a verdadeira questão...

Há uma premissa política implícita em toda a política "reformista" deste governo, e que já motivou os anunciados aumentos de impostos - manter a todo o custo o desemprego baixo fazendo tudo e todos pagar a crise. Agora, será que esta diluição de responsabilidades, este subsídio que todos dão a quem em circunstâncias normais não é competitivo, é o melhor caminho para a nossa economia recuperar a vitalidade e competitividade face a outras congeneres?... Aqui ao lado, há uns anos, em Espanha foi um governo socialista, o do sr. Gonzalez, que fez o rightsizing da economia espanhola, com os resultados que hoje se conhecem. É verdade que lá o desemprego atingiu valores elevados, mas o facto é que valeu apena. Por cá as coisas são o que são.

Publicado por Manuel 16:39:00  

3 Comments:

  1. Anónimo said...
    disparate. Estás a falar de quê? A fuga para a abstracção é o primeiro passo para a asneira!!!!!!

    ap
    Luís Bonifácio said...
    Não há hipótese de manter o desemprego a niveis reduzidos. A taxa vai aumentar inexorávelmente, sobretudo na zona norte (Vales do Ave e cávado), mas infelizmente não vai ficar limitada à indústria. O que sucedeu em Setúbal no início dos anos 80 vai ser considerado uma pequena constipação, comparado com o que aí vem!
    Cidadão com quota de 1/10.000.000 said...
    Até que enfim.
    Mas eu interrogo-me porque os governantes terão tomado a posição de impedir a todo o custo o mesmo progresso que tanto dizem desejar.
    O progresso a que eles se referem, com a tecnologia actual, teria já tornado desnecessária pelo menos metade da força de trabalho humana senão houvesse esse esforço deliberado de não utilizar tecnologias "state of the art" para libertar o ser humano do trabalho assalariado, criador duma dependência semelhante à da heroína, com "chutos" mensais não do toxicodependente mas sim do consumidor/utente. A tragédia está em se acreditar que a escravatura foi abolida. Foi democratizada.

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