fantasia dourada

A historieta do rei Midas, lenda fabulosa do tempo dos gregos, foi retomada nos anos trinta, por Walt Disney que lhe chamou The Golden Touch, numa das suas sinfonias patéticas, de desenhos animados.
Com a fábula desenhada, Disney realçou a particular apetência de um pequeno reizinho, pelo cobiçado metal dourado e que ajudado por um duende, passa a transformar em ouro, tudo aquilo em que toca.
A figura simbólica, lembra inapelavelmente, uma das fábula dos tempos modernos portugueses e que hoje é recontada no jornal 24 Horas: a fantástica capacidade em cambiar capacidades, por ouro de lei.
Dias Loureiro, por exemplo, em escassos dez anos, depois de “sair da política”, conseguiu um autêntico milagre de multiplicação de talentos dourados.
Na figura de conselheiro de Estado, declarou obrigatoriamente ao tribunal Constitucional, uma fenomenal operação de crédito : emprestou a uma sociedade de que é sócio ( com 48% do capital), a fantástica soma de 6 145 771,24 euros! Mais de um milhão de contos antigos que sairam do seu bolso para estofar a carteira de uma empresa sua! E declarou :
É dinheiro que eu ganhei, ao longo do tempo, sobretudo nestes últimos nove, dez anos, desde que saí da política. É portanto, aquilo que tenho”.
É obra! Talvez maior do que a de Midas.
Como é sabido da historiera, este só conseguiu o feito, porque um duende lhe passou o poder mágico...

Publicado por josé 21:39:00  

4 Comments:

  1. Kane said...
    E que feito!
    Terá sido a pulso ou com varinha mágica?

    Mais a sério, conclui-se que o “generoso” Estado, senhor de inestimáveis recursos, continua a garantir grandes negócios a este tipo de sociedades. Com algum pudor, esta seria uma boa razão para que tais eminências se abstivessem daquilo que propalam, mas que seguramente não querem: o "menos" Estado!
    lusitânea said...
    É tudo uma questão de sexo.Uns só apanham euros machos, outros têm "feeling" para euros fêmeas já prenhes...
    o-espectro said...
    Será que Dias Loureiro tem a ver alguma coisa, de perto ou de longe, com Duarte Lima ou a banda larga dos presidentes dos clubes de futebol? Que boa pergunta a fazer(em) à dra. Morgado!!! Niet
    zazie said...
    C'um caraças!

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