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Itália: manifestação contra TGV

Milhares de pessoas estão contra a construção de uma linha de alta velocidade entre Turim e Lyon devido a questões ambientais e de saúde.

Portugal Diário

Publicado por Manuel 19:59:00  

3 Comments:

  1. pisca-pisca said...
    Muito bem sr. primeiro ministro!

    Nas negociações do IV QCA, para 2007-213, em Bruxelas. E é assim, sem consultorias milionárias dadas aos amigalhaços da Goldman Sachs e de escritórios parasitas de advogados, que se trabalha e bem.
    pisca-pisca said...
    TGV EM PORTUGAL

    Admitamos que haverá derrapagem nos custos da infraestrutura física do TGV e em vez de 8 mil milhões serão gastos 10 mil milhões de euros.

    Em vez dos 40% previstos a gastar pelo Estado (os outros 60% são fundos comunitários e privados), suponhamos que serão gastos 50%, isto é, 5 mil milhões de euros.

    Por via fiscal sobre todos os produtos e trabalhos de construção das vias, em IRC, IRS, IVA, ISP e outras taxas, o Estado vai recuperar cerca de 30% do custo total da obra, isto é, 3 mil milhões de euros. Isto, apenas durante a execução da obra.

    Portanto, o Estado, dos 5 mil milhões que se propõe gastar, recupera 3 mil milhões, pelo que a seu cargo ficam no fim 2 mil milhões (quatrocentos milhões de contos), uma verba que será distribuída por vários anos, o tempo da construção, de cerca de quatro anos (100 milhões de contos por ano). Não assusta.

    Agora falta contabilizar tudo o que virá a juzante do projecto, visto que os custos de exploração e o seu risco serão garantidos por privados.

    E aqui é que é mais difícil de calcular, mas é perfeitamente previsível que através desse meio de transporte muitas receitas fiscais o Estado irá ainda arrecadar, pelo desenvolvimento económico induzido. Basta só imaginar as horas poupadas aos passageiros pela maior rapidez nas viagens e pela maior utilização deste meio de transporte, com poupança em combustíveis fósseis e redução das emissões de CO2. Além das actividades económicas que se instalarão ao longo das linhas, perto das estações previstas, sujeitas a fiscalidade.

    Concluindo, é um projecto que irá dar lucro ao Estado e desenvolvimento ao país (em actividades com alguma boa tecnologia), desde que a sua exploração fique a cargo de privados e com o risco correspondente, quer dê lucro ou prejuizo.

    A partir desta experiência, muitas empresas portuguesas adquirem muito know how, que podem depois vender no estrangeiro (veja-se o caso da Brisa e dos estádios de futebol, que permitiram angariar mais facilmente obras e serviços no estrangeiro).

    Estas obras dão sempre oportunidades às empresas de se desenvolverem e ganharem dimensão e know how tecnológico.

    Não é por causa destas obras que a economia portuguesa patina, pois a quebra de vendas nos têxteis, vestuário e calçado (verdadeira origem conjuntural da nossa crise, devido ao Euro e à OMC) não têm nada a ver com elas, é sim por falta de mais obras como esta e de mudanças estruturais no nosso modelo educativo e consequentemente do nosso modelo economico-empresarial, assente em produção de bens transaccionáveis de mão de obra barata.
    NP said...
    Nós nem costumamos reclamar na junta de freguesia por algum buraco na rua, no alcatrão ou por alguma falha nos acessos ou na limpezadas ruas... quantro mais manifestar-nos por razões destas....

    Acho que só veria uma manifestação destas se fechassem hoje os hipermercados e o pessoal não tivesse para onde ir passear... ai sim o pessoal revoltava-se !

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