As memórias selectivas

Silva Lopes, o economista, próximo do PS que está no Montepio, fala agora na Sic-Notícias, sobre a...corrupção. Também ele, Silva Lopes, acha que por cá...no pasa nada. Comparando com Espanha, por exemplo e que o mesmo assegura, ter menos corrupção que por cá, não há prisões. Lá, vai havendo.

E cita então os casos recentes que aconteceram em Portugal, - supõe-se que por causa da banca - e que Silva Lopes acha que se fosse nos USA, já tinha havido prisões.

Silva Lopes, Silva Lopes, tem a memória curta. Aquando daquele caso muito curioso do fax de Macau, com julgamento e tudo, e por causa daquele livro muitíssimo curioso sobre o PS desconhecido ( e que Silva Lopes deve conhecer um pouco mais que o comum dos mortais), nunca o ouvimos falar. No pasa nada de nada.

Enfim.

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Pérolas do Marinho

O bastonário Marinho e Pinto, acabou há momentos a sua entrevista a Judite de Sousa, na RTP1.
Algumas passagens, quase ipsis verbis, mas de sentido exacto, tendo presente o sentido da liberdade de expressão, para Marinho e Pinto:" não é o direito de estar calado, ou de elogiar; é sobretudo o direito de denunciar."

" Pessoas que sairam há duas décadas e até um pouco mais das suas terras, sem meios de fortuna, e agora ostentam grandes meios financeiros". Esta, é tão directa que até dói. Foi ministro e avisou, jubiloso, que o era, quando o foi...
Mesmo assim, Marinho assegurou durante a entrevista que não ia dizer nomes, nem fazer denúncias criminais, porque isso não lhe compete a ele, mas sim ao MP e às polícias.
Sobre estas entidades, não poupa nas palavras:

"A minha denúncia foi política. O MP é o principal responsável pelo arquivamento dos processos. Não tenho em meu poder elementos que possam ser úteis á investigação."

"O MP em Portugal, faz muito espectáculo para a comunicação social. E a PJ também. O MP não faz a perseguição de crimes que deveria fazer. As cadeias estão cheias de pobres....a PJ está em roda livre. Depende mais do governo ( que nomeia as chefias) do que do MP. E a lei diz que depende funcionalmente do MP, portante em relação a quem tem a titularidade da acção penal. "

"A PJ é que faz a hierarquização dos crimes".

Em relação aos grandes negócios do Estado, diz Marinho e Pinto:

" Há contas na Suíça de ministros que depois, afinal, são de familiares"...
" O Secretário de Estado que saiu agora [ Amaral Tomás], diz que há fraude fiscal nos grandes grupos económicos."


Finalmente, para compor o ramalhete, Marinho e Pinto, estraga a pintura toda, ao falar sobre o processo Casa Pia. Para Marinho e Pinto esse processo é a prova de uma cabala, de uma conjura, em que apresenta o antigo director da PJ, o juiz Adelino Salvado ( um dos que interveio no caso das FP 25, é bom lembrar, mas que Marinho não cita, porque "não cita nomes"), como a prova última cabala por causa das escutas telefónicas publicadas em que o mesmo falava abertamente com um jornalista do Correio da Manhã. Marinho e Pinto, acha que o processo Casa Pia serviu para "esfrangalhar o PS".
E aponta como é que se descobriu a cabala ( palavra que não usou, mas abusou intencional e objectivamente): "E depois veio a saber-se como é que estas coisas vieram para os jornais, com as gravações do antigo director da PJ".

Marinho e Pinto, saberá o que diz, sobre isto? Lembra-se exactamente do que foram as tais conversetas telefónicas do juiz Salvado, sobre o assunto? Recorda-se da matéria totalmente inócua a esse propósito e que nem sequer constituiam qualquer violação do segredo de justiça?

Marinho e Pinto, sobre o processo Casa Pia devia estar calado, porque fala do que aparentemente nem quer saber. Sabe apenas que serviu para "esfrangalhar o PS". Para dizer isso, já há gente a mais, a começar pela Ana Gomes e acabar naqueles que fizeram a reforma das leis penais. Gente interessada e despeitada pela alteração do equilíbrio político-partidário e que nunca perdoou a quem agiu profissionalmente e com a honra do dever a cumprir, sem dar atenção aos poderes que estavam ou que viriam a estar: Souto Moura.
Se as declarações de Marinho e Pinto, sobre a corrupção, assentam nas mesmas bases com que se pronuncia sobre o processo Casa Pia, pode muito bem dar uma volta ao bilhar grande.
Bugiar, é o termo corrente, porque a credibilidade que merece, assente no conhecimento da realidade, aproxima-se do zero.

Ora bolas, Marinho e Pinto.

Publicado por josé 21:41:00 14 comentários Links para este post  



Ubu no governo




Segundo alguns lugares de opinião, cada vez mais retumbante, o novo ministro da Cultura, não deveria ser este José António Pinto Ribeiro, advogado dos Fedorentos, sócio de uma associação cujo únido sócio conhecido é ele mesmo, crítico contundente dos tempos de Souto Moura na PGR e curador da colecção Berardo, mas sim um outro, também Pinto Ribeiro de apelido, mas António de nome e cujo perfil se adequaria muito melhor ao cargo em causa.

De acordo com indícios apontados, tudo se teria ficado a dever a equívocos nos telefonemas e confirmações...

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Observatório 2008: Caroline Kennedy explica apoio a Obama

Publicado por André 14:29:00 1 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Giuliani apoia McCain

Publicado por André 14:28:00 0 comentários Links para este post  



O paradoxo

"A promoção da igualdade (ou a luta contra as desigualdades) continua a ser o principal critério de diferenciação da esquerda face à direita."- Vital Moreira, no blog Causa Nossa.

Para não ir mais longe, fico por aqui:

Segundo um estudo publicado pelo INE, em Portugal os 10% mais ricos da população recebem mais rendimento do que 50% da população. E nos últimos anos esta situação agravou-se. Segundo o Eurostat, entre 2001 e 2004, o número de vezes que o rendimento dos 20% mais ricos da população é superior ao dos 20% mais pobres aumentou, em Portugal, de 6,5 para 7,2 (portanto + 0,7), enquanto a média dos 25 países da União Europeia cresceu de 4,5 para 4,8 (portanto +0,3). Como consequência, a desigualdade na repartição do rendimento no nosso País que já era elevada em 2001 (ano de inicio da crise económica em Portugal), quando a comparamos com a média comunitária, aumentou ainda mais pois a diferença passou de 2 para 2,4.
Nos últimos 1o anos, para não ir mais atrás, com um pequeno interregno de governo atípico, sem definição de género, foi a Esquerda ( a social-democrata a modos de PS, mesmo com pendor Alegre) e à medida de Vital Moreira, quem delineou, executou e implantou políticas em todos os sectores da vida social portuguesa. Temos o que eles quiseram que tivéssemos. Estamos como estamos, cada vez mais atrasados.
Nem assim aprende, o núncio da Esquerda ideologicamente festiva, acabando, na sua lógica enviesada, por dar inteira razão aos seus antigos correligionários do PCP: estas políticas do PS, de há anos a esta parte, só podem ser de direita...apesar das afiermações repetidas em sentido contrário.
Conclusão lógica: a Esquerda não sabe governar, mesmo com políticas de direita.

Publicado por josé 12:44:00 0 comentários Links para este post  



A arte de se governar

"É muito simples: não é possível enriquecer com os actuais salários dos cargos políticos quando exercidos em exclusivo. E muitas funções são, por lei, exclusivas. E, por isso, não se pode médias casas, médios carros, médios barcos, médias férias, um ´trem de vida`médio, com um salário político. Não pode. Ponto. Ora quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores à vida política, ou a família a pagar, ou a mulher ou o homem a ganhar, é outra cosia. E essa coisa não é boa." - José Pacheco Pereira, na sua crónica da revista Sábado de hoje.
Esta evidência enunciada pelo cronista da Sábado, repetida aliás, no programa Quadratura do Círculo, perante os impassíveis colegas de debate, um deles, Jorge Coelho, com experiência larga na política e que resultou em sorte grande, economicamente e segundo reportagem antiga da mesma revista, merece comentários actuais.
O primeiro, é sobre a exclusividade. O vencimento base de um ministro, não chega aos 5 mil euros líquidos, mensais, segundo julgo ( mas pouco passará, se assim não for).
O vencimento de um presidente de autarquia, idem. É certo que estes acumulam, estragando a exclusividade, com a presidência de empresas municipais, mas até um certo limite percentual que aliás não suplanta metade do vencimento base.
Uma boa parte dos ministros dos governos que nos tem calhado em sorte, a acreditar nas delcarações publicamente devidas, entregues nos lugares próprios, é remediada. Média. Não há ministros ricos, em barda. Uma boa maioria deles depende, até, de empregos no Estado, seja no ensino, seja em empresas públicas.
Quase todos, compraram casas com recurso a crédito de habitação. Muitos deles, guardam carteiras modestas, de participações, por acções ou títulos, em empresas privatizadas ou bancos, o que já de si, levanta questões curiososa por haver tanta coincidência nesse interesse comum, em colecção de acções, como se de cromos se tratasse.
Logo, segundo a lógica de JPP e que é a do senso comum, deveríamos todos perguntar-nos como é que será possível, para quem sempre viveu da política mais partidária que pode haver, e sem formação académcia ou profissional de relevo, para além da politiquice, integrar corpos sociais de certas empresas, adquirir bens imobiliários no centro das cidades mais importantes, com valores absolutamente incomportáveis para os rendimentos publicamente auferidos e ainda como é que ainda se apresentam ao público, em eleições ou campanhas para elas, de cara descoberta e sem a mais pequena inquietação visível que alguém, um dia lhes pergunte:
mas como é que compraste esse andar ou essa casa que te custou milhões de euros se nem tinhas um sítio onde cair morto, antes disto? E como é possível teres um (ou mais ) carros de gama superior a cem mil euros, se o teu ordenado, bem contadinho com as despesas pessoais, só te admitiria passe social? Ou ainda, como consegues gozar férias, em lugares de luxo e despesas a condizer?
Estas perguntas prosaicas, podem ser colocadas a várias pessoas que estão, estiveram e continuam a estar, de há alguns anos a esta parte, "na política".
Há respostas para isto, claro. Uma delas, reside na "não exclusividade" e na possibilidade de um político manter participações sociais em empresas de cuja gestão não vê um boi, mas tem sempre lugar em aberto, ou até se cria um de propósito para a fachada.
Depois, há o caso dos professores universitários, um sector de recrutamento obrigatório para funções governativas. Nestes, também não há problema de exclusividades, enquanto exercem a profissão. Uma vez na política, adquirem o estatuto de notáveis e senadores que lhes garante os réditos acrescidos dos parecers garantidos. Basta ver a carteira de títulos e depósitos, dos últimos governantes universitários, para confirmar o fenómeno.
A seguir, há o caso dos deputados-advogados. Não sendo empresários em sentido estrito, acumulam e compatibilizam, por artifício de esperteza legal: o regime de incompatibilidades não se lhes aplica. Ou não estivessem em confortável maioria de influência, na sede do próprio poder legislativo.
Quem parte e reparte e não dá a ganhar com a arte, é posto de parte...

Publicado por josé 11:53:00 0 comentários Links para este post  



A sabedoria de Jorge Coelho

"A corrupção corrói a sociedade."- Jorge Coelho, há momentos, na Quadratura do Círculo, da Sic-Notícias.

Publicado por josé 23:49:00 1 comentários Links para este post  



Observatório 2008: os «endorsments» da Grande Loja


Seguindo uma tradição da imprensa norte-americana, e tal como fizemos há quatro anos ao declarar apoio a John Kerry contra George W. Bush, a Grande Loja do Queijo Limiano assume, hoje, os endorsments nos dois campos em disputa na corrida presidencial nos EUA.

Trata-se de uma tomada de posição que entendemos ser vantajosa — a partir de agora, e até à eleição geral de 4 de Novembro, quem nos ler saberá quem consideramos serem os candidatos mais adequados para exercer o lugar mais desejado da política mundial.

Quando, lá para Abril ou Maio (ou talvez ainda mais tarde...) se confirmarem os nomeados, faremos, também, uma declaração de apoio por um dos dois campos.

E, então, as escolhas da Grande Loja são...

Barack Obama no campo democrata
John McCain pelo lado republicano

3 razões para apoiar Obama:


— está a conduzir uma das campanhas mais estimulantes e inspiradoras da história americana. A «mudança geracional» e o espírito de «transformação pela positiva» que corporiza tem mobilizado milhões de americanos, de todas as raças, idades e estratos sociais. É, nesse aspecto, o candidato mais capaz de unir e «reconciliar» a América

— transmite uma imagem de verdade e «boas vibrações». Depois de anos de tensões e crispações na política americana, a eleição de Obama poderá constituir uma espécie de «lua de mel» para a América — até mesmo nas suas relações com o resto do Mundo

— se ganhar, olhará não só para a Europa e para o Médio-Oriente, como têm feito todos os Presidentes americanos (e como fará Hillary) e passará a lançar novas pontes para pólos emergentes como a China, a Índia, outros pontos na Ásia e, claro, África. Nesse sentido, Obama é o «candidato do futuro»


3 razões para apoiar McCain:

— é um político com uma carreira longa e respeitada, um maratonista de enorme resistência, que não vai atrás do «politicamente correcto» e já provou que não se assusta com a linha mais dura do Partido Republicano

— se for ele o nomeado, garantirá um duelo aceso, renhido, mas elevado com o nomeado democrata. Qualquer outra escolha do lado republicano implicaria uma vitória antecipada de Hillary ou Obama

— tem ideias válidas para a América e não as esconde. Quem votar nele sabe aquilo com que pode contar

Publicado por André 19:50:00 2 comentários Links para este post  



É preciso ter galo!




Região Bairradina

Publicado por Carlos 19:28:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: o discurso de vitória de John McCain

Publicado por André 18:16:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008: a situação dos delegados

CONTAGEM
DOS DELEGADOS

DEMOCRATAS
(2025
chegam para a nomeação)

— Barack Obama 63
-- Hillary Clinton 48
-- John Edwards 26

REPUBLICANOS
(1191
para garantir a nomeação)

-- John McCain 95
-- Mitt Romney 67
— Mike Huckabee 26
— Ron Paul 6
— Rudy Giuliani 1

-- Rudy Giuliani deverá desistir em breve e apoiar John McCain

-- John Edwards desistiu hoje, mas mantém a dúvida sobre quem apoiará. Tendo em conta o seu discurso «anti-Washington», o mais provável é que apoie Obama. Mas também pode manter os seus 26 delegados até à Convenção: serão relevantes?

(os ENDORSMENTS da Grande Loja e comentário aprofundado das primárias mais ao final do dia...)

Publicado por André 18:12:00 0 comentários Links para este post  



As ruas da amargura andam cheias de vergonha.

Já é a segunda citação, hoje. É com gosto que o faço e desgosto que leio o que nele se contém.
Para além de escrito com arte de mestre, diz o que é preciso, este postal, tirado do lança-chamas:


A nova ministra da saúde vem recheada das melhores recomendações. Arguida num processo do Tribunal de Contas por descaminho de milhões do erário público, é, de facto, um pergaminho enaltecedor. Fala por si. E vale, no mínimo, dois ou três MBAs, daqueles extraídos de brinde na Farinha Amparo.
Num país normal, haveria um resquício de pudor a recomendar alguma sobriedade e contenção nestas trampolinices. Mas num país maravilhoso, como o nosso, a arrogância descarada de quem desgoverna até permite cortejos grotescos destes. E o país inteiro estaca, embasbacado, diante do espectáculo gratuito do desmazelo aos pinotes, rua abaixo, com o indecoro às cavalitas.
De facto, num país sério, um ministro indiciado, automaticamente, e por uma questão básica de ética, demite-se. Aqui, um político indiciado, além de indemnizado, sobe a ministro. Eis um regime de patas para o ar - uma república, mais que de bananas, de pantanas!
É mesmo caso para dizer, paraglosando o Camões: mudam-se os tempos, mudam-se os "à vontades". Agora, à mulher de César não basta parecer uma rameira: faz questão de exibir-se no Coliseu toda ataviada!

Publicado por josé 15:21:00 2 comentários Links para este post  



Observatório 2008: McCain vence na Florida

Resultados finais das primárias na Florida:

REPUBLICANOS:
-- John McCain 36% (693 mil votos, 57 delegados)
-- Mitt Romney 32% (599 mil votos)
-- Rudy Giuliani 15% (282 mil)
-- Mike Huckabee 14% (260 mil)
-- Ron Paul 3% (62 mil)
-- Fred Thompson 1% (22 mil)
-- Duncan Hunter 0% (2 mil)


DEMOCRATAS:
-- Hillary Clinton 50% (857 mil votos, 0 delegados)*
-- Barack Obama 33% (569 mil votos)
-- John Edwards 14% (249 mil)
-- Dennis Kucinich 1% (10 mil)
* as primárias dos democratas não serão válidas para a Convenção de Denver, dado que o Comité Nacional puniu o estado da Florida pela antecipação eleitoral

(comentário aprofundado e ENDORSMENTS da Grande Loja, mais ao final do dia...)

Publicado por André 14:28:00 0 comentários Links para este post  



A quadratura de um círculo

Um comentário em modo de lança-chamas, sobre a condenação do pobre ManLong a 27 anos de cárcere, por corrupção e actividades afins:
Ora bem, corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e riqueza injustificada (sobretudo esta) são actividades perfeitamente lícitas no nosso país. Como eram em Macau, quando este território ultramarino se submetia à administração portuguesa.Visivelmente, (desconheço em que grau) são agora, sob autoridade chinesa, actividades criminosas e condenáveis. Mas o Ao Man Long, coitado, é que não devia ser assim penalizado. Man Long praticou a corrupção, o branqueamento de capitais, o abuso de poder e a ostentação de riqueza injustificada numa tempo em que tudo isto, mais que justificado, era perfeitamente legal e promovido pelo Estado. Man Long estava a ser um funcionário exemplar, um responsável impoluto, um governante exímio. Mesmo que Man Long já tenha exercido exclusivamente no tempo da administração chinesa, o que é certo é que aprendeu e estudou no período português. Sabemos como a formação é determinante nestas coisas.
Não se admite uma inversão tão descabelada de valores. Man Long deitou-se com a civilização e acordou no no meio da barbárie.
Com arbitrariedades intempestivas destas, o que poderão pensar os nossos coelhistas e outros aparelhistas do PS, os comendadores da melancia, as afundações Oriente, os Stanley-Ho-ho-hos, em suma, o Dr. Mário Soares, decano da Mama e Pai adoptivo da Democracia?
Dirão que ainda não chegámos à Madeira, quanto mais à China. O Marinho que se cuide.
Logo, na quadratura do Círculo da Sic-Notícias, o orientalizado Jorge Coelho, devia comentar estas coisas. Falar do caso da mala do Vitorino e outras ainda mais, como por exemplo aquela de um governante, ter entrado no gabinete de um juiz, para lhe dizer bom dia e depois acabou em ministro, por duas vezes.

Publicado por josé 12:25:00 1 comentários Links para este post  



Não se assustem rapazes... é na China...

O Tribunal de Última Instância de Macau condenou esta quarta-feira o antigo governante Ao Man Long a 27 anos de cadeia por crimes de corrupção, branqueamento de capitais, abuso de poder e riqueza injustificada, escreve a Lusa. O antigo secretário para as Obras Públicas do Governo de Macau foi ainda condenado a uma multa de 240 mil patacas (mais de 20 mil euros).

Publicado por Manuel 11:25:00 1 comentários Links para este post  



O estranho caso do ministro asssassinado...

...politicamente. Segundo se vai carpindo por aí, o ministro da Saúde, - que Deus o guarde!-foi assassinado pela "rua", com uma campanha obscura, em que avultam, embuçados, os grandes cartéis da venda de drogas farmacêuticas.
As televisões, mesmo a do Estado e para desespero do ministro da tutela, colaboraram ignobil e afincadamente, no trágico evento. Imagens de ambulâncias, de bombeiros, de telefonemas surrealistas, fora de segredo de justiça e de reportagens assassinas da credibilidade política, perduram ainda na retina das carpideiras.
Como se sabe, quem manda no Governo, é a "rua", o povo. Por isso, é que a culpa deste trágico assassinato, é, inteirinha, do povo. Manipulado pelas obscuras campanhas dos embuçados do capital e enganado pelas televisões. Foi para evitar esses desmandos que se instituiu o repeitinho legal, no tempo da outra senhora. Agora, é este regabofe que se vê: a rua a mandar!
No resto, fica a certeza: este ministro da Saúde, foi um grande ministro. Incompreendido, é certo. Mas ainda assim, um grande gestor de imagem pública, um político de primeira água e uma figura ímpar da democracia que sabe ouvir a oposição e lida com os problemas com tacto e habilidade.
Mas para lhe reconhecerem estas qualidades, só temos as carpideiras do costume.

Publicado por josé 10:21:00 1 comentários Links para este post  



humor negro

O Procurador-Geral da República (PGR) considerou, esta terça-feira, fundamental que «todos saibam» que os crimes «serão punidos independentemente da escala social, da fortuna ou da posição política». (TSF)

Publicado por Manuel 09:11:00 2 comentários Links para este post  



Corrupção, bibliografia


Alertado pela Kamikaze, sempre atenta às "novidades" editoriais, fica aqui o link para o download de uma obra indispensável.

Publicado por Carlos 00:32:00 6 comentários Links para este post  



por curiosidade

Em sei que isso agora não interessa nada, mas o que é que o António Pinto Ribeiro, ministro da (alta) cultura, responderia se pedissem ao António Pinto Ribeiro, presidente da direcção do Fórum Justiça e Liberdade, uma opinião sobre as "transferências" ilegais de prisioneiros da CIA para o campo de concentração norte-americano de Guantanamo em Cuba, entre 2002 e 2006, utilizando o espaço aéreo e/ou o território nacional” ?

Publicado por contra-baixo 20:17:00 6 comentários Links para este post  



A razão das asneiras

A saída de Correia de Campos, de ministro da Saúde, ocorre pelos mesmíssimos motivos pelos quais já Leonor Beleza saíra no tempo de Cavaco Silva: arrogância extrema, autismo programado, desprezo pela "rua".
O auto-convencimento que certas pessoas têm, na sua própria suficiência de conhecimentos, leva-os a estragar a vida a muita gente e a hipotecar o futuro a muita mais. Nunca aprendem. Nem reconhecem as asneiras. Convencidos que o "menino" que seguram nos braços, vale o esforço contra tudo e contra todos, acabam por deitá-lo fora, com a água do banho.

Publicado por josé 17:11:00 3 comentários Links para este post  



Observatório 2008: Caroline Kennedy aponta Barack Obama como o sucessor do pai

Publicado por André 16:30:00 0 comentários Links para este post  



A caminho da Florida: McCain e Romney taco-a-taco

Esta madrugada há primárias na Florida -- mas só a disputa no campo republicano terá interesse.

Do lado dos democratas, a antecipação da data à margem da convenção fez com que os delegados na Florida sejam anulados.

Mas entre os republicanos será uma etapa decisiva para se perceber três coisas:
-- se John McCain se confirma como grande favorito à nomeação
-- se Mitt Romney pode obter uma vitória que o coloca bem lançado para disputar o primeiro lugar
-- se Rudy Giuliani conseguirá o 'milagre' de reentrar na corrida

SONDAGEM INSIDER ADVANTAGE:
-- McCain 31
-- Romney 30
-- Giuliani 15
-- Huckabee 13
-- Paul 2

Publicado por André 16:06:00 0 comentários Links para este post  



verdade e consequência...

Confesso¸ a prosa lancinante de Ana Gomes sobre a... corrupção não me impressiona, muito menos comove. A senhora não se leva a sério, nem fala a sério. Se falasse a sério - e dado que o inquilino em exercício do Palácio de Palmela já disse que não lia blogs - Ana Gomes era consequente e era ela própria que pedia para ser ouvida pela dupla Cândida Almeida/Pinto Monteiro. Já pediu ?

P.S. Sócrates 'remodelou'. Mudou alguma coisa para que ficasse tudo na mesma... Alberto euromineiro Costa continua na Justiça.

Publicado por Manuel 16:01:00 1 comentários Links para este post  



Anita nos blogs

Do blog causa nossa fica aqui este postal. Até espequei ao ler, mas fiquei logo mais confirmado e esclarecido, quando li que o postal era da Ana Gomes. Atentei mesmo, na menção particular aos "advogados"- do partido, claro. O colega de blog, Vital, nunca, mas mesmo nunca, poderia escrever isto que segue, o que dá a medida da liberdade que é possível ter, quando o poder nos atinge ou o procuramos com ânsia:

É muito significativo o clamor dos “meninos de coro”, armados em ofendidos pela denúncia do óbvio, por parte do novo Bastonário da Ordem dos Advogados:
- que este país está minado pela falta de ética e pela corrupção infiltrada a altos níveis do Estado; pela promiscuidade entre políticos, deputados (também advogados ou não) e todo o tipo de traficantes de influências; pela aviltante remuneração de magistrados judiciais por jeitos futebolisticos e outros; e uma desconcertantemente fácil “passerelle” entre governantes, autarcas, gestores públicos e banqueiros, empresários, patrões futebolitiscos, etc...; e sobretudo pela gritante impunidade – judicial e política - em que tem vivido a maior parte dos corruptos e corruptores neste país, os maiores ladrões e desfalcantes do Estado, além de todos os que têm grosseiramente desbaratado o erário público por desleixo ou incompetência.
Claro que nem todos os altos funcionários, nem todos os deputados, nem todos os dirigentes políticos, nem todos os governantes são corruptos ou delinquentes, tal como nem todos os banqueiros e patrões são desonestos e corruptores.
Mas, quem não deve, não teme – não teme, designadamente, a criação dos mecanismos anti-corrupção propostos por João Cravinho e lamentavelmente enterrados... (pelo PS). Não teme, designadamente, que se reveja o onús da prova e que quem é suspeito de enriquecimento ilícito passe a ser obrigado a demontrar de onde lhe vêm os súbitos rendimentos – o que o PS recusou na AR.
Eu não temo. E por isso as palavras do Dr. Marinho Pinto em nada me incomodam, nem me beliscam a reputação, como responsável política, deputada e alta funcionária do Estado que sou. E por isso as aplaudo.
Precisamos de pedradas no charco. Precisamos de bastonadas do Bastonário. Para ver se Portugal abana, admite a doença e começa a combater o mal sinistro que o empobrece, lhe corroi a Democracia e lhe destroi o Estado de direito.

Ó Ana! Escreva sobre o Vitalino, carago! V. conhece-o. Força na tecla!

Publicado por josé 13:25:00 1 comentários Links para este post  



O código genético da nossa democracia

Os fenómenos sociais ligados à traficância de influências políticas e ao estabelecimento de um autêntico nepotismo que conduz necessariamente à perversão democrática, traduzida em epifenómenos de oligarquia, instala-se aos poucos e a olhos vistos, na sociedade portuguesa.
Os políticos no activo são sempre os mesmos - aqueles que verdadeiramente mandam e influenciam, quero dizer. Durante mais de trinta anos, a democracia criou já uns profissionais do trato de gabinete, em sedes partidárias. São eles quem nomeia listas; quem escolhe nomes para empresas de vulto, no Estado e são eles quem decide do que é importanto no país. Com uma agravante: os dois maiores partidos, conluiam-se frequentemente nestes acordos de regime, para que tudo permaneça sem grandes alterações na sociedade que gizaram. Foi o que aconteceu há pouco no Pacto para a Justiça, com resultados nefastos que cedo se confirmarão ( é uma mera opinião, como está bom de ver).
Tais fenómenos, têm, porém, uma génese e um caldo de cultura que importa conhecer.
Um dos contributos mais interessantes para esse conhecimento fenomenológico, foi dado em tempos pelo actual Provedor do Leitor do Público, Joaquim Vieira.
Com inspiração daqui, pode ler-se revista Grande Reportagem que acabou, segundo se suspeita, precisamente por causa disso, ( e Mário Crespo que se precate porque levará o mesmo caminho tarda nada, ) escreveu o seguinte, agora repescado na Rede:
Ao investigar o caso de corrupção na base do «fax de Macau» (ver esta coluna na anterior edição), o Ministério Público entreviu a dimensão da rede de negócios então dirigida pelo presidente Soares desde Belém. A investigação foi encabeçada por António Rodrigues Maximiano, procurador-geral adjunto da República, que a dada altura se confrontou com a eventualidade de inquirir o próprio Soares. Questão demasiado sensível, que Maximiano colocou ao então procurador-geral da República, Narciso da Cunha Rodrigues. Dar esse passo era abrir a caixa de Pandora, implicando uma investigação ao financiamento dos partidos políticos, não só do PS mas também do PSD – há quase uma década repartindo os governos entre si. A previsão era catastrófica: operação «mãos limpas» à italiana, colapso do regime, república dos juízes. Cunha Rodrigues, envolvido em conciliábulos com Soares em Belém, optou pela versão mínima: deixar de fora o Presidente e limitar o caso a apurar se o governador de Macau, Carlos Melancia, recebera um suborno de 250 mil euros. Entretanto, já Robert Maxwell abandonara a parceria com o grupo empresarial de Soares, explicando a decisão em carta ao próprio Presidente. Mas logo a seguir surge Stanley Ho a querer associar-se ao grupo soarista, intenção que, segundo relata Rui Mateus em Contos Proibidos, o magnata dos casinos de Macau lhe comunica «após consulta ao Presidente da República, que ele sintomaticamente apelida de boss.» Só que Mateus cai em desgraça, e Ho negociará o seu apoio com o próprio Soares, durante uma «presidência aberta» que este efectua na Guarda. Acrescenta Mateus no livro que o grupo de Soares queria ligar-se a Ho e à Interfina (uma empresa portuguesa arregimentada por Almeida Santos) no gigantesco projecto de assoreamento e desenvolvimento urbanístico da baía da Praia Grande, em Macau, lançado ainda por Melancia, e onde estavam «previstos lucros de alguns milhões de contos». Com estas operações, esclarece ainda Mateus, o presidente fortalecia uma nova instituição: a Fundação Mário Soares. Inverosímil? Nada foi desmentido pelos envolvidos, nem nunca será.
Aqui, nesta pequena passagem, concentram-se alguns pequenos mistérios da nossa incapacidade em aplicar o preceito constitucional que manda tratar todos por igual, perante a lei.
Nota-se a existência de suspeitas acerca de um fenómeno que envolve troca de dinheiro graúdo, por gente ligada a um partido político, num ambiente de oriente, abrangendo essas suspeitas, de modo fundado, figuras gradas da democracia que nunca foram investigadas, por razões que se prendem com a aplicação prática de princípios de oportunidade. Isso, se de facto o relato for verdadeiro e consentâneo com a realidade dos factos, da ocasião.
Alguém sabe dizer?
Melhor ainda: é possível conviver durante este tempo todo, com estes fenómenos nunca esclarecidos na sociedade portuguesa? Deveremos aguentar estoicamente as dúvidas?
Quem pode responder a estas questões importantes, é precisamente Cândida de Almeida, mulher de Rodrigues Maximiano e actual dirigente do DCIAP.
O actual panorama de combate à corrupção e ao tráfico de influências ( que apenas passou a crime de catálogo em 1995) , exige uma abordagem moderna, actual, incisiva, totalmente independente, incluindo nesta independência a ideológica, isenta de ligações e amizades, ausente de preocupações oportunísticas sobre a conveniência da actuação e ainda firme e cega como a Jusitiça deveria ser sempre.
O MP português actual, tem gente capaz disto? Duvido que tenha pelso resultados que temos visto. E não, não falo de meios. Falo mesmo de gente, com vontade de ir um pouco mais além do que o que a burocracia da lei permite. Que se atenha ao objectivo principal e à inteligência comum, da vox populi. De prosseguir uma investigação com métodos novos ( mas legais) e com razões de vontade prática e proficiência que demonstrem que a nossa democracia é adulta, dispensa patronos e patrocínios e consiga fazer um pouco daquilo que foi possível fazer na Itália: demonstrar que as aparências são a realidade e que esta é nociva para a comunidade, tal como se apresenta.
No fundo, o que proponho é uma pequena revolução. Mas o país, não está para isso. Até ver.

Publicado por josé 09:59:00 5 comentários Links para este post  



(Des)Ordem

Dr. José António Barreiros:

Neste caso, o Dr. Marinho e Pinto, tem razão. O que Marinho e Pinto anda a fazer, poder parecer mal. Mas é um bem. Raro. É preciso aproveitar a onda, porque não dura muito, e a oportunidade de se poder fazer alguma coisa que não seja atirar pedras ao charco, surge agora com outro vigor que não se via de há alguns anos a esta parte.
Veremos o que a PGR e o DCIAP fazem. Veremos.

Publicado por josé 21:36:00 3 comentários Links para este post  



Marinho entre os advogados

Pegando numa crónica de Manuel António Pina que há muito não citava:

Foi conhecido um estudo realizado pela Gallup para o Fórum Económico Mundial que revela que quase metade (48%) dos portugueses considera os políticos desonestos. Abra-se também um inquérito aos portugueses.

Repescando ainda as declarações de Marinho e Pinto, sobre o assunto do costume e particularmente as avenças do Estado a escritórios de advocacia, trazemos na mesma rede as do antigo bastonário José Miguel Júdice que comentou hoje aquelas, em modo altamente depreciativo, dizendo que este bastonário vai ser a desgraça da classe...

Seja ou não, importaria voltar a perguntar ao antigo bastonário Júdice, que faz parte de uma notória sociedade de advogados, a PLMJ, relativamente à qual já defendeu dever ser uma das três avençadas permanentes do Estado ( e por isso levou com um processo na Ordem), o seguinte:

Será possível saber quanto é que o Estado português pagou, concretamente àquela sociedade de advogados, desde finais de 2003, através da Parpública, para acompanhar o processo negocial de uma privatização da Galp que nunca chegou a concretizar-se?

O requerimento do deputadodo PS, António Galamba, efectuado no Parlamento, dirigido ao governo de então, jamais obteve resposta pública. Mencionava honorários àquela sociedade da ordem do milhão de dólares de quinze em quinze dias… como é que foi isto?

E para não cingir estas coisas apenas a um lado, mesmo que esteja no centro, importaria também saber como é que em finais de 2005 entrou no sector, na Galp Energia que contratou a sociedade de advogados de António Vitorino,- a Sociedade Gonçalves Pereira, Castelo Branco & Associados (GPCB), para assessoria nas conversações em curso, sobre a reestruturação da Empresa.

Quanto é que o Estado gastou com estas assessorias?

Perguntas fáceis para respostas ainda mais fáceis. Haja vontade de as dar ou coragem de as exigir. No Parlamento, pois claro.

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Coimbra é uma lição

Um dos factos concretos adiantados por Marinho e Pinto para fundamentar as suas denúncias publicadas de existência de corrupção no Estado, em alta escala, é o da venda de um edifício pertencente aos CTT, em Coimbra.

Segundo a SIC explicou e o Público também referencia, o imóvel dos CTT, foi vendido por duas vezes, no mesmo dia, gerando uma mais valia impressionante, de vários milhões de euros, para o segundo vendedor, com os CTT, na figura triste do enganado,..

O último comprador é um fundo de investimento ( estão na moda, como se confirma com o caso da Herdade de Rio Frio), desta vez do BES. Actualmente, o edifício continua a albergar no rés-do-chão, uma agência dos CTT e nos pisos de cima, além do mais…o Tribunal Fiscal de Coimbra.

Quando é que o negócio se realizou? Há muito, mas a noticia do Público e a SIC não dizem. Custa-lhes investigar e as notícias bombásticas perdem gás, com esta coisa prosaica que se chama investigação jornalística. Valham por isso, os blogs.

Em lugares eventualmente mal frequentados, línguas viperinas já se pronunciaram sobre o caso, mas com alvos concretos e definidos. Assim, esta história tem barbas e conta-se por esses lados, de modo um pouco mais especioso.

Assim:

PRÉDIO VENDIDO POR 14,8 MILHÕES JÁ VALE 34

O prédio que os CTT venderam à Demagre a 20 de Março de 2003 (na altura em que a empresa era presidida por Carlos Horta e Costa), por 14,8 milhões de euros e que no mesmo dia foi adquirido pela Gespatrimónio (empresa do Grupo Espírito Santo) por 20 milhões, tem hoje em dia um valor contabilístico de 34 milhões de euros. Esta é a verba que consta no relatório e contas de 2005 da Gespatrimónio. Confrontado com este valor, Júlio Macedo, presidente do conselho de administração da Demagre e da TCN, disse ao CM: “Essa valorização tem a ver com os inquilinos que lá estão – CTT, uma clínica, um Tribunal e a Associação de Informática da Região Centro.”Além dos 20 milhões da venda do antigo edifício dos CTT, a Gespatrimónio deu à Demagre um prémio de 12,5 milhões de euros. Macedo confirma a verba, mas assegura que a Demagre só teve um lucro de 200 mil euros com o negócio: “O resto do dinheiro que recebemos foi para pagar as inúmeras obras que fizemos num prédio que encontrámos totalmente degradado. Além disso, fomos nós que pagámos a instalação de todas as entidades que foram ocupar o local. Gastámos mais de 17 milhões de euros em obras. Houve uma altura em que chegámos a pensar que íamos ter prejuízo. Felizmente, tivemos um lucro de 200 mil euros.”

Em que ficamos? Melhor ainda: como é que se vai investigar, a quase cinco anos de distância, um negócio deste teor, todo ele aparentando a completa legalidade e normalidade?

Onde residirá o problema, neste caso concreto? A montante ou a jusante? Parece que será na fonte. No seio dos CTT, precisamente.

O Conselho de Supervisão dos CTT tem nada a dizer sobre isto? É bem capaz de haver por lá alguém que explique estes mistérios do capitalismo, aos restantes membros que só recentemente acordaram para as delícias das mais valias...depois de as terem execrado durante anos a fio, como exemplo da exploração do homem pelo homem.

Publicado por josé 18:11:00 1 comentários Links para este post  



O azar da ASAE

O problema principal da ASAE, não é apenas o da visibilidade dos "shows-off" do seu Inspector Geral, o fumador de casino, António Nunes.
É principalmente, o da credibilidade de um organismo público, colocado perante a necessidade de actuações discretas em alguns casos e em visibilidade firme, mas aceite pela comunidade, perante outros.
O melhor exemplo desta desadequação, deu-o um feirante cigano, aquando de uma apreensão, pela ASAE, numa das tais operações de visibilidade, de mercadorias supostamente contrafeitas e à venda: "então isto é contrafacção e o diploma do primeiro-ministro não é?!"
É ainda um problema de imagem pública de uma instituição que sendo aparentada a órgão de polícia criminal, não é de todo uma brigada anti-terrorismo.
No fundo, é um problema de quem não entende o povo português e as idiossincrasias que lhe são próprias. Neste, como noutros assuntos.
Continua a ser, por isso, um problema de senso comum, na actuação concreta que não se compadece com fundamentalismos em áreas como a restauração, tendo em conta o país real que somos e continuaremos a ser: "um país engravatado todo o ano que se assoa à gravata, por engano", no dizer de Alexandre O´Neill.
Quem defende a actuação destemperada, insensata, fundamentalista, de um organismo destes, merece a imagem do fumador de casino que foi notícia nos principais media internacionais pelos motivos que se sabem: defender-se, restringindo e eximindo-se à aplicabilidade da lei geral que deveria fazer cumprir, em primeiro lugar.

Publicado por josé 12:47:00 9 comentários Links para este post