tarrenego!

Esta imagem , da primeira página do Público de ontem, incomodou Vital Moreira. Tal como o genuíno jacobino, Raul Rego, de memória republicana, laica e explosivamente reactiva a tudo o que lhe lembrasse sacristias, num estranho complexo, Vital Moreira, reage também e de igual modo, a tudo o que lhe recorde a nossa tradição cristã, católica e de rituais ainda recentes. E igualmente abomina sotainas e sobrepelizes.

A imagem testemunha um acto de propaganda típico de governos, pois mostra a inauguração oficial e preparada pelos cultores de imagem, do ano lectivo, num centro escolar.

Nome do Centro? S. Martinho de Mouros, em Resende.

Pois é, Vital Moreira, num nome, duas realidades: a cristã e a mourisca. Nossas e com séculos. Apagar memórias é próprio de comunistas com laivos estalinistas, como Você foi, e parece que ainda não esqueceu, porque foi ainda há muito pouco tempo.

Mas as memórias não se apagam facilmente, como o prova a imagem que segue, onde um dos que pegam no andor é o mesmo que acima faz menção de se benzer.

As tradições e costumes, nossas, sobrepõem-se naturalmente, a uma Constituição jacobina, onde se jurava que se caminharia para o socialismo autêntico, o da sociedade sem classes. Nessa altura, era essa também a sua verdade. Hoje, já não é, porque é um apóstata desse credo.

Então, por que bula deve merecer mais crédito e aceitação, do que os que acreditam numa tradição de séculos e séculos? E que ainda por cima, são, comprovadamente a esmagadora maioria deste povo que nós somos?


Imagens: Público de ontem e Tabu(Sol) de 10.3.2007

Publicado por josé 18:20:00  

6 Comments:

  1. zazie said...
    ahahaha

    Que bem lembrado!
    Há do que said...
    Apesar do seu postal, não posso deixar de manifestar a minha grande comoção pelo ar de contrição de Sócrates.

    Desde o dia em que vi um documentário com Al Capone a rezar com um ar igualmente contrito que não me comovia tanto.
    Luis said...
    Ó josé, então você agora simpatiza com o "engenheiro de aviário"? Por falar em tradições, a essência deste seu "postal" não honra nada a tradição da GLQL, que aliás está bem patente naquela mensagenzinha do cabeçalho do Blog, aquele facsímile do célebre fax. Suponho que não o puseram lá em homenagem ao "engenheiro", pois não? Mas acho que já o percebi. Você gosta de ser "maleável". É uma no cravo e outra na ferradura. A coerência é boa para os tolos, não é?
    Luis said...
    E em complemento ao comentário que fiz: Qual é o problema de não se gostar de sacristias, sotainas e sobrepelizes? Eu não gosto e também não gosto de capelas nem de igrejas nem de andores nem de relicários. Sou por acaso obrigado a gostar? Existe alguma lei nacional ou cósmica que a isso me obrigue? Não, pois não? Então deixe-me ter os meus gostos e a Vítal Moreira ter os gostos dele e você tenha os seus gostos, que é a isso que se chama liberdade. Parece que você não gosta é de liberdade. Pelo menos para os outros que pensam diferente de si.
    josé said...
    Luis:

    V. Tem uma lógica demasiado elaborada para o meu entendimento, mas ainda assim:

    Se deixarmos que cada um tenha os seus gostos, como também concordo, então, deixemos que as sotainas e estolas continuem a abençoar as salas, barcos, lugares públicos inaugurados etc etc. Afinal, isso acontece há muitos séculos, por cá. E se algum dia mudar, e vai mudando, que seja lenta e de acordo com os sentir geral e não com o alvitre dos vitais moreira, que-esses sim- já nos habituaram à volubilidade nas crenças.

    Quanto ao Sócrates, e à minha simpatia, talvez isso prove que nada de pessoal me move contra o indivíduo e que tudo me move contra determinados actos públicos e privados com reflexos públicos, do tipo. É fácil de perceber.

    Finalmente, quanto à liberdade: a minha acaba quando começa a dos outros. E vice-versa, não esqueça também. Assim, se o costume e tradição legitimam determinado procedimento, deixem então a liberdade funcionar e não venham para cá com ideias peregrinas de imposições constitucionais vazias.
    Arrebenta said...
    O que realmente penso e sinto sobre os McCann

    http://asvicentinasdebraganza.blogspot.com/2007/09/toda-verdade-ou-o-anti-argumento-de.html#links

Post a Comment