PRÓS E CONTRAS

O debate sobre Justiça transmitido ontem no progama Prós e Contras da RTP 1, foi, apesar de tudo, interessante. Alberto Costa, agora um pouco mais por dentro de alguns dos temas relativos ao seu ministério, não conseguiu esconder o seu nervosismo e uma atitude demasiado crispada. Foi possível vislumbrar, na sua intervenção, juntamente com um misto de demagogia e convicção, também uma certa vontade de contrariar o que, timidamente, o PGR ia tentando dizer.

Este, como sempre pouco claro e incisivo, deu a ideia de estar mal no seu papel. Os representantes dos sindicatos perderam-se com questões menores, como a das famigeradas férias judiciais, e falharam uma oportunidade de denunciar abertamente as fragilidades do sistema e as más condições de trabalho nos tribunais. O ex-secretário de Estado Paulo Rangel não esteve mal, mas demasiado defensivo e o José Lamego foi como se lá não estivesse. Salvou-se, quanto a mim, o Prof. Boaventura, com intervenções oportunas e que denotam conhecimento dos problemas.

Estas apreciações permitem-me concluir que, em qualquer modelo em crise, as melhores soluções provêm de quem está de fora, pois tem capacidade para pensar e agir de forma lógica e racional e menos apaixonada.

Um último apontamento: desenganem-se os que pensam que a polémica das férias judiciais foi lançada pelo governo de forma desastrada e pouco habilidosa. Pelo contrário. O tema foi escolhido a dedo e de forma a provocar, necessariamente, as reacções que provocou. As greves de zelo e outras medidas semelhantes, só servirão para dar ainda maior amplitude a essa manobra e fazer perdurar os seus efeitos junto da opinião pública.
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Publicado por Nicodemos 23:37:00  

2 Comments:

  1. Anónimo said...
    Adormeci a ouvir o pGR, porque aquela voz monorcordica, não fez resuscitar o agente da judiciaria.
    O que ouvi antes, leva-me que a teia, formada pelos juizes e advogados, não será desfeita, porque ambos estão bem como estão!
    Os ministros da justiça são uns t´tós e o primeiro ministro não tem competencia para nada fazer. Finalmente a constituição que fizeram è um cobertor que tapa toda esta vergonha. Antes ribunais especiais, ai já sabia como as coisas acabavam...........
    Anónimo said...
    Não é possível que os tribunais só tenham 2 meses de férias. A julgar pelas amostras na plateia e na video conferenca, estão a precisar de pelo menos mais 2 meses para ganhar algum ânimo........

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