A magnificência reformista

Os fogueteiros das reformas deste governo ( e anteriores) , andam numa roda de giroflé, a cantar a excelência das mesmas, em ladainhas laicas de invocações esperançosas. Na Educação, na Saúde, na Habitação, na Justiça, na Administração simplex - é tudo rosas, Senhores!

Daqui a pouco tempo, quando se verificar o logro que outros anunciam, com base na experiência do exemplo alheio, ainda os vamos encontrar a vituperar os reaccionários que nunca acreditam nas maravilhas do estudo atamancado, das medidas mal enjorcadas e das reformas incompetentes e deletérias.

Na Educação, o mal intrínseco ao sistema que redunda sempre em pior formação académica e cultura, vai continuar a agravar-se, com este primeiro-ministro como símbolo máximo do rigor académico independente.

Na Saúde, a sangria dos dinheiros públicos, continuará a alimentar prémios obscenos de produtividade e horas de extraordinário cansaço, para prescrever medicamentos avulsos e exames em barda.

Na Habitação, a construção civil e obras públicas, continuará a ser a principal fonte de corrupção, sem estanque à vista.

Na Justiça, as magníficas reformas legais e institucionais, serão sempre o suporte de cada vez maiores injustiças e na Administração simplex, o logro nem precisa de se anunciar: atingiu já o paroxismo autista.

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Silêncio

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Justiça à portuguesa (II)


As datas tramaram Pinto da Costa. O presidente portista requereu ao Ministério Público (MP) que Paulo Lemos, co-autor do crime de incêndio ao seu escritório, não fosse acusado (pediu a suspensão do processo), no mesmo dia em que aquele mudava as declarações e confessava que afinal agira a mando de Carolina Salgado.

Pinto da Costa também requereu que o MP considerasse ter sido cometido apenas um crime de dano, enquanto os mesmos factos, no caso de Carolina, valeram uma acusação de ofensas corporais graves e outra da prática do crime de incêndio.

As coincidências irritaram Amália Morgado, a então juíza do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (Pinto da Costa não podia saber o que Paulo Lemos ia depor), que além de negar a pretensão do MP participou o caso à Procuradoria-Geral da República


Continua aqui (Correio da Manhã)

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Observatório 2008: sondagens

SONDAGEM NACIONAL NEWSWEEK:

-- Barack Obama 42
-- Hillary Clinton 41
-- Indecisos 17

PRIMÁRIAS:

Virgínia: Obama, 55-Hillary, 37

Maryland: Obama 57-Hillary, 31

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Observatório 2008: campo Clinton a olhar para o passado, Obama a apontar para o futuro

Aqui...



e aqui

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Justiça à portuguesa


O caso das agressões ao ex-vereador Ricardo Bexiga (agredido em Janeiro de 2005, no Porto) foi arquivado. No despacho final, a procuradora Glória Matos, entre outras coisas, declarou:

1. Só dois meses após a agressão é que Bexiga foi chamado para fazer um reconhecimento fotográfico dos agressores

2. A recolha de indícios no local do crime,como impressões digitais, não foi feita

3. Não foi feita uma busca de forma a tentar encontrar a arma do crime (um barrote de madeira)

4. Em resumo, para a magistrada tais diligências teriam sido determinantes para a identificação dos agressores

O Sindicato dos Magistrados do MP já veio dizer que a culpa não foi do Ministério Público do Porto, e que os procuradores não poderiam ser responsabilizados por «eventuais omissões por parte da força policial que compareceu no local da agressão». Leia-se PSP.

Um Sindicato da PSP diz, por sua vez, que esta polícia fez todas as diligências. E que “apenas em Abril de 2005” o processo foi enviado para a PSP para que esta investigasse, sob a orientação do Ministério Público.

Conclusão: a culpa é de Ricardo Bexiga. O homem, apesar de ter levado com um barrote de madeira na testa, e mais uns, como diria o outro, patarrões de força no lombo, deveria ter protegido a cena do crime. Se fosse um cidadão cumpridor, com certeza que levaria no bolso do casaco um frasquinho daquele pó que realça as impressões digitais. Ao mesmo tempo que, no outro bolso do casaco, deveria ter consigo um bloco de apontamento e uma caneta para apontar a marca e a matrícula do carro dos agressores, assim como deveria tirar notas sobre a côr da roupa dos indíviduos. Bexiga também deveria ter um telemóvel com capacidade para tirar fotografias aos agressores. Isto facilitaria o posterior reconhecimento fotográfico.

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Haute Cuisine


Um dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, é, sem dúvida, José Miguel Júdice, o advogado, sócio de capital da PLMJ, por diversas vezes aqui citada, por causa do contrato com o Estado-Galp-Parpública, celebrado quando um dos sócios, Nuno Morais Sarmento, era membro de um governo. Antes disso, sócio de indústria da PLMJ, depois disso sócio de capital de pleno direito ( foi Júdice quem o esclareceu numa entrevista).
Tal contrato, motivou requerimento na AR, formulado ao governo de então por um deputado do PS, António Galamba que ainda lá anda na AR e que apoia o governo de agora. Saberá já, entretanto, a resposta ao solicitado então? Se sabe, não disse a ninguém publicamente. E o que se pretendia saber, era bem simples- quanto é que o Estado pagou efectivamente à sociedade de advogados em causa, por conta do serviço prestado de acompanhamento da privatização da GALP que afinal nunca se realizou? Esperemos, sentados, pela resposta.


Para nos entretermos, entretanto, poderemos sempre ler o que Júdice escreve no Público de hoje, num artigo no espaço público do mesmo jornal que denunciou a situação do contrato referido e que motivou o requerimento de Galamba.
Júdice escreve sobre a grande “calúnia” levantada por José Sá Fernandes, acerca da renda de 500 euros que os onze sócios do Eleven, ficaram obrigados a cumprir, por conta do contrato de propriedade resolúvel que o município de Lisboa celebrou com alguém, no caso uma sociedade de que se conhece um sócio. E apresenta o assunto, com a mesma desenvoltura com que anunciou ao país, a grande vantagem para o Estado, em obter a consulta obrigatória dos três maiores escritórios de advocacia, sempre que negócios de vulto se apresentam.

Os factos em primeiro lugar”, escreve Júdice. Então vamos a eles, segundo a versão indignada do autor:

O então presidente João Soares abriu um concurso público para um restaurante no alto do Parque Eduardo VII, um concorrente ganhou, e assumiu em tal vitória – pois creio que até resultava do tal caderno de encargos do concurso- o compromisso de construir um edifício de qualidade arquitectónica que, no final da concessão de 20 anos, reverte para a câmara.”
E continua Júdice a rebater a “calúnia”:
“ Não soube do resultado de tal concurso. Meses depois, através de um amigo, o meu filho mais velho soube que o accionista que controlava a empresa vencedora do concurso estava interessado em ceder as acções da sociedade, desde que fosse ele- que é arquitecto- a fazer o projecto. Juntei um grupo de amigos dispostos a dar a Lisboa um restaurante de grande qualidade ( e realmente um ano depois de abrir ganhou uma estrela Michelin, ainda hoje a única de Lisboa), que aceitaram investir e correr o risco ( que mais de três anos depois não receberam um euro de resultados, apesar do sucesso financeiro que também felizmente tem tido, pois foi elevado o endividamento para a construção), e comprámos a posição do accionista da sociedade que fora vencedora do concurso. Com isso investimos quase dois milhões de euros num edifício que reverterá para o município no final da concessão.”

Quem ler isto, seguindo o fio de raciocínio de Júdice, publicamente apresentado, mas com reservas de lógica do senso comum, fica indignado com a prosápia de José Sá Fernandes e Teresa Caeiro ( vituperada por Júdice como insinuadora reles de putativa desonestidade), ao apresentarem publicamente as suas perplexidades, com o negócio estampado no edifício do Parque.

Este artigo de Júdice é, parece-me, exemplar da estultícia na argumentação de virgem pudica que sempre apresenta em público, relativamente a fenómenos socialmente disruptivos.
No outro dia na tv, até jurou, como antes o fizera Jorge Coelho que a corrupção é o cancro fatal que mina as sociedades, fazendo coro de fundo com Marinho e Pinto, mas desbastando-no logo a seguir, na forma, apelidando-o de “gordo” com “voz de cana rachada”. Um dos sócios do escritório, o fiscalista Mota de Campos, em tempos, disse em voz alta na tv que não conhecia nenhum caso de corrupção no país e que o assunto era empolado em modo de exagero.

Bem. Sabendo que foi a Câmara de João Soares ( até ao ano de 2001) quem decidiu a construção de um restaurante no local ( inaugurado em 2005), afastando a ideia peregrina de uma Basílica ou outra mais prosaica, de um hotel, prevendo já a ocupação do espaço seguinte pelo Corte Inglês, já temos a história do concurso e do restaurante, contada na primeira pessoa, pelo vencedor do leilão, ocorrido cinco anos atrás:

«Concorri com o projecto de arquitectura, e ganhei», disse então João Correia, aparente ganhador singular, do concurso ganho afinal por uma sociedade .

E terá sido o mesmo quem começou a procurar sócios: «Não apenas pelo financiamento, porque se tratou de um investimento grande, mas especialmente por causa do know-how ; queria alguém que me pudesse ajudar a pôr em funcionamento um grande restaurante».

Desse modo, segundo a notícia linkada, "cruzou-se com a família Júdice, da Quinta das Lágrimas. Diz-nos Miguel Júdice, filho de José Miguel, e administrador do negócio hoteleiro do pai: «Estávamos nessa altura a pensar criar em Lisboa um restaurante gourmet, que fosse também um espaço agradável do ponto de vista do ambiente. E eu andava a ver espaços, vi imensos, quando um amigo me pôs em contacto com o arquitecto João Correia». Quando soube que havia já um concurso da Câmara ganho, apressou-se a ir ver o local com o pai: «Ficámos apaixonados pelo sítio, e fizemos um acordo com o arquitecto João Correia».

Antes porém, já o mesmo arquitecto, ainda nos seus quarentas, declarava que
“Quando elaborei o projecto de arquitectura do restaurante [Eleven, no Alto do Parque Eduardo VII] não pude deixar de lembrar-me da catedral que fora prevista para o local. Havia uma ideia de grandiosidade associada. O esboço que aqui apresento traduz, de alguma maneira, a reacção a esse conceito. E assim, tomando em linha de conta o desafio que me foi lançado, pensei em reconverter o espaço ‘Eleven’ e transformá-lo não numa catedral mas numa simples casa. Naturalmente, esta é uma casa com vistas excepcionais, mas também com preocupação de sustentabilidade e de futuro. Sem fundamentalismos, mesmo porque arquitectura sustentável é sinónimo de conforto e qualidade.”

Assim, perante estas histórias sobre o Eleven, ficam aqui onze perguntas, tantas quantas as referências simbólicas do local de prândia:

O concurso que “João Soares”, em nome da Câmara de Lisboa, abriu, teve publicidade suficiente e apareceram mais concorrentes ao negócio?

Quem eram esses concorrentes, que propostas apresentaram e como é que afinal veio a ganhar uma sociedade, com um sócio conhecido, arquitecto e que depois acaba sócio de mais dez, amigos e conhecidos, perfazendo os onze beneméritos do alto do Parque?

Como se chama a sociedade vencedora do concurso e quantos e quais sócios e que tem?

Como era o caderno de encargos desse concurso público e onde foi publicado?

Quanto e quando é que João Correia ou a sociedade do mesmo, pagou ao município, durante os anos que mediaram entre o concurso e a realização do projecto?

Foram sempre os 500 euros da renda fundiária?

Afinal, quando é que Júdice tomou conhecimento do resultado do concurso: “meses depois” como indica no artigo, ou “anos depois”, como deixa entrever o depoimento de João Correia?

Júdice ou algum associado ao negócio, já conhecia João Correia, antes do concurso?

Quando e como, exactamente, surgiu a ideia “Eleven”?

Foi ideia de João Correia, como deixa entrever na entrevista ao Correio da Manhã?

E se foi, como é que se justifica a história contada por Júdice, acerca da ideia dos Onze magníficos e simbologia associada?

As perguntas poderiam continuar. Afinal, o negócio pode ser transparente, porque houve um concurso e depois um edifício e um restaurante, financiado por onze sócios privados. O terreno, sendo público, paga-se com uma renda, mesmo simbólica, o respectivo uso do direito de superfície num local privilegiado de Lisboa. O imóvel tem propriedade resolúvel, daqui a uma dúzia e meia de anos.
E toda a gente fica a ganhar: o público de Lisboa que fica com mais uma mamarrachito, então já degradado e notoriamente valorizado, como é do mais elementar senso comum; os sócios que entretanto, atingiram a curva serena da estabilidade, enriquecendo a especial sensibilidade de gourmets e, finalmente, o povo em geral, que vai lendo estas histórias de encantar.
Mas faltam pormenores na história. E é nos pormenores que o diabo se esconde. Ou, segundo Júdice, as calúnias.
Portanto, enquanto não forem esclarecidos, as dúvidas continuam- que não as calúnias.
Quanto a estas, mesmo putativas, honni soit qui mal y pense.

Publicado por josé 16:01:00 5 comentários Links para este post  



Observatório 2008: poderá McCain travar a onda dos democratas

Publicado por André 14:51:00 0 comentários Links para este post  



Os beneméritos

Em Janeiro de 2005, nesta loja, dava-se conta do aparecimento do “Eleven (onze em inglês). É o número de sócios, será o número da porta, foi o dia que se estreou só para os amigos, no mês de Novembro (11.º do ano). Os responsáveis querem também que os algarismos se identifiquem com as célebres duas colunas que Keil do Amaral projectou e que simbolizam todo o parque.E quem são os «onze»? José Miguel Júdice, José Bento dos Santos, Américo Amorim, o arquitecto João Correia (responsável pelo projecto do edifício, construído de raiz), Stefano Saviotti, Joachim Koerper ( chefe alemão de 51 anos, duas estrelas Michelin no seu restaurante Girasol, em Alicante), o banqueiro João Rendeiro e os empresários Nabil Aouad, José Marques da Silva, Hipólito Pires e Tiago Câmara Pestana.«É bastante exagerado falar de milionários. É antes um grupo de amigos interessados em gastronomia», esclarece Miguel Júdice (filho do actual [ então, em 2005] bastonário da Ordem dos Advogados). «Depois da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, tínhamos interesse num projecto de qualidade em Lisboa. Havia este terreno, que a câmara tinha posto a concurso e cuja concessão foi ganha pelo arq. João Correia, e vimos que precisávamos de sócios que nos ajudassem no investimento».

Depois da Quinta das Lágrimas e não só. Também há que referir o hotel Vila Monte no Algarve e o restaurante Terreiro do Paço, em Lisboa.

Conforme escrevia a Sábado, em 21 Janeiro 2005 ( de onde saiu a foto, cujo clique a aumenta), “Júdice foi o pivot do negócio no qual os 11 investiram mais de dois milhões de euros. Todos os sócios têm 9% do restaurante. Só o cozinheiro Joachim Koerper detém 10%".

O terreno pertence à Câmara Municipal de Lisboa, para quem reverterá ao fim de 20 anos de celebrações prandiais. Por enquanto, e segundo revelações recentes, os 11 magníficos pagam de renda, à mesma Câmara, a quantia de…500 euros por mês. Pelo terreno, onde foi implantado o edifício.
Uma espécie de contraprestação pelo uso do direito de superfície…onde está construído o edifício, de propriedade imobiliária, resolúvel...

Há quem garanta, ainda hoje, que a obra foi de benemerência e que a Câmara e a cidade só ficaram a ganhar. E ninguém se riu.


Publicado por josé 23:19:00 3 comentários Links para este post  



Observatório 2008: empate absoluta na corrida democrata

Sondagem RASMUSSEN REPORTS:

-- Hillary Clinton 44
-- Barack Obama 44

-- Indecisos 12

Publicado por André 20:03:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Mitt Romney desiste



Já era um dado adquirido, agora foi mesmo a confirmação oficial: John McCain será mesmo o candidato republicano.

Mitt Romney, que era segundo, desistiu esta tarde.

Publicado por André 20:00:00 0 comentários Links para este post  



R de RIGOR 'Técnico'

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Publicado por Manuel 17:37:00 2 comentários Links para este post  



H de Hipocrisia

Meio mundo finge-se chocado com as declarações deste fim de semana de Alípio Tibúrcio, director nacional da Polícia Judiciária. De Santana, que ficou surpreendido, a Cavaco que acha que 'não deve comentar publicamente' o assunto, até ao PS, que as acha infelizes, passando por esse referencial do regime que é Jorge Coelho. Pura pulhice. Não porque as declarações não mereçam reparo, mas porque em tempo útil (I e II e III) estiveram todos muito convenientemente calados. Poucos ou quase nenhuns se indignaram com a exploração mediática e política, poucos ou nenhuns se indignaram - à época - com o nacionalismo patrioteiro que uns tantos deixaram passar, antes o alimentaram. Agora, quando o director nacional mostra (tardiamente) que ainda lhe resta um mínimo de lucidez, e bom senso, andam todos aos pulos.

Comentam não a essência das declarações, mas o facto daquelas terem sido feitas. No fundo, para eles, o problema só passou a existir, porque Alípio falou nele, Não falasse¸e coitadinhos, não se tinha passado nada. Sim, é verdade que a forma como a investigação ao MaddieGATE tem decorrido revelou muitas e enormes fragilidades no nosso sistema judicial e policial, mas reduzir todos esses problemas às declarações de Alípio Tibúrcio é simplista, pífio e hipócrita. E é precisamente isso que está a ser feito. E depois todas as patacas têm duas faces - para eles deixarem cair Alípio, Pinto Monteiro tem que cair também... Não perceberam ? Não faz mal, o futuro encarregar-se-á de lhes fazer um desenho...

Publicado por Manuel 15:24:00 1 comentários Links para este post  



Os pecados velhos deixam grandes sombras

"Se pega a moda de ir vasculhar o passado pessoal e profissional dos políticos antes de o serem"... escreve o núncio habitual na sua causa própria de defesa de lugar de eleição.
Mas está enganado. Redondamente enganado. A defesa à outrance, por vezes tem destas coisas: obnubila a atenção.
Os factos agora em causa, nestas recentes trapalhadas com José Sócrates, ocorreram na altura em que ele era já responsável político, na distrital do PS de Castelo Branco. Não são do tempo da infância, nem sequer da idade adulta em prolongamento da adolescência. Mas que parecem, lá isso, parecem...

Publicado por josé 12:18:00 0 comentários Links para este post  



Fim de dia

Publicado por Carlos 18:25:00 3 comentários Links para este post  



Polícias e ministros

Segundo a Sic-online:

O ministro da Justiça manifestou hoje confiança no director-nacional da PJ, que se envolveu em polémica na semana passada por ter declarado que houve "precipitação" ao atribuir o estatuto de arguido ao casal McCann. "O facto de o director nacional da PJ continuar em funções significa tudo o que penso sobre esssa matéria", disse hoje Alberto Costa ao ser questionado sobre as declarações do director-nacional da Judiciária, Alípio Ribeiro.
Pelo que se lê, o ministro da Justiça, subscreve as declarações do director nacional da PJ. Este criticou, em certo modo ( já em baixo escrevi sobre o assunto para dizer que não foi uma crítica contundente, mas apenas uma observação contextual), a decisão da própria polícia em constituir como arguidos, os McCann.
O problema agora, surge assim:
O ministro da Justiça está em sintonia com o director da PJ. Porém, o ministro da Justiça não sabe nem pode saber o que se passa no processo de Maddie. O director da PJ, pode e deve saber e não pode dizer ao ministro da Justiça o que sabe.
Como é que o ministro da Justiça pode então subscrever a apoiar as declarações do director da PJ se não sabe do que está exactamente a falar? Julgará o ministro da Justiça que é assim a modos de um garante da independência da polícia e seu tutor no governo?
Mais ainda:
Sendo positivo que um ministro da Justiça esteja em sintonia de princípos, com o director da principal polícia de investigação de um país, tanto mais que depende da sua tutela, como é que se pode assegurar uma independência verdadeira, relativamente a um qualquer Governo, de uma polícia cujo director não é independente, nem sequer da amizade pessoal? E se se der o caso de um governo, mormente até o próprio ministério da Justiça, poder ser alvo de um Inquérito em que a polícia tenha que intervir, como é que se vai manter a independência real e a isenção aparente?
Como é que se vai manter essa sintonia de princípios, um dia que o Governo vá à sua vida democrática que é a de ser substituido? Substitui-se o director da polícia, como tem acontecido, algumas vezes com o fragor da queda de recentes direcções?
Este problema, só tem uma solução, de resto já aventada algures, por alguém:
O director da PJ deveria ser escolhido no Parlamento, pelos representantes do povo.

Publicado por josé 14:36:00 2 comentários Links para este post  



P de Prada

O José, abaixo, chama a atenção para uma prosa extra-terrestre do Mário Crespo, que relativiza o 'passado' profissional do 'engenheiro' faxeado José Sócrates. O raciocínio colorido de Crespo não é novo e pode ser encontrado - levado ao extremo - aqui, defendido arduamente pelas floribelas blogueiras do regime... Acontece que passa ao lado do essencial da questão.

É que ao mesmo tempo que as práticas imputadas a Sócrates eram praticadas ministro após ministro de Cavaco era crucificado, no bom velho Indy, por questões muitas vezes bem mais menores, para gáudio da oposição, onde Sócrates começava a ser uma estrela em ascenção. Não consta que à época Sócrates tenha criticado os 'excessos' do Independente. Só isto chega(va) para se falar - sem dó nem piedade - de refinada hipocrisia.

Dito isto, a verdadeira questão é outra, bem mais grave, e - essa sim - revela a indigência profunda - do regime. Sócrates, o mesmo que ao El Pais, qual parolo novo rico, proclamou ao mundo o seu carinho por calçado Prada - o único que os seus pézinhos toleram - profissionalmente o melhor que tem a apresentar é uma mão cheia de mamarachos, dignos de demolição imediata por ferirem a vista. Obviamente que a culpa não é dele, é de um regime, e de um sistema, que forma 'engenheiros' que o melhor que sabem fazer é '(d)aquilo'.

Para terminar, àqueles que digam que Sócrates fez o melhor que podia e sabia, e a mais não era obrigado, eu digo apenas - também a indústria portuguesa de calçado faz o melhor que pode e sabe e... Sócrates só quer calçar Prada... Se ele só quer o 'melhor', porque havemos nós de nos contentar com menos ?

Publicado por Manuel 12:20:00 11 comentários Links para este post  



O relativismo do desvalor

O que segue, é de Mário Crespo, numa crónica do JN:

“O que era legítimo e aceitável fazer-se na altura seria impensável hoje. Por isto acho imoral estar-se a fazer juízos em 2008 e a procurar consequências políticas de comportamentos absolutamente generalizados há um quarto de século. Tanto mais que, pelo que li até agora, esses comportamentos não configuraram qualquer espécie de ilícito criminal. Eram tempos diferentes com leis diferentes e práticas diferentes.”

“Claro que é engraçado este jornalismo de ASAE numa eterna busca de um Watergate com migas à moda da Guarda. É engraçado mas não tem piada. Por tudo isto começam a repugnar-me estes autos de fé ruidosos, deslocados no tempo, cruéis e sobretudo inconsequentes.”

Se há jornalista que ultimamente tem dado destaque noticioso e televisivo a determinados “autos de fé” , apresentados por ele mesmo na praça pública televisiva, onde aplica sambenitos , devidamente credenciados de interesse público, a quem quer que apareça citado por Marinho e Pinto, Saldanha Sanches ou Maria José Morgado, é precisamente Mário Crespo.

Pegar nesta quase tragi-comédia do modo se ser português, avençando a qualidade do desenrasca como um valor intrínseco e a chico-espertice como modo de ser normal, é repescar as aventuras de Tintin e a figura do Oliveira da Figueira, agravada pela pinderiquice de um primeiro-ministro que não se enxerga.

Salientar, ainda por cima erradamente, que as leis são diferentes e os costumes mudaram é, além do mais, não entender o país em que se vive e perpetuar o desvalor de actos, ética e legalmente errados. Em duas palavras: relativismo suspeito.

Publicado por josé 11:31:00 1 comentários Links para este post  



P.e António Vieira

Nos anos setenta, em Portugal, o sistema educativo, na disciplina de Português, tinha um livro de leituras, chamado Selecta Literária, para o então 2º ciclo ( abrangendo os actuais 8ºe 9º anos) e que se intitulava Alma Pátria-Pátria Alma.
O livro, era da autoria de dois professores de Liceu; um de Lisboa, outro de Coimbra. Permitia a alunos ainda na prè-adolescência, a leitura de textos clássicos da nossa literatura. E hoje? Entre a play-station e os programas musicados da Hanna Montana, o que resta para ensinar aos miúdos de hoje, a língua e cultura portuguesas de sempre?

As leituras abrangiam diversos textos do séc. XV até aos autores contemporâneos ( Miguel Torga e António Gedeão).

Sobre o P.e António Vieira, cujo nascimento ocorreu há 400 anos, a Selecta, tinha 9 páginas de textos. Assim:


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A caminho da Super Terça-Feira: Maria Shriver é apoio de peso para Barack Obama na California

Maria Shriver é a «primeira dama» do maior estado dos EUA e é, também, sobrinha de John Kennedy (filha de Eunice Kennedy, a criadora dos «SpecialOlympics)

... o marido, Arnold Schwarzenegger, está com John McCain

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A caminho da Super Terça-Feira: Obama ultrapassa Hillary

Pela primeira vez em quase dois anos de sondagens já feitas no campo democrata, Barack Obama está à frente a nível nacional, ultrapassando Hillary Clinton, que há cerca de um mês tinha quase 20 pontos de avanço.

CNN
-- Barack Obama 49
-- Hillary Clinton 46
-- Indecisos 7
(dados recolhidos entre 2 e 3 de Fevereiro)

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A caminho da Super Terça-Feira: Obama antecipa a grande noite das primárias

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A caminho da Super Terça-Feira: as ideias de Hillary

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E porque é Carnaval

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O dia de Dóris

Já foi notícia, ontem, no Correio da Manhã. Com o título garrafal: "Fui censurada pelo Expresso".

No desenvolvimento da notícia, ficava a saber-se que a crítica literária Dóris Graça Dias, acusava o Expresso e o seu director, Henrique Monteiro, de lhe censurar um artigo, a publicar pela revisa Actual, sobre o magnum opus de Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores.
A história não é entusiástica, mas permite aquilatar uma coisa simples: o director do Expresso, Henrique Monteiro, não gostou da crítica e não deixou publicar. Censura? Claro. Amigos, são para as ocasiões.
Aliás, quem é a Dóris, para criticar e escrever mal, sobre um romance histórico, com a autoridade literária já suficientemente encomiada, por Vasco Pulido Valente?

Hoje, o jornal 24 Horas, comuma edição superior à do Público, publica uma página sobre o assunto. Vejamos então, as razões, concretas, com a publicação do texto intitulado A Redacção, e ainda a reacção do visado, o sempre emproado Sousa Tavares, auto-proclamado "escritor" de romances históricos.
A crítica, acha que os redactores das Selecções do Reader´s Digest, escrevem melhor. Basta fazer clique nas imagens, para ampliar e ler.




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A inquisição dos media

Alípio Ribeiro, director nacional da PJ, em declarações ao programa Diga lá Excelência, ( RR e Público), comentou o caso "Maddie", pendente de Inquérito dirigido pelo MP e disse algo que não é constume ouvir em autoridades policiais ou judiciárias: que houve uma certa precipitação, em constituir o casal, como arguidos, no processo.
Esclareceu até que "com a experiência que tenho como magistrado do MP, acho que talvez devesse ter tido outra avaliação".
Marcelo Rebelo de Sousa que agora também comenta estas coisas dos Inquéritos e da acção penal de investigação, considerou ontem que estas declarações são "gravíssimas e mataram a investigação da PJ". Bem gostaria de saber porquê, mas o comentador não explicou mais. Desobrigou-se de tal incumbência, apoiando-se no habitual argumentum baculinum que deriva naturalmente da sua qualidade de professor de Direito Constitucional e Ciência política, além, claro, da de jornalista. E assim acabou por debitar mais um disparate. A meu ver, grave, também.
A declaração do director nacional da PJ, porém, encerra mais do que uma crítica directa aos magistrados que decidiram constituir arguidos aqueles então suspeitos, por motivos conhecidos amplamente na comunicação social: vestígios biológicos encontrados na mala do carro em que se faziam transportar e outros que se desconhecem ao todo A este propósito, o presidente do Sindicato do MP, já veio criticar também, a facilidade em certas autoridades públicas se pronunciarem sobre casos pendentes ( esquecendo-se da obrigação de informação que este caso singular a torna obrigatória, até nos termos legais).
Não obstante, será preciso lembrar que o casal foi constituido arguido, numa altura em que o novo Código de Processo Penal já estava em vigor e determina a melhor ponderação acerca de quem deva ser constituido como tal. É aliás, uma das inovações positivas da reforma penal.
Mas ao mesmo tempo, é uma arma de dois gumes. Um suspeito pode não ser constituido arguido se não houver indícios relevantes para tal, por ainda serem desconhecidos, mas se o fosse, permitir-se-ia, com esse estatuto, uma melhor defesa dos seus interesses. Basta lembrar que um arguido pode calar-se ou até mentir e noutra qualidade, mormente testemunha, tem de dizer a verdade, sob pena de falsas declarações; se o não quiser fazer, terá de pedir precisamente a constituição como arguido, no próprio acto.
Na ponderação desses dois factores- melhor defesa e possibilidade de uma maior pressão sobre os suspeitos, acerca de factos eventualmente comprometedores- que deve fazer o MP?
Parece óbvio: é sempre preferível, no campo dos princípios gerais, mesmo em detrimento da eficácia da investigação, a constituição como arguido.
Sendo certo que isso comporta uma carga negativa, ampliada desproporcionadamente, neste caso, pelos media, o dilema foi resolvido, neste caso de um modo que o próprio director nacional da PJ, em tempos e a propósito deste caso referiu: os indícios sempre foram quase nulos e a PJ e entidades de investigação, andaram quase sempre com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Mas reconhecer isso, abertamente, causa dano à imagem da polícia. Mas não causa dano nenhum à Verdade. E agora é que se nota, como isso é evidente.
Alípio Ribeiro, aliás, acaba de reconhecer isso mesmo, implicitamente, mais uma vez.
É pena que os media não tenham sabido interpretar as declarações sempre cautelosas do director nacional da PJ e tenham aberto uma caça aos arguidos, com laivos de inquisição.
Não leram o Nome da Rosa, do Umberto Eco...

ADITAMENTO, às 18h 50m:

Entretanto, o presidente da Associação sindical dos juízes, assobia para o lado, como se o interrogatório judicial para aplicação de medidas de coacção, evitasse aos juízes de instrução, terem de se pronunciar sobre os indícios acerca da qualidade de arguidos...
Mera burocracia, segundo António Martins.

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A caminho da Super Terça-Feira: será que Barack vai lá chegar?

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Observatório 2008: Obama à frente na California!

Há pouco mais de uma semana, Hillary Clinton tinha entre 20 a 30 pontos de avanço no maior estado americano, o principal dos 22 que vão a votos no lado democrata na Super Terça-Feira.

Mas Obama, nesta recta final decisiva antes do dia mais importante das primárias, está a provar que é um animal de campanha e ganha, dia após dia, muitos pontos percentuais: já está à frente na Califórnia, lidera de forma esmagadora no Illinois e perspectiva-se que vença os estados do Sul.

Vejamos:

CALIFORNIA
-- Obama 45
-- Hillary 41
(Reuters/Zogby)

ILLINOIS
-- Obama 60
-- Hillary 24
(Rasmussen Reports)

NOVA IORQUE
-- Hillary 51
-- Obama 30
(Reuters/Zogby)

NOVA JÉRSIA
-- Hillary 43
-- Obama 42
(Reuters/Zogby)


Do lado republicano, não há grande assunto: John McCain vai ganhar os principais estados, com larga margem. Romney poderá obter um ou outro estado menor.

Publicado por André 00:56:00 0 comentários Links para este post  



Ser e parecer

Paulo Otero, o prestimoso jurisconsulto catedrático que cedeu graciosamente o seu parecer ao primeiro-ministro, nesta provação, por causa das calúnias do Público, defendendo que a acumulação das funções de deputado, com as de engenheiro técnico camarário, é perfeitamente possível e legal, é o mesmo que defendeu recentemente, em parecer pedido pelo governo, que :

"A opção do legislador de incluir os juízes no conceito de "trabalhadores que exercem funções públicas" é "constitucionalmente admissível", considera Paulo Otero, professor catedrático de Direito Constitucional, num parecer sobre a possibilidade de aplicação aos magistrados judiciais do diploma relativo ao regime de vínculos, carreiras e remunerações da função pública.
Para Paulo Otero, os magistrados judiciais, "ao invés de todos os restantes titulares de órgãos de soberania, são dotados de um estatuto constitucional que os faz exercer tais funções a título profissional, razão pela qual nunca podem deixar de ser tratados como ‘trabalhadores que exercem funções públicas’.

A ética destes universitários, é esta que se pode ver.

Paulo Otero, aliás, é um dos especialistas regularmente convocado pelo Governo para "dar" pareceres sobre algumas matérias que dantes eram da competência dos gabinetes jurídicos e de assessoria dos mesmos governos e/ou de outras entidades como o Conselho Consultivo do MP.
Por exemplo, logo em Setembro de 2005, o ministro da Administração Interna, quis saber se os militares poderiam convocar manifestações. Em 100 páginas, o catedrático, informou o Governo do seu superior entendimento sobre a matéria. Neste caso, um modesto cidadão, contrapôs ao subido professor uma opinião arrasadora, mas ... no pasa nada. Aí o temos novamente, a defender sempre garbosamente, a dama do Governo!

Seria interessante, agora que o acesso aos documentos administrativos do governo sobre esta "parecerística" encomendada, parece indiscutível, saber quanto é que o Estado- Governo-Administração, paga a estas pessoas, para lhes dizer o que o mesmo Governo supostamente já deveria saber, directa ou indirectamente, nos próprios ministérios que comandam.

Publicado por josé 22:47:00 0 comentários Links para este post  



A caminho da Super Terça-Feira: Michelle Obama fala sobre a questão racial

Publicado por André 00:40:00 1 comentários Links para este post