Seisvirgulaoitentaetrês

Acompanhei esta manhã a visita do Senhor Ministro da Justiça a um dos centros de reeducação de menores, geridos pelo IRS (...não, é o outro, o Instituto de Reinserção Social).

O Centro conta com modelares instalações, nas quais não faltam piscina e picadeiro e estábulo com vários cavalos, para aulas de equitação. Nele trabalham 31 funcionários administrativos, de todas as categorias, desde director e sub-director a tratador de cavalos. Para além destes 31 administrativos, conta ainda com a indispensável colaboração de 9 professores, médico e até um sacerdote, embora estes últimos não trabalhem ali a tempo integral. Ao todo são mais de 50 (cinquenta) funcionários e prestadores de serviços que, diariamente, ali labutam de forma esforçada, em prol da reinserção social de jovens que, por uma razão ou por outra, se desviaram das normas sociais estabelecidas ou, como dirá o sacerdote, que pecaram.

Um último pormenor: estão internados neste centro 9 (nove) jovens.
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Publicado por Nicodemos 14:49:00  

15 Comments:

  1. Anónimo said...
    Percebido.
    Acho, no entanto, que um só padre a tempo parcial é pouco.
    Luís Bonifácio said...
    E isso é problema?

    Aumenta-se os impostos e está tudo bem!
    Anónimo said...
    Vamos ver se a receita arrecadada no médio prazo vai subir ou descer... sem crescimento da economia (dependente de factores externos), a probabilidade é de descida... E depois? Mais um aumentozito?
    Anónimo said...
    Num se arranja lá um cantinho para mim?!?!

    Hein?!?!?

    quem tem 59 tem 60!
    Anónimo said...
    Quem se deve roer de inveja são os prisionais
    Anónimo said...
    Por Anonymous, a 5:51 PM
    .
    Olhe que não são prisionais.
    São "jovens" em reeducação.
    Anónimo said...
    Pois
    António Torres said...
    Mais uma anedota.
    Daria para rir, se não fosse trágico.
    Adélio Pinho said...
    Se trabalhassem com jovens como os referidos na notícia perceberiam o porquê do número (embora o número de jovens da Instituição devesse ser um pouco maior).
    Eu, que trabalho com alunos de turmas PIEF, não institucionalizados, percebo como é difícil trabalhar com jovens que já traficaram, foram vendidos pela família, repetidamente violados e que tiveram de passar trabalho infantil... E, quando é necessário levá-los a um médico, fazer uma actividade com eles ou, simplesmente, tentar-lhes fazer o BI, sei como tudo é difícil: a tentativa de obter coisas dos jovens, o processo em si e o resultado final...
    Anónimo said...
    Se calhar, o sacerdote é o único que… não ganha um tuste... Costuma ser assim.
    Paulo Pacheco said...
    ó Adelio... e quando ADMINISTRADORES são precisos para lá ir fazer o BI?... tás a perceber o drama? não são os funcionários mais simples ou os técnicos... são OS CHEFES pá!
    Anónimo said...
    espero que tenha transmitido o seu espanto (e já agora a sua sapiência) ao Sr. Ministro, às outras Altas Autoridades e, evidentemente, aos outros calaceiros que lá trabalham... É tão bom ter assim gente iluminada para ensinar os outros...
    Adélio Pinho said...
    Os administradores são, de facto, demais...
    Mas já tentou (como me aconteceu a mim) fazer um BI a um rapaz filho de mão portuguesa, pai italiano e nascido noutro país da UE, cujo único documento legal válido é uma certidão de nascimento desse país da UE, com 17 anos... Ou fazer um BI a um rapaz de etnia cigana que não existe...?
    Pedro Sá said...
    Esses centros, em rigor, nem deveriam existir.

    Cada um é responsável pelos seus actos. O Estado não pode ser baby-sitter de ninguém.

    Se as pessoas tiveram problemas, têm que os saber ultrapassar. Caso pratiquem algum crime, devem ser severamente punidas.
    Adélio Pinho said...
    Não me parece que os números estejam correctos (31 funcionários administrativos, de todas as categorias, desde director e sub-director a tratador de cavalos) pois um tratador de cavalos não é administrativo...
    Quanto ao e-mail anterior, quanto se poupa se se retirar um jovem da rua e da delinquência...?
    Já tive como aluno de PIEF (que, repito, não estão institucionalizados...) um cabecilha de um gang que se dedicava a brincar aos pirómanos, um traficante, um ladrão de carros e uma jovem violada pelo pai antes de ser vendida (com idades entre os 12 e 15 anos). Não será do interesse do Pedro Sá resolver estes problemas antes que eles se avolumem...?

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