Bons tempos
segunda-feira, maio 14, 2007
Publicado por Carlos 23:37:00 0 comentários Links para este post
leituras recomendadas
How professional political operatives secretly control the news you read. (Salon.com)
Publicado por Manuel 17:24:00 0 comentários Links para este post
Ana Gomes, sem medo.
A leitura do blog causa nossa, um dos melhores da blogosfera lusa, é sempre uma maná de surpresas.
Vale a pena ler e comparar os dois postaizitos que seguem, assinados pela intrépida Ana Gomes, a qual de muitos defeitos que possa ter, um não terá de certeza: a hipocrisia conciliadora de interesses.
Ana Gomes tem produzido no blog em causa, textos tipo disparo à queima-roupa, com enganos e vaticínios delirantes. Estes dois postais, no entanto, são reveladores de algo mais sério e de interesse indesmentível e revelador de um certo PS. Leiam…
O primeiro, é de 22 de Abril do ano corrente e apareceu na sequência de revelações de escutas telefónicas, a que a autora intitulou “A honorabilidde beliscada de Lello”:
Mão amiga encaminhou-me, embora com algum atraso, a edição do passado dia 14 do jornal «CORREIO DA MANHû, na qual, a páginas 6 e 7, sob o título “Polícia e juízes pediam favores”, são transcritas escutas de conversas telefónicas do âmbito do processo “Apito Dourado”http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=238483&idselect=181&idCanal=181&p=0
Transcrições cuja genuinidade não foi posta em causa, ao que me dizem, por qualquer dos seus imputados intervenientes.Uma de tais conversas, mantida entre pessoas que não conheço, os srs. Lourenço Pinto e Pinto da Costa, diz-me respeito: concerne a queixa judicial que aqueles dois egrégios «sportsmen» planeavam mover contra mim a propósito de declarações que eu proferira sobre o impoluto mundo do futebol português (declarações que haviam já enxofrado um outro «desportista» nacional – dediquei-lhe o segundo post que aqui escrevi sob o título “Majores carapuças”, em 15.12.2003, ainda não se vislumbrava o reluzente apito...)Na conversa sobressai a espessura cavalheiresca do Sr. Lourenço Pinto: “...vou-lhe chegar”, “...essa vai comer...” ou “...para a gaja desandar...”. Mas, não tendo, até hoje, sido notificada de qualquer processo, sou levada a crer que as tiradas com que sou mimoseada na referida conversa mais não relevam do que de pueril bravata, género “agarrem-me, se não eu mato-a...”. Hipótese tão verosímil, quanto inócua, que não me determinaria, por si só, a vir à liça.Sucede, todavia, que no final da transcrição é imputado aos interlocutores o seguinte diálogo:“LP - ...o Lello disse-me que...que...até me agradecia muito que fizéssemos a queixa porque queriam ver-se livres dela...PC – Pois!LP ...e portanto, a queixa dá mais ...mais força para... para a gaja desandar, não é ?”.Ora, aqui o caso muda de figura, na presunção em que me encontro de que Lello só há um, e ainda de que ninguém lhe terá feito chegar estas “pérolas”, frustrando-lhe assim a oportunidade de se demarcar do conteúdo infamante (como estou certa o faria, na hipótese inversa).Na verdade, são por demais conhecidas as características de elevação pessoal e politica do meu camarada José Lello: frontalidade telúrica, apego sacrificial aos valores da lealdade e da camaradagem socialista, repúdio feroz pela concubinagem e promiscuidade entre a política governativo-partidária e interesses privados, empresariais, comerciais, futebolisticos ou outros...
Por disso estar segura, levanto a minha voz contra a aleivosia que é vilmente imputada a José Lello, certa que estou de que o mesmo ele faria, acaso me fossem atribuidos dixotes que o vilipendiassem como comparsa em «jogadas» deste tipo e deste nível.
[Publicado por AG] 22.4.07
O segundo texto, publicado agora, repesca as notícias sobre o tal PS desconhecido, cujas memórias andam por aí, clandestinas. O texto chama-se O Jogo do Bicho e só posso dizer: grande Ana Gomes!
O país está finalmente a concluir que José Lello, esse pilar da nossa engenharia (hidráulica, electrotécnica, mecânica?), da política socialista, da nossa administração pública e privada e da política externa, das comunidades portuguesas e da culturalidade desportiva, aquém e além-mar, está ainda manifestamente sub-aproveitado. Apesar de já muito ajoujado como gestor e administrador de empresas, dirigente desportivo, deputado, administrador da AR, Presidente da Assembleia Parlamentar da NATO e, ainda, responsável pelo Departamento de Relações Internacionais do PS. Pelo menos.A verdade é que José Lello se aplicou ao longo dos anos, na aparelhagem socialista e do Estado, a desenvolver múltiplos talentos empilhadores que «in illo tempore» o terão feito (dizem-me) vendedor na «Catterpillar»: evidencia hoje total descontracção no accionamento em simultâneo de várias "expertises" - da promoção de qualquer banha-da-cobra, à penetração do submundo futebolistico, passando pela gestão contabilistica criativa de campanhas eleitorais «off-shores». E ainda demonstra apurado faro no “head hunting” de representantes socialistas e consulares devidamente encartados no Jogo do Bicho ou engenharias similares.
[Publicado por AG] 14.5.07
Publicado por josé 15:29:00 2 comentários Links para este post
os criminologistas criminalistas
Um senhor chamado Barra da Costa, que se apresenta frequentemente como “criminologista” e ainda antigo inspector da polícia Judiciária, produziu ontem, na RTP1, afirmações graves a propósito do caso da menor inglesa, desaparecida no Algarve.
Aventou hipóteses de o desaparecimento poder estar relacionado com o comportamento de intimidade sexual dos próprios pais e ainda aventou outras possibilidades de explicação da ocorrência, qual delas a mais estranha. Instado a revelar quem lhe forneceu a informação e autorizou a lançar a suspeita grave, deixou no ar a indicação de uma fonte “segura”, a qual se recusou a revelar, para não a perder…entretanto, já foi desmentido, mas a afirmação eventualmente muito mentirosa, ficou registada e ouvida por milhares de pessoas.
O problema, na intervenção do dito criminologista, cujas obras de criminologia são aparentemente desconhecidas do público especializado, é a ligeireza das afirmações, sem base de conhecimento referenciável e aparentemente movida a palpites desprovidos de grandes fundamentos. Ou seja, simplesmente poderá ter difamado, com a complacência da RTP1, o desgraçado casal de ingleses.
Por outro lado, a audição destes peritos de ocasião, acompanhada sempre da referência às habilitações profissionais particulares, de cariz policial, deixa sempre um ar de mistério no ar da tv de grande audiência.
Dantes, era o também mestrado Moita Flores, também intitulado por vezes, como criminologista e igualmente ex- agente da PJ, a ser chamado à tv, sempre que necessário para explicar o inexplicável e os insondáveis mistérios da investigação policial, para os infelizes repórteres da tv...sujeitos ao famigerado segredo de justiça que lhes corta a informação oficial e de maior crédito.
Assim, quem não tem cão, caça com o gato possível... e neste género, sempre era preferível ouvir dantes o falecido "inspector" Varatojo, autor de charadas policiais e estudioso de esquemas de realidade policial, mais estranhos que a ficção.
O modo como estes indivíduos ganham acesso aos media, para relatar estranhezas desconhecidas do grande público, apresentadas como mistérios de lendas, são uma evidência em como a grande informação, em Portugal tem ainda um longo, longo caminho a percorrer, para atingir a credibilidade geral.
Quem manda na informação da RTP1 é um tal Marinho, não é assim?
Neste caso, devia ter vergonha.
Aditamento, 23h 45m:
Na Antena1, há pouco, no noticiário, lá acabou por aparecer o outro criminologista aqui mencionado. Moita Flores lá foi chamado a explicar o mistério da menina desaparecida e as diligências policiais para a encontrar. Falou em pistas a explorar pela polícia, com recurso ao método de "bota fora" e da dificuldade em se investigar tais casos. "Como é difícil governar!", dizia o outro. Como é difícil compreender o que se passa, antes de se saber, diria este.
Aqui, a dificuldade é de montante elevado e para a explicar temos sempre esta espécie de "criminologistas", formados por escolas que poucos conhecem, com estudos pouco divulgados e ensinados por mestres ignorados do público, em escolas sem tradição ou arcaboiço científico conhecidos.
Nos EUA e noutros países civilizados, ainda existe algo a que se pode chamar criminologia, sem envergonhar o estudioso diletante. Por cá, em Portugal, a ausência de um Instituto de Criminologia, verdadeiramente investigador , nestas matérias, permite que surjam estes "criminologistas" que não se fazem de rogados para aparecer em tudo o que mexe nos media, conquistando a pulso uma reputação sem paralelo.
Percebe-se o motivo, mas não se percebe este tipo de parolice que leva os directores de noticiários a chamar estas pessoas para dizerem o óbvio, explicarem o sentido comum de buscas e farejos vários que qualquer jornalistas mais curioso, apreende num ápice, se estiver disposto a isso e não se chamar Felgueiras.
Afinal, acabo de ligar a RTP1 e reparo que lá está outra vez o nosso amigo Moita Flores, convidado do Prós e Contras, a dizer coisas extraordinárias para um "criminologista"! Acaba de recorrer ao exemplo do Código Penal anterior a este, e que situa num tempo que para ele é o ano de 1991/92, para dizer algo enrodilhado sobre crimes sexuais.
Que um leigo não saiba que o Código Penal anterior ao actual, vigorou desde 1886 a 1982, ainda vá lá. Agora, um "criminologista"...confundir o ano de 1982 com os anos 1991/92, já é algo que não se compreende.
Até quando?
Outro motivo de perplexidade com o programa televisivo, é a intervenção de José Miguel Júdice. Este advogado, escreveu no outro dia no Público contra o excesso de mediatização do caso da pequena desaparecida. Achava então que já era demais, tanta atenção ao desaparecimento de uma menina estrangeira e que em contraposição ninguém falava...no Darfur!
Pois bem! Ei-lo, no programa televisivo, onde a exposição é máxima, a dar os seus palpites de senso comumente aceite, em prol do problema da menina desaparecida.
Outro cromo? Neste caso, não. Outro profissional liberal.
Publicado por josé 12:45:00 8 comentários Links para este post
Os tempos estão a mudar
Vasco Pulido Valente é entrevistado hoje, no D.N., a propósito da republicação de um livro seu, já com mais de 10 anos, “A Revolução Liberal, os “Devoristas”.
Sobre o tema do livro, VPV, esclarece que lhe parece interessante retomar a discussão do tema, porque a Revolução liberal, em dois anos ( 1834-1836) estabeleceu as bases do Portugal moderno, por ter sido arrasado então, o Portugal antigo. Ao contrário da Revolução de 1974, a Revolução Liberal foi mais profunda e intensa e provocou mais antagonismos e conflitos.
VPV, no capítulo da entrevista sobre a sua pessoa crítica, acaba por dizer que “está tudo no saber ver”, o que não deixa de ser a mais apodíctica das verdades.
Porém, para “saber ver”, é preciso algo mais do que visão perfunctória, quando se declara que “Portugal é tão esquisito que não atrevo previsões”.
Por exemplo, no Público de hoje, em editorial, José Manuel Fernandes escreve sobre o fenómeno de Fátima, para mostrar a sua impressão acerca do número de peregrinos que “tem vindo a crescer de forma exponencial e sustentada”, com “a presença de mais jovens vindos das zonas urbanas”. Conclui que “os que prognosticaram o fim das religiões estão a ser confrontados com sinais do que outros anteviram como podendo ser o “século das religiões” e apresenta o exemplo italiano, recente, para dar conta de um manifestação contra algo que por cá se tenta associar às comemorações da implantação da República.
Os italianos, como se sabe, são um povo retrógrado, inculto, numa palavra, bárbaro. Rejeitam aparentemente, certas ideias de igualdade, extensíveis a todo o tipo de casais. A manifestação contra o propósito legislativo foi "gigantesca". A contra-manifestação, "quase um fiasco". Sinais dos tempos?
Esta verificação de um director de jornal, confessadamente sem fé, entronca fatalmente no resultado da Revolução Liberal e na visão dos que podem ver algo para além das aparências e do sectarismo ideológico. "Está tudo no saber ver".
Nos últimos anos, em Portugal, o ataque sistemático às instituições da Igreja, sob o pretexto do laicismo oficioso e da separação do Estado e da Igreja, contende seriamente com um facto simples de observar: a religião cristã, continua a ser a religião da maioria dos portugueses, apesar do jacobinismo reinante e preponderante que se afadiga sempre em contestar a presença de entidades religiosas, em cerimónias oficiais da República e em tomadas de posse de governantes e notáveis.
Para os jacobinos do regime, nem o argumento democrático os demove. Mesmo que lhes provem ser o número de crentes e visitantes de um santuário como o de Fátima, muito maior que o número de militantes e simpatizantes habituais de um partido da sua afeição particular, acabam sempre por militarem activamente na repressão ideológica ao sentimento religioso da maioria.
Em nome de quê e de quem, é o que gostaríamos de saber. Para já, apenas temos a sua particular interpretação da lei, sempre aferrada na ideia de separação constitucional, de origem jacobina e liberal e de interpretação restrita e por vezes anedótica.
Mesmo contrariando a vontade popular, manifestada em evidências de números. Como disse VPV, “está tudo no saber ver”. Veremos então.
Publicado por josé 10:21:00 5 comentários Links para este post
"Os blogs... é uma vergonha"
sábado, maio 12, 2007
No blog de Luís Paixão Martins, cita-se um outro blog, de um especialista em marketing, cujo autor tenta definir os critérios para o sucesso de um blog.
“candor”, ou seja, franqueza ou mesmo sinceridade (as entrevistas da Playboy eram todas “candid interviews”); “urgency”, em português corrente, premência; “timeliness”, podendo significar oportunidade; “pithiness”, que traduzo habitualmente por substância, conteúdo; “controversy”, claramente controvérsia; e talvez “utility”, com o signficado de útil, relevante, interessante para alguma coisa.
Com estes elementos, não será difícil fazer um roteiro pessoal dos blogs que nos interessam.
Publicado por josé 13:15:00 2 comentários Links para este post
Os amanhãs ainda cantam?
"Mas , com o fim da URSS, com o desaparecimento de Álvaro Cunhal, que era um estrratego e um teórico, deixou de haver no PCP um horizonte compatível com a actual realidade. Continuar a falar no comunismo como se falava antes, na sociedade socialista como se visionava, no marxismo-leninismo como cartilha que se usou durante tanto tempo, no centralismo democrático sem um upgrade muito grande é, de facto, um comunismo de sociedade recreativa".
Raimundo Narciso( ex-dirigente do PCP, expulso em 1991) , em entrevista ao Sol , de hoje.
Publicado por josé 11:56:00 2 comentários Links para este post
Poor boy blues
"Acho que nunca usei um ponto de exclamação. Tenho objecção de consciência aos pontos de exclamação. Geralmente, a mais leve aparição dessa sinalefa me desanima a ler determinado texto".
Este pequeno excerto, de uma crónica de Pedro Mexia, no Público de hoje, causou-me o mesmo efeito que as tais sinalefas, ao autor: desisti de continuar a leitura encetada, com esperança de encontrar, por uma vez, algo diferenciado do estilo do Miguel Esteves Cardoso.
Se há pequenos cronistas, autores de textos curtos e de graça que por vezes me apetece ler, um deles é precisamente Pedro Mexia. Com esta do "me desanima", fico mesmo desanimado e a pensar na música de Barclay James Harvest, um grupo inglês de "rock progressivo", que nos anos setenta se esforçava seriamente por se parecer com os Moody Blues. E por vezes, lá chegava. Por exemplo, em Mocking bird.
Publicado por josé 11:23:00 3 comentários Links para este post
Observatório 2008 - Obama passa Hillary pela primeira vez
quinta-feira, maio 10, 2007

«Logo que o vi, senti que era uma das faces possíveis da América. A força dele reside no facto de não ser um descendente de um escravo do Sul. O pai era queniano. Isso muda tudo. Quer dizer que não reenvia aos americanos uma imagem culpabilizante, a imagem do país da segregação, do Ku Klux Klan, do esclavagismo. É um negro que joga na sedução»
BERNARD-HENRI LÉVY, filósofo francês, sobre Barack Obama
A média das sondagens ainda dá um avanço razoável a Hillary Clinton, mas a tendência voltou a ser de um encurtamento de distâncias conseguido pelo segundo classificado da corrida democrata, Barack Obama.
Pela primeira vez, o senador pelo Illinois surge à frente de Hillary numa sondagem regular, a do Instituto Rasmussen. Aqui estão os números:
-- Barack Obama 32
-- Hillary Clinton 30
-- John Edwards 17
Os últimos números sobre possíveis duelos nacionais são estes:
-- Giuliani 45/Obama 44
-- Obama 46/McCain 42
-- Hillary 48/Giuliani 43
-- Hillary 47/McCain 42
Tudo em aberto, portanto.
No campo repubicano, Rudy continua claramente à frente, mas as últimas semanas denotaram uma tímida recuperação de McCain e a consolidação de Fred Thompson como terceiro candidato, quase sempre à frente de Mitt Romney, que apesar de conseguir anagariar muitos fundos, não descola de números pouco animadores:
-- Giuliani 27
-- McCain 17
-- Fred Thompson 16
-- Mitt Romney 12
Publicado por André 02:50:00 0 comentários Links para este post
O País de Salazar
quarta-feira, maio 09, 2007
Mas quem são aqueles jornalistas bifes para virem ao País do Choque Tecnógico, da Transparência da Admitração Pública, no fundo, à Filândia do Mediterrâneo exigir informação? Mas aquela cambada de esponjas alcoólicas não sabe que em Portugal temos o segredo de justiça?
Qualquer pessoa no mundo civilizado sabe que em Portugal existe o segredo de justiça. E que, portanto, mesmo que se tenham 180 inspectores no terreno, um embaixador no Algarve, polícias ingleses a aterrarem cá, dois países atentos ao desenrolar de uma situação – nada pode ser dito por obediência ao segredo de justiça.
Infelizmente, as pessoas só ficam a perceber o que é o ridículo do segredo de justiça com o desaparecimento de uma criança.
Que, por azar, é inglesa. E que, também por azar, mobilizou a comunicação social de lá. Que, por ignorância completa, está a transmitir o que de pior havia no Portugal de Salazar: Um Portugal fechado, onde as instituições não têm por hábito prestar esclarecimentos públicos, um País bolorento, na era medieval, enquanto o mundo inteiro já abraçou a sociedade da comunicação. Um País com o segredo de justiça. I Love Portugal!
Publicado por Carlos 01:31:00 24 comentários Links para este post
Impudor
terça-feira, maio 08, 2007
Há quem pergunte de que é que se ri, este indivíduo...
Nas circunstâncias presentes será difícil de dizer e nem o próprio, se calhar, o saberá muito bem. Não é com certeza da notícia que lhe esmaga o retrato e ampara o cabeçalho; não será também da que lhe vigia o flanco, vinda do Brasil.
Poderia pensar-se que o riso viria da alegria de doar medula óssea a desvalidos da sorte. Nem isso. Quem doa, fá-lo de modo anónimo. Aqui, para além da doação serôdia, subsiste a publicidade ao acto, procurada acima de tudo, juntando-se a utilidade do mesmo à agradibilidade do gesto humanitário reconhecido, numa falsidade de anúncio publicitário.
A fronteira entre a obscenidade mais pura e a causa humanitária mais nobre, aqui, é fiscalizada pela vergonha inexistente.
O riso é, por isso, mera circunstância atenuante da impunidade reinante.
Publicado por josé 15:37:00 23 comentários Links para este post
Inspecções privativas
Segundo o blog Do Portugal Profundo, a Inspecção-Geral do Ensino Superior, dirigida por Helena Dias Ferreira, entendeu agora, em 19 de Abril de 2007 que era altura de investigar documentos relativos a um aluno de uma universidade privada, cujo percurso académico suscitara já dúvidas fundamentadas, em Fevereiro de 2005.
O pedido então formulado pelo autor daquele blog, relativo ao percurso académico de um aluno específico e com altas responsabilidades políticas, acompanhado de referências suficientemente explícitas para suscitar uma investigação às diversas incongruências detectadas, a maior das quais consistia na obtenção de uma licenciatura de um curso superior, em 1996, relativa a um curso iniciado apenas um ano antes, segundo o mesmo blog, mereceu daquela inspectora- geral ( na altura sub-inspectora) uma resposta arquivada, datada de 7 de Abril de 2005, sucinta e reveladora de desinteresse numa eventual investigação:
“Por não ser assunto da nossa competência, tanto mais que não se trata de qualquer queixa, arquive-se”.
Como refere o autor do blog, a ausência de interesse em investigar, na altura da exposição dos factos que aliás, continuam actuais e alguns deles sem resposta satisfatória para o senso comum mais elementar, transformou-se agora em interesse de autoridade.
A Inspecção Geral da Ciência e do Ensino Superior, através de despacho assinado pela mesmíssima responsável, entende que tem todo o dever de exigir o acesso a vários documentos, entre os quais as pautas de Engenharia de 1993 a 1995, as informações estatísticas dos alunos de 1995 e 1996, “os documentos originais do processo do aluno n.º 95389” (José Sócrates) e os “livros de termos de Engenharia Civil de 1993 a 1996”.
Segundo o Correio da Manhã, de 19.4.2007, a universidade apesar da exigência governamental, “recusou entregar os documentos”, com a alegação de que os inspectores já lá tinham estado e não quiseram “levar os registos”, antes. Provavelmente por causa disto, o Governo apresta-se a aprovar legislação que consagre um dever explícito de colaboração das entidades inspeccionadas… para além de uma uniformização suspeita do regime jurídico das Inspecções-Gerais.
Estas atitudes públicas de altos organismos públicos inspectivos, levanta várias nterrogações:
O que dizer destas Inspecções Gerais da Administração Pública portuguesa?
Que confiança devem merecer ao cidadão que vê, ouve e lê?
Que democracia e que transparência democrática vamos tendo neste nosso país? Onde é que chegamos com esta displicência de arrogância pública, e como foi possível chegar até aqui?
A Inspecção Geral da Ciência e do Ensino Superior, à semelhança de outras Inspecções gerais, norteia-se obrigatória e legalmente, por princípios estruturantes, definidos além do mais, na Lei 4/2004 de 15.1 e nos estatutos respectivos. Um desses princípios é o da prossecução do interesse público e por isso o da “imparcialidade na actividade administrativa”, para além da “prestação de serviços orientados para os cidadãos”.
Em poucas palavras, uma Inspecção-Geral é um organismo público do Estado e que não deve estar ao serviço particular de um governo, um partido ou uma pessoa concreta, seja ela
ministro ou mesmo primeiro-ministro.
Isto que deveria ser claro como água, para qualquer país moderno em que a democracia não seja uma mera ficção formal, por cá, aparece turvo e fosco e com várias cortinas de fumo.
Os organismos inspectivos da Administração Pública, em qualquer país, cujo governo respeite os cidadãos que elegem os representantes do povo, merecem atenção e cuidado redobrado no seu funcionamento exemplar. Acontece isso mesmo em alguns países, mormente os que andamos sempre a imitar. Acontecia isso por cá, até há alguns anos atrás, em que as Inspecções Gerais e os seus altos funcionários tinham um prestígio de competência técnica, idoneidade moral e imparcialidade funcional, dignas de assinalar ao estado a que chegamos.
Um serviço público de inspecção, deve ter a suficiente autonomia para poder considerar-se um serviço que prossegue o interesse público, por vezes não coincidente com o interesse particular de tutelas específicas que nomeiam os dirigentes.
Os inspectores de carreira pública, altos funcionários do Estado, para além da idoneidade exigível, deveriam ser independentes de partidarismos e clubites partidárias, porque a lei e o dever de servir a causa pública não devem andar atrelados ao partido de momento no poder. Os poderes de supervisão do Estado não deveriam andar arrastados por poderzinhos de cliques partidárias e grupos de influência política que elege líderes. A democracia exige-o.
Porém, este tipo de afirmações, hoje em dia, em Portugal, provoca o riso generalizado em quem as lê, porque o descrédito a que se chegou nesse sector, é tão profundo e sistemático que os princípios básicos e fundamentais que continuam a ser escritos nos diplomas, apenas aí figuram por efeito mimético de outros em cuja redacção se basearam.
A prática, pela escolha generalizada de apaniguados partidários, de facção e de clique, para dirigir lugares de relevo, encarrega-se de colocar as coisas no seu devido lugar e de condicionar os princípios às conveniências.
A explicação encontrada pela Sub-Inspectora do Ensino Superior, em 2005, para chutar para o canto do desinteresse institucional, a investigação ao percurso académico de um aluno que exerce um relevante cargo público, com pormenores de escândalo evidente, baseia-se em algo absolutamente extraordinário.
No caso concreto, entendeu a alta funcionária que o assunto não era da competência da Inspecção e que aliás não se tratava de qualquer queixa…
Actualmente, e pelos vistos, já será assunto da competência da Inspecção e já existirá queixa.
Entre as atribuições da IGCES, encontram-se de facto as de “Atender e tratar as queixas dos utentes e agentes do sistema de ensino superior e do sistema científico e tecnológico, procedendo às necessárias averiguações”.
Quando um serviço inspectivo do Estado, decide arquivar um requerimento acompanhado de uma exposição de motivos tão explícita, como a efectuada em Fevereiro de 2005, pelo blogger em causa, com respostas evasivas daquele teor, que pensar desse serviço ( e de outros, aliás) , dos seus dirigentes e da qualidade da nossa democracia?
Aliás, segundo e vai sabendo, essa mesma inspecção não foi capaz de detectar nos estabelecimentos de ensino superior privado, como é o caso da Universidade Independente, factos, acontecimentos, documentos, modos de funcionamento, irregularidades, ilegalidades, crimes até ( a gestão administrativa, financeira e patrimonial também poderia ser sindicada pela inspecção). Nada se detectou. Nada se averiguou como devia ser, como a tutela já o confesspu explicita e implicitamente. Nada se esclareceu até que rebentou o escândalo. Escândalo esse publicitado através de jornais que repescaram a informação de 2005, do referido blog.
A Inspecção-Geral, sub-dirigida pela senhora Inspectora em causa, achava então que o assunto não lhe dizia respeito, não era da sua competência.
É altura de perguntar qual a sua competência para dirigir uma Inspecção-Geral e sugerir que saia. Não se percebe o que anda lá a fazer há tanto tempo...
Em tempo:
O presidente da República, Cavaco Silva, vem hoje reclamar publicamente, uma reforma das universidades, com vista à excelência e à comparação internacional: «Todos reconhecemos que faz falta uma reforma das nossas universidades, do governo das universidades, da avaliação das universidades e da acreditação das universidades".
Mas...então as leis e regulamentos dos governos de Cavaco SIlva, ele próprio professor, tal como a mulher, não chegaram para essa almejada excelência? Cavaco foi governante quase ininterruptamente, desde o início dos anos oitenta, no período importante da reforma do nosso sistema educativo, com excelências exaltantes e sumamente acreditadas, como João de Deus Pinheiro e Couto dos Santos. As suas políticas educativas marcaram o actual panorama das universidades, particularmente as privadas.
Pelos vistos, agora chega à conclusão que algo falhou estrondosamente, nessas políticas. Como bom político, em vez do mea culpa, atira as culpas para a frente. "Todos reconhecemos que faz falta uma reforma"...
Pois faz. Mais do que isso, uma barrela, é o que faz falta. A começar pelos serviços inspectivos e pelos profissionais da inspecção para inglês ver.
Se a Inspecção Geral do Ensino Superior, dirigido pelas altas individualidades referidas, tivesse feito o que era minimamente exigível; se tivesse aplicado e respeitado a lei vigente e tivesse dado cumprimento à sua missão e atribuições, não era preciso agora falar em reformas.
O presidente da República, também teria uma palavra a dizer, sobre isto, mas a sua palavra destina-se apenas a um efeito político imediato: fazer de conta que está atento e capitalizar politicamente.
É o costume. A burocracia e o dirigismo partidário, encarregam-se do resto.
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Não ofende
Publicado por Carlos 00:03:00 2 comentários Links para este post
O patético PCP
segunda-feira, maio 07, 2007
Não se faz! A RTP ignora a força do PCP, não convidando nenhum representante, para o debate televisivo sobre as esquerda/direita, num programa de grande audiência.
O que será a esquerda, hoje em dia?
Serão os valores republicanos, do laicismo, dos direitos de minorias e da defesa acirrada de um sector público, passando pela soberania popular e pela recusa do sistema económico liberal?
Então, se for assim, já há cá disso, no PS e até no PSD.
Que diferença oferece o PCP, digna de afirmação pública, para além da recusa do modelo liberal de organização social e económica?
O PCP defende sempre as mais amplas liberdades, como modelo para todos. Porém, quando se lhe mostra o panorama mundial, dos últimos cinquenta anos, não há resposta coerente para o pacto germano-soviético em 1939; para o apoio expresso ao estalinismo; para o apoio expresso à invasão da Hungria em 1956, pelo exército soviético; para o apoio expresso à repressão em Praga, em 1968, apesar do Maio de Paris. Para o deslize do apoio aos reaccionários contra Ieltsin, no golpe frustrado na URSS.
Onde temos hoje, no mundo, comunismo à PCP? Na Coreia do Norte? Um país fechado sobre si mesmo, com a mais baixa taxa de esperança de vida, onde se morre de fome. Na China? Um comunismo de pacotilha para assegurar a mão de ferro sobre a produção em cadeia do ultra liberalismo explorador do homem pelo homem, como nunca se viu em lado algum. Em Cuba? Deixem-nos rir, com Ibrahim Ferrer embasbacado na quinta avenida de Nova Iorque.
Que resta então da bandeira ideológica do PCP? O combate ao liberalismo globalizante?
Está bem, pode ser. É uma perspectiva de oposição a algo que a direita defende. Chegará isso para definir a esquerda? Não chega. A social democracia faz o mesmo, em certa medida e em Portugal já temos dois partidos social-democratas: o PS e o PSD. Serão esses partidos, a direita que o PCP combate, como oposição de esquerda que pretende ser, ou tenta ir mais além e convencer o povo de que o ideário comunista quase centenário, continua válido? Não é inteiramente clara, a proposta do PCP, et pour cause. O povo já não vai em loas, porque a informação circula e sabe-se hoje mais do que há trinta anos. Mesmo com toda a propaganda notável e avassaladora do PCP, ao longo destes decénios, ao ponto de ter marcado a linguagem corrente, vincando um omnipresente antifascismo como frente de combate a um falso fascismo, continua a não convencer mais do que um dígito na contagem de votos percentuais.
O PCP recusou sempre um aggiornamento e o desaparecimento da foice e do martelo. Em França, Itália e Espanha, os PC´s anularam-se e misturaram-se na social democracia de tendência mais puxada à esquerda.
O PCP resistiu sempre porque tem a seu favor a linguagem política que sempre dominou e conseguiu impor nos media, desde os anos setenta. O PCP condicionou durante anos a fio o pensamento político em Portugal de modo a não ser possível uma outra linguagem que não a de esquerda, em todos os sectores de media e culturais. Ainda hoje é assim.
Por isso será em vão que se poderá esperar um reconhecimento público de erros e malefícios à humanidade. A luta continua sempre. “25 de Abril sempre; fascismo nunca mais!”
Inútil a demonstração de que se o nazismo está associado aos campos de concentração e extermínio, o comunismo está estreitamente ligado aos gulags.
Inútil a demonstração de que a liberdade de expressão, de informação, de reunião, de associação, ou seja as mais amplas liberdades, sempre foram um mito, nos regimes comunistas. Inútil a demonstração dos factos sobre a repressão extremamente violenta aos “fascistas”, em nome do antifascismo definido pelo comité central. Inútil a demonstração de que os regimes comunistas foram extremamente mais eficazes na repressão política, do que os regimes ditatoriais da Europa do sul.
Nada disto conta, porque os antifascistas, por cá, são os heróis do tempo que passou. Com o apoio expresso daqueles que lhes conquistam os votos…
O protesto do PCP, por causa do programa, é patético, porque a esquerda que sempre aí residiu, mudou de casa.
Aburguesou-se, voilà.
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dar voz aos oprimidos
Publicado por contra-baixo 14:02:00 0 comentários Links para este post
Ganhou mesmo
Publicado por André 01:05:00 2 comentários Links para este post
Os cantos das sereias
domingo, maio 06, 2007
José Mário Branco, aos 64 anos, acha que ainda é altura de se mudar de vida.A mudança, requere-a nas canções que vai criando e recriando, com reflexo nos próprios paradigmas políticos e sociais vigentes. Ao som de tambores e do seus rufos repetidos, José Mário Branco cinzela a sua ideia fixa, desde os anos setenta: “em tudo o que já fomos há um sonho antigo” .
A cantiga antiga de Gilberto Gil, já nos anos setenta da desilusão de Maio de 68, “O sonho acabou”, ainda não soou nos ouvidos de José Mário Branco, nos últimos 30 anos.
Para JMB, “Resistir é vencer” e “A cantiga é uma arma”, - contra a burguesia, sempre. “Fascismo, nunca mais” , “Até à vitória final”.
Qual é o mapa de JMB para “mudar de vida”? Explicitamente, não há. Nunca houve. O mais que houve de tangível para a mudança, foi uma bússola imaginária, com o norte marxista-leninista, nos anos setenta, à sombra da Luar ou dos grupos revolucionários de extrema-esquerda, com apogeu no Verão quente de 75 e o zénite no 25 de Novembro desse ano. O propósito de então, como o de hoje, era claro: apear o fascismo e a burguesia, em nome do povo em geral, mesmo sem o consultar. O fascismo e a burguesia eram todos os partidários à direita do PS, defensores do sistema económico de economia de mercado e com aceitação do sistema bancário, de seguros e de organização económica, dos países europeus desenvolvidos.
Para José Mário Branco, esse sistema, dos burgueses capitalistas, é o que precisa de mudança, para mudarmos de vida. A alternativa, que se lhe apresenta de evidência liminar, encontra-a no colectivismo antigo, repristinado em lado nenhum, a não ser na imaginação fertilizada pelo sonho dos amanhãs que hão-de cantar um dia. Líderes exemplares? Os mesmos de sempre, vindos do século XIX das lutas operárias e camponesas, dos países eslavos. Doutrina? A mesma de sempre, vinda dos filósofos do igualitarismo e do colectivismo. Prática? A mesma de sempre, vinda dos revolucionários que levaram os povos à miséria do século, em todos os lugares por onde passaram. Sem qualquer excepção.
Apesar dessa evidência de embuste, José Mário Branco ainda quer mudar para essa vida, a vida do povo que canta e fá-lo em nome da vida ideal que nunca foi cumprida. O melhor ainda está para vir, mesmo que poucos o queiram. E a razão de fundo, reside no ideal e nas tentativas para o alcançar, à custa de experiências que podem causar males maiores…para os burgueses, às vezes.
José Mário Branco, à semelhança de alguns outros que pegaram nas armas das cantigas, ainda chegou a apoiar as armas sem elas, nas mãos das FP25. A derrota fragorosa, nos anos oitenta, apenas remeteu à penumbra os adeptos de uma revolução contra a burguesia. Mas…resistir é vencer e aí o temos outra vez, disposto ao sacrifício geral, pelo povo particular que afeiçoa e pelas ideias que apregoa em canções sem tempo, sempre a tempo de mudar de vida.
O Público de fim de semana, apresenta como exemplo do melhor da música portuguesa, três cd´s de colectânea que reúnem o canto e a voz da “música de intervenção” dos anos 70, toda ela feita de slogans da esquerda crescente e algumas pequenas maravilhas que encantam quem as ouve, separadas das letras de panfleto. José Mário Branco canta o magnífico Eh Companheiro! e junto às Vozes na Luta do GAC, reivindica que a Cantiga é uma arma. Contra quem? Contra a burguesia. Tudo depende da bala e da pontaria.
E pontaria, tinha José Mário. A bala saiu de borracha e embateu na muralha de aço. Mas a utopia continua.
Em França, a cantiga deixou de ser uma arma há muitos anos. Tantos quantos a revolução que por cá passou. Mas encantou menos que por cá, porque a França tinha tradição democrática arreigada desde os primórdios. Apesar disso, influenciou os cantores de intervenção e acolheu alguns dos seus intérpretes, fugidos à guerra colonial e ao “fascismo”.
A França não teve nunca os seus José Mários, ou José Afonsos ou até os seus Sérgios Godinho ou Faustos. Muito menos o seu Francisco Fanhais.
Teve como exemplar desta fauna do idealismo militante, Serge July e os seus companheiros de caminho, no Libération, jornal fundado em 1973, por Jean Paul Sartre, o filósofo desta esquerda florida ideologicamente e que pretende sempre “mudar de vida”, porque não vive satisfeita.
Para o Serge July de 2007, a luta de classes, acabou e a vida continua. Em entrevista à revista francesa Technikart, de Abril deste ano, Serge July, em resposta à pergunta sobre os herdeiros do esquerdismo, e em particular dos maoistas e trotskistas, disse que o extremismo destes era de natureza diferente do esquerdismo e que era agora o produto de uma degenerescência. E que Maio de 1968 fora um movimento violentamente anti-comunista.Desde então, entramos na decomposição, na digestão e na degenerescência do comunismo. Esta eleição de 2007 ( de Sarkozy, como se confirmou hoje), vai representar o desaparecimento do partido comunista. Um micro acontecimento, mas histórico.
Serge July acha que em França, o esquerdismo acabou em 1973.
Por cá, pelos vistos, continua vivo e com alguma saúde, 30 anos depois…

Imagens: Mundo da Canção nº25 de 20.12.1971 ( pleno marcelismo) e Flama de 17.5.1974. Do lado direito, de barbas, um José "cinco minutos de jazz" Duarte, dá vivas à mudança de vida...
Publicado por josé 22:14:00 5 comentários Links para este post
correio dos leitores
sábado, maio 05, 2007
Uma breve publicada hoje na 1ª página do Expresso revela que o nosso putativo engenheiro - PM Pinto de Sousa - resolveu ser criativo e num acto de abnegação e altruísmo decidiu doar a sua medula. Um acto louvável, se efectuado no anonimato e de acordo com as boas práticas.
No entanto, os seus assessores de imagem na sofreguidão de "implementarem" estratégias de reparação de danos olvidaram um pequeno pormenor: Só são admitidos dadores maiores de 18 anos e menores do que 45 anos. Se a biografia do natural de Vilar de Maçada está correcta, o jovem voluntário já passou o prazo.
Para confirmar os requisitos de dadores de medula basta consultar:
http://www.apcl.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=13
Até breve!
(Recebido por email)
Publicado por Manuel 21:47:00 1 comentários Links para este post
Eu é que sou... o engenheiro civil da Junta
Publicado por Carlos 01:17:00 5 comentários Links para este post
'B I N G O'
sexta-feira, maio 04, 2007

Obviamente, não vai haver remodelação este fim de semana, pese a parada estar a ficar demasiado alta no jogo da Ota e, sobretudo, ... no jogo no Brasil, mas... não só.. E ainda temos España aqui ao lado...
Publicado por Manuel 17:16:00 0 comentários Links para este post
Risos na plateia
Segundo a TSF:
Mário Lino, o ministro das Obras Públicas, evocou esta manhã a sua qualidade de Engenheiro Civil, inscrito na Ordem, e arrancou uma gargalhada da plateia do Terceiro Congresso do Oeste. Em Alcobaça, o ministro disparou críticas aos que defendem mais estudos sobre a localização do novo aeroporto.
As gargalhadas sobre a licenciatura do Primeiro Ministro, também vão chegar à próxima reunião do Conselho de Ministros?
Publicado por josé 16:40:00 0 comentários Links para este post
suspeitos, arguidos e entendidos
Publicado por josé 15:27:00 0 comentários Links para este post
Barómetro França 07' - Sarkozy ganhou o debate
quinta-feira, maio 03, 2007

Clara tendência Sarkozy: o debate ajudou a separar águas, mostrou dois candidatos muito bem preparados, mas não permitiu a Ségolène passar a ideia de que a eleição de Sarkozy seria um perigo para a França. Sarko travou os seus instintos mais intolerantes, esteve mais sereno que a socialista e percebeu que, a tão poucos dias da decisão, só teria a ganhar se passasse uma imagem mais suave do que a que, até agora, revelou. Deve, por isso, vencer a 6 de Maio, embora não esteja totalmente afastada uma surpresa -- tudo dependerá da fatia de votos de Bayrou que irão para Ségolène
A 3 dias da segunda volta...
(e já depois do debate na TV)
-- Sarkozy 53,5
-- Ségolène 46,5
Publicado por André 22:48:00 0 comentários Links para este post
breves
- Ontem, também eu vi o debate presidencial francês. Qualquer um dos protagonistas é (bem) melhor, e muito mais bem preparado, do que a nossa prata da casa. Registei em especial que os moderadores mal intervieram, os candidatos não se atropelaram e ouviram-se um ao outro, deixando de facto os franceses mais esclarecidos. Dito isto, continuo a preferir a Sr.a Merkel.
- Lisboa. Marques Mendes, com um ligeiro 'atraso', fez o que tinha de fazer. Numa terra de cegos, chega. Indescritível, o cinismo e calculismo das oposições por aquelas bandas.
- Registo com apreço que algumas alminhas acordam agora para o inevitável fim do 'boom' em Espanha (Se veio no Finantial Times (28/Abril), deve ser verdade (24/Abril) não é ?). E Sócrates, à boleia da Independente, até tinha uma saída. Ciclos ? Quais ciclos ?
- Abaixo o José zurze - e bem - em Marçal Grilo. Esquece-se apenas de mencionar Veiga Simão, esse ex-'fascista' reconvertido em ilustre socialista, que começou a espatifar tudo, na educação, ainda nos tempos de Marcelo Caetano. Tudo o que se passou depois, foi a mera continuação desse descalabro inicial, e da 'educação' - só e apenas - para as estatistícas.
Publicado por Manuel 12:21:00 0 comentários Links para este post
Estão abertas as inscrições.
Mais vale ser um cão raivoso
do que um carneiro
a dizer que sim ao pastor o dia inteiro
e a dar-lhe de lã e da carne e da vida e do traseiro
mais vale ser diferente do carneiro
um cão raivoso que sabe onde ferra
olhos atentos e patas na terra.
Sérgio Godinho.
"Porque a questão do currículo do primeiro-ministro foi enterrada sem ter sido esclarecida ( quando o que estava em jogo era a autoridade moral de alguém que quer criar uma nova moralidade e racionalidade nos comportamentos dos portugueses), Não houve inscrição,nada sucedeu e o (pouco) protesto que se levantou foi abafado. Duplo-esmagamento que cria mais obediência irracional e passiva. Não é assim que se fomentam espíritos livres. À força de não inscrever em nome da vontade de inscrição, à força de segregar mais obediência quando se diz querer mais criatividade e inovação, de produzir mais confusão, irracionalidade em nome da racionalidade da modernização, esquece-se que só existe invenção, inovação, produção criativa deixando margem para o imprevisível, o inavaliável, a irrupção da singularidade. Só deixando passar o vento e a força do acaso nascerão os técnicos inventivos, os cientistas de ponta, os talentos na indústri, nas artes e no pensamento."
José Gil, na Visão de 3.5.2007
Publicado por josé 10:29:00 1 comentários Links para este post
Apetece-me dizer muito mal
quarta-feira, maio 02, 2007
Eduardo Carrega Marçal Grilo, antigo ministro da Educação do primeiro governo de Guterres, escreveu hoje no Público que lhe apetece dizer bem de muitas coisas em Portugal.
Apesar de saber que “há corrupção, incompetência, desleixo, falta de planeamento, gente sem qualificações em lugares onde não devia estar e muitos outros pecados que nos afectam e penalizam”, dizendo assim, mal de quase tudo, no próprio artigo em que lhe apetece dizer bem e atropelando-se por isso no próprio teor discursivo, Marçal Grilo elenca uma lista curiosa de coisas que “nos satisfazem e nos dão orgulho de sermos portugueses”. Algumas delas, são simplesmente hilariantes.
São várias e notáveis, incluindo o exemplar “relacionamento institucional entre o PR e o actual PM”, o que equivale a dizer mal dos outros relacionamentos anteriores . Proclama a excelência da rede de auto- estradas que tornaram o país mais “curto” e mais coeso, acompanhadas pela fantástica oportunidade dos novos projectos de energias renováveis, dizendo mal de quem não se lembrou antes, de tal panaceia ; ao referir um valor acumulado para contrariar maledicências, avulta a referência jornalística que é Nicolau Santos, do Expresso, por ser dos poucos jornalistas que não diz mal de tudo e de todos, dizendo por isso mal de todos os outros; inclui ainda nas preciosidades inestimáveis, escritores de grande vulto como Lídia Jorge e Agustina Bessa-Luís e até…Vasco graça Moura e Miguel Sousa Tavares, para além do óbvio Lobo Antunes, dizendo mal do seu próprio gosto.
Na música, também não poderiam faltar o Luís Represas e o Paulo Gonzo, esses grande s expoentes da música popular, o que revela também um mau gosto apurado e pérfido, no dizer mal implícito.
Segue no elenco, pela via bem dizente, dos restaurantes da praia das Maçãs e das Azenhas do Mar, antes de dizer bem dos nossos cientistas que ganham prémios e dos futebolistas que estão lá fora, deixando aos de cá, as despesas da mediocridade que assinala em contraposição.
Acha que se pode dizer muito bem dos actuais índices de leitura, que aumenta de forma evidente, como se comprova pelas listas de best-sellers, revelando alto sentido de análise empírica do conhecimento corrente.
Os médicos e enfermeiros também lhe merecem encómios, por trabalharem o que devem, mesmo que a custos incomportáveis e dizer bem por dizer bem, porque não mencionar os professores ( embora só uma maioria, mesmo que larga) que formam as nossas crianças e os nossos adolescentes, “muitas vezes frequentando problemas para que não foram preparados”, acabando assim por dizer mal de quem os não preparou. Diz bem do seu banco e do seu gestor de conta que lhe resolvem tudo pelo telefone e a Valquíria (ópera de Wagner), no S. Carlos foi das melhores óperas a que assistiu.
Diz bem dos que ganham prémios na matemática e dos atletas medalhados, bem como dos inúmeros eventos culturais que pululam por esse país fora. Acha que o 112 funciona bem, tal como o INE e que agora há urbanizações que substituíram os “abortos” de há alguns anos, dizendo mal dos governos e autarquias do passado recente.
Dizendo bem de tanta coisa, Marçal Grilo, diz mal de muitas outras, com assento na crítica dos lamuriosos, maledicentes e daqueles que apenas sabem dizer mal. Por isso, encomia as rádios que o informam sem o massacrar com os contestatários das políticas governamentais.
Também não arriscarei muito em dizer, porque o afirmo quase de graça, que Eduardo Carrega Marçal Grilo é um dos responsáveis directos pelo estado lastimoso em que nos encontramos, no capítulo do ensino. Eduardo Carrega Grilo é um dos principais culpados pelo estado calamitoso do ensino em Portugal, precisamente porque fez do assunto um tema de paixão assolapada que contagiou governantes e redundou en catástrofes atrás de catástrofes, em todos os graus de ensino, particularmente no superior privado. Eduardo Carrega Marçal Grilo é uma das pessoas que mais contribuiu para a nossa desgraça colectiva, no domínio da educação. É a minha opinião, claro está. A dizer mal.
Publicado por josé 23:04:00 5 comentários Links para este post
o ministro das Obras
Publicado por Manuel 19:57:00 0 comentários Links para este post
Onde é que você estava no 25 de Abril?
Baptista-Bastos ( BB) execra delatores numa coluna, no DN. Quem não?
A ideia básica é esta:
Quando um governo "socialista" promove a delação como conduta, e consubstancia a infâmia num folheto sórdido, tal acontece porque ainda nos encontramos moralmente enfermos. Logo após Abril, os números do aviltamento sobressaltaram os espíritos mais cândidos: quatro milhões de portugueses com ficha na PIDE, e cerca de quatrocentos mil informadores. Agora, na Socratolândia, propõe-se a setecentas mil pessoas que delatem, sugerindo-lhes que praticam uma acção moralizante quando se trata de procedimento desonroso. Este Governo, incapaz de cortar cerce a raiz da corrupção, avilta-nos a todos, ao acirrar à denúncia. E, ao incorrer no crime de corrupção moral, coloca-se na zona da delinquência que propugna punir.
E a explicação viria daqui:
Três séculos de Inquisição deram cabo do assomadiço que éramos. O terror da fogueira, a purificação das almas, o preço da salvação com que a Igreja pagava a denunciantes colocou-nos no lazareto espiritual. O mar desconhecido infundia-nos apreensão e susto. Não tanto quanto o dedo indicador do vizinho despeitado, do familiar desavindo, da amante abandonada.
Quer dizer, antes de 1600, éramos um povo de angélicos, numa solidariedade perfeita entre clero, nobreza e povo. Gil Vicente, já o sabia e fartou-se de o proclamar em autos pastoris, éclogas e farsas. Camões, aliás, também o menciona na epopeia.
Depois, a maldita inquisição que veio de Espanha, invadiu-nos e assolapou-nos a suprema nobreza com que nascemos, na Idade Média. Uma nostalgia tremenda, com saudades do futuro, sobrevive desde então, nos espíritos nobres destes impolutos idealistas, tipo BB.
Foi a Inquisição espanhola, aliás, que entrou portas adentro dos povos eslavos e os submeteu ao ferrete da ignomínia delatora, fazendo renascer séculos depois, a NKVD e KGB, nos Balcãs durante todo um século XX.
Antes disso, na Rússia Imperial, os dominicanos de Gusmão, dominadores de albigenses, submeteram camponeses, formando a elite do futuro poder popular.
Conta-se que na antiga RDA, vizinha dos eslavos e que lhes copiaram os hábitos, ainda há menos de vinte anos, sobrevivia bem viçoso o espírito de Judas, em forma de STASI, em milhões de almas que denunciavam por escrito os seus vizinhos e até familiares, em nome dos amanhãs que iriam cantar dali a pouco e que BB aplaudia com ambas as mãos da sua escrita.
Aliás, parece que nunca denunciou tais práticas, a tempo. Coerentemente, aliás.
Publicado por josé 19:48:00 4 comentários Links para este post
Uma democracia moderna e independente
terça-feira, maio 01, 2007
Em 11 de Março de 1999, a revista Visão, publicou uma parte de um relatório do SIS, sobre a Universidade Moderna, efectuado durante o ano antecedente. Segundo a revista, o SIS interviera numa investigação a pedido de Jorge Coelho, então ministro socialista tutelador da administração interna, por causa de “crescentes rumores sobre a universidade e a ocorrência de factos insólitos em torno dos seus principais dirigentes”.
Entre os vários factos insólitos, então relatados, avultavam a explosão de uma granada junto à residência do secretário-geral da universidade, a descoberta de microfones em gabinetes da reitoria e um alegado assalto à sede da Maçonaria Regular, a Casa do Sino, em Dezembro de 1996. A existência de negócios imobiliários e na comunicação social e as alegações de negócios internacionais de tráfico de armas e droga, para além de fortes suspeitas de tráfico de influências de altas figuras públicas nacionais, misturadas com interesses de obediência maçónica, deram o motivo e o pretexto legal para a intervenção do SIS, por ordem do ministro Jorge Coelho.
O relatório preliminar publicado na Visão, apresenta conclusões de uma gravidade extrema, para justificar plenamente a intervenção da secreta portuguesa, sob dependência do governo, tais como: utilização da Universidade em negócios imobiliários de grande amplitude, com ilícitos fiscais à mistura. Tentativa de criação de uma rede clientelar, a instalação de um centro de sondagens, o investimento na comunicação social e ainda tentativas de controlo da Maçonaria Regular. Tudo isso, para o SIS de então, indiciava que “poderia já estar em condições de exercer fortes pressões sobre os meios políticos e governamentais, bem como sobre altos funcionários da Administração Pública”!
Devido às queixas de lesados, a universidade e os seus dirigentes de cooperativa Dinensino, já estavam, aliás a ser investigados criminalmente, pela PJ, por crimes de natureza pública, de ordem patrimonial.
No fundo, qual era o motivo legalmente justificativo para a intervenção do SIS, numa investigação de segurança interna? O abalo do Estado de Direito, pela família dirigente da universidade? O tráfico de armas e droga, suposto? Como é óbvio, apenas um motivo de ordem pública, suficientemente grave e atentatório dos fundamentos da segurança do Estado de Direito o poderia justificar. Justificou mesmo?
Na mesma semana da notícia da Visão, o Público de 10 de Março de 1999, relatava que o M.P de Cunha Rodrigues, PGR de então e numa antecipação curiosa de um futuro enquadramento de política criminal, tinha dado uma directiva à Polícia Judiciária para afectar todos os meios necessários à investigação do caso Moderna. Dirigia então a PJ, Fernando Negrão, um juiz em comissão de serviço, hoje deputado pelo PSD.
O que é que isto deu, em concreto?
A mesma Visão, de 21 de Janeiro de 2001, relata o teor de “toda a investigação da Judiciária no caso Moderna”.
Foram então acusados pelo MP, três membros da família Braga Gonçalves por crimes patrimoniais, falsificação e de corrupção. Mais dez indivíduos, foram acusados de crimes como administração danosa e englobados numa espessa teia de uma associação criminosa. Condenados, no final de 2003, em pena de prisão efectiva, apenas um- o filho do reitor, cumprindo sete anos e meio que se foram reduzindo a quatro, até sair em liberdade condicional em Outubro de 2005. Declarou que os falsos amigos o traíram…
Sobre o tráfico de armas, droga, branqueamento de capitais e tutti quanti, tinha justificado a intervenção pronta e atenta do SIS, nada de nada.
Sobre o abalo aos alicerces do Estado de Direito e sobre o direito de intervenção do SIS, também nada se apurou. A questão principal, resumiu-se a…dinheiro. Muito dinheiro que circulou por várias mãos e arruinou a universidade que chegou a ter 10 mil alunos e actualmente conta com algumas centenas.
Porém, um pormenor não escapou à imprensa do tempo e um acusado principal, José Júlio Gonçalves subscreveu no recurso da sentença que lhe foi desfavorável, em Fevereiro de 2004, que o processo tinha sido consequência do acordo de coligação política entre Paulo Portas pelo CDS e Marcelo Rebelo de Sousa pelo PSD. O penalista Germano Marques da Silva, advogado no processo confirmou nesse recurso, o processo intencional de ver no PS o principal interessado e beneficiado com a investigação. Afirmou-o com base meramente teórica, porque não tinha elementos factuais…
O ataque aos alicerces do Estado de Direito, que sustentou a intervenção do SIS, estava por isso justificado. Ou não? Si non e vero e bem trovato, diria um cínico. Mas ninguém se preocupou em saber se tal se justificou ou não.
Porém, era a mesma revista Visão que, na edição de 30 de Abril de 2003, afirmava que “O julgamento da Moderna tem cada vez mais uma dimensão política”. Porquê? Paulo Portas, evidentemente, e nessa altura…por causa de uma factura mal explicada no processo e no julgamento!
Em 25.3. 2000, “O mau da fita”, José Braga Gonçalves, o único condenado no processo em prisão efectiva, declarava ao Independente a sua indignação pelo conteúdo do relatório do SIS, eventualmente da responsabilidade de um advogado, Ricardo Sá Gomes e que dava aulas na própria UM, sobre branqueamento de dinheiro e tráfico de droga. A entrevista de José Braga Gonçalves é um modelo de explicações de alguém acossado por vários lados e sem defesa possível que aliás, o julgamento e condenação em finais de 2003, confirmaram de algum modo, deixando a desejar a explicação para a investigação do SIS.
Agora, com a Universidade Independente, felizmente, nada disto se passa. O SIS aparentemente não quer saber; não há realatórios apócrifos, com autoria negada pelos serviços como então houve; embora as denúncias sejam quase as mesmas e até envolvam tráficos vários, neste caso de diamantes e o habitual branqueamento de capitais.
A PJ prendeu alguns dos suspeitos e o MP já disse que está tudo na PJ e no DCIAP, o que parece factual.
Aparentemente, não há cabalas directas, só as indirectas por causa do diploma do aluno exemplar.
Aparentemente também, voltou a normalidade democrática, depois do estado de terror de 1999, em que o Estado de Direito perigou a sério…e levou à intervenção pronta e atenta do ministro Jorge Coelho.
O mesmo que diz agora estarmos perante uma cabala, no caso da Independente…
Ainda mais actual:
No blog Mais actual, o repórter da Visão, Rui Costa Pinto glosa esta prosa, em termos equívocos. Esclareço, então: Aqui não há conclusões apressadas. Nem precipitações intensas. Há apenas ironias esforçadas. E muito- que isto não dá riso algum e até é bastante triste. E para reforçar a meia palavra para entendidos, ficam aqui imagens de época.

A segunda, é de 21 de Junho de 2001, já com assinatura RCP, a meias:
A terceira já é totalmente RCP:

Publicado por josé 21:36:00 2 comentários Links para este post
Barómetro França 07'- Sarkozy aguenta-se
Nicolas Sarkozy: o candidato do centro-direita conserva uma vantagem curta, mas relativamente segura, e parece ter conseguido travar o avanço de Ségolène nos últimos dias -- falta saber que efeito terá o apelo à abstenção por parte de Le Pen, cujos apoiantes tenderiam a preferir Sarkozy
Publicado por André 17:26:00 0 comentários Links para este post






