só pode ser piada...

... a alegada directiva que terá sido dada aos centros de saúde para cumprirem a legislação e darem prioridade no atendimento a grávidas, idosos e... advogados e solicitadores.

Publicado por Manuel 14:11:00  

21 Comments:

  1. e-konoklasta said...
    Compreende-se. Só não se compreende porque razão essa medida não seja extensível aos diferentes magistrados, visto todo o legendário atrazo dos diferentes processos nos tribunais do reino de Portugal e dos Algarves. Ou, então, a Justiça não é prioritária, ou, os diferentes magistrados são, maioritariamente, mulheres e, maioritariamente, grávidas (é o que consta)... Horas para as bichas, horas para os bébés... Pela hora da morte, a Justiça, todas as justiças. Portanto, só INJUSTIÇAS.
    rb said...
    Que eu saiba o atendimento preferencial a advogados e solicitadores só se aplica quando estes se encontram no exercício da sua respectiva actividade profissional - o seu fundamento é justamente o facto daqueles estarem ao serviço do cidadão. Diga-se em abono da verdade que esta preferência não é muitas vezes exercida, não só por respeito aos demais como também pelo facto de não existirem condições físicas nas repartições que facilitem este atendimento preferencial, o que se justificaria em muitos casos, nomeadamente nas conservatórias de registo.
    Obviamente, se um desses profissionais se desloca a uma qualquer repartição para tratar dum assunto pessoal não tem qualquer preferência sobre quem quer que seja.
    No caso dos centros de saúde, não é muito normal advogados ou solicitadores aí se deslocarem em trabalho. Mas se for esse o caso têm direito à preferência, como noutras repartições públicas, porque não?
    Manuel said...
    Caro 'atento',

    O meu muito obrigado. Sim, pois, só os advogados e os solicitadores é que estão ao serviço de outrém. Todos iguais, **'mas'**. Com a sua breve prosa você explicou tudo e (auto)caracterizou-se muito bem. Obrigado, mais uma vez.
    Coutinho Ribeiro said...
    Esta não parece sua, Manuel.
    Imagine que os advogados e solicitadores não têm atendimento preferencial quando se deslocam às repartições públicas. Porque são obrigados a irem lá inúmeras vezes tratar de assuntos dos outros, não lhe parece que é uma medida acertada? Se assim não fosse, todo o seu tempo seria perdido em repartições. É que não se trata de ir uma vez de vez e quando tratar de um assunto e voltar daí a 3 anos...
    Certamente que a directiva não diz que quando o advogado vai ao centro de saúde na qualidade de utente, tem o direito se ser atendido pelo médico em primeiro lugar.
    rb said...
    Caro Manuel:
    "Sim, pois, só os advogados e os solicitadores é que estão ao serviço de outrém."

    Justamente. O exercício da procuradoria é um acto próprio e excusivo dessas profissões, sob pena de crime de usupação de funções. Apesar disso, a procuradoria ílicita abunda por aí escancarada.

    "Com a sua breve prosa você explicou tudo e (auto)caracterizou-se muito bem."

    As aparências iludem ... mas sempre lhe devolveria a ironia pois também a sua prosa o caraterizou mt bem ...

    Apenas quis explicar algumas das razões (pois, há outras) da lei que estabelece o atendimento preferencial de advogados e solicitadores e chamar a atenção para o facto de que este só se aplica se quando aqueles estejam no exercício da profissão.

    Até posso aceitar discutir a bondade da lei, mas que tem fundamento, tem. E como lhe disse é um direito utilizado com muita parcimónia.

    Sempre Atento,
    Manuel said...
    Caro Coutinho Ribeiro... Leia e releia a peça da SIC... eu falei de centros de saúde e da peregrina equiparação às grávidas e deficientes... A coisa pode ter toda a lógica e justeza do mundo só que nunca nos moldes em que é pintada, a não ser, a não ser digo, que agora o que conte já não seja a letra mas 'apenas' o espírito da coisa...
    Manuel said...
    continuando... será assim tão difícil fazer prosa legislativa CLARA e Objectiva e que não se compadeça da bondade de interpretação dos visados ? Sim, porque ao que parece o que aqui temos 'depende' tão só e apenas da bondade de um qualquer advogado que 'deverá' fazer (porque será óbvio (?)) uma interpretação não maximalista da coisa... n'est ce pas ?
    Coutinho Ribeiro said...
    Caro Manuel: Já li e reli a peça. O que se pode concluir é que a culpa não é da directiva, mas de quem escreveu a peça, que não explicou que a preferência dada aos advogados e solicitadores só existe quando no desempenho das suas funções de procuradores.
    Manuel said...
    ok, admitámos q tem razão - então o que levará serviços do estado a recusarem-se a implementá-la ? uma cabala contra grávidas e deficientes em que os advogados e solicitadores são vítimas inocentes ? Admita que é um mistério e peras (ou seja, já percebeu onde é que quero chegar...)
    Manuel said...
    ok, admitámos q tem razão - então o que levará serviços do estado a recusarem-se a implementá-la ? uma cabala contra grávidas e deficientes em que os advogados e solicitadores são vítimas inocentes ? Admita que é um mistério e peras (ou seja, já percebeu onde é que quero chegar...)
    jack, o estripador said...
    "Manuel":

    Acho que o convívio com o "José" lhe deve ter toldado o intelecto.
    As regras relativas à prioridade aos advogados e solicitadores em Cartórios, Conservatórias e Registos Civis existem há mais de 15 anos.
    Provavelmente estariam a cair em desuso porque muitos dos referidos profissionais, ao chegarem aos ditos serviços públicos, encontravam filas quilométricas e pura e simplesmente tinham receio de invocar o seu direito, sob pena de serem enxovalhados pelos restantes utentes, a maioria dos quais desconhecia este privilégio.
    A justificação para o mesmo já foi dada por outrém - leia e perceberá...
    lusitânea said...
    Essa dos advogados "montarem" os restantes cidadãos nas filas já me aconteceu e por acaso não gostei nada.É um privilégio corporativo indiciador de idade média mas como na AR aquilo é tudo advogados...
    É quase como estabelecer o direito de pernada...
    Cidadãos de 1ª e de 2ª...
    rb said...
    Lusitânea: É por causa de haver quem pense dessa forma que o direito de atendimento preferêncial é usado com tanta parcimónia. No entanto não se trata dum qualquer privilégio dos advogados, engana-se, mas sim dos cliente que deles se servem. Repito, só no exercício da actividade se aplica o direito. O advogado ou solicitador até podiam nem se importar de passar uma tarde na repartição à conta dpo cliente, caso não existisse o tal direito, o cliente é que talvez não saísse muito beneficiado.
    Coutinho Ribeiro said...
    Já agora: sabem que os advogados também são "privilegiados" quando são vítimas de alguns crimes, designadamente os de homicídio e contra a honra, que passam a ser agravados por esse motivo? Mas, como os advogados, também os professores, examinadores, funcionários públicos, as testemunhas num processo, e vários outros. Desde que os visados sejam visados no exercício das suas funções ou por causa delas. Nunca vi nenhum escândalo por causa disso.
    Guida do Pino said...
    Parece que também há uma directiva que dá prioridade aos advogados e solicitadores para entrarem na cama com as respectivas mulheres...

    "a alegada directiva que terá sido dada aos centros de saúde"

    Qual das palavras centros de saúde a maioria dos comentadores tem tanta dificuldade em perceber?

    E o qual é o assunto que o meu advogado ou solicitador vai tratar a um centro de saúde com mais prioridade que eu própria ou o meu marido?
    rb said...
    Guida do Pino:
    A sua 1.ª ideia parece muito interessante. E justa!

    Por acaso, apoveito para acrescentar que lendo a peça da SIC que o 'Manuel' cita, não vislumbrei qualquer directiva dirigida especificamente aos centros de saúde, mas sim a todas as organizaões estatais indiscriminadamente, para que criem as condições físicas nos balcões de atendimento públicos de forma a que o atendimento preferencial consagrado na lei - que bem ou mal está na lei - seja efectivamente respeitado e os advogados e solicitadoresnão se sintam constrangidos a servirem-se do mesmo em caso de necessidade. Aliás, trata-se duna revindicação antiga de advogados e solicitatdores. Isto aplica-se sobretudo em repartições públicas como finanças, conservatórias, etc.

    Nos centros de saúde francamente não estou a ver o que é que um advogado ou solicitador possa ir fazer a não ser pedir uma certidão de exames ou tratamentos médicos, mas mesmo aí não estou a vê-los a passar à frente de quisquer doentes. Como é óbvio e do mais elementar bom-senso.

    Ou seja é completamente rídiculo que essa tal directiva se tenha dirigido aos centros de saúde se é que realmente se dirigiu.

    Fiquei foi a pensar na sua 1.ª sugestão ...
    rb said...
    Carteiro (coutinho Ribeiro):

    Se formos por aí, de privilégio em privilégio, nunca mais paramos e de certo iremos encontrar alguns bem mais discutíveis do que este dos advogados ou solicitadores, mas enfim ...
    Joao said...
    Ou seja, se eu me quiser despachar numa fila do centro de saúde, contracto os serviços de um desses gajos?
    É triste, é triste
    e-konoklasta said...
    Essa da prioridade nas bichas do centro de saúde, já deve ter barbas, como diz o Jack (o estripador cá do sírio) é que agora já se podem fazer marcações por telefone (obrigatoriamente com uma antecedência de, pelo menos 3 semanas) e só dão 4 consultas no próprio dia, isto para quem já tem médico de família e, para essas 4 consultas a marcar no próprio dia a partir das 8 da manhã, os utentes tem que ir para lá antes das seis da manhã, como dantes. Ora se lá aparece um caramelo a dizer que é advogado ou solicitador à abertura, os utentes que se levantaram às 5, para apanhar vez, estripam-no e, se no exercício das suas funções puderem fazer um seviço ao Joao, ao atento ou outro qualquer, então é que vai ser... É que o simplex não previu estas situações!
    rb said...
    Caro e-Konoclasta,

    Esperava um pouco mais de si ... Então não lhe parece que é completamente absurda e ridicula essa ideia que o 'Manuel quis aqui passar de os advogados ou solicitadores possam ter qualquer preferência a serem atendidos numa consulta num centro de saúde, hospital ou coisa que o valha?!!
    Se a preferência só se aplica no exercício da actividade (quantas vezes tenho de repetir isto) não há qualçquer hipótese desses tais "caramelos" lá aparecerem nessas vestes. Eles podem ir às finanças, às conservatórioas, cartórios, tribunais, etc., tratar de assuntos que dizem respeito aos seus clientes, mas não ao médico, que diabo!!
    e-konoklasta said...
    atento,

    Não leve a mal nem a sério o que disse no meu último comentário. Estava a levar ao extremo absurdo, o absurdo do atendimento dessas personagens nos centros de saúde.
    Faço, muitas vezes comentários sérios, seriamente, mas muitas vezes, não resisto, e, puxo as coisas para o absurdo e irrisório de certas situações.

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