. Por força do prestígio.

Publicado por josé 17:05:00  

12 Comments:

  1. Tino said...
    Como já alguém disse, numa expressão notável, que não memorizei perfeitamente:

    «Em Portugal não é importante ser Ministro.

    O importante é ter sido».

    Pina Moura e agora Jorge Coelho provam-no bem.

    Mas a lista é extensíssima...
    miguel said...
    Todos os portugueses reconhecem que isto nada tem a ver com as perspectivadas grandes obras públicas que se avizinham.Que o partido do qual se afastou "completamente" pretende realizar ao arrepio da opinião de todos e do que recomendaria a situação crítica da economia e sociedade nacional.
    Portugal é um paraíso para a classe política e especialmente para o Pinóquio Socialista&Afins,SA.
    Audacem reddit felis absentia murem.
    Zé Luís said...
    sim, mas... de inabilidade não podem acusá-lo.
    KILAS said...
    Maldizentes....

    O homem foi escolhido pela sua competência e pela sua vasta experiência profissional: além de político, o dito foi funcionário da Carris, na secção de processos disciplinares...
    Portanto, está tudo relacionado...
    josé said...
    Um economista de tão grande categoria, a instruir processos disciplinares?

    Mas isso não é com quem percebe umas coisitas de Direito?

    Terá sido algum nabo quem o pôs lá?

    Isto é um pagode. Chinês.
    Pois said...
    O Sr. Mota é Engiloso e não se quer meter nessas andanças em que anda a Bragaparques.
    É preciso é ter as pessoas certas nos lugares certos, e tirar um coelho da cartola é um verdadeiro passe de mágica.
    Viriato said...
    Não percebem nada disto! "A Mota-Engil é só mais um cliente". Aqui:
    http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/empresas/pt/desarrollo/1096054.html
    Teresa said...
    Sabe que, durante muito tempo e em muitas situações, repeti-me esta reflexão: esta malta que é nomeada para estes "altos cargos" (politicos, executivos, administrativos) tem de ser muito boaaa. Só podem ser bons ou escolheriam outros.
    E de seguida questionava-me: mas como conseguem (eles) ser tão bons? Como se faz para chegar ao patamar de credibilidade que erradiam e os faz serem escolhidos para aqueles lugares ao sol?

    Hoje, como ontem, sei que a resposta está em mim: santa ingenuidade a tua, rapariga!!
    KILAS said...
    Desculpem um pergunta:

    O que é que se entende por tráfico de influências????

    Só mais um esclarecimento para repor a verdade:
    Lembro-me agora que o Dr. Jorge Coelho era ministro das obras públicas quando, há uns anos atrás, se deu aquela inundação nas obras do Metro do Terreiro do Paço...

    Portantos, Obras, Mota Engil, ok, tá tudo relacionado, né?
    KILAS said...
    Caro José:

    "Um economista de tão grande categoria, a instruir processos disciplinares? "

    Claro!

    Então e o Pina Moura, agora tb chamado de Prof. Pina Moura? e o Armando Vara ( com os 6 meses na CGD de Mogadouro?) e o Fernando Gomes? Etc....

    Mais:

    E o Vítor Constâncio que comparativamente ao seu homólogo norte-americano, mete-o num bolso, não quanto ao curriculum vitae e experiência académica e profissional, mas quanto ao vencimento mensal...

    Ah, pois é... os políticos estão cheios de gente competentíssima...
    Daí as diarreias legislativas a que se assiste diariamente, saídas da AR e do Governo:
    Sai o CPP, sai depois a rectificação, sai depois a rectificação da rectificação da rectificação, sai depois...
    bom, é melhor não dizer mais nada...
    Ambrosio said...
    Até parece que é novidade.
    Quando o Jorge Coelho saiu do Governo nessa altura da queda da ponte, o Secretário de Estado das Obras Públicas dele, Luis Parreirão saiu directamente para a presidência da concessões da Mota Engil (leia-se SCUTS)que tinham sido entregues pelos dois e que é só o maior negócio de sempre em Portugal, onde está desde então. Só voltam a trabalhar juntos noutro sítio, bem mais rentável.
    Carlos Manta Oliveira said...
    Hoje de manhã ouvi na rádio que já se conhecem interessados na construção do TGV.

    Coincidência? Deu na TSF, e não falaram de Coelhos...

    Está ganho!

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