verdades duras...

António Vitorino foi nomeado como assessor jurídico da Parpública nas negociações com a ENI, através da sociedade de advogados da qual é sócio, a Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados (GPCB).

Importa saber porquê? Porque deixou a Parpública de contar com a assessoria da PLMJ, que esteve 5 anos à frente do processo, e com uma enorme criatividade que os próprios assumem, conseguiu ver chumbada uma operação de reestruturação do sector energético em Bruxelas.
  1. Sabendo que a PLMJ foi remunerada pela assessoria jurídica à Parpública, pela módica quantia de 595 contos à hora, qual foi o valor global que a mesma Parpública pagou à dita PLMJ... para nada?
  2. Quanto irá custar à Parpública a remuneração à GPCB?
  3. Porquê a substituição de sociedade de advogados como consultora jurídica ?
  4. Quais os critérios usados na selecção da GPCB e não outra ?

Mas a tarefa de Vitorino está cheia de espinhos. Convencer a ENI a esperar mais tempo e a não exercer os direitos que lhe são devidos por um acordo parasocial horrível não é tarefa simples, ainda por cima com um acordo parassocial que foi cravado pela mão de Pina Moura. Curiosamente, ou talvez não, alto interessado no desfecho da operação.

De qualquer forma, urge que Vitorino responda rapidamente ao seguinte ...

  1. À semelhança do que aconteceu quando a ENI adquiriu a participação á Petrocontrol, vai o Estado Português isentar de mais-valias, o futuro detentor da participação na Galp Energia que agora pertence à ENI ? Na época foram 525 Milhões isentos de mais valias era Diogo Freitas do Amaral presidente da Petrocontrol.
  2. Qual será o papel do deputado Pina Moura versus investidor espanhol Pina Moura no negócio ?
  3. Faz algum sentido colocar EDP e Galp Energia em concorrência no mercado elétrico apenas para beneficiar a Iberdrola ?
  4. A futura empresa de gás natural, a constituir, será detida em 49 % pela ENI (posição avaliada em 850 milhões de euros) ?.
  5. A mais-valia com a saída da ENI, é de quase 400 Milhões de Euros ?
  6. Confirma que em caso da compra dos 33,34 % se situar abaixo dos 890 milhões de euros, estaremos a vender abaixo do preço de mercado da empresa ( incluindo o activo gás)?
  7. Os dividendos da operação da Galp, se os ouver, são para abater ao défice ?
  8. Será que já se pensou a sério numa parceria Galp-Sonangol-Petróbras, em vez de estarmos reféns da Iberdrola, que assim que vender a participação que tem na EDP, fica livre para atacar a Galp Energia ?
  9. E quanto à Petrocer ?

Publicado por António Duarte 18:38:00  

7 Comments:

  1. Anónimo said...
    Ora aqui está um caso em que não se pode dizer que o Governo andou mal ou escolheu um incompetente, porque António Vitorino, pela sua formação e experiência em Bruxelas como comissário, talvês seja neste momento a pessoa mais indicada para resolver o imbróglio da Galp.

    Uma boa nomeação, sem dúvida. E fica barato, porque Vitorino já é pago pela AR e por isso, à face da nova lei implementada por este Governo, não pode acumular remunerações.

    Muito bem. A inveja e o bota-abaixo neste caso ficaram sem argumentos.

    É caso para dizer que as Lojas ladram... e a caravana passa.
    josé said...
    E vocês já sabem quanto empochou a outra sociedade de advogados?!!
    O governo de agora já respondeu ao requerimento de António Galamba?!!

    É que a gente tem direito a saber...e não sabe!

    E temos direito a saber qual o acordo com a firma de advogados de que faz parte o A. Vitorino a acreditar nas notícias?!
    Querem responder ou estão á espera de descobrir o modo de silenciar os blogs incómodos?!!

    COm o método spam colocado por nonós náo chegam lá.
    Anónimo said...
    Está o autor do post à espera que António Vitorino lhe responda, ou a pergunta que lhe dirige é mera figura de retórica para consumo da Loja?
    É que se é mesmo para responder, sente-se confortavelmente senão vai cansar-se.
    Carlos Alberto said...
    Caro Anonymous

    Não deixe que a Verdade estrague uma boa história.

    Não vê que se esta gente, morde a lingua morre com o próprio veneno.
    Anónimo said...
    Aqui este Carlos Alberto tem uma estrumeira para aí na net.
    Os visitantes lá na chararica, no total ainda nem chegaram aos 300 e vem para aqui sujar a loja. Arre!
    José Silva said...
    Vitorino e as assessorias legais são mais uma das negociatas que se fazem em Lisboa. E ainda há quem julgue que as migalhas aealhadas pelos autarcas são o problema de Portugal..

    Aos anónimos SPAM/spin doctors governamentais: Deixem de ser parolos e tentar combater os blogs plíticos. Não funciona. Leiam a Wired. A comunicação social tradicional morreu. Vai mesmo haver liberdade de informação até que os estados se lembrem de regulamentar a Internet.
    Anónimo said...
    «A Galp Energia anunciou, agora, que quem contratou António Vitorino foi a empresa e não a sua accionista, a Parpública.

    Num comunicado, enviado agora às redacções, a Galp esclarece que «na sequência das notícias publicadas hoje na Comunicação Social, vimos esclarecer que a Galp Energia decidiu contratar no âmbito das suas competências e autonomia de gestão, a Sociedade Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados (GPCB), a que pertence o Dr. António Vitorino para assessoria nas conversações em curso, sobre a reestruturação da Empresa».

    Este esclarecimento surge depois de o Jornal de Negócios ter noticiado, ontem, que o Governo tinha contrato António Vitorino, enquanto advogado da GPCB, para representante do Estado nas negociações com os italianos da Eni, no processo de recomposição accionista da Galp.

    A Galp, embora tenha sido contactada pelo Jornal de Negócios hoje sobre um assunto distinto, não mencionou, na altura, que a notícia tinha de ser rectificada. Só agora no início da noite a Galp enviou o comunicado com o esclarecimento.

    Durante o dia de hoje, a nomeação de António Vitorino por parte do Governo havia merecido críticas por parte da Oposição parlamentar, nomeadamente por parte de Marques Mendes, líder do PSD.»

    Afinal era tudo mentira...

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