elitismos ou um ensaio muito breve sobre a cegueira

O Paulo Gorjão acha uma injustiça que se perca mais tempo a discutir o arraial de porrada que Vasco Pulido Valente deu a Clara Ferreira Alves que o artigo que Rui Namorado assinou no DN sobre a situação interna no PS. É uma posição formalmente bastante respeitável e confortável. Porém acha mal, muito mal. É que qualitativamente nada, rigorosamente nada, mudará no PS, como em bom rigor na sociedade em geral, enquanto fenómenos 'surfísticos' como o de Clara Ferreira Alves persistirem, forem tolerados e incentivados, com ou sem directas de permeio. Aliás, um dos grandes dramas deste quintal é a eterna tentação de se querer olhar as coisas 'muito por cima' ignorando ostensivamente o 'factor humano', na premissa - muito pragmática - de que o que hoje é mentira amanhã pode ser verdade e vice versa. É preciso que volte a haver memória.

Publicado por Manuel 22:47:00  

3 Comments:

  1. timshel said...
    precisamente
    aNtonio said...
    nao faz sentido algum comparar os comentarios no espectro - que tem uma dinamica propria com os links. Se fizesse sentido comparar (e nao faz) há pelo menos 12 (incluindo estas duas) referencias ao arrail de porrada.
    maria said...
    Completamente d'acôrdo com o que o Manuel escreveu. Aliás, aproveito para enviar d'aqui os meus parabéns ao VPV pelo que ele escreveu no seu Blog, acertadìssimamente (na minha opinião e que me desculpem os que gostam dela) sobre essa criatura indescritível, que dá pelo nome de Clara F. Alves. Com efeito VPV está mais do que de parabéns, pois pela primeira vez, creio, alguém resolveu chamar os bois pelos nomes (já era mais do que tempo!) e dizer a verdade sobre os defeitos desta personagem de ficção, que além de inculta - não sabia o que queria dizer "assessôr", não sabia que existia semelhante palavra em português (como não saberá outras, muitas, pois nota-se isso mesmo nos seus tempos d'antena) e não a sabia escrever, ela própria o disse num dos seus programas televisivos... - é estúpida, pois só o sendo pode alguém tratar tão mal quem a tem tratado bem! E foi esta mulher directora(?!) da Casa Fernando Pessoa um ror de anos!!! Pobre Dr. Santana Lopes, onde ele se foi meter quando e certamente pressionado por ela, se deixou ir na conversa fiada duma espertalhaça destas e a nomeou para semelhante cargo...! Para levar como paga, difamações indecentes e permanentes!
    Esta mulher é ignorante, é presumida, pretensiosa, auto-convencida, cretina, presunçosa, preconceituosa, fingida, oportunista, hipócrita (fez-se cinicamente amiga de S. Lopes - e antes dele, d'outros - com o fito d'obter o/s cargo/s por ela almejado/s e mais tarde por ela desempenhado/s, para posteriormente difamar, como o tem feito, todos aqueles que outrora a ajudaram!!! Como é que se adjectiva uma pessoa destas???) antipática e agressiva até dizer basta - o que em televisão é a morte do artista...- e fala com o "rei na barriga" sempre que bota discurso, para além deste ser, as mais das vezes, muito pouco coerente.
    Mas o seu principal e pior defeito, na minha opinião (o segundo, é ser uma perita em "surfismo" - como muito bem diz Manuel - no que à sua carreira diz respeito, mas não só ela, há centenas de milhares d'outros desvertebralisados, de que Portugal está pejado) é ter CUSPIDO (e continua a cuspir) NA SOPA de quem lha deu para comer! Só um ser execrável tem semelhante procedimento! Isto diz TUDO sobre o carácter desta personagem de romance de cordel que, aliás, é insuportável de se ver e de se ouvir na televisão.
    Um pormenor paralelo: não sendo um defeito ainda assim interrogo-me, por achar estranho, sempre que a vejo na televisão. Esta mulher é, de facto, uma mulher ou um homem travestido, mesmo com (ou apesar de) toda a pintura que ela põe na cara? É que ela tem um discurso d'homem, tem um corte de cabelo à homem, pinta os cabelos com uma côr (horrível) que os travestis costumam usar, tem dentes d'homem, tem um pescoço d'homem, cheio de músculos e tendões salientes, bem visíveis, como o dos homens... Se não é um homem, é o diabo por ele...
    Quanto ao facto dela não ter aceite o convite para directora do D.N., o motivo e segundo VPV, está à vista: não se sentia intelectualmente capacitada e não por motivos políticos, como ela (disfarçando) alardeou e a imprensa do sistema a secundarizou.
    E parabéns pelo vosso Blog, sobretudo pelos textos do Manuel e do José, de que gosto particularmente.

    Maria

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