fatalidades
quinta-feira, agosto 04, 2005
As coisas são o que são, e não podem ser outra coisa. Francisco José Viegas antecipa, eufemisticamente, a chegada de mais novidades e Pacheco Pereira, desencantado, já diz (!) que "não é nas urnas que se pode procurar meios e respostas. Está visto que não chega"... Entretanto, uma certa quinta coluna que nos rege sente-se insegura, como nunca se sentiu deste os tempos do PREC, já não a respeitam e perdeu a intocabilidade, o dinheiro compra muita coisa mas não compra toda a gente, muito menos toda a net, todos os silêncios, um a um, os tabús vão caindo, todos, do Espirito Santo aos múltiplos interesses de Stanley Ho e seus amigos. Pelo meio, e enquanto não se percebe onde acaba a PT e começa o BES e vice versa, agita-se o fantasma espanhol, sim, porque a culpa é deles, a sério.
Publicado por Manuel 13:12:00
Meu caro Manuel
E não será que a aparição, nas presidências, de um "candidato surpresa" não tem nada a vêr com os tabús que vão caindo ?
Como dizia Pedro Gorjão na Bloguitica "It´s Macau, stupid".
Será que ninguém se apercebeu ou sequer desconfiou disso?
basta o "Espanha Espanha Espanha" a despropósito (não é por acaso que não podem com Manuel Alegre...) não invalida que a culpa seja nossa. Até porque há outros.
lucklucky
Pergunte-lhes o que aconteceu quando dos aumentos de capital.
E eu a pensar que era da Telefónica...
Ah, claro, a telefonica não é espanhola.
Durante a segunda década do século XX, quando a situação em Portugal degenerou para a ingovernabilidade, a Espanha, considerou a possibilidade de invadir Portugal, tendo Afonso XIII contactado os ingleses. A particilapção na primeira guerra tentou retirar margem de manobra aos espanhois.
Eu diria que, se a situação continuar a degenerar, desta vez teremos o nosso amigo Zapatero, a pedir a Bruxelas que apoie a intervenção "Europeia" (leia-se espanhola) en Portugal, para evitar que o país chegue à Guerra Civil.
Aqueles que estão à espera que os espanhóis lhe arranjem emprego, vão abanar bandeirinhas vermelhas e amarelas.
Depois, no entanto, chegará, como sempre chegou, o desencanto. A brutalidade policial, o desprezo a tudo o que não é castelhano, o ódio a quem se lhes recusa baixar a cabeça.
Não aprendemos mesmo.