uma entrevista

a não perder, a de Belmiro de Azevedo, ao Diga lá Excelêcia.

Belmiro de Azevedo discorda «totalmente» da construção de um novo aeroporto na Ota e da implementação da linha ferroviária de alta velocidade TGV. Em entrevista ao programa «Diga Lá, Excelência», da Rádio Renascença e jornal Público, o patrão da Sonae apresenta sugestões de investimentos que, na sua óptica, seriam muito mais úteis para o país. Comboios de mercadorias a ligar Sines a Madrid e a divisão do tráfego aéreo pelo Porto, Alverca, Montijo, Beja e Faro, para aliviar o Aeroporto de Lisboa, seriam as opções de Belmiro.

O empresário comentou ainda a política nacional. Para Belmiro de Azevedo, foi Santana Lopes quem «ofereceu» o cargo de primeiro-ministro a José Sócrates. Quanto à prestação do actual chefe do Governo, apesar do «grande esforço», o empresário considera que Sócrates ainda não tomou nenhuma «grande decisão estratégica importante». Quanto à proposta de Orçamento de Estado para 2006, Belmiro de Azevedo advoga que carece de componente estratégica e que as previsões para as exportações são irrealistas. «Não pode haver aumento de exportações sem produto em quantidade, com qualidade e competitivo globalmente», sustenta.

Numa altura em que se fala na necessidade de reduzir o número funcionários públicos, o empresário diz que é preciso começar a resolver a situação e critica o discurso do Governo de que não vão haver despedimentos. «Temos de ter respeito pelos 750 mil trabalhadores, mas também temos de ter consciência de que há 200 ou 250 [mil] a mais», sublinha. (...) [resumo do Portugal Diário]

Publicado por Manuel 17:05:00  

1 Comment:

  1. pisca-pisca said...
    Alguns media, incluindo os do Estado (cujos gestores foram nomeados pelos governos anteriores), vêm produzindo alguns interessantes monólogos sobre o passeio pela avenida da liberdade de Cavaco Silva, para o que convidam vários participantes, todos fardados da mesma cor e todos direitinhos em frente dos pseudo-moderadores, não vá a pauta ser mal lida e a música desafinada.
    Um diz que CS deve fazer assim (para o passeio ser mais deslumbrante), outro diz que ele precisa de fazer assado (visto nem haver concorrência à sua altura...), outro diz que sendo CS o máximo, não precisa de fazer assim nem assado, basta-lhe o mínimo.
    E no fim desses monólogos todos sorriem uns para os outros e despedem-se dizendo uns para os outros, explicita ou implicitamente, que amanhã haverá mais sessões de propaganda (à custa do espaço hetziano e radioeléctrico, que é um bem público de todos).

    Querem assim levar CS ao colo para ser campeão num campeonato repleto de batota. Um nojo e um insulto aos portugueses!

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