Uma palavrinha apenas

Para Manuela Ferreira Leite. Dos muitos disparates que disse ontem não falo. Registo apenas que considerou a subida do IVA como uma má medida. Agora. Quando a tomou disse que era boa. Incoerências normais na vida pública portuguesa. Tristeza.

Publicado por irreflexoes 11:45:00  

10 Comments:

  1. Anónimo said...
    E o que disse, por exemplo, o João Cravinho na altura em que ela tomou a medida. Não è também «tristeza».
    Não obstante, há uma diferença: sempre são mais 2%. E é por isso, porventura, que ela fala...
    irreflexoes said...
    O argumento invocado: a perda de competitividade com Espanha já era verdade em 2001.

    Do João Cravinho não sei, não tenho memória para tudo. Eu sempre disse que era má medida, antes como agora.

    E em que é que uma eventual partilha do pecado o diminui, já agora?
    Anónimo said...
    Disparates? Por exemplo?
    irreflexoes said...
    O ilustre anónimo não será meu leitor há muito tempo. Quando cehga às receitas extraordinárias tenho sempre discordâncias de fundo com MFL.

    Por exemplo, não acho que antecipar receita corrente de anos seguintes ("titularização de créditos") sem sequer se saber de quanta receita futura se está a prescindir seja propriamente um medida sensata.

    Como não acho que sobrecarregar a CGA com dezenas de anso a pagar boas reformas em troca de uma injecção imediata de capital seja uma ideia por aí além.

    Mas, agora que penso nisso, a embirração começou mesmo com a venda da rede de cobre à PT, que significa desde 2002 telefone e internet mais caro para todos nós, já estando uma queixa em bruxelas à conta da ideia.

    Enfim, é melhor parar-me a mim próprio, que hoje estou deveras prolixo.
    irreflexoes said...
    Já agora, roga-se aos anonymous que, no final dos textos, se identifiquem nem que seja com uma letrinha ou com um nome de fantasia.

    É só porque, às tantas, já nem sabemos com quem estamos a falar.

    Exemplo prático, não sei se o 1.º e o 3.º anónimo são ou não o mesmo.

    Ficava grato.
    Manuel said...
    Meu caro Irreflectido,

    Não faça falar de telecomunicações...

    A rede de cobre tinha de ser vendida à PT, não havia alternativas, por definição. O que devia ser feito ao mesmo tempo e não foi - paar alegadamente não prejudicar os centros decisores nacionais, BES & Associados - era forçar uma clara separação entre a oferta retalhista e grossista da PT eventualmente retalhando-a... Mas isso tem pouco a ver com a rede de cobre...
    formiga bargante said...
    Caros "blogadores"

    Agradeço que alguêm me exclareça uma dúvida existêncial:

    Quando uma mercadoria portuguesa é exportada para Espanha, qual é o IVA que se aplica no destino (Espanha) ?

    Quando uma mercadoria é exportada de Espanha para Portugal, qual o IVA que se aplica ?

    É que a nossa "querida" Manuela Ferreira Leite disse ontem que o receio dela é o aumento do contrabando, e daí a perca de competitividade das empresas portuguesas.

    É que, segundo aquilo que julgo saber, o efeito do iva é neutro (os produtos espanhois pagam 21% de iva em Portugal e os portugueses pagam o iva correspondente, em espanha, ao iva local) a falta de competitividade dos produtos portugueses tem outras origens.

    Será ?
    irreflexoes said...
    Oh Venerando Manuel,

    Se calhar ouvimos contar a história a pessoas diferentes.

    É certo que a PT tinha a concessão de exploração da rede de cobre, que era do Estado. E, a ser vendida a alguém, teria de ser à PT. Assim um pouco como o direito de preferência de certos arrendamentos.

    Mas ainda há uma diferença entre a PT estar a usar um bem do Estado nos termos contratualmente previstos, em que o Concedente tem algum controlo, e estar a abusar de uma rede que é sua e em que ninguém a controla.

    Todos sabemos que o desde que o Dâmaso tomou posse a ANACOM perdeu capacidade de intervenção, e o novo Presidente é da mesma linhagem e a AdC gosta mais de sair nos jornais do que de agir. Prometem, prometem, mas até hoje nada.
    António Duarte said...
    Cara Formiga Bargante....

    È um facto de que com um quadro fiscal no consumo mais oneroso em Portugal do que em Espanha, os produtos portugueses tornam-se mais caros por via do aumento do IVA.

    Mas efectivamente, a questão fiscal é apenas um pequeno ponto, na constante perda de competitividade dos produtos....

    Longe vão os tempos que bastava telefonar ao Banco de Portugal e mandar desvalorizar a moeda...era fácil..e não implicava mexer com nada.
    Anónimo said...
    Plageando o Jaquizinhos, acha que perder um olho é o mesmo que perder dois, ou que partir um dente é o mesmo que partir dois dentes?
    Bruno

Post a Comment