o problema é mesmo esse
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Pingue-ponge
Dizem-me: não podemos ceder, este é um combate de civilização, não pode haver tibieza.
E eu penso que do outro lado, à mesma hora, alguém diz exactamente o mesmo a alguém.
João Morgado Fernandes
Publicado por Manuel 13:15:00 5 comentários Links para este post
diplomacia da avestruz
Consta que em Cabinda os Direitos Humanos não contam, perante o silêncio impávido do "Ocidente". Cabinda não conta, ou melhor conta a realpolitik.
Publicado por Manuel 13:09:00 2 comentários Links para este post
"Holocénico", o livro.

No final da semana passada, com a calma dos tempos geológicos e sem trombetas mediáticas, renasceu em livro o finado holocenico.blogspot.com, numa edição ERA / Colibri.
O “Holocénico” (que por aqui andou entre Fevereiro de 2004 e Março de 2005) foi um dos mais estimulantes blogs culturais do seu tempo. Num estilo directo e incisivo, António Carlos Valera, arqueólogo de profissão, escrevia com clareza e simplicidade sobre questões complexas, sem ceder à simplificação grosseira que tantas vezes contamina os cientistas em textos de divulgação. Reflexões sobre o património, a arqueologia e seu exercício profissional, o ensino universitário, a produção do conhecimento, foram temas dominantes, a que se juntaram entradas sobre assuntos tão diversificados como o multiculturalismo, a construção de identidades, a semiótica dos espaços e lugares, a participação cívica, ..., numa agenda de cunho muito pessoal, marcadamente avessa à banalidade e à mediocridade.
Em torno do “Holocénico”, cedo se congregou uma comunidade virtual, interessada e participativa, que o enriqueceu de comentários, em geral de assinalável qualidade.
O livro de 267 pp. agora publicado, intitulado Holocénico (o Blog), compila uma selecção das principais entradas e alguns dos comentários que apareceram naquele blog, num volume de cuidado grafismo, com um tipo de letra que remete para o suporte digital da publicação original.
Um “filho” da blogosfera, a não perder.
Publicado por Gomez 12:36:00 4 comentários Links para este post
O que falta dizer
Tantas linhas gastas com as acções e reacções relacionadas com a publicação dos cartoons onde se pretendia fazer humor com Maomé e ainda ninguém disse o óbvio: não têm piada nenhuma.
Publicado por irreflexoes 12:20:00 1 comentários Links para este post
determinação
Num ponto há que tirar o chapéu aos indignados muçulmanos, pelo menos eles acreditam, e respeitam, alguma coisa. Não é deste mundo, mas é um começo. No Ocidente, ao que parece, uma boa parte da inteligentzia não acredita rigorosamente em nada, deste mundo ou do outro, nem sequer nas bases da nossa própria civilização - liberdade, respeito, tolerância. Do conforto das suas poltronas os nossos intelectuaizinhos dão tudo como garantido. Esquecem-se que somos hoje uma aldeia global, e que no fim ganhará quem tiver mais determinação. Estamos conversados.
Publicado por Manuel 03:18:00 3 comentários Links para este post
os cartoons da polémica, ou a derradeira vitória de Sousa Lara
Há uns anos Sousa Lara, então secretário de Estado da Cultura do Dr. Cavaco, recusou-se a dar não sei o quê ao Sr. Saramago por este ter escrito "O Evangelho segundo Jesus Cristo", que aquela obra iria contra as suas convições. Foi crucificado. As voltas que o mundo dá.
A propósito dos cartoons dinamarqueses que 'alegorizavam' Maomé, e da corrente de indignação que estes levantaram no mundo árabe, têm-se lido, visto e ouvido as teses mais peregrinas. Ao que parece o problema todo está no facto de os cartoons chocarem o mundo árabe e ser necessário 'bom senso'. Ana Sá Lopes, no DN, vê no finca pé do Ocidente um reforço potencial dos radicais islâmicos, João Morgado Fernandes, numa sucessão de posts manifestamente infeliz, mete até suásticas e o Papa ao barulho, etc e tal.
Escapa a toda essa gente o que deveria ser óbvio e essencial - o direito inalienável à liberdade de expressão, implicíto na possibilidade de publicação dos cartoons. Nós não temos que gostar deles, não temos que os pagar, mas se se começam agora a definir (outra vez) limites onde é que se vai (de novo) parar ? Outra vez ao Index ? Eu sou católico, já gramei com Papas enfiados em preservativos, com alegorias gráficas à Virgem de fazer corar um cego, já gramei com inúmeras obras 'artísticas', ostensivamente provocatórias às minhas convições, e nunca me passou pela cabeça andar por aí a incendiar embaixadas, nem a mim, nem a milhões de outras pessoas. Quanto muito serve apenas para questionar e reforçar a minha Fé.
Da mesma forma que não imponho o meu ponto de vista a ninguém, a única coisa que espero é que não me imponham, ou tentem impor, à força, outros pontos de vista, e/ou que, ponto importante, o façam com o dinheiro dos meus impostos. O 'Ocidente' perdeu uma oportunidade soberana de mostrar a sua real superioridade - a capacidade de tolerar o próximo e o diferente. É essa, e só essa, a génese do problema. E é isso, essa capacidade, que o Ocidente devia exportar, antes de tudo o resto.
Ainda a propósito das comparações que por aí se fazem, eu não quero saber se um imbecil atrasado mental qualquer tem a casa forrada de suásticas, é a casa dele, já outra coisa diferente é se esse mesmo imbecil resolver conspurcar o espaço público, que é de todos nós, ou a minha casa, com essas mesmas suásticas. Um oceano de diferença que só João Morgado Fernandes não abarcou.
Ah, e outra coisa, o maior desrespeito que se pode fazer a terceiros, em nome do multiculturalismo, é metê-los encostadinhos num qualquer guetho, a um canto, permitindo-lhes ser 'diferentes', a ver se não chateiam muito. É essa a mais perversa e cruel forma de superioridade e arrogância.
Publicado por Manuel 01:56:00 2 comentários Links para este post
"Tira a gravata, pá!"
domingo, fevereiro 05, 2006

O cantor Vitorino, lançou um triplo cd, reunindo temas de trinta anos de canções populares.
Vitorino, tal como outros cantautores portugueses dos anos setenta, prè e pós revolução, definham actualmente na consideração do público que ouve, escuta e não pára para comprar a música que fizeram, digna do melhor que culturalmente temos e somos.
Quem folhear as revistas musicais pré abrilistas, como a Mundo da Canção não lhe topa o nome, e não admira: o seu primeiro disco, Semear salsa ao reguinho, data do período de brasa de 1975.
Vitorino, como, aliás, quase todos os cantores de intervenção da década setentista, alinharam em posições que à falta de melhor designação se poderiam classificar de extrema esquerda.
José Mário Branco, José Afonso, Fausto, Sérgio Godinho, Luís Cília, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, José Jorge Letria, Manuel Freire, são autores e cantores dos mais belos discos de canções cantadas e publicadas em português.
Os textos, poemas e poesias que enformaram as músicas, de raiz tradicional e popular, em muitos casos reivindicam protestos, abertos ou camuflados em simbologias e eufemismos.
Em 1974, acabaram as barreiras censórias e José Afonso pôde cantar uma Chula da Póvoa em que se ouvia: “ó meu Portugal formoso! Berço de latifundiários. Onde um primeiro ministro, já manda à merda os operários.” , num disco com algumas composições musicalmente geniais como “ Os índios de meia praia” ou “O homem da gaita”. Num outro, intitulado “Enquanto há força”, que contém pérolas irrepetíveis da música popular portuguesa, como são quase todas as composições com destaque para o título tema, “Tinha uma sala mal iluminada”, “Um Homem novo veio da Mata” e “Ali está o rio”, pode ouvir-se: “ A palavra socialismo, como está hoje mudada: de colarinhso à sueca, sempre muito aperaltada.” E ainda: “ De caciques e de bufos, mandei fazer um sacrário; para pôr no travesseiro de um cura reaccionário”.
Estas belezas semânticas, nada perderam da força evocativa que tinham, para os cultores actuais da esquerda romântica, reunidos num BE ou num outro movimento de repescagem de ilusões à volta de um Manuel Alegre, por exemplo.
Quem alguma vez sentiu o apelo de um PREC, parece-me bem que jamais desistiu de uma retoma idealista que lhe repusesse os sonhos de amanhãs a cantar.
Foi exactamente isso que disse Vitorino num programa de rádio, no último Sábado pela manhã.
No entanto, essa marcada opção ideológica por modelos de organização social distantes do realismo prático, em nada compromete o brilhantismo artístico que todos esses cantantores deram sobejas provas.
Vitorino, exilado em Paris até 1973 ( informação de Eduardo M. Raposo no livro Canto de Intervenção, Público, 2005) publicou o seu “Semear salsa ao reguinho”, em 1975.
Antes, em 29 de Março de 1974, participou, no Coliseu dos Recreios, no I Encontro da Canção Portuguesa.
A revista Cinéfilo- uma revista fabulosa, até na invenção gráfica, percursora de outras que se fizeram no estrangeiro, mas que por cá não teve repetição e dirigida por Fernando Lopes e António-Pedro Vasconcelos- efectuou então uma reportagem assinada por Mário Contumélias que dava conta de uma intervenção espontânea e anónima de um espectador, quando Carlos Paredes assomou ao palco: “Tira a gravata, pá!”
Nesta pequena frase, o prenúncio de um novo mundo, que chegaria dali a um mês. Também na TV, com a chegada do 25 de Abril, uma das coisas que impressionavam esteticamente, eram os locutores sem gravata…
Publicado por josé 23:59:00 3 comentários Links para este post
Pobres, mas com ouro

O processo dos 29 arguidos do ‘Apito Dourado’ acusados em Gondomar “só tem futebol dos pobres”, segundo disse ao CM Alípio Ribeiro, procurador-geral distrital da República no Porto.
“Em causa estão jogos dos escalões nacionais e regionais em casos e situações com eles relacionados”, disse Alípio Ribeiro, referindo-se à II Divisão B, à III Divisão e a campeonatos da Associação de Futebol do Porto, todos disputados já na época de 2003/2004. Em declarações exclusivas ao CM, aquele alto magistrado do Ministério Público desdramatizou o gigantismo do processo, a decorrer na comarca de Gondomar, salientando “estarmos no caso a falar em futebol mais pequeno, do futebol dos pobres”.
Sem entrar em pormenores, uma vez que o processo está em segredo de Justiça, aquele responsável pelo Ministério Público da Região Norte salientou apenas que os 29 arguidos “são na grande maioria árbitros e dirigentes de futebol, mas só alguns residem em Gondomar”.
“O processo de Gondomar anda todo ele à volta da corrupção no futebol”, acrescentou Alípio Ribeiro, sem adiantar qualquer nome dos 29 arguidos, acusados pelo Ministério Público. Tais alegados crimes estão abrangidos pelo Decreto-Lei 390/91, de 10 de Outubro, acerca da corrupção, no fenómeno desportivo.
Copiado daqui (Correio da Manhã)
Publicado por Carlos 17:19:00 2 comentários Links para este post
Cinco palavras cinco pedras
sábado, fevereiro 04, 2006
Antigamente escrevia poemas compridos
Hoje tenho quatro palavras para escrever um poema
São elas: desalento prostração desolação desânimo
E ainda me esquecia de uma outra: desistência
Ocorreu-me antes do fecho do poema
e em parte resume o que penso da vida
passado o dia oito em cada mês
Destas cinco palavras me rodeio
e delas vem a música precisa
para continuar. Recapitulo:
desistência desalento prostração desolação desânimo
Antigamente quando os deuses eram grandes
eu sempre dispunha de muitos versos
Hoje só tenho cinco palavras cinco pedrinhas
Ruy Belo in Homem de Palavra(s)
Publicado por contra-baixo 19:57:00 0 comentários Links para este post
cá não há disto...
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Unknown eavesdroppers tapped the cell phones of Greek Prime Minister Costas Karamanlis, five cabinet members and dozens of top officials for about a year, the Greek government said on Thursday.
Illegal software installed at Greece's second biggest mobile phone operator, Vodafone Greece, allowed calls to and from about 100 phones to be recorded. Most belonged to the government but one was owned by the U.S. embassy in Athens, officials said. "The phones tapped included the prime minister's, the whole leadership of the defense ministry and the whole leadership of the public order ministry, some foreign ministry phones, one former minister, now in opposition, and others," government spokesman Theodore Roussopoulos told a news conference. In what he described as "an important issue related to national security," Roussopoulos said prosecutors had brought charges of violating the privacy of telephone communications against unknown perpetrators.
News.com [continua aqui]
Publicado por Manuel 20:24:00 2 comentários Links para este post
Não jogas no Euromilhões?

Já me perguntaram três vezes isso hoje. Acho que há Jackpot dos gordos.
Um país em que alguém é olhado de lado pelos colegas porque nem sequer teve a tentação de ir preencher o bilhetinho é, claramente, um país de enrascados a sonhar com milagres.
Tinha piada se não fosse triste. Muito triste.
Publicado por André 18:54:00 1 comentários Links para este post
prioridades
Eu não acho mal que os miudinhos do ensino básico tenham aulas de inglês e, agora, de 'expressão artística'. Acho muito bem. Só que também acho que há anéis, e há dedos, pelo que o que eu gostava de saber é que esforços estão a ser feitos para o ensino do português e da matemática, absolutamente fundamental, voltar a níveis minimamente aceitáveis...
Publicado por Manuel 15:43:00 12 comentários Links para este post
as secretas na mercearia
Depois de toda a gente, muito profissionalmente, ter desmentido vigorosamente a existência de uma secreta a mais que tal um pequeno exercício contabilístico ? Afinal, se não há um layer 'extra', entre o SIS e a coordenação das secretas, e com um peso tal que o leve a ser qualificado de 'outra' secreta, se os 'não' membros desse não layer são meros civis, que assessoram o coordernador, equiparado a secretário de estado, então... então dizia, nesse não layer só se consomem ordenados e pouco mais. Pelo que basta um mapazinho com a distribuição das verbas destinadas às secretas pelas diferentes capelinhas para se constatar do peso real ou não do tal layer que dizem que não existe. A não ser que venham agora dizer que o SIS é tão mau, tão mau, que são preciso tantos ou mais recursos como os que o SIS consome para filtrar os dados recebidos deste e fazer resumos ao senhor coordenador... Elementar.
Publicado por Manuel 15:19:00 0 comentários Links para este post
Até o padre
"O meu trabalho é essencialmente de escuta", Padre João Gonçalves, hoje no 24 Horas
Publicado por Carlos 14:58:00 1 comentários Links para este post
para quem tem dúvidas de que Deus está mesmo em todo lado... aqui fica uma mera foto, aérea, via Google Maps...
Publicado por Manuel 21:32:00 0 comentários Links para este post
Uma referência
Independentemente dos juízos de valor que se façam (tendo em conta os dados disponíveis, que serão sempre insuficientes), Rui Costa Pinto tem sido, ao longo do dia de hoje, uma referência para qualquer jornalista. Desde a manhã, tem defendido o seu trabalho, publicado hoje na Visão e agora está na SIC-Notícias num debate com os leitores. Parabéns!
Publicado por Carlos 17:33:00 9 comentários Links para este post
uma medida fracturante
Sim, fui eu que até recomendei a terceiros que não perdessem tempo com a epopeia das duas senhoras que querem casar, mas ... nem eu resisto. A retórica de um lado e de outro é tão imbecil que não me dá alternativas. Parece, aliás que o grande argumento, o único argumento, é o acompanhar dos tempos, e dos costumes, a par de em alguns países já ser assim. Confesso que não percebo, a sério, o porquê de nos limitar-mos a imitar os outros. Porquê ficar então pela possibilidade de casamentos entre pessoas do mesmo sexo ? O swing (a 'troca' de casais parece que está muito na moda... ) e também é socialmente vista com desdém por mentes mais 'retrógradas'. Porque não, a mudar por mudar a legislação, permitir desde já matrimínios com qualquer número de nubentes... um mais duas... três mais quatro , e por aí, além... Vá lá, não sejam tímidos... Há por aí tanto swinger envergonhado, à espera de reconhecimento social...
Publicado por Manuel 16:48:00 4 comentários Links para este post
Standing Ovation

Depois de terem aplaudido, em pé!, um recente discurso de Duarte Lima sobre a aplicação das escutas telefónicas apenas para os crimes de sangue, tráfico de droga e terrorismo, ao que tudo indica, nos próximos dias os deputados aprovarão um voto de solidariedade, estima pessoal e institucional, e compreensão para com a greve dos inspectores do departamento da PJ de combate à corrupção e demais crimes económicos. Sublinhado o espírito de união dos investigadores da DCICCEF que registaram 100% de adesão à greve. O texto do voto deverá terminar assim: "Que esta forma de luta se repita por muitos e longos anos"
Publicado por Carlos 02:51:00 3 comentários Links para este post
Tu Tens um Medo
Tu Tens um Medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.
Na tristeza
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.
E se vai, ele mesmo...
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,
Difícil,
O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos... Enganados...
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor...
... E tudo que era efêmero se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno.
Cecília Meireles
Publicado por contra-baixo 00:45:00 2 comentários Links para este post
liberalismo - caso prático ?

Enquanto grassam os danos colaterais por essa Europa fora haverá algum jornal português de grande tiragem que ouse publique os cartoons do momento ? Era uma óptima oportunidade de redenção para José Manuel Fernandes, director do Público, e liberal platónico...
Publicado por Manuel 00:15:00 2 comentários Links para este post
A baby pelican (Pelecanus onocrotalus) is seen in the Zoo Friedrichsfelde in Berlin, Tuesday, Jan. 31, 2006. The baby pelican was born at the end of 2005. (AP Photo/Franka Bruns)
Publicado por Manuel 23:42:00 0 comentários Links para este post
Sobre o PP eu gostava de saber era duas coisas, uma é se o Sr. Avelino Ferreira Torres ainda é 'senador' do CDS/PP, e a outra é sobre o actual estado das relações entre o Dr. Portas, que mais dia menos dia aparece por aí num blog, e o Dr. Pires de Lima jr. O resto é espuma.
Publicado por Manuel 21:12:00 2 comentários Links para este post
Porto, Portugal, circa 2006
Aqui Constança Cunha e Sá interroga-se, entre outros grandes mistérios do Portugal contemporâneo, sobre as ideias de Marco António, líder demissionário da Distrital do Porto do PSD, e que se vê a si próprio como o salvador (!) do PSD. Perde tempo, e ainda não leu a magnânima entrevista do dito, amanhã no JN. Devia é interrogar-se, ela e os 'outros', porque carga d'água é que alminhas que deveriam ser sóbrias como Rui Rio, para não falar em Pacheco Pereira, que o apoio de Menezes é transparente e cristalino, dão cobertura aérea, por acção e omissão, não só às patetadas de Marco António mas também ao seu sucessor indigitado (em qualquer caso uma melhoria qualitativa, o que não é dizer muito...) Agostinho Branquinho. Devia é interrogar-se sobre a súbita paz entre Menezes e Rio, na Junta Metropolitana, no Metro e afins, e assim sucessivamente. No Porto é assim, tudo se negoceia, em Lisboa, com o Sr. Preto , e a Distrital que meteu numa mala, não é melhor, falando só do universo laranja. Voltando ao Porto, o Porto que já foi de Sá Carneiro, é hoje o quê ? Nada, não é exemplo para nada nem ninguém, é o Porto do Major, do sr. Pinto da Costa, e pouco mais. É um Porto onde a única coisa que conta é o resultado, e estar à tona, custe o que custar, sejam quais for os métodos. Os príncípios, a ética, não enchem a barriga. Em suma, um Porto igual ao resto do País, um país onde Santana Lopes chegou a primeiro-ministro.
Publicado por Manuel 20:14:00 9 comentários Links para este post
um jornal à medida
No auge do cavaquismo, e quando o Indy já fazia mossa, apareceu um projecto 'inovador', revolucionário, etcetera e tal, para (re)pôr tudo no seu devido lugar. Chamava-se 'O Liberal', começou por ser dirigido por Maria João Avillez, e durou pouco tempo. O fim foi inglório. Décadas depois o filme repete-se, o discurso também, os erros de avaliação idem. José António Saraiva, encostado no Expresso, vai fazer um novo jornal, com fundos d'A Bola, e do... BCP. Foi preciso ser corrido do Expresso para descobrir que afinal tudo estava mal na Imprensa indígena. Tudo prevísivel, tudo expectável, excepto talvez a ingénua candura de Paulo Teixeira Pinto, o CEO do BCP, de quem se esperaria um pouco mais de lucidez. Não aprendeu, ao que parece, rigorosamente nada com o flop da ONIway, muito menos percebeu que a melhor maneira de lidar com o BES, e com o Dr. Balsemão, e com os outros que não é preciso citar, não é meter-se numa aventura cara, muito cara, e de êxito mais que duvidoso. O mundo, e as regras, está a mudar, muito e depressa. José António Saraiva não mudou nem um bocadinho. O facto de os ouytos terem mudado, para pior, não chega, ou se calhar até chega, nesta amostra de país (desculpem, mas ainda tou na ressaca deste 'match point')
Publicado por Manuel 18:29:00 1 comentários Links para este post
alerta amarelo
amanhã nas bancas
A secreta oculta de Sócrates
O primeiro-ministro está a criar um novo núcleo de serviços de informação, não previsto na lei e sem controlo do Parlamento
Publicado por Manuel 17:48:00 8 comentários Links para este post
Vasco Pulido Valente, os liberais e os gambuzinos
Ainda à procura de um registo blogueiro estável Vasco Pulido Valente tem-se entretido a disparar para tudo quanto é lado. Mesmo assim, já assustou algumas almas mais sensíveis, e calustrofóbicas, que até já pensam em fazer as malas... resta saber para onde. Um dos últimos alvos da verbe Valente foram os 'liberais' e o 'liberalismo'. Em suma, uma pura perda de tempo, para não dizer uma autêntica caça aos gambuzinos. A questão tal como Vasco Pulido Valente a coloca poderia fazer sentido há umas décadas atrás, poderá ainda fazer sentido em termos académicos abstractos, e muito delimitados, mas há muito que não faz na 'politica real' qualquer sentido. E não faz porque, e isso VPV por mais que uma vez já explicou muito bem, as ideologias, sejam elas quais forem, já não alimentam nem movem seja quem for. A alegada virtualidade do liberalismo que é enquanto 'ideologia' (?) não estar particularmente queimada por nunca ter estado no 'poder' de nada vale. As pessoas não querem teóricos, liberais ou de outra coisa qualquer, querem soluções concretas para problemas concretos, que também são seus. Ora, o drama do liberalismo lusitano neste início de século é que a par da grandiloquência acerca das grandes questões (abstractas) temos a absoluta ausência de um programa realista e tangível. O problema não é pois o 'liberalismo' per se mas o facto de e o eleitorado já não ir, maioritariamente, em cantigas e, muito menos, passar um absoluto cheque em branco. Quando os liberais cá do sítio se cansarem de debater o sexo dos anjos, e passarem da fase de apresentar meras soluções casuísticas e avulsas para isto e para aquilo e se decidirem a apresentar um programa global, e coerente, de governo, para uma ou mais legislaturas, admitindo que se entendem acerca de um, então falamos. Para rematar, seria mais útil, infinitamente mais útil, para liberais mas não só, que se discutisse a sério a arquitectura do nosso sistema político (e administrativo). É por aí que se reformam os partidos e, por via deles, o Estado.
Publicado por Manuel 17:41:00 1 comentários Links para este post
o lenícida
O João Pedro George, no Esplanar, não gostou de uma crónica aqui publicada. Acontece. Só que em vez de a tentar rebater com argumentos fugiu ao debate e veio, e logo ele, com a treta estafada do pretenso anonimato do autor. Um argumento tão profundo, brilhante e eficaz como o daqueles que desvalorizam as suas críticas literárias, ferozes e brilhantes, (de Filomena Mónica a Margarida Rebelo Pinto) com o facto de também ele ser um 'anónimo', desconhecido das livrarias, que nunca assinou nenhum best-seller. Confesso que esperava mais, agora assassinar assim a Lena é que não.
Publicado por Manuel 16:29:00 0 comentários Links para este post
A sério? Como é que ninguém se lembrou disto

"De resto, qualquer pessoa pode casar, independentemente da sua orientação sexual. O Código Civil não proíbe o casamento dos homossexuais, mas sim o casamento entre pessoas do mesmo sexo".
Alexandra Teté, Associação Mulheres em Acção, hoje no Público
Publicado por Carlos 15:58:00 3 comentários Links para este post
Habitação tecnológica

Torre terminada 30 anos após início das obras
A Câmara da Covilhã e o Montepio Geral chegaram a acordo para a recuperação de um edifício de 20 andares, cuja construção nunca foi concluída, anunciou a autarquia.
O edifício é conhecido como Torre de Santo António e é o mais alto da cidade.
Segundo a autarquia, a construção vai ser terminada e destinada ao mercado habitacional.
A autarquia aprovou a intenção revelada pela primeira vez em Setembro de 2005 pelo Montepio Geral, entidade bancária que detém o imóvel.
A Câmara conta receber compensações e taxas num valor de 648 mil euros.
As obras do edifício projectado pelo arquitecto Fernando Pinto de Sousa (pai do primeiro-ministro José Sócrates) começaram no final da década de 70.
No entanto, problemas financeiros da empresa construtora levaram ao abandono dos trabalhos, quando o imóvel estava já em fase de acabamentos.
Desde os anos 80 que vários projectos têm sido anunciados para a Torre de Santo António e a demolição chegou a ser uma hipótese ventilada, mas "segundo a opinião de peritos, o imóvel é suportável do ponto de vista paisagístico nesta encosta da Serra da Estrela", já referiu o presidente da Câmara da Covilhã.
Publicado por Carlos 00:54:00 3 comentários Links para este post
Munições, precisam-se.
Minudências? Questionar o relacionamento dos deputados,- e membros de outros órgãos de soberania-, com os negócios particulares que legalmente alimentam enquanto tal, perante as evidências conhecidas, é uma minudência?!
Questionar a vontade de um deputado em mudar um sistema estabelecido e confirmado na última revisão constitucional, -há pouco mais de seis meses-, é uma minudência?
Fico à espera das questões de fundo...nomeadamente o combate ( ou adesão) à posição daqueles que defendem a perda da autonomia do MP e ainda uma opinião avalizada sobre o equilíbrio dos poderes do Estado.
Faltam opiniões dessas. E não vejo ninguém a perguntar a quem sabe...ou os que sabem, a responder. E no Sine Die, não falta quem saiba!
Publicado por josé 00:01:00 1 comentários Links para este post