Hoje há conquilhas... amanhã não sabemos!

O filho de Valentim Loureiro, João Loureiro, acabou há momentos de dizer na tv que hoje foi o dia em que se separou a justiça da política!!! E que a política ganhou! E ainda disse mais: que o povo não tolera que lhe dêem ordens de... cima! E ainda disse que estava há muito tempo à espera de dizer umas coisas para a comunicação social. Dificilmente alguém, mesmo com todos os cursos de sociologia possíveis e imaginários, poderá apontar a razão exacta e precisa destes fenómenos eleitorais: Gondomar; Felgueiras; Oeiras.

Na verdade, causam perplexidade. A mim, parece-me que as pessoas, na sua generalidade, não ligam demasiado a questões morais que envolvem aldrabices com dinheiros públicos - e é disso que se trata. Entre um aldrabão/ona populista que sabe comunicar com o "público" e o político com imagem de sério e honesto, ou de "porreiraço", a escolha não se faz por estes critérios, mas por qualquer coisa mais inefável e que tem mais a ver com a capacidade de gerir a coisa pública e potenciar melhorias para as comunidades.

Este sentimento particular pode generalizar-se a uma maioria de votantes e é essa a explicação que arranjo. De resto, a declaração de João Loureiro, é extraordinária.

Publicado por josé 20:32:00  

5 Comments:

  1. Anónimo said...
    La loira socialdemócrata de Oeiras esta buenisima....Lástima que no haya ganado, porque es una mujer "cañón".....
    Anónimo said...
    Deve-se com o modo como funciona a Comunicação Social. Qualquer problema ou "injustiça" com o Governo Central será obviamente mas facilmente noticiado e ganhará mais facilmente uma cacha de primeira página se for numa Câmara polémica do que com um presidente sem casos
    e mais tímido.

    Para ter capacidade reivindicativa é preciso primeiro ter voz.


    lucklucky
    Tonibler said...
    Dizer que um candidato associado a um partido político é sério e honesto é, por definição, uma grossa mentira. Recordo que nenhum deles (supostamente) cometeu os crimes de que são acusados como independentes e afirmar que o ministério público descobriu algo que as estruturas partidárias desconheciam, é duma ingenuidade enorme. A diferença entre estes independentes e aqueles que integram listas de partidos é que os primeiros foram apanhados. Mais nada.
    josé said...
    Olhe, caro tonibler:

    V. não percebeu nada do que escrevi.

    Para simplificar, não me referi a ninguém em especial ou partiular para definir o carácter sério e honesto. Ou sequer para coprporizar o contingente dos "porreiraços" ou dos populistas/demagógicos/aldrabões.

    Claro que pode sempre encaixar quem entender, mas o critério era geral e abstracto qb.
    Estejam ou não estejam inseridos em estruturas partidárias.

    A ideia básica e que mesmo assim tenho por duvidosa, é que as pessoas que votam, não distinguem por aí- o que parece evidente. Mas quando se coloca o problema de saber por que motivo votam em certos candidatos, já se torna muito difícil acertar full tilt.
    Tonibler said...
    Caro josé:

    Então andamos 'desentendidos'. Como referiu as palavras de JLoureiro e os concelhos de Oeiras, Gondomar e Felgueiras....

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