sugestão de leitura
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
- But all this is so rational, when there is often such an overpowering emotional drive for revenge.
Publicado por Manuel 02:49:00 0 comentários Links para este post
submarino amarelo
domingo, fevereiro 19, 2006
Quem é o secretário de Estado quem é ele que dá opiniões sobre as "toilettes" das suas secretárias e até "sugere" que algumas funcionárias pintem o cabelo de louro...se não querem mudar de serviço?
Para ajudar os nossos leitores, adiantamos que se trata de um jovem político, capaz de ganhar um concurso de elegância masculina com a colecção de fatos que comprou "para entrar na vida pública" e que ainda não foi à televisão.
[o texto acima publicado foi às 15h43m de domingo e aditado às 22h40...]
ADITAMENTO
O Periscópio de certa Gente...
O texto que publiquei em formato de boato, ficou mal posto. Com a pressa, esqueci-me de lhe pôr as aspas devidas... Mas, para que quem o leu, comentou e ajuizou acerca da minha idoneidade, possa fazer um juizo mais perfeito, fica aqui a cópia do jornal de onde saiu. De um local em que saía um 'Periscópio', certamente de um qualquer sumarino-amarelo, rosa ou vermelho.
Em 11/8/1978, a mesma secção do mesmo O Jornal, publicava um pequeno texto com o seguinte teor...
“Esperamos ansiosamente a explicação que a secção “Gente” do nosso colega Expresso certamente vai dar, no próximo número, para uma insólita linha aparecida numa notícia sobre “divergências” no Diário de Lisboa.Este tipo de comentários totalmente anónimos, eram usualmente colocados nas páginas de jornais ditos sérios como o O Jornal e o Expresso, na sua rubrica Gente. Isto aconteceu há trinta anos ou pouco menos que isso.
“O Balsemão é lélé da cuca”- lia-se, a despropósito.
Ficamos aguardar.
Actualmente, devido certamente às esforçadas tentativas de policiar o pensamento livre e libertário publicado, o que se pode ler em revistas que sucederam àqueles media, como a Visão, são coisas mais ou menos como esta...
Ele sempre disse que só se candidataria á liderança do CDS/PP se fosse para assumir o posto a tempo inteiro. Agora, que já não é presidente executivo da Compal, A.P.L. está livre como um passarinho. E não falta quem o queira meter na gaiola." (Visão, 17.11.2005 ).
É este o limite do respeitinho herdado pelos controleiros do sistema que avençam lugares em colunas de jornal e revista, além de anafados assentos televisivos, pelos quais recebem a espórtula devida pela actividade consentânea. São essas as novas regras e tudo aquilo que saia desse redil controlado, só apanha lugar ao sol num Inimigo Público, numa Contra Informação ou quando muito num qualquer Pipi, onde, mesmo aí, a coberto do policiamento vigilante do politicamente correcto, é permitido espraiar o sentido de humor peculiar, sem restrições e que até podem permitir o insulto pessoal e rasca a uma Fernanda Borsati, por exemplo. Com o aplauso vibrante dos vigilantes de luneta ou periscópio.
Passados trinta anos, o respeitinho continua a ser devido aos bonzos dos submarinos.
Publicado por josé 22:40:00 18 comentários Links para este post
Retratos do trabalho nesta Loja (para refrescar)
Publicado por Carlos 22:37:00 7 comentários Links para este post
um comentário e um desafio
A histeria anti-judicial que refere, mais do que contribuir para o aperfeiçoamento do sistema, tem contribuído para enfraquecer o Estado de Direito. Um destes dias, vamos sentir a falta uma Justiça serena, cujo tempo não seja o dos telejornais e cujo código não seja a previsível cartilha dos comentadores vinculados a interesses vários. Por isso é que quando o José aqui faz de Advogado do Diabo, tem o mérito de nos obrigar a pensar em aspectos que os media tradicionais e seus comentadores encartados ignoram ou ocultam - tenha ou não tenha razão. Só tenho pena - muita até! - que os "watchdogs" do José que por aqui aparecem raramente contribuam para um contraditório digno desse nome. Em geral, são prolixos em provocações sobre questões laterais, sobre processos de intenção, mas quanto a argumentos sobre as questões de fundo tratadas nos posts: zero.
Publicado por Manuel 20:32:00 9 comentários Links para este post
andar à chuva
Wilson – “Did you know your phone is dead? Do you ever recharge the batteries?”
House – “They recharge? I just keep buying new phones.”
- Failure to Communicate
Vasco Pulido Valente assinou ontem no Público, e republicou n'O Espectro, uma reflexão bastante interessante sobre o PSD. Em abstracto, o escrito, impiedoso, é inatacável mas não deixa de enfermar do um vício - diagnostica os sintomas da doença sem ser capaz de precisar com exactidão qual esta é, muito menos a cura.
Em primeiro lugar, falemos das directas. São, é verdade, um erro, de proporções históricas, mas não exactamente pelas razões que VPV aventa, nem - especialmente - por culpa do Dr. Mendes. São-no, pura e simplesmente, por uma razão muito mais prosaica - não garantem democracia, nem coisíssima nenhuma. O princípio do voto, directo e universal, é muito bonito e até pode levar à eleição dos maiores 'barretes', e a democracia é isso, o pior sistema à excepção de todos os outros. Acontece que não é isso que se quer implementar no PSD. No PSD não poderá votar qualquer potencial eleitor, poderão votar apenas os 'militantes', os quais, por artes mágicas, se costumam concentrar numa distribuição avessa à demografia nacional. Um caso prático - à 'pequena' escala - é o das eleições para a Distrital do Porto do PSD que se avizinham, onde para ganhar 'basta' assegurar o apoio de praticamente três concelhias - Trofa, Gondomar e Gaia, onde se concentra uma percentagem de 'militantes' anormalmente superior ao peso que estes três concelhos tem no total do Distrito do Porto em termos estritamente demográficos. Ao invés de se fomentar a democracia e a 'abertura' acaba-se é a fomentar ainda mais o caciquismo e a mobilização local, conduzindo - por via disso - à absoluta ingovernabilidade. Uma fórmula igualmente democrática, mas infinitamente mais representativa, seria algo semelhante ao modelo inglês, só que tal implicaria uma revisão do sistema político e eleitoral - uma maçada. Outra, mais exequível, seria manter o voto directo dos 'militantes', mas aplicando por estrutura orgânica do PSD (núcleo, secção, distrital) factores de ponderação que garantissem que fosse impossível a qualquer secção 'abaixo' ter nos orgãos acima um peso eleitoral substancialmente superior aquele que tem no 'país real' (i.e a concelhia A não pode ter 15% dos votos para a distrital B quando essa concelhia representa 3% dos eleitores do seu distrito)... Ultrapassada esta questão mais ou menos 'técnica' convém ainda recordar que o culpado de agora se irem discutir as directas não é o Dr. Lopes ou sequer o Dr. Menezes. A culpa de agora se irem discutir directas é do Dr. Pacheco Pereira e da Dr.a Manuela Ferreira Leite. Foram estas duas starlets laranja que aquando do último congresso resolvderam por razões de ordem táctica legitimar o tema, lançado como atoarda por Luis Filipe Menezes, atando de pés e mãos Marques Mendes, que - mal - optou por não denunciar as intenções tão ilustres 'apoiantes'.
Em segundo lugar, e quanto à forma de fazer oposição, Vasco Pulido Valente, tem e não tem razão. Eu explico. O que escreveu é dolorosamente verdadeiro mas é, provavelmente inevitável, com as presentes regras. Em Portugal, seja em que partido for, do PS para a direita, não há a tradição de haver correntes ideológicas fortes que preconizem o que quer que seja. O que há e sempre houve foi personalidades, e fidelidades. Todos os grandes partidos, no governo, já defenderam uma coisa e o seu contrário, e a essa luz, o pior que um partido pode fazer na oposição é ter ideias, ainda por cima quando há uma maioria absoluta que as pode implementar. Foi assim, por mero desgaste, que Guterres, Durão e Sócrates chegaram ao poder e está por provar que vá ser de outra maneira.
Em terceiro lugar, Vasco Pulido Valente fala da necessidade de spin doctors. Errado, absolutamente errado. Já os há e a mais. A última coisa de que o país precisa (e não acredito que seja isso realmente que o VPV realmente deseja) é de Marcelos e Portas na mó de cima, a última coisa que o país precisa é da política resumida a um circo em prime-time, onde o que conta é tão simplesmente o imediato.
O país, e o PSD em especial, precisam é que haja memória e consequência, de modo a impedir que se possa defender, quer no poder, quer na oposição, tudo e o oposto. Acabar com o sofismo, simplesmente. É por isso que o próximo Congresso será uma absoluta perda de tempo. Mais valia era abrir um grande debate e discutir a sério o Programa do PSD, e as medidas preconizadas, sector a sector. Mais complicado que as directas, já sei...
Publicado por Manuel 19:01:00 2 comentários Links para este post
a crú, sem corantes nem conservantes
1.Já o disse e repito: considero grave a busca feita ao jornal 24 Horas . Por poder pôr em causa a liberdade de imprensa e o segredo profissional dos jornalistas. E por escamotear o que devia ser o verdadeiro objectivo do inquérito conduzido pela PGR: a existência do já famoso "envelope 9" com a sua comprometedora lista de números de telefone e respectivos contactos. Na ausência de outras explicações, pode-se concluir que inquérito esqueceu o essencial e se centra apenas no acessório: ou seja, na forma como os jornalistas tiveram acesso às informações que publicaram.
2.Exigir pronunciamentos da parte do Presidente da República ou do Primeiro-Ministro, sem estar na posse de todos os elementos, revela, no mínimo, alguma irresponsabilidade. O que se pode (e deve) exigir, agora com maioria de razão, é que o inquérito chegue rapidamente ao fim, conforme foi exigido por Jorge Sampaio há um mês. Não é admissível que uma situação como esta se mantenha, por mais tempo, embrulhada nas teias confusas de um inquérito, que se tornaram ainda mais confusas depois da busca ao jornal 24 Horas.3. Os erros e o desnorte que vingam no Ministério Público e na Procuradoria-Geral da República justificam que se peça, como tem sido pedida, a demissão de Souto Moura. Mas, até prova em contrário, não justificam que se ponha em causa a seriedade e a honestidade do Procurador. Souto Moura terá muitos defeitos e uma acentuada inabilidade para pôr ordem na casa e para lidar com determinados processos. Mas transformá-lo num "inimigo" da liberdade de expressão, capaz das maiores patifarias para salvar a "honra" da coorporação corre o risco de ser um erro tão ou mais grave do que todos os que ele cometeu.
Publicado por Manuel 18:26:00 4 comentários Links para este post
mais um boato, o sol e a peneira
José António Cerejo, hoje no Público, sai-se com mais um 'boato' a propósito do caso Eurominas. Escreve que 'a intervenção do gabinete do ex-ministro António Vitorino junto da banca, em Dezembro de 1995, foi determinante para evitar a falência da Eurominas e fazer com que ela sobrevivesse até receber a indemnização de 12 milhões de euros que lhe foi atribuída pelo Governo em 2001.'. Formalmente é um boato, afinal estes factos parecem desmentir categoricamente o que António Vitorino, presume-se que sobre juramento, foi dizer à comissão parlamentar de inquérito sobre o caso Eurominas, onde afirmou que nunca teve nada a ver com o assunto seja como governante seja como sócio de uma certa sociedade de advogados, representante da Eurominas. Um 'boato', portanto. Em Novembro de 2005, não só mas também a propósito da Eurominas, escrevia por aqui isto...
A propósito da peregrina ideia recentemente anunciada por Rui Rio de apenas dar entrevistas 'à medida' , assim como da intenção de proibir todo e qualoquer contacto não 'autorizado' por parte de elentos da Câmara Municipal do Porto com a comunicação social, o Rui Costa Pinto não teve melhor ideia do que a de pedir a intervenção da... PGR. Na mesma senda, e a propósito do affair Eurominas, um editorial do Público, o primeiro sobre o tema, também clamava por uma intervenção da PGR, como forma de 'clarificar' os contornos da negociata, não sem antes conceder que provavelmente foi tudo tecnicamente segundo a 'lei'. Já há uns tempos António Costa tinha ficado particularmente feliz com um parecer do Conselho Consultivo da PGR que 'viabilizava' o SIRESP, não por este ter nexo e lógica, não por este ser economicamente vantajoso ou tecnicamente defensável, mas simplesmente porque o governo tinha legitimidade para o fazer. Estes três episódios são um exempo patente da esquizofrenia que consome este país. Basicamente, as pessoas demitem-se das suas responsabilidades cívicas, e delegam em terceiros a responsabilidade de julgar não 'apenas' a violação da lei, que compete aos tribunais, mas sobretudo a responsabilidade de aferir da 'moralidade' de determinadas decisões e comportamentos. Por hipocrisia, por conforto, ou por cobardia, o facto é que muito poucos são consequentes neste país. Eu não quero saber se Rui Rio e o gang 'Eurominas' violaram ou não a lei, não preciso que um qualquer tribunal me venha dizer que aquelas atitudes não são sustentáveis num qualquer estado de direito democrático, porque é suposto eu ter um conjunto referencial de valores que, independentemente da Lei ser violada 'formalmente' ou não, me permite fazer um juízo crítico, e agir consequentemente. Infelizmente, na nossa socieade, parece que já não há o tal conjunto referencial de valores básicos, há apenas um fim - o do salve-se quem puder - e quanto ao resto, a 'justiça' que decida. O pior é que a justiça apenas se deve dedicar a violações estritas da Lei, e não exactamente à 'moralidade' e à ética, e depois mesmo que dedicasse, se mais ninguém na sociedade se preocupa com esta, porque razão é que haveriam de ser os agente judiciais a preocupar ? Num país normal, face a determinado tipo de comportamentos, a condenação 'cívica' viria sempre antes, e independentemente, de uma decisão judicial, mas em Portugal não. Admitamos que formalmente no caso Eurominas todos os formalismos foram 'tecnicamente' cumpridos. Face aos factos conhecidos, face até às recentes declarações de João Cravinho, que é que falta para terminarem as carreiras políticas de Alberto Costa, António Vitorino, José Lamego e demais envolvidos? Não falta nada e falta tudo, desde a coragem, à coerência, passando pela consequência. Ora, no dia em que os senhores jornalistas deixarem de exigir apenas aos outros e passarem também a praticar, talvez as coisas mudem, gradualmente, mas mudem. Até lá, será sempre mais do mesmo.
Ora, era sobre isto que eu gostaria de ver as proclamadas grandes luminárias da nação, como António Barreto, perorar. Lavar as mãos e dizer que a culpa é só do sistema de justiça é simples, demasiadamente simples, mas é tapar o sol com uma peneira. Isto, além de ser uma refinada hipocrisia. O funcionamento deficiente do sistema judicial é tão só o espelho do país que temos, e enquanto este, o país, for assim, enquanto todos andarem a assobiar para o lado e a demitirem-se das suas reais responsabilidades, não se percebe porque é que a justiça há-de ser 'melhor' que tudo o resto...
Publicado por Manuel 17:06:00 4 comentários Links para este post
sobre a responsabilidade social
sábado, fevereiro 18, 2006
Uma das estrelas do primeiro Big Brother, 'Mário', nado e criado na TVI, foi detido pela PJ, suspeito de ser o cabecilha de um gang acusado de vários assaltos. Coisas da vida dirão uns, o destino dirão outros. Quando deixou de vender 'Mário' deu-se mal com o mundo real de que nunca deixou de fazer parte, e não se readaptou. Resta saber se não faria sentido, nesta época de reality shows e tabloidização geral, exigir a certos orgãos de comunicação social responsabilidades... sociais. Ou se quisermos, uma espécie de seguro de risco
Publicado por Manuel 22:31:00 12 comentários Links para este post
'pés de barro'
Pela sua pertinência e relevância promove-se a post este comentário.
Estas abordagens “contra-a-corrente” do Ven. José, podem por vezes não ter o meu apoio, mas têm quase sempre um enorme mérito: pôr à vista os “pés-de-barro” – quando não a ignorância – de muitos comentadores que pontificam inquestionados sobre questões da Justiça nos “mainstream media”.
No debate de hoje na TSF, todos bateram no mesmo ceguinho, animados pelos ventos dominantes, pelo apoio recíproco e por um elenco que perguntas que, sinceramente, me pareceram mais fruto de uma pré-compreensão das problemáticas em causa do que de uma postura neutra que, com “dúvida metódica”, questionasse as insuficiências dos postulados expostos.
Muito do que ali foi dito lapidarmente, não resistiria ao aprofundamento de algumas destas questões:
- as buscas e apreensões não foram autorizadas (e, pelo menos num dos casos, acompanhadas) pelos competentes magistrados judiciais? Consideram os ditos juízes ingénuos, ignorantes ou coniventes no processo de intenções (vingança, intimidação...) que assacam ao MP?
- O “envelope 9” estava mesmo abrangido pela publicidade em que, nesta fase, se encontra boa parte do processo? Não estando, o seu conteúdo podia ser licitamente revelado como se tem afirmado?
- Mesmo que o dever de informar e o interesse público pudessem justificar a revelação de que nos autos existiriam elementos sigilosos, cuja remessa não havia sido expressamente autorizada ou solicitada, a publicação num jornal de concretos dados pessoais era necessária, mereceria idêntica tutela ou constitui, indiciariamente, um crime?
- O sigilo profissional do jornalista é direito/dever absoluto? Se não é – e nem o dos Advogados o é – e a decisão foi tomada pelo magistrado competente, que fazer: reagir em sede própria nos termos da lei ou aproveitar a “lei” do mediaticamente mais forte para fazer bombásticos julgamentos populares em causa própria?
- O Sr. Bastonário da OA está ou não interessado em que se averigue, também, do hipotético envolvimento de Advogados constituídos no processo na passagem à comunicação social de elementos processuais reservados (actuação que a comprovar-se, para além das incidências criminais teria óbvia relevância disciplinar)?
- Para além de esclarecer como foram os dados não solicitados parar aos autos e a utilização que terão tido, está ou não o MP obrigado a investigar todos os demais indiciários crimes que o caso envolva, de acordo com a normal e legal tramitação de um inquérito criminal, ainda que urgente? Se sim, há alguma razão objectiva para suspeitar de injustificada demora na tramitação?
- O Sr. Presidente do Sindicato dos Jornalistas que tão preocupado está com o segredo das fontes, não julgaria igualmente útil e necessário pronunciar-se publicamente contra a violação indevida, pelos ocs. da reserva de intimidade e da vida privada (fê-lo, por ex., no caso concreto aqui referido pelo José)? Empenhado como está em denunciar alegados abusos do poder judicial, continua a defender que a única reacção ao abuso de deveres deontológicos por parte de jornalistas seja uma espécie de reprovação tácita da própria classe?
- - Etc., etc., ...
Dito isto, importa dizer também que, na minha modesta opinião, o caso do “envelope 9” exige cabal apuramento de responsabilidades – em todas as suas vertentes. E que as buscas agora realizadas, para além de provavelmente inconsequentes, parecem, à primeira vista e com os dados conhecidos, desproporcionadas e desastradas.
A indiferença (ou inabilidade) que o PGR tem revelado face à gestão mediática deste caso será louvável no plano dos princípios. Mas julgo que teria sido possível, sem ferir os imperativos da legalidade ou da dignidade, não se deixar trucidar – e ao MP consigo – pelas feras deste circo politico-mediático com o qual tem de coexistir.
Publicado por Manuel 22:00:00 56 comentários Links para este post
Aboborar
Aproveitado da caixa de correio...
“(...) Sabe o sr. uma coisa que nós desconfiamos? Sabe o que nos parece que o sr. tem? Sabe? Pois olhe com franqueza: essa tristeza, esse azedume... O sr. tem a ténia!
Ennes, o sr. tem a ténia! Aí é que está! É o que é! O sr. positivamente tem a ténia. Eis aí. É a ténia.
Esses ódios sem razão, esses rancores, injustificados, essas invejas acres,esse azedume afiado – é a bicha!
Agora percebemos: todo o seu modo de pensar, de dizer, de criticar, de atacar –não é uma filosofia, é um verme! O seu mal, o mal do seu espírito, não se cura com princípios, com conselhos,com reflexões. Sabe com que se cura? É com pevide de abóbora.
Agora pode-se vituperar, apedrejar, morder, babar, rasgar; enodoar-nos de chalaças, sujar-nos de pilherias, mandar a falsidade ferir-nos pelas costas:
nós diremos na nossa sinceridade: Ennes, pevide de abóbora! O sr. critica-nos, pevide de abóbora! Conta os nossos plagiatos? Pevide de abóbora! Revela os nossos crimes? Pevide de abóbora!
E se o sr. se tornar importuno, repetido, assomant, ergue-lo-emos por uma ponta do frak, e pondo-o a pernear, diante da multidão absorta, gritaremos:
- Ennes, o filósofo, precisa de pevide de abóbora. Há aí alguém que dê pevide de abóbora ao filósofo Ennes? (...)”.
in João C. Reis, “Polémicas de Eça de Queiroz”, vol. II, p. 84, Lisboa,
Europress, 1987.
Publicado por josé 20:03:00 4 comentários Links para este post
Cartoons da Casa Pia e escutas a Maomé...
Ex.mo Senhor
Neste longo trajecto de regresso da Sérvia até Portugal (vamos de caravana!), fui registando as seguintes perguntas e anotações, sem qualquer propósito literário ou de mestrado.
Haverá, então, nesse País um Código Deontológico dos Jornalistas digno desse nome, com a força legal desse nome e que desdobre nas leis desse nome, as orientações constitucionais para a liberdade de expressão, de opinião e de imprensa? Não há. O que há é uma Carta Ética aprovada por iniciativa de um sindicato de jornalistas, por certo o único e que apenas não se intitula nacional por alguma vergonha corporativa - carta ética essa, desde logo, insuficiente mas também vaga por definição e por conveniência - não falemos das conveniências para evitar o desagradável.
Nenhum juiz português pode garantir que o Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses é este, pura e simplesmente porque tal código não existe. E quando o Presidente da República, o Primeiro Ministro, o Segundo e o Terceiro Ministro, apelam aos jornalistas o cumprimentos dos deveres deontológicos, onde pensam eles que estão definidos, enumerados e descritos esses deveres? Referem-se aos deveres da Carta Ética sindical que não tem força legal e cuja invocação de pouco ou nada serve, quer para quem lesa quer para quem é lesado? O que vale o Primeiro Ministro, seja a propósito dos cartoons da Casa Pia seja a propósito das escutas a Maomé, o que vale apelar à responsabilidade se esta responsabilidade, no que diz respeito aos jornalistas, não está deveras configurada, a começar pelos deveres recíprocos dos próprios jornalistas?
Mas também porque tais supostos deveres deveriam corresponder a direitos, onde estão esses direitos dos jornalistas descritos, definidos e enumerados, a não ser num breve enunciado da lei também ele vago, jamais regulamentado porque a ser regulamentado, o poder político teria de clarificar de uma vez por todas o que entende por auto-regulação – auto-regulação que, afinal, o poder político ou os sucessivos protagonistas do poder político jamais desejaram? É claro que auto-regulação não é auto-gestão. A auto-regulação é algo que deveria corresponder a um estágio amadurecido da democracia, com o Estado a transferir para os interessados competências que lhe são próprias em forma ou sistema democraticamente organizado. A auto-gestão é um mero valor residual da visão anarquista da sociedade, valor esse que se suportou enquanto o sistema mediático português era rudimentar mas que entrou em crise à medida que o mesmo sistema se diversificou, modernizou e se tornou mais complexo.
Acesso às fontes de informação, direito à divulgação discriminado do mero direito à liberdade de expressão, sigilo profissional, práticas profissionais do jornalismo... são alguns dos temas que o Estado não assumiu com seriedade nas políticas legislativas, pelo contrário truncou. O caso do 24 Horas é um mero fenómeno resultante da lassidão com que o poder político encarou um instrumento fundamental da democracia. E como nos caleidoscópios, fenómenos desses dão versões diferentes conforme a agitação do tubo – as cores são as mesmas, a apresentação ou visibilidade é que será sempre diferente. Basta agitar o tubo.
O ridículo e o escandaloso é que os Jornalistas Portugueses cheguem ao ano 2006, sem uma Deontologia com bilhete de identidade legal e sem uma organização deontológica. Naturalmente que, com omissão ou lacuna, eles os jornalistas serão as primeiras vítimas sem que deles, em alguns casos, alguém tenha piedade que é aquele sentimento grego que leva à criação de entidades reguladoras. As segundas vítimas serão os próprios políticos (não se pergunte como, porque ainda teremos alguma oportunidade para falar disto), e, finalmente, vítima será a própria Sociedade.
Já se perdeu muito tempo, que é uma maneira delicada de dizer que já é tarde para que algumas coisas que deviam ter sido feitas, sejam feitas.
Mt Att.
K. Zagalo
Publicado por K. Zagalo 18:52:00 1 comentários Links para este post
Tora!Tora!Tora!
O Expresso de hoje coloca a questão da busca ao jornal 24 Horas, onde ela talvez deva ficar: numa coluna do tamanho de um pequeno texto de blog, na página quatro do jornal e encostada a uma notícia- essa sim!, Verdadeiramente importante: a de um suposto suborno a um vereador da CML e a história resumida dos suspeitos. A propósito da busca, ao longo das páginas do jornal, para além de uma crónica que se me afigura bacoca - porque as respostas às perguntas estão dadas pelo jornal-, nada mais se pode ler.
Porém, muito há a dizer, a escrever e a debater. Na TSF, hoje de manhã, o bastonário da Ordem dos Advogados e um juiz( foi nessa qualidade que se apresentou), irmão de um jornalista e que tem defendido um modelo de investigação criminal semelhante ao francês, ( o que revela que pouco ou nada aprendeu sobre os recentes acontecimentos no caso Outreau) atacam os métodos de investigação do MP e particularmente a proporcionalidade da actuação no caso da busca e exaltam o sigilo profissional jornalístico, sinalizando-o como um boi Ápis- inatacável e o seu local de culto, sagrado e inviolável.
Acontece, no entanto, que em democracia não há lugares sagrados nem direitos absolutos que não admitam compressões que a própria lei emanada do poder democrático prevê e admite. Uma boa parte dos jornalistas não compreende como é possível a existência de tais leis, mas não admira muito porque em matéria de regras legais há muito que provaram um desconhecimento tão básico e fundamental que o problema só se resolve com mais democracia e mais literacia. Não há volta a dar, neste domínio e é por isso que os jornais estão pejados de má informação; de desinformação e de manipulação pura e simples, num abominável serviço público aos leitores crédulos.
O jornal 24 Horas anda há 48 horas a produzir propaganda auto-panegírica, aproveitando todas as frinchas de opinião que lhe possam ser favoráveis, para um único objectivo: justificar à opinião pública que os lê, o que parece injustificável a quem lhes violou a reserva da redacção, com base em leis que assim o permitem e o jornal se recusa, de modo autista, a admitir. Será talvez por isso que o jornal não publica uma única opinião, parecer ou comentário que lhes seja desfavorável. Pura e simplesmente não há nenhum contraditório neste simulacro de tribunal popular que erigiram contra o MP e a PGR em particular, envolvendo objectivamente ( por muito que isso custe ao tal juiz acima referido) o sistema judicial, pois os juízes de instrução não são do MP.
É assim o pelourinho da condenação e vergastada públicas, porque o julgamento já o fizeram e há muito a condenação se lhes impôs como a justiça adequada. O director do jornal declarou esta semana, no programa de tv Clube de Jornalistas que a agenda do jornal é “diferente da que os outros jornais publicam. Interessam-se por tudo o que respeita a "dinheiro, famosos, crime, etc.” Mas, à frente, declarou que primeira preocupação que têm no jornal é “ a verdade, a verdade, a verdade”! “Dinheiro, famosos e crime” rima com “verdade, verdade, verdade”? Talvez, mas não é no 24 Horas que isso se mostra. Rima mais com “tora, tora, tora,” o grito de guerra japonês!
Assim, esta particular noção de “verdade” do director do 24 Horas é psicológica e filosoficamente interessante. Poderiam assim, fazer-se algumas perguntas para tentar perceber essa “verdade, verdade, verdade”. Não obstante a declaração creditícia, a verdade do 24 Horas é mais uma verdade truncada, parcial, de “extracto”! Meias verdades, portanto- e para muitos, mentiras e meias.
Por exemplo, sobre a notícia de primeira página do “envelope 9”, o director escreveu, em 15.1.2006: “Neste jornal não se esconde, calendariza ou manipula a verdade.” Mesmo depois de ter ficado esclarecido que o MP não podia legalmente ter investigado a lista apócrifa, e nada constar no referido processo nesse sentido, ao contrário do que o jornal escrevera,- "Até os telefonemas de Sampaio foram investigados no processo Casa Pia”- título de manchete de 13.1.2006), publicou o jornal algum esclarecimento, retractando-se? Nada…, antes pelo contrário, insistiu e aumentou o tom de julgamento popular e pelourinho à vista.
Além disso, o director do 24 Horas, no Clube de Jornalísticas adiantou alguns princípios éticos e deontológicos do jornal. Um deles era o de que “ a primeira coisa que um jornalista deve fazer num jornal é criticar a fonte pois a informação interessa sempre a alguém.”
Seguindo este princípio associado ao da “verdade, verdade, verdade” e ainda ao que interessa ao público ( dinheiro, fama e crime, segundo o jornalista), como justificar uma informação tão singela quanto aquela que foi publicada na primeira página sobre um problema íntimo de um conhecido dirigente socialista que já foi ministro da Justiça deste país?
Essa informação foi retirada de gravações de escutas telefónicas a que o jornal teve acesso. Este é o primeiro facto. Alguém forneceu ao jornal cópias das gravações das escutas telefónicas existentes no processo Casa Pia e esse alguém que cometeu um crime de violação de segredo de justiça não está identificado e pode muito seriamente colocar-se a dúvida se o jornal seria capaz de identificar nesse caso concreto, o original violador desse segredo de justiça que é mais do que isso.
Segundo o critério do jornalista director do 24 Horas, a quem interessa publicar a informação acerca de um problema da intimidade mais restrita e sensível de qualquer pessoa, mormente uma figura publicamente conhecida? Ao público? Isso, é uma falácia. O público voyeur está interessado, obviamente, em tudo o que diga respeito à coscuvilhice das vidas alheias; ou, senão, os programas tipo Big Brother não existiriam e jornais como o 24 Horas nem se arriscariam a aparecer em público.
Devemos por isso dizer que essa informação interessa ao público e o jornal sempre o reafirmará como penhor do direito a publicar essa informação; mas interessa ainda mais a quem tem interesse em desacreditar quem recolheu essa informação e para tal não a protegeu e até a revelou a jornalistas que têm interesse em publicar notícias de interesse público!
Assim, colocam-se vários problemas que o jornal nem sequer elenca ou aflora.
Os elementos que constam do processo, incluindo as escutas gravadas ou transcritas, as fotos, as listagens telefónicas e outros elementos, devem ou não estão lá?! As regras de processo penal são as únicas que aqui são chamadas, para analisar o problema. Alguma vez foram mencionadas pelo jornalista? Mais, serão elas conhecidas do jornalista?!
As regras dizem que o que está em segredo de justiça , deve ser respeitado e segundo a jurisprudência e doutrina ( Vital Moreira e alguns conselheiros do STJ, por exemplo) os jornalistas estão plenamente envolvidos na previsão legal que o artigo 371º do Código Penal que definiu e prevê pena de prisão até dois anos ou pena de multa. É um crime, portanto, o que os jornalistas cometem sempre que publicam factos em segredo de justiça. Mas um crime que nada conta para eles que se julgam acima da lei penal, através de um artifício primoroso e que pode em último caso, justificar a violação: o sigilo profissional e o dever de informar.
Os jornalistas, segundo tudo indica, acham que não se lhes aplica a lei penal nesse caso, porque lhes sobrepõem o interesse em informar…escudando-se depois no segredo profissional para não divulgar as fontes que violam directa ou indirectamente o segredo de justiça. Paradoxo?! No mínimo, fonte de equívocos.
Como é que isto se resolve?!
De um lado, os jornalistas a violar sistematicamente essas regras e a cometer objectivamente crimes previstos na lei penal. De outro, a exigência cirúrgica e oportuna de algumas virgens púdicas, a propósito das investigações rigorosas sobre os autores das violações de segredo e o escárnio público sempre que os investigadores nada descobrem, como é habitualmente o caso, por força das evidentes e inultrapassáveis dificuldades de investigação penal desse tipo de crime. A acrescer a isso, algumas decisões que sedimentam o entendimento que os jornalistas não cometem efectivamente o crime quando informam no interesse público. Bonito!
Assim, voltando ao assunto:
No caso da publicação da informação de que no processo em causa, há escutas que informam sobre aspectos particulares da vida íntima de certas pessoas, a pergunta que se impõe é muito simples: É legítimo, a um jornalista que aceda, bem ou mal, a essa informação, publicá-la?!
Há uns anos atrás, um jornal publicou uma notícia sobre a vida íntima de Leonor Beleza, relatando o teor de uma consulta médica que a mesma teria feito numa unidade de saúde. Pormenores íntimos, do género daqueles que o 24 Horas revelou existirem nas escutas em relação à figura do notável do PS, foram tornados públicos e do conhecimento geral, numa altura em que os médicos se encontravam em guerra aberta com o ministério da Saúde, precisamente Leonor Beleza.
Nessa altura, ninguém se lembrou de dizer que os segredos médicos que constavam das fichas clínicas não estavam bem guardados e como se tornava evidente, não foi por essa razão que o jornal publicou tais elementos, numa atitude de inqualificável e injustificável falta de deontologia, vituperada pela classe jornalística que aí conseguiu vislumbrar um limite à liberdade de informação.
Lembro-me, porém, de o editor e jornalista virem a terreiro defender também o interesse público e a liberdade de informação e a discussão que fizeram na redacção para avançar com a publicação. Lembro da crítica da classe, também. Não me lembro de ninguém aparecer com a teses peregrina da pouca protecção que esses elementos têm nas unidades de saúde e consultórios médicos…como agora acontece com o caso dos elementos do processo Casa Pia, em segredo de Justiça ou sob reserva definida pelo juiz do processo
Assim, qual a justificação para a publicação desses elementos? A de dizer ao público que o MP até aquilo deixou guardado nas escutas?! Isso será a “verdade, verdade, verdade”? Não, não é.Não parece que seja. Tal como no caso dos elementos clínicos apontado acima, só será verdade para um tanso qualquer que engula a explicação, pois até parece que é assim que o director do jornal toma os seus leitores: por tansos. E muitos serão…
Esta questão da publicação das listagens de telefones público/privados de altas figuras do Estado, é grave a vários títulos: pela existência em si mesma e no processo e isso parece que está explicado, mas ainda haverá dúvidas. E é grave pelo que veio a seguir:
A publicação do facto em si mesmo, poderia justificar-se pelo interesse público em saber que alguém poderá ter errado no pedido ou no envio das listas em causa. Mas isso é apenas o facto que já foi explicado.
Para além desse avulta outro de teor tanto ou mais importante: quem divulgou dados relativos a elementos da vida privada dos listados, foi o próprio jornal! Não estavam acessíveis no processo a qualquer pessoa. E isso pode ser um crime autónomo, punido com penas leves, mas qualificado como crime.
Pode discutir-se a proporcionalidade e adequação na actuação do MP, na busca ao jornal. Pode discutir-se o valor prático de uma diligência dessas quando o próprio director já confessou publicamente que durante todo o tempo de notícias sobre o processo Casa Pia, já publicou muitas com base em fontes que guarda bem guardadas. E até escreveu, a propósito disso que não tinha nascido ontem, apesar de agora proclamar que nada “guarda na manga”!
O que já será difícil de discutir é legitimidade para a diligência e a autoridade de quem a fez.
E é com este problema de autoridade que o director do jornal parece contender particularmente. O discurso do mesmo, em editorial e hoje na entrevista na TSF, bate sempre num ponto: a luta contra “os poderosos” como sendo um objectivo do jornal! Assim, já foi escrito com todas as letras ( em editorial de 17.2.06 e noutras vezes): “Os jornalistas estão é a proteger os cidadãos que denunciam abusos dos poderosos –da política, da economia, das autoridades – e que legitimamente, têm medo de represálias.”
O jornalista no papel de Robin dos Bosques estilizado é uma figura romântica e apelativa e parece que é esse papel que o director do 24 Horas procura. Pena é que as notícias, imagens e a declarada intenção de publicar tudo o que diga respeito a “dinheiro, fama e crime “ o desminta na cara. Mas talvez num estrénue exercício de esquizofrenia profissional o tenha bem arreigado a um conceito um pouco volátil de defensor de oprimidos e desvalidos pelos poderes.
Acontece porém que o MP, estatutariamente, é o órgão do Estado encarregado de representar o Estado, exercer a acção penal e defender a legalidade democrática e os interesses que a lei determinar. E estes interesses são variados, indo desde os dos menores e incapazes aos dos trabalhadores em geral.
Sempre tendo em conta o princípio geral , básico e fundamental: todos são iguais perante a lei. Diz a constituição-o que é um pouco diferente de andar profissionalmente a catar notícias sobre “dinheiro , famosos e crimes”, com um etc muito lato que pelos vistos passa pelo vilipêndio das instituições e pela descarada prática de ilícitos penais assumidos com todo o garbo, em nome do combate aos “poderosos”!
É demais!
Publicado por josé 16:54:00 24 comentários Links para este post
tratar da vidinha e cada um de si
Exceptuando o David Dinis e o Conselho de Redação da agência Lusa não vi, por essa blogosfera fora, grande indignação acerca do hiperbólico parecer da deontologia do sindicato dos jornalistas acerca das alegadas pressões governamentais no seio da Agência Lusa. Em contrapartida, a visitinha, desnecesária e mal amanhada, à redação do 24 Horas, local sagrado segundo o seu director, mereceu linhas e linhas. É pena. Sendo dois casos menores, são dois casos emblemáticos. Desde que se 'seja' jornalista, desde que se tenha 'carteira' profissional e se pague a cota ao sindicato, vale tudo, mesmo tudo. Insultar e rasteirar colegas, violar as regras deontológicas mais básicas, como a de não publicar o nome de vítimas de crimes sexuais, fazer assessoria política de imprensa para a... mãe, enquanto se está de 'baixa', vale tudo desde que se seja 'jornalista'. Há por aí uns crentes que acham que a criação de uma Ordem (dos jornalistas) ia resolver tudo. Pura crendice, se, enquanto 'classe', são incapazes de se levar a sério, e de se auto-regular, por que hão-de esperar que enquanto 'corporação' sejam levados realmente a sério. Na hora da verdade, é tratar da vidinha e cada um de si. É pena.
Publicado por Manuel 16:38:00 1 comentários Links para este post
um desenho
O Expresso explica que um sócio da empresa Bragaparques tentou subornar um vereador da câmara de Lisboa. Quarenta mil contos era o preço do silêncio de José Sá Fernandes (que denunciou a tentativa de corrupção à PJ) sobre a compra dos terrenos da Feira Popular à câmara municipal de Lisboa. Esta mesma empresa, especializada em construir parques de estacionamento nas principais câmaras do País, já tinha feito um negócio ruinoso para o Estado no Hospital de S. João. A história é simples: em troca do arranjo do parque de estacionamento do hospital, o pagamento de 50 mil contos em material hospitalar, uma renda de 750 contos mensais e uma percentagem de futuras receitas a BragaParques recebeu (do hospital) terrenos para construir um hotel, um centro comercial e um parque subterrâneo.
O problema é que uma das administrações do Hospital de S. João decidiu renegociar o contrato. O Hospital comprometeu-se a pagar à Braga Parques uma percentagem do dinheiro recebido dos utilizadores do seu parque à superfície em troca de mais obras de beneficiação do dito (essas obras já eram o objecto central do contrato original). Resumindo: em alguns meses, o Hospital passa a dever mais de 100 mil contos de rendas à empresa a quem já tinha cedido, ao preço da uva mijona, os seus terrenos . Quando Isabel Ramos, nomeada pelo governo PSD, chega à presidência do Hospital de S. João opõe-se ao pagamento desta dívida. É demitida pelo mesmo ministro que a nomeara. Luís Filipe Pereira de seu nome.
No caso do Metro do Porto, escrito pelo meu amigo Luís Rosa, no Expresso de hoje, a pouca vergonha é do mesmo género. Entre 2000 e 2003, o conselho de administração, liderado pelo arguido do apito dourado, Valentim Loureiro, deu prémios de trabalho ao presidente da empresa de capitais público e aos seus dois administradores executivos. O bando dos três recebeu 650 mil euros de prémios de produtividade apesar da empresa ter apresentado semrpe resultados negativos. O Luís escreve que em 2004 chegaram a 38 milhões de euros de défice. E explica ainda mais: Oliveira Marques e os dois administradores executivos ganhavam salários de 140 mil euros e de 110 mil euros anuais. Os prémios anuais correspondem a nove salários mensais. Os presidentes de câmara que integravam o conselho de administração (os autarcas Valentim Loureiro, Rui Rio, Narciso Miranda e Mário Almeida) ficavam-se pelos 50 mil euros brutos anuais de compensação pelo trabalho na empresa, que, entre outras obras primas de gestão, conseguiu construir uma ponte por 33 milhões de euros quando era suposto que esta custasse apenas 14 milhões de euros. Foi entregue com três anos de atraso.
Melhor ainda, sabem o que é que o governo faz quando o jornalista lhe pede acesso ao relatório da IGF sobre a Metro do Porto? Primeiro, diz que não entrega. Depois, quando a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativo ordena que o jornalista tenha acesso ao relatório, entrega uma versão parcial. Justificação de Teixeira dos Santos: "Prevenir a violação de sã concorrência, proteger a privacidade dos negócios e evitar difusão prejudicial à empresa do Metro Porto". Termino esta nojeira toda com uma recomendação ao PGR: continue a fazer rusgas nos jornais. Está no bom caminho.
Francisco Trigo de Abreu
Publicado por Manuel 15:54:00 1 comentários Links para este post
de olhos bem fechados
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Lucia Bengolea, with her eyes covered by a mask, holds a snake at Buenos Aires Zoo February 16, 2006. REUTERS/Marcos Brindicci
Publicado por Manuel 23:33:00 3 comentários Links para este post
Risada – a nossa verdadeira internet de banda larga
Exmo. Senhor
É como uma inesperada aparição – e como Portugal está a merecer inesperadas aparições! Não daquelas aparições que infundem uma espécie de terror – Portugal necessita, melhor, apenas merece aparições que provoquem alegres risadas. É assim que, nesta minha prolongada ausência (em Portugal, prolongadas ausências são sempre falhas de memória), é assim que tenho visto o País – uma alegre risada. A risada é a nossa verdadeira internet de banda larga, e por certo a única.
Até breve.
K. Zagalo
P.S. - Perguntaram-me aqui, na Sérvia, se eu conhecia Pinto de Sousa. Desconheço. De quem se trata?
Publicado por K. Zagalo 22:58:00 0 comentários Links para este post
escutas - revisão da matéria dada
Wiretapping, European-Style. (slate.com)
escutas - Portuguese style (dos 'boateiros' do costume)
Publicado por Manuel 21:11:00 1 comentários Links para este post
a pólvora
O ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, manifestou-se hoje convicto de que o Presidente da República eleito, Cavaco Silva, vai cumprir a sua promessa eleitoral de cooperar com o Governo e contribuir para estabilidade política. A declaração de Pedro Silva Pereira foi feita hoje à rádio Antena 1, numa entrevista que será difundida na íntegra no sábado, a partir das 12:00.
Publicado por Manuel 21:03:00 1 comentários Links para este post
salon.com
All the news stuff that's fit to print
Facing a slow death, newspapers are desperately trying to reach young readers with dumbed-down tabloids full of stories about Kobe, Britney and dental bling.Hilary Brown is a genial 20-year-old junior at Northwestern University. She's currently an intern at San Francisco magazine and her goal, she says, is to work as a magazine writer. But for all her interest in journalism, Brown has never warmed to reading a daily newspaper. And when she does read a paper, she's not reaching for the New York Times or for her big local daily, the Chicago Tribune, whose coverage she calls "repetitive." There's too much else to follow -- too much to do, she says -- for her to read the news in the detail in which the Tribune provides it. For instance, Brown points out, every day the Tribune features news on Iraq, but little of the news is compelling or new; it's all follow-ups, side details to one big-picture story, which is that things in Iraq aren't going well.
Brown gets her news from three main sources, and each gives her a general impression of what's happening in the world. She watches "The Daily Show," which she says provides "a good grasp of what's going on." She occasionally reads the Sun-Times, Chicago's smaller competitor to the Tribune, which she likes for its size. And she frequently picks up RedEye, the free, daily commuter paper published by the Tribune and aimed at young people in Chicago.
[continue a ler aqui] salon.com
Publicado por Manuel 20:24:00 0 comentários Links para este post
os novos moralistas
Em relação a este sermão do Carlos Abreu Amorim permito-me recodrar um post escrito em Novembro passado, e que muito o irritou...
Aqui não se escreve para o 'mercado', para agradar a estes ou aqueles, muito menos para as audiências. Ninguém escreve aqui para mandar recados, 'colocar-se no mapa', ou fazer 'resumos' que 'depois' simpaticamente explanará em almoços e jantares aos visados. Não se anda aqui à procura de emprego, muito menos a justificar o emprego. Aqui simplesmente debate-se, e opina-se, tão somente, deixando ao leitor sempre o juízo final, nunca nos pretendendo substituir à cabeça dele. Não pertencemos a nenhuma seita ou capela, nem sequer temos grandes afinidades ideológicas entre nós - a unidade esgota-se no inconformismo e no espirito reformista - e talvez por isso 'irritemos' tanta gente. Aqui escreve-se por prazer e não para ter 'sucesso'. Dito isto, e sobre as tais 'audiências' já disse em tempo oportuno o que achava. Valem o que valem, se valem alguma coisa.
Uma última nota, diversa mas não tanto, sobre a questão do 'anonimato' nos blogs. Acontecimentos recentes, naquele que já foi classificado, pelo Rui Costa Pinto, como o 'post mais vil e ordinário de todos os tempos', demonstraram à exaustão que a classe, e o nível, e a credibilidade, não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o facto de se assinar, em formato de blog, ou não com o nome de baptismo completo, ponto.
O 'post mais vil e ordinário de todos os tempos' a que se referia o Rui Costa Pinto foi da autoria, imaginem só, do agora professor de moral Carlos Abreu Amorim, e motivou aliás deserções no Blasfémias. Não era um post político, foi um (no link provided) puro e vil ataque (pessoal) à vida de Constança Cunha e Sá, então fora das lides blogueiras. Para finalizar, tenho pena pelo Dr. Pacheco. É azar a mais, mesmo para ele, estar a ser 'defendido' por quem está, e logo com os argumentos que está. Mas que querem, cada um tem os apoios e os 'amigos' que merece.
Publicado por Manuel 20:13:00 8 comentários Links para este post
Retratos do Trabalho nos EUA
Publicado por Carlos 18:36:00 1 comentários Links para este post
Retratos do Trabalho em Lisboa
Publicado por Carlos 18:34:00 1 comentários Links para este post
negócios à portuguesa
DivórcioA questão agora é muito simples. Ou há vontade (política) de impor a tal separação (que afinal é possível), ou não há. Isto, com OPA ou sem OPA. Aguardam-se cenas dos próximos episódios. Dito isto, há que reconhecer que isto é não só uma fabulosa jogada da actual administração da PT, que assim deconstroi uma boa parte da arquitectura engendrada pela SONAE, como não deixa de ser também a constatação triste de uma evidência, a de que o Estado, e a Lei, não significam nem servem para nada quando se trata de 'alta mercearia'.
A malta lê e não acredita. A PT admite separar-se da rede de cobre. A Sonae.com até chegou a recorrer à UE para que isto acontecesse e a PT esteve sempre contra. Agora que se percebe que esse é o grande trunfo de Paulo Azevedo, a PT teve uma grande ideia. Quer aumentar a concorrência. Somos todos muito estúpidos.
Paulo Baldaia
Publicado por Manuel 17:37:00 0 comentários Links para este post
time warp
Um post de... 2003. Premonitório. Mais um dos 'boatos' que tanto afligem os mullahs cá da terra.
Publicado por Manuel 16:53:00 0 comentários Links para este post
A LEI1
- PRIMEIRA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
Evitar discutir a Posição, procurar atacar a Contradição.
- NOTA 1 : Ao se passar da Posição à Contradição o debate ganha uma dimensão ad hominem. A maioria dos debates na blogosfera são ad hominem, na tradição da polémica à portuguesa.
- NOTA 2: A Contradição é sempre uma fraqueza moral.
- SEGUNDA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
A ferocidade dos comentários está em relação directa com o seu anonimato mais o número de comentários produzidos por metro quadrado de ecrã / dia.
- NOTA 1: O genuíno comentador anónimo da blogosfera tem um nick name, deseja ao mesmo tempo ser anónimo e ter uma identidade como comentador, reconhecida nas caixas de comentários.
- NOTA 2: O comentador anónimo com nick name escreve compulsivamente em todas as caixas de comentários abertas que encontra, escolhendo de preferência as dos blogues com mais leitores.
- NOTA 3: Os comentadores anónimos seguem em absoluto a PRIMEIRA LEI DO ABRUPTO.
- TERCEIRA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
A esmagadora maioria dos temas, comentários, reacções, alinhamentos, posições é absolutamente previsível.
- NOTA 1: A falta de previsibilidade é punida na blogosfera como Contradição (ver PRIMEIRA LEI DO ABRUPTO), ou como "deslealdade orgânica".
- QUARTA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
A blogosfera tem horror ao vazio.
- NOTA 1: Um lugar de um blogue é sempre preenchido por outro do mesmo tipo.
- NOTA 2: Os blogues nunca morrem, são fechados e abertos logo a seguir com outro nome. A blogosfera é compulsiva.
- NOTA 3: Os blogues colectivos morrem por implosão, os individuais por cansaço.
- NOTA 4: A blogosfera é um lugar de fronteira, o Wild West, onde impera a "lei da selva" e o darwinismo social. Não é um local aprazível para os espíritos amáveis.
- NOTA 5: A intensidade da zanga e da irritação na blogosfera é muito superior à da sociedade em geral (daí a SEGUNDA LEI DO ABRUPTO).
- QUINTA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
O carácter lúdico dos blogues diminui à medida que a importância da blogosfera aumenta na atmosfera.
- NOTA 1: O carácter lúdico dos blogues é cada vez mais afectado pela imposição de etiquetas e por uma crescente normatividade na blogosfera.
- NOTA 2: Os blogues colectivos são mais propensos à normatividade do que os individuais, pela necessidade de se auto-gerirem.
- NOTA 3: O carácter lúdico dos blogues diminui à medida que as agendas mediáticas se tornam dominantes. Na formulação dessas agendas há hoje um contínuo blogosfera-atmosfera.
- SEXTA LEI DO ABRUPTO SOBRE OS DEBATES NA BLOGOSFERA
O tribalismo é a doença infantil da blogosfera.
- NOTA 1: Os blogues são grupais, precisam imenso de companhia.
- NOTA 2: A blogosfera tem evoluído do amiguismo para o grupismo e deste para o tribalismo. Permanecem, no entanto, leis de desenvolvimento desigual.
1 A inclusão da foto do Mullah Omar neste post não pretende, de forma alguma, ofender os milhares de seguidores que José Pacheco Pereira tem espalhados pelo mundo. Trata-se apenas de um elemento puramente gráfico, sem qualquer tipo de conotação política ou religiosa. Apesar de a nossa Constituição assegurar a liberdade de opinião, há símbolos, por tudo aquilo que representam para a modernidade, além da Virgem Maria e de Jesus Cristo, que merecem o nosso maior respeito. Esta nota impõe-se dado o actual contexto mundial de fractura cultural entre o Ocidente e o mundo árabe. Jamais foi minha intenção provocar um conflito cultural, que rapidamente poderia evoluir para um cenário de terrorismo à escala mundial, com os milhares de seguidores de José Pacheco Pereira.
Publicado por Carlos 16:33:00 7 comentários Links para este post
A lenda do pastor
O que quer afinal Pacheco Pereira? Alguém lhe pediu para ser o polícia e lhe entregou uma farda? Pensará Pacheco que todos os que circulam pela blogosfera, excepto ele é claro, são estúpidos e, por isso, não sabem avaliar cada um dos posts que lhes é dado a ler? Pacheco utlizou esta táctica quando esteve a tempo inteiro na política e acabou por sair de lá para se dedicar a tempo inteiro à escrita, ao comentário e à blogosfera. Começo a acreditar que ele deixou de ser dirigente partidário porque os seus companheiros de partido, e dos restantes, deixaram de ter pachorra para ele. Isso é que Pacheco não aguenta. Ele quer que o ouçam e que o sigam.
Paulo Baldaia n' O Insubmisso
Publicado por Carlos 15:03:00 6 comentários Links para este post
um rumo
Ontem o Governo, socialista, anunciou mais uma onda de privatizações, da REN à TAP, com a expectativa de obter encaixes bastante razoáveis. Ao mesmo tempo, anunciou a intenção de manter a golden share na PT, algo que parece não incomodar o übber capitalista Belmiro. Àparte a esquerda ideológica ninguém se mostrou particularmente incomodado. Pois bem, a mim que não sou de esquerda, muito menos socialista, isto tudo incomoda-me, e desde há muito. Incomoda-me, porque nunca houve em Portugal uma política consistente de privatizações. Nunca. Basicamente, e porque, em abstracto, é mau o Estado intervir directamente na economia, privatiza-se casuísticamente, ao sabor dos ventos e marés, e em função das necessidades financeiras do momento. Um erro. Eu também quero um Estado leve, ágil e com o mínimo de intervenção directa na economia, mas gostava que houvesse um consenso alargado sobre qual o verdadeiro papel do Estado na economia, e de que forma. Que houvesse uma visão sobre o que é estratégico e o que não é, sobre o que é core-business e sobre o que é secundário, sobre o que tem a ver com a soberania e o que não tem. Infelizmente parece que por cá o kilo continua igual ao litro. Tolerar habilidades financeiras só porque se reconhece a necessidade de liquidez, por um lado, e por outro porque se é um 'liberal' é de uma irresposnsabilidade grosseira. Porque tem que haver um rumo, e não há. Ah, e quando é que se fala das 'águas de portugal' ?
Publicado por Manuel 13:23:00 2 comentários Links para este post
Eu não resisto
a escrita desconstrutivista que o dr. Pacheco Pereira efectivamente merece que lhe esfreguem na arrogância.
Publicado por irreflexoes 06:40:00 9 comentários Links para este post
Olha, olha ...
Menezes pronto a disputar liderança do PSD
Publicado por irreflexoes 05:32:00 1 comentários Links para este post
A Reconquista
quinta-feira, fevereiro 16, 2006

«Dos mares da Irlanda
e das costas da Bretanha
vão partir velas ao Sol
Há bandeiras desfraldadas,
torres, lanças, brilham espadas
vão reconquistar o Sul
Os Celtas que vão partir
quando o Sol nascer...
Grinaldas nas ameias,
ardem as que não nos podem queimar
Gaiteiros enfeitados, vão tocar cantos passados
por aqui vai começar
e vem dançar, vem dançar
até o sol nascer
Das ribeiras da Galiza,
através da Ibéria antiga
em nome dos nossos Reis
retomar as fortalezas,
"Sant'Iago e aos Mouros"
para impor as nossas leis
e os Celtas que vão partir
quando o mar crescer...
Ah, ignorem-se os presságios
que nos falam de naufrágios
vão partir velas ao sol
São guerreiros enfeitados
que ao som de cantos passados
vão reconquistar o Sul
Mas vem dançar, vem dançar
até o sol nascer...
Dos mares da Irlanda
Gaiteiros Guerreiros
Bandeiras Fogueiras
Castelos Reconquista...»
Letra, música e interpretação: Sétima Legião
in «Mar D'Outubro»
Publicado por André 23:39:00 2 comentários Links para este post




