Observatório 2008 - Hillary «vs» Giuliani
quarta-feira, outubro 17, 2007
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Não, claro que não, jamais, em tempo algum

Quanto ao coordenador da Unidade de Missão, embora não me tenha obviamente passado procuração, pergunto a José António Barreiros se não é verdade que em muitas revisões anteriores os presidentes das comissões votaram algumas vezes vencidos. Qual é a estranheza? Falta de transparência e democracia não será fingir unidade de pontos de vista onde ela não existiu?
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A Guerra, "O" Documentário

De Ken Burns e Lynn Novick no PBS
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De noite, todos os gatos são pardos
Uns certos gatos pardacentos da nossa putativa renovação literário-intelectual-politica, entendem que a Constituição que temos está bem assim e nada é preciso alterar. Citam um velho defensor da sua dama antiga, Paulo Mota Pinto, também da nova geração putativamente renovadora, para dizerem que este tipo de propostas de rupturas institucionais é eminentemente terceiro-mundista e, de carrinho, contestam a necessidade de revisões de um texto que está muito bem assim, dando razão aos reaccionários que se opõem a qualquer mudança.
Ora , há quem entenda precisamente o contrário e que a CRP pode e deve ser revista, porque como por aqui se diz, “ a actual é programática, socialista, intervencionista, contraditória e desrespeitadora dos direitos individuais.”
É certo que ali, não se justificam as afirmações, tornadas assim apodícticas, como é norma corrente de quem se acha dispensado de fundamentar o que escreve.
Mas o problema proposto, transcende a ideia conformista do gato pardo.
A questão fundamental com a revisão constitucional, não é apenas a da sua inocuidade, como factor impeditivo de desenvolvimento. É mais o do exemplo e do paradigma que deve estruturar uma trave mestra da construção do edifício legislativo de um país.
Não é preciso ser especialista em constitucionalismo, como alguns que para aí andam, para entender que uma lei fundamental tem que servir de referência às demais, ordenando e balizando as grandes ordinárias e as mais singelas, com os regulamentos que as pormenorizam.
Uma lei fundamental que não se respeita a si mesma, não pode infundir respeito às demais e aos que as devem cumprir.
Como é possível respeitar uma lei fundamental que afirma que ainda vamos a caminho de um lado que todos sabem ser infrequentável? Nem à força de um idealismo serôdio lá se chega, porque na verdade nunca se encetou caminho por essa via- a maioria sempre o rejeitou. Mas a lei fundamental continua a dizer que sim, é por aí, para nenhures, que temos de ir.
Como é possível respeitar uma lei fundamental que continua a programar um leque muito alargado de direitos sociais, como por exemplo o de garantir aos trabalhadores o direito ao trabalho e a segurança no emprego, estabelecendo um catálogo de obrigações do Estado , ao mesmo tempo que este Estado, uma vez no Governo, se liberta progressiva e liberalmente dessa incumbência, entregando a tarefa a uma economia de pendor liberal e até ultra liberal, patrocinada por um poder executivo socialista?
Como é possível respeitar uma lei fundamental que consagra uma generosa segurança social e ao mesmo tempo se vai sabendo que um em cada cinco portugueses é pobre de mais, ridicularizando de passagem essa proclamação solene e constitucional?
Como é possível finalmente, afirmar peremptória e fudamentalmente que há uma subordinação do poder económico ao poder político democrático, quando é precisamente o contrário que vemos na governação de todos os dias?
Em suma, que adianta uma Constituição proclamadora de direitos e orientações políticas gerais, que se denegam na prática política diária?
Adianta e vale pouco. E todos sabem disso mesmo, porque ninguém liga ao valor de troca que foi aplicado no texto constitucional.
Quando o primeiro magistrado do país, garante das instituições e defensor dos vínculos constitucionais, afirma publicamente uma coisa deste teor, com a seriedade que o cargo empresta, ficamos todos cientes que tudo vale e tudo é relativo, no domínio das leis.
Quando uma lei fundamental se torna meramente sugestiva de tendências, aproximada ao virtual e meramente indicativa de um regime, sem seriedade suficiente para se impor com a coercividade natural das normas, as demais ordinárias podem muito bem ser constitucionalmente conformes à anomia reinante.
E a prova, são as decisões dos defensores da dama que lhes deu o emprego e que se chama poder. Uma puta que vai com quem a agarrar e lhe pagar mais.
Publicado por josé 10:14:00 4 comentários Links para este post
«Kayleigh», Marillion
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Relapso
Ali em baixo escrevi que Vital Moreira tem uma velha e relha pecha que se revela sempre que os juízes tomam posições que lhe desagradam: avilta-lhes a imagem, achincalhando-os enquanto colectivo.
Mais uma vez, a prova aí está: "um mata; o outro diz esfola".
Publicado por josé 00:17:00 0 comentários Links para este post
A Guerra começou
terça-feira, outubro 16, 2007
Além disso, as imagens não revelam nada de especial em relação ao que se conhecia. Ocupar tempo com Holden Roberto, a explicar o que poderia bem ser explicado por outros, é apenas um exemplo.
Veremos o que nos reservam os restantes oito episódios, mas o sentimento geral, é de falta de objectividade e com um sentimento difuso de hostilidade em relação ao regime de Salazar.
Ainda não é desta que veremos um documentário com um mínimo de imparcialidade e objectividade histórica.
Mas...de resto, porque haveríamos de esperar tal coisa, neste contexto e com estes autores- jornalistas que passaram estes últimos trinta anos acantonados a ideias tipicamente de esquerda?
Ontem no Prós e Contras, um militar, tenente-coronel aviador, Brandão Ferreira, tipicamente de uma direita que apoiou a guerra do Ultramar, com a justificação do regime e com motivos patrióticos, discutíveis, mas que se devem ouvir, por respeito democrático e de equilíbrio de opiniões, foi manifestamente apupado, por militares presentes, seus colegas.
Este fenómeno denota que ainda não será tempo para se debaterem estes assuntos com serenidade. Duvido que a opinião de alguém como esse militar, seja devidamente ouvida, com o respeito devido, no programa da Guerra de Joaquim Furtado. Veremos.
Publicado por josé 22:14:00 13 comentários Links para este post
Inquérito parlamentar, já!
"A tragédia desta reforma foi o facto consumado", declarou ontem, no Porto, o professor catedrático de Direito Penal, Costa Andrade, perante dezenas de juristas, no Tribunal da Relação do Porto.
O Público que noticiou hoje o acontecimento, em artigo assinado por Arnaldo Mesquita, continua:
A revelação foi feita ontem pelo professor catedrático Manuel da Costa Andrade, durante uma sessão promovido pelo Tribunal da Relação do Porto, a que assistiram dezenas e dezenas de magistrados judiciais e do Ministério Público, e foi presidida pelo presidente daquele tribunal superior, desembargador Gonçalo Silvano.»
Costa Andrade revelou o episódio quando um juiz lhe perguntou por que não foram envolvidos na revisão daqueles dois diplomas, alguns dos mais conhecidos penalistas portugueses. "Se fosse o Scolari, escolhia dos melhores", acrescentou o juiz, antes de citar nomes bem conhecidos: Figueiredo Dias, Costa Andrade, Teresa Beleza, Maria João Antunes e Anabela da Costa Rodrigues. Não foram só os penalistas esquecidos, também o procurador-geral da República, conselheiros do Supremo Tribunal de Justiça e outros magistrados."
Costa Andrade, lembrou que na Alemanha, o poder político tem encarado a revisão do Código Penal, num processo que decorre há muitos anos, e a ser profundamente reflectido.
Por cá, só para dar um exemplo, o artigo 30º do Código Penal sofreu um acrescento apócrifo que estabelece como letra de lei, a aplicação do regime de crime continuado, mais favorável para o arguido, no caso de ofensas a bens pessoais, desde que a vítima seja a mesma.
As denúncias desta alteração legal, cirúrgica e com objectivos enviesados, particularmente para aplicação a crimes sexuais, em julgamento e em investigação , ligados à Casa Pia, foram já publicadas. O primeiro a fazê-lo foi o advogado José António Barreiros. Seguiram-se outros.
Mesmo em termos de jurisprudência, a alteração não seria inteiramente pacífica e houve oposição de juristas, mesmo os ligados directamente à revisão do Código de Processo.
Segundo notícia do Correio da Manhã, dois nomes se destacam neste procedimento obscuro: Uma certa Catarina e o deputado Ricardo Rodrigues, o autor da ideia peregrina do "procurador especial" e incentivador da ideia do Inquérito parlamentar ao caso do envelope nove.
A notícia dizia:
«Segundo apurou o CM, a proposta para retirar a parte final partiu de Ana Catarina Mendes. No entanto, a deputada foi de licença de parto, sendo substituída por Ricardo Rodrigues, e o texto acabou por ser aprovado com a versão inicial. Ao CM, o deputado açoriano revelou que também teve dúvidas sobre o artigo, mas acabou por votá-lo favoravelmente após ter consultado “seis acórdãos desde 1996/97” do Supremo Tribunal de Justiça que defendiam a aplicação da figura do crime continuado aos bens eminentemente pessoais. “Para corresponder à jurisprudência do Supremo”, acrescentou.» (...)
Se este assunto não é caso para Inquérito Parlamentar, não sei o que seja.
Publicado por josé 21:08:00 1 comentários Links para este post
newsflash
Pinto Monteiro ainda é Procurador Geral da República...
Publicado por Manuel 17:54:00 0 comentários Links para este post
Observatório 2008 - Nobel não dará a presidência a Al Gore
Ao contrário do que algumas reacções precipitadas (sobretudo na imprensa portuguesa) fizeram crer, o facto de Al Gore ter ganho o Prémio Nobel da Paz em quase nada altera a corrida às presidenciais americanas.
Publicado por André 16:03:00 0 comentários Links para este post
Juízos constitucionais
Um dos argumentos de Vital Moreira, é de cair da cátedra:
“ No caso português acresce que a justiça constitucional nunca poderia ser atribuída a um dos tribunais supremos ( ou no caso, o STJ), pela simples razão de que ela é transversal ás várias ordens de tribunais, tendo portanto de pertencer a um órgão judicial autónomo, independente dos tribunais supremos de cada uma das ordens judiciais existentes, ou seja, os tribunais judiciais e os tribunais administrativos ( para além do tribunal de Contas). Seria perfeitamente ilógico confiar ao STJ o julgamento de recursos de constitucionalidade oriundos, por exemplo do STA.”
O que esta afirmação revela, pelo menos, são duas coisas. A primeira, inequivocamente, é a de que Vital Moreira, considera o Tribunal Constitucional, o órgão de topo da magistratura e do poder Judicial, em Portugal. Ora, tal está longe de ser verdade e de ser pacífico.
O protocolo do Estado, assim o pode indicar, o que para Vital parece nada dizer. O que parece indesmentível, em todo o caso, é que a quarta figura institucional do Estado português, é o presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Não é o do Tribunal Constitucional.
Isto revela afinal, uma vela pecha e tendência de Vital Moreira, em desvalorizar sistematicamente e por vezes achincalhar ( uma vez escreveu sobre “despautérios judiciais” em modos assim) o poder Judicial. A sobrevalorização das funções do Tribunal Constitucional em detrimento das eventuais competências de uma secção do STJ dedicada a assuntos constitucionais pode muito bem ter aqui a explicação cabal e preconceituosa. É um argumento, por isso, sem valor específico, porque demasiado especificado.
Outra coisa, ainda mais interessante, é a seguinte: Diz Vital que seria “ilógico” que fosse o STJ a julgar recursos oriundos por exemplo do STA”. Pode até dizer-se mais: e do próprio STJ…
O que esta afirmação suscita, é um aspecto curioso e pouco divulgado: os juízes “magistrados” do Tribunal Constitucional, agora e antes, são quase todos provenientes do Supremo Tribunal Administrativo.
Actualmente, dos seis juízes magistrados ( por imposição legal) a que acresce um que foi cooptado por todos, cinco deles foram directamente, do STA para o Constitucional ou por lá passaram como juízes, tendo aí feito seu percurso profissional mais importante. Curioso? Talvez e para cuja explicação cabal, o presente modo de escolha e designação de juízes para o TC nada adianta.
Ou seja, actualmente, no Tribunal Constitucional, em treze juízes, (com sete de carreira), assentam cinco juízes provenientes da superior justiça administrativa. É conferir, verificar e ajuizar da congruência destes argumentos vitalícios.
Publicado por josé 11:40:00 24 comentários Links para este post
A Guerra das palavras


No programa Prós e Contras de hoje, elaboram-se argumentos, opiniões e ideias sobre o período da guerra que Portugal defrontou em África, com os movimentos de libertação das chamadas províncias ultramarinas. O pretexto, excelente aliás, é uma série de episódios, nove ao todo, do primeiro programa que a RTP vai divulgar, brevemente a sobre esse assunto de relevo.
Joaquim Furtado, que tem fama de ser um dos melhores jornalistas portugueses, (com Adelino Gomes também que escreve no Público sobre este assunto) , explicou porque é que decidiu chamar aos acontecimentos dessa época A Guerra.
Esclarece que em Portugal, o governo, as pessoas em geral e os apolíticos e sem intervenção activa, nessa altura dos acontecimentos, designavam-nos como Guerra do Ultramar, o que não é bem aceite pela simples razão de no lado oposto da Guerra, os movimentos a designarem de outro modo: como guerra de libertação ou de independência e do lado da ONU, guerra colonial, no que era acompanhada pela esquerda esclarecida de então, escondida e que se mostrou em pleno dia de 25 de Abril.
Extraordinário argumento! Guerra do Vietname; guerra da Argélia; guerra do Congo, foram designações comuns, no tempo delas, para os vários países que lidarem com estes fenómenos.
Tomemos por exemplo a guerra da Argélia, que envolveu os franceses, no final dos anos cinquenta. Para os franceses que escrevem em jornais e assim lêem a realidade, essa guerra é sempre a da Argélia. Para os argelinos, porém é a guerra da independência, da libertação e até da Revolução.
Antes da Argélia, os franceses tiveram outra guerra de libertação do colonialismo: a guerra da Indochina.
Ninguém, em França se lembra, porém de as designar de outro modo, incluindo os esquerdistas, simpatizantes do comunismo então considerado como libertador desses povos.
Quem determina as designações que as coisas devem ter?
Neste caso, Joaquim Furtado, como bom esquerdista antigo e solidamente lembrado, não admite o termo Ultramar, porque tal ultraja os colonizados e até a ONU não usava o termo.
Tomemos o caso do Vietnam. Alguém designa por escrito esta guerra, outro modo, por exemplo, de libertação?
A linguagem em Portugal continua a ser a da Esquerda. E para não se notar muito, Joaquim Furtado capou o termo. Em vez de Ultramar, chamou-se simplesmente Guerra. Não chega. É tempo de perceber que os termos usados para designar as coisas, são os que as designavam no devido tempo. E nesse tempo, era efectivamente Guerra do Ultramar, o termo certo para o acontecimento. Guerra colonial, foi termo apócrifo, divulgado logo depois do 25 de Abril de 1974, pela Esquerda, toda a esquerda, a reboque do PCP e do PS.
Pergunta-se: qual o termo certo, para designar a Guerra em África? A do tempo em que ela decorreu, ou seja, Guerra do Ultramar, ou a do tempo em que se procurou acabar com a mesma, de qualquer maneira, como de facto aconteceu- ( Nem mais um soldado para as colónias!) ?
Imagem: daqui.
Publicado por josé 00:31:00 12 comentários Links para este post
O trovador militante
segunda-feira, outubro 15, 2007
Adriano Correia de Oliveira, 25 anos de morto, em 16 de Outubro. Um dos ícones da Esquerda que no início dos anos setenta do século passado, cantou contra o Estado Novo de Marcelo Caetano, juntamente com José Afonso, José Mário Branco, Fausto, Manuel Freire e muitos outros. Alguns foram baladeiros; outros, compositores, como José Niza, a quem a música popular portuguesa deve dezenas de canções de muita qualidade e significado; arranjos e composições de cantigas de festival e populares e que merecia uma homenagem só por isso.
Adriano cantou poucos anos antes de 25 de Abril, as canções de Manuel Alegre, no Canto e as Armas e é a poesia de Alegre que remete para Adriano: “ Quem poderá domar os cavalos do vento/ quem poderá domar este tropel/ do pensamento à flor da pele?
Quem poderá calar a voz do sino triste/ que diz por dentro do que não se diz/ da fúria em riste/ do meu país?
Estas letras cantadas pela voz única de Adriano, soaram antes e depois de 25 de Abril de 1974. Não eram proibidas, ouviam-se na rádio, embora pouco e no disco Gente de aqui e de agora. As músicas, na sua maioria, eram de José Niza. Este disco de 1972, será talvez o mais emblemático do “trovador militante”, no dizer de Vital Moreira ( no Público, nestes dias, que vai publicar sete cd´s acompanhados de livretos com a obra de Adriano Correia de Oliveira
O idealismo de referência marxista, sempre pautou os “trovadores militantes”, como Adriano. Mais de trinta anos depois e
O programa do PS, colocou o socialismo numa gaveta sem fundo e retomou ideias alheias, mesmo liberais ( credo!) que os desvirtuam, mas os idealistas, mesmo com protestos, ainda por lá andam. A deputar, cantar e a comemorar o passado. Sem futuro, a não ser na memória musical, aliás de grande riqueza e sentido.
Nota: as imagens são da revista Cinéfilo de 6.4.1974, como se vê, fazendo uns toc´s. O artigo em que se diz "naquela noite, no Coliseu, senti-me", nesse I encontro da canção ( meses mais tarde viriam os cantos livres), foi escrito por Mário Contumélias.
Publicado por josé 22:15:00 3 comentários Links para este post
deja vu
A história do Congresso que entronizou Santana Lopes, escassas semanas antes de ser corrido, sem apelo nem agravo de primeiro-ministro, repetiu-se este fim de semana. Resta aguardar, e ajudar o dr. Menezes a acabar com dignidade. Menezes merece o partido que 'conquistou', como merece o 'apoio' descomprometido do Dr. Lopes. Sócrates também merece um líder da oposição 'assim'. Quanto ao 'povo' provavelmente também merece representantes desta estirpe, quanto mais não seja pelo pecado da omissão. A cada momento os partidos são espelhos da sociedade, e verdade seja dita, nese capítulo PS e PSD representam bem, nas suas pequenas vaidades, traições, misérias e indigências o país que temos.
more later.
Publicado por Manuel 15:51:00 3 comentários Links para este post
Sigamos Marisa Monte
Publicado por André 14:27:00 1 comentários Links para este post
Anedotas políticas
Porém, não é só na China em que os palhaços de regime contam balelas. Por cá, também se encontra farto anedotário político, com palhaçadas recorrentes, em certos programas partidários. Por exemplo, neste:
"Se a plena aceitação da economia de mercado distingue, com clareza, a esquerda democrática das concepções colectivistas da organização económica e social, a defesa do Estado Social e a valorização das políticas e dos serviços públicos, em domínios centrais da vida colectiva, assim como a acessibilidade e a qualidade dos serviços públicos, distinguem radicalmente a esquerda democrática das formas neoliberais de ataque ao estado e menosprezo pela administração pública.”
Publicado por josé 10:08:00 0 comentários Links para este post
Legião Urbana
Os Legião Urbana foram um grupo de culto no Brasil, tendo existido entre 1982 e 1996, até à morte do seu líder, vocalista e principal mentor, Renato Russo, fez na passada quinta-feira 11 anos. Numa mistura de rock urbano e letras de grande qualidade (fortes, por vezes cruas, e muito incisivas), os Legião marcaram toda uma geração de bandas brasileiras, sobretudo os Paralamas do Sucesso -- que lhes dedicaram um concerto --, mas também os Barão Vermelho, os Skunk e, mesmo, experiências de rock urbano mais recentes, como Fernanda Abreu.
Já passou mais de uma década, mas ficam os temas e as letras. Como esta:
«Quem me dera
ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais, por não ter nada a dizer
Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante,
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho,
Entenda - assim pude trazer você de volta para mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura do meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente -
Tentei chorar e não consegui...»
«Índios», Legião Urbana, letra e música de Renato Russo
Publicado por André 01:19:00 0 comentários Links para este post
Os artistas dos blogs
domingo, outubro 14, 2007
Um comentador anónimo, entra numa caixa de comentários de um blog, onde se permite o anonimato de quem aparece, mesmo que controlado previamente pelo administrador do blog.
O administrador, percebendo a putativa identidade do comentador, (no que revela imediatamente um afã curiosamente voyeurista), pessoa conhecida publicamente ou não, decide publicar o registo obtido através do google search, comentando jocosamente a habilidade e desfazendo assim o anonimato do comentador, que o próprio administrador admitira.
Como é que isto se pode qualificar em termos de ética na internet e nos blogs?
A seguir, direi quem foi o "artista" que assim procedeu. Ou melhor, digo já que isto parece-me uma pulhice, a precisar de desculpas.
Publicado por josé 23:03:00 28 comentários Links para este post
Diz que ainda não presta
O programinha da RTP1 que continua a plagiar a pequenina marrafinha do grande Clo Clo, continuou hoje os ensaios iniciados na semana passada. Hoje teve um bónus. Um pequeno cantor com uma grande voz: Ricardo Azevedo.
Publicado por josé 22:18:00 0 comentários Links para este post
Funcionários do quadro da política
sábado, outubro 13, 2007
Duas imagens, onde basta fazer dois toc´s para perceber uma questão essencial para a nossa vida democrática. A política e os políticos, não são cargos vitalícios, com carreiras como se fossem função pública. Quando isso acontece, a política em democracia aproxima-se da oligarquia. Um regime republicano nunca admitiria que o qualificassem dessa maneira. Mas aquilo que sucedeu nas escadas do Parlamento, aqui referido, remete para essa área obscura da nossa democracia. É por isso que uma deputada ao Parlamento Europeu, escreve como escreve, sem qualquer pudor ou sentido das realidades. Há muito que anda fora delas.

Publicado por josé 21:19:00 8 comentários Links para este post
«Cloudbusting» - onde a Kate prova que, afinal, nem todos os Bush são de má qualidade
Publicado por André 01:46:00 1 comentários Links para este post
Sugestão de título para uma notícia sobre o caso de Madeleine Mccann
"Gémeos não são irmãos"
Publicado por Carlos 01:24:00 3 comentários Links para este post
Nova temporada da série o Sexo e os Tribunais

Está já disponível no Direito de Pernada. Nos novos episódios, a acção decorre nos Julgados de Paz. A não perder.
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Os parodiantes
sexta-feira, outubro 12, 2007
Um pândego, daqui, achou por bem gozar com o novo santuário de Fátima.
Este, em maqueta e que ao parodiante parece um ovni:
Em má hora, porém. Antes, deveria ter gozado, do mesmo modo, com outro santuário, também de formas esquisitas.
Este ( e outros parecidos):
Não é maqueta. É mesmo um santuário, de culto a um outro deus. E também tem um papa.
Publicado por josé 23:06:00 6 comentários Links para este post
Fátima tem um novo santuário
Neste momento, decorre a procissão de velas, em Fátima. Muitas dezenas de milhar de pessoas, reunidas, com um simples propósito: a prática da sua religiosidade, em grupo e congregação.
Hoje, as imagens passam em directo, na RTP1. Amanhã, estarão nos jornais.
Para todos os laicistas, com o ateísmo à ilharga, aí fica uma lição. Em vão, certamente.
Publicado por josé 22:17:00 44 comentários Links para este post
As políticas de esquerda
Daqui:
A taxa de desemprego em Portugal sofreu um agravamento em Agosto, fixando-se nos 8,3 por cento da população activa, o que faz com que o nosso país ocupe o quinto lugar na lista de países com maiores níveis de desemprego entre os 27 Estados-membros da União Europeia.
Dali, ou de acolá; de um lado qualquer, à esquerda do senso comum:
É caso para perguntar: esta gente ri, de quê? Das figuras que esta esquerda faz? Deve ser.
Publicado por josé 19:46:00 0 comentários Links para este post
Sophia, 1967
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco
Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis
Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre
Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome
E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
De um tempo justo»
«Esta Gente», Sophia de Mello Breyner Andresen, in «Geografia», 1967
Publicado por André 02:03:00 1 comentários Links para este post
O comentário semanal do professor Marcelo do Porto em 3 partes
quinta-feira, outubro 11, 2007
Parte I
Parte II
Parte III
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Sítio do Picapau Amarelo, 1978
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pivots de ouro
O Correio da Manhã, noticia hoje que o jornalista-pivot da RTP, José Rodrigues dos Santos e por extensão os outros, como Judite de Sousa e Carlos Daniel e certamente ainda uns tantos mais, como José Alberto Carvalho, para não falar dos corpos gerentes, ganham bem.
São funcionários da RTP, uma empresa pública que nos mostra o mundo, as fantasias e a ficção da realidade, pela janela do écran. O Estado português, este ano que passou, deu-lhe, através do Orçamento pago com impostos de todos, e como forma de indemnização compensatória, pela prestação de serviço público, mais de 150 milhões de euros.
Os pivots de informação, aparecem a dar a cara pelas notícias que escolhem e os deixam escolher, segundo tudo indica e o próprio confirmou. Um trabalho de peso, conta e medida, que pelos vistos tem de ser pago a peso de ouro. Se estes faltarem não há mais. São raros e o trabalho é de artista.
E isso parece valer, para cada um deles, um ordenado de cerca de 2 600 euros por mês, o que fica dentro dos parâmetros médios, para o alto, da função pública.
A este ordenado, porém, acresce uma importância de prémios e subsídios que isto de ganhar o salário médio tem o que se lhe diga de ficar muito a desejar.
Assim, cerca de 11 600 euros, acrescem, como prémios e subsídios, ao bolo do fim do mês, que fica mais compostinho com cerca de 14 mil euros. Dois mil e oitocentos contos dos antigos.
O Correio da Manhã, em 2004, escrevia que estes ordenados eram milionários.
Se lhes forem perguntar, aos pivots, o que pensam disso, provavelmente olharão para o entrevistador, com cara de... "boa noite. Até amanhã". E dantes ainda diziam ..." se Deus quiser". Agora, nem isso.
Publicado por josé 18:44:00 0 comentários Links para este post



