Recado?

"Por último, quero, em especial, manifestar ao Senhor Dr. José Souto de Moura o público reconhecimento do Estado português pela dedicação, dignidade e independência com que, como Magistrado distinto, exerceu as funções de Procurador-Geral da República, num período particularmente difícil e complexo da justiça portuguesa"

Cavaco Silva, cerimónia de tomade de posse do novo Procurador Geral Da República, Pinto Monteiro. Discurso integral aqui

Publicado por Carlos 18:49:00  

4 Comments:

  1. Politikos said...
    Convirá ler para lá das palavras, meu caro. Onde v. pretende ver - parece-me - um elogio estão apenas palavras de circunstância. Quando muito ver-se-á em «dedicação» um certo exagero (tinha de ser), o resto todos subscrevemos, mesmo os que - como eu - acham que o trabalho do PGR nem chegou sequer a sofrível...
    Num quadro em que todos temos de responder por objectivos - excepto a Justiça - gostaria de saber que avaliação teria o ora cessante PGR?
    JusNavegante said...
    A avaliação da prestação de Souto Moura é muito simples e só um cego a não vê: enquanto o processo da Casa Pia correu contra trutas não políticos, Souto Moura era o justiceiro, o super-homem, o herói, o maior, o melhor, a justiça estava no melhor dos mundos; no dia - ó aziago dia aquele! - em que tocou Paulo Pedroso, a Justiça deixou de funcionar e Souto moura passou de bestial a besta.

    É o que vai suceder com o Dr. Pinto Monteiro, coitado! Os que hoje lhe tecem loas serão os primeiros a comê-lo vivo se ele ticer o azar de algum processo apanhar um qualquer VIP dos graúdos!
    Afonso Z said...
    A mim soam-me como meras palavras de circunstância. Souto Moura há de ter feito alguma coisa de jeito... Mas cedo se viu envolto num manto de mediatização...negativa, digamos assim.
    Politikos said...
    Pode ser simples, mas eu não a vejo, mas naturalmente gostaria de ver. Ah, claro, resta dizer que não sou agente de Justiça e, felizmente, pelo menos por ora, nem sequer vítima dela. De onde, porventura nunca conseguirei verei. Não terei ainda e certamente o discernimento para alcançar as rendas de bilros jurídicas da Pólis. Embora conte sempre com algumas almas caritativas que me tentam debalde explicar algumas coisas... Claro que os políticos são sempre os culpados de tudo, como salientou o prof. Costa Andrade e o juiz António Martins... Pois, são eles que nós vemos a fazer as acusações, a julgar os casos e a organizar a Justiça... Não há condições...

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