Titãs

Pintura de Monet, «O Nascer do Sol»

«Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceite as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz
no coração

O acaso vai-me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai-me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Devia ter visto o sol se pôr

Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceite a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai-me proteger

Enquanto eu andar distraído
O acaso vai-me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos»

Epitáfio, tema original dos Titãs, banda histórica brasileira de Arnaldo Antunes (versão recente de Tim)

Publicado por André 03:57:00 2 comentários Links para este post  



tempo perdido

Operação Furacão
Polícia do Brasil solicita ajuda à PJ para investigar ligações do PS à "máfia dos bingos"
15.09.2007 - Nuno Amaral (Público - Última Hora)

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mais um retrato, todo um programa...

Arcos de Valdevez
Homem morre após ambulância ter estado parada por ordem da BT

15.09.2007 - 12h51 Lusa

Um homem morreu quinta-feira "poucos minutos" após entrar no hospital de Ponte de Lima, depois de a ambulância que o transportava ter estado parada "perto de 20 minutos" à ordem da Brigada de Trânsito, denunciou hoje um seu familiar. (...)

Publicado por Manuel 14:56:00 1 comentários Links para este post  



mais leituras

Enquanto por cá é trash, atrás de trash (vd por exemplo a pessegada do, auto proclamado, mais inteligente da República - José António Saraiva - no SOL) por esse mundo fora vão aparecendo textos sóbrios e inteligentes sobre a triste sina que se abateu sobre Maddie McCan. Este, no Guardian, por exemplo.

Publicado por Manuel 14:43:00 0 comentários Links para este post  



Observatório 2008 - Hillary entre as mulheres, homens votam Fred Thompson


As primárias para a Casa Branca-2008 entraram numa fase de maior definição nos dois campos. Com a entrada oficial de Fred Thompson e a quase certeza de que Newt Gingrich não vai avançar, estão sinalizados os quatro candidatos com hipóteses realistas de obterem a nomeação nos republicanos: Giuliani, Thompson, Romney e McCain, para já, por esta ordem.

Do lado democrata, é também já um dado quase adquirido que Al Gore não vai avançar, pelo que se resumem a três os candidatos que podem sonhar com a passagem à final: Hillary, Obama e Edwards.

Já de parte, ficando apenas como candidaturas pequenas, com números abaixo de cinco por cento, podendo somente condicionar, mais tarde, apoios a este ou aquele mais forte, estão: Biden, Richardson, Gravel e Kucinich, do lado democrata; Huckabee, Brownback, Tancredo, Hunter e Ron Paul, no campo republicano.

DEMOCRATAS
— Hillary Clinton 39
— Barack Obama 21
— John Edwards 15
-- Bill Richardson 5
-- Joe Biden 5
-- Outros 3
-- Indecisos 12

REPUBLICANOS
— Rudy Giuliani 24
— Fred Thompson 23
— John McCain 14
-- Mitt Romney 9
-- Outros 11
-- Indecisos 15


Se, a nível nacional, as últimas tendências apontam para uma clara vantagem de Hillay (democratas) e para a aproximação de Fred Thompson a Giuliani (republicanos), será interessante identificar as diferenças nos segmentos.

Um estudo do American Research Group, publicado ontem, mostra tendências surpreendentes: Hillary tem uma vantagem de 2 para 1, nas mulheres, sobre Obama, mas o senador pelo Illinois mantém uma curtíssima liderança nos eleitores independentes (aqueles que não se apresentam, previamente, como democratas ou republicanos).

Entre os homens, a vantagem de Hillary continua a ser considerável (15 pontos), mas Edwards está a apenas um ponto de Obama (20 contra 19).

MULHERES
Hillary 43
Obama 21
Edwards 11

HOMENS
Hillary 35
Obama 20
Edwards 19

INDEPENDENTES
Obama 34
Hillary 33
Edwards 17


No campo republicano, a polarização é ainda mais evidente: Giuliani é o preferido do eleitorado feminino; Fred Thompson ganha, claramente, entre os homens, mas reúne muito poucas preferências entre as mulheres.

Quererá isto dizer que, neste momento, o eleitorado feminino, na América, é mais liberal, e o masculino mais conservador?

MULHERES
Giuliani 31
McCain 22
Romney 13
Thompson 7

HOMENS
Thompson 37
Giuliani 17
McCain 7
Romney 5

INDEPENDENTES
Giuliani 38
Thompson 25
McCain 16
Romney 3

Mitt Romney, que está a fazer uma excelente campanha nos estados de arranque, apesar de ser quarto no plano nacional, não consegue penetrar no eleitorado independente (apenas 3 por cento). Um dado que o compromete numa eventual disputa com o nomeado democrata.

Publicado por André 17:47:00 1 comentários Links para este post  



irresponsáveis!

Há 'detalhes' e 'nuances' que falam por si. Por exemplo é absolutamente revelador que a Procuradoria Geral da República, e nomeadamente o seu responsável máximo, ainda não tenha sentido qualquer necessidade de dizer ao País o que quer que seja sobre a campanha 'noticiosa' recorrente, e em crescendo, que envolve o MaddieGate, muito menos decidir averiguar, ou ao menos estancar, as sucessivas violações grosseiras do 'segredo de Justiça'. Eu já nem falo no bom nome dos McCann, estrangeiros, que até prova em contrário são inocentes, noto simplesmente que a esmagadora maioria das 'fugas', além de contribuirem para o 'Alarme Social' e para a degradação da imagem do País no Mundo, mais não servem objectivamente do que para descredibilizar, 'dinamitar', e - mesmo - prejudicar directa e materialmente a investigação. Não me vou pronunciar sobre o QI - certamente elevado - de quem publica certas matérias, de quem as sopra, e de quem - por acção e omissão - deixa andar (talvez por achar que 'até' convém (?!), seria certamente injusto. O que não é manifestamente injusto é qualificar essa rapaziada toda com uma e uma só palavra - irresponsáveis!

Uma última linha para a nossa 'sociedade civil', onde normalmente ululam tantas luminárias, tantos eticistas, tantos opinion-makers. Todos, quase todos calados que nem ratos, a ver para que lado vira o vento. Um silêncio, também ele esclarecedor.

Publicado por Manuel 12:34:00 22 comentários Links para este post  



I like the way you move

Publicado por Carlos 04:51:00 1 comentários Links para este post  



mais Correio para o Eduardo...

... da tal imprensa inglesa que tanto choca os Eduardos Dâmasos deste quintal mais uma prosasinha para meditar, aqui, esta é do Guadian, e tem tem um titulo a matar - 'Whose side are you?'...

Publicado por Manuel 22:39:00 1 comentários Links para este post  



tarrenego!

Esta imagem , da primeira página do Público de ontem, incomodou Vital Moreira. Tal como o genuíno jacobino, Raul Rego, de memória republicana, laica e explosivamente reactiva a tudo o que lhe lembrasse sacristias, num estranho complexo, Vital Moreira, reage também e de igual modo, a tudo o que lhe recorde a nossa tradição cristã, católica e de rituais ainda recentes. E igualmente abomina sotainas e sobrepelizes.

A imagem testemunha um acto de propaganda típico de governos, pois mostra a inauguração oficial e preparada pelos cultores de imagem, do ano lectivo, num centro escolar.

Nome do Centro? S. Martinho de Mouros, em Resende.

Pois é, Vital Moreira, num nome, duas realidades: a cristã e a mourisca. Nossas e com séculos. Apagar memórias é próprio de comunistas com laivos estalinistas, como Você foi, e parece que ainda não esqueceu, porque foi ainda há muito pouco tempo.

Mas as memórias não se apagam facilmente, como o prova a imagem que segue, onde um dos que pegam no andor é o mesmo que acima faz menção de se benzer.

As tradições e costumes, nossas, sobrepõem-se naturalmente, a uma Constituição jacobina, onde se jurava que se caminharia para o socialismo autêntico, o da sociedade sem classes. Nessa altura, era essa também a sua verdade. Hoje, já não é, porque é um apóstata desse credo.

Então, por que bula deve merecer mais crédito e aceitação, do que os que acreditam numa tradição de séculos e séculos? E que ainda por cima, são, comprovadamente a esmagadora maioria deste povo que nós somos?


Imagens: Público de ontem e Tabu(Sol) de 10.3.2007

Publicado por josé 18:20:00 6 comentários Links para este post  



Só para o caso de a China protestar

Segundo uma fonte do gabinete do Presidente da Assembleia da República, citada pela Lusa, o Dalai Lama foi recebido por Jaime Gama na "qualidade de Dalai Lama".

Publicado por Carlos 17:51:00 0 comentários Links para este post  



Inaceitável



Depois desta cena, nos momentos seguintes ao Portugal-Sérvia de ontem, Luiz Felipe Scolari só tem uma atitude aceitável a tomar: sair.

Quem me leu, aqui nesta Loja, antes e durante o Euro-2004, sabe que até fui dos que mais defenderam Felipão, mesmo quando era fácil criticá-lo.

Mas o que se passou ontem ultrapassa a esfera desportiva. Portugal, representado ao mais alto nível na sua selecção por Scolari, não pode caucionar um gesto destes.

Scolari levou Portugal onde nunca tinha chegado (final do Euro) e a um honroso quarto lugar no Mundial. Bateu recordes de vitórias e de jogos seguidos sem perder. Fez, insisto, um grande trabalho na Selecção.

Mas o episódio de ontem retira-lhe margem de manobra, até porque se arrisca a um castigo da UEFA que poderá entrar no calendário do próximo Euro.

Chegou, por isso, a hora de Felipão dizer adeus.

Publicado por André 16:14:00 5 comentários Links para este post  



Uma vergonha nominável

As últimas notícias sobre o caso Maddie, com os episódios recentes sobre o diário da mãe de Maddie e a notícia da sua apreensão iminente e de acordo com a vontade policial, são lastimáveis, indignas e imtoleráveis, neste caso, como noutros.

A comparação com o caso Ritto, é flagrante: neste caso, o diário do arguido, temido por muitos como revelador de intimidades perigosíssimas e potencial indiciador de provas relevantes, foi julgado ( julgado, repito) inadmissível como prova para qualquer facto a não ser o de que o arguido o tinha escrito e teria interesse para o processo.
Neste caso da Maddie, em que um diário, pode muito bem indiciar nada e apenas indicar pistas de mera circunstância, não só é revelado publicamente como sendo do maior interesse investigatório, numa incrível ultrapassagem da intenção policial, como aparecem hoje referências ao seu conteúdo. Já e sem qualquer rebuço de preservação de intimidades. Nelas se indicam já características psicológicas e comportamentais de pessoas, particularmente crianças de tenra idade e nelas se fazem já, num exercício pífio e abusivo de perícia de personalidade, relacionamentos, tirando-se conclusões indiciárias sobre culpabilidades, que são inadmissíveis seja por que ponto de vista se quiser entender.

No caso Diana de Gales, a perseguição mediática, seguiu-a até ao túnel da morte. Uma vez aí, logo após o acidente, dispararam em directo e no local, as máquinas em direcção aos mortos e agonizantes. As fotos existem e valiam milhões. Deixaram de valer, logo que se soube que a visada tinha morrido. A ética jornalística, nesse caso, valeu aí: na fronteira mediática entre a morte e a vida e porque os protagonistas tinham sido também testemunhas. Tivesse sobrevivido e as fotos teriam aparecido no dia seguinte nos tablóides de todo o mundo.
Comparem, meditem e tenham vergonha, directores de informação de jornal e tv!!!
Estes media estão doentes. Basta ver aquela mocinha que aparece em directo na RTP, bonita e bem apresentada e que relata em directo de Inglaterra, os acontecimentos do dia, como se estivera num evento social ou desportivo, com a cadência e expectativa do relatador no momento do penalty.
Os directores andam de cabeça esquizofrenicamente perdida, à procura das audiências alienadas, e o público é sempre o mesmo: panis et circensis. Pão e circo.
Nisto tudo, quem precisa da ERC para alguma coisa? Quem precisa de um Ministério Público mudo e quedo e quem necessita de uma polícia que não sabe dar-se ao respeito de admitir violações graves e reiteradas ao segredo de justiça, ou a denúncia pública da desinformação?

Ninguém parece assumir as despesas do senso comum e da comunicação directa, simples e eficaz.
Neste panorama, dêem a voz ao Carlos Anjos. Pelo menos, revelou algum bom senso que falta noutros lugares. Mas não fiquem por aí: meditem e comparem este caso, com o que se passou no caso da Casa Pia, porque por aqui se pode ver a profunda hipocrisia que permeia os meios político-judiciários em Portugal.

Publicado por josé 13:11:00 4 comentários Links para este post  



MaddieGate - o oito e o oitenta, que só não vê quem não quer.

O caso de Maddie e o caso Pio são sem margem para dúvidas dois dos casos mais mediáticos que envolvem o nosso sistema judicial nos últimos anos. Tem semelhanças e diferenças em cujos contornos convinha meditar. O segundo provocou até uma reforma especialíssima do Código do Processo Penal, e o primeiro, faz com até que na longínqua Noruega haja jornais a dedicar-lhe seis páginas por dia. Um caso global portanto.

Num caso e noutro, a imprensa indígena tomou declaradamente partido, transformando os casos em questões de Fé. Também os políticos não resistiram a meter o bedelho mas, desta feita, seguindo, num caso e noutro, lógicas diametralmente opostas. Antes, porque alegadamente estariam envolvidos alguns dos seus, desacreditaram e dinamitaram qb a investigação - baseada - recorde-se - em testemunhos, na primeira pessoa, e não no estado de espírito de um qualquer cão, e em escutas, de quem nunca ninguém duvidou da autenticidade. Até um diário, pungente, de Jorge Ritto, foi em nome da privacidade, invalidado pelos Tribunais Superiores deste quintal à beira-mar plantado.

No caso Maddie, tudo é diferente. 'Eles' são estrangeiros, logo está tudo bem. Os mesmos que outrora se contorciam, com razão ou sem ela, em nome de conceitos maximalistas sobre direitos, liberdades e garantias, dão agora provas de uma Fé inusitada na investigação e nos seus métodos. Neste ponto, ontem à imprensa ... espanhola, Sócrates foi emblemático.

A mesma imprensa indígena que antes 'embandeirava' alegadamente em nome dos direitos liberdades e garantias não se coibe agora de dar voz às teses mais descabeladas e aos rumores mais retorcidos, para não falar nas mais grosseiras violações da intimidade pessoal (registo aqui a capa bombástica, já esta semana, que um pasquim chamado 24 Horas fez acerca de uns certos exames de ADN chamando à colação a questão da paternidade, e que - ao que parece - não chocou ninguém, muito menos os deontologistas do regime). Podia continuar, e falar por exemplo do Correio da Manhã de hoje, que muito deve deixar orgulhoso o mesmo Dâmaso que ainda esta semana se queixava da imprensa inglesa, mas não vale a pena.

Eu não sei se os McCan são culpados ou não, sinceramente espero que não, quanto mais não seja porque isso implica que talvez Maddie ainda possa estar viva. Mas uma coisa sei - se o que se passou com a filha daquele casal inglês se tivesse passado com a filha de um qualquer 'importante', ou politico de topo cá do burgo, uma série de coisas seriam infinitamente diferentes. Por infinitamente menos, do que se tem passado, o Caso Pio foi o que foi. É o oito e o oitenta, que só não vê quem não quer.

Publicado por Manuel 12:02:00 2 comentários Links para este post  



O regresso de Suzanne Vega


Cinco anos depois de «Songs in Red and Grey», a 'rapariga de Nova Iorque' volta aos originais com este «Beauty and Crime». Num registo sugestivo e, ao mesmo tempo, misterioso, Suzanne volta a uma fase idêntica à que passou em «Nine Objects of Desire» -- depois dos dias cinzentos e da melancolia, há uma maior subtileza neste retorno, mas sempre navegando naquele universo muito, muito peculiar. No dia seguinte a mais um aniversário do 11 de Setembro, recordamos aqui a homenagem de Suzanne Vega à sua cidade predilecta, com a letra de «New York is a Woman».
«New York City spread herself before you
With her bangles and her spangles and her stars
You were impressed with the city so undressed
You had to go out cruising all the bars
Your business trip extended through the weekend
Suburban boy here for your first time
From the 27th floor above the midtown roar
You were dazzled by her beauty and her crime
And she's every girl you've seen in every movie
Every dame you've ever known on late night TV
In her steam and steel is the passion you feel
Endlessly
New York is a woman she'll make you cry
And to her you're just another guy
Look down and see her ruined places
Smoke and ash still rising to the sky
She's happy that you're here but when you disappear
She won't know that you're gone to say goodbye
And she's every girl you've seen in every movie
Every dame you've ever known on late night tv
In her steam and steel is the passion you feel
Desperately
New York is a woman
she'll make you cry
And to her you're just another guy»
«New York is a Woman», Suzanne Vega, 2007

Publicado por André 20:28:00 0 comentários Links para este post  



Tempo tristonho


O Jazz-rock acaba de perder um dos seus músicos notáveis. Morreu Joe Zawinul, alma dos Weather Report.

Nunca gostei de jazz dos 50 ou 60, por causa do saxofone repetitivo e fraseados saltitantes. John Coltrane, deixa-me frio, uma boa parte do tempo de escuta, embora embale nas notas se não der atenção. O pouco Jazz que gosto, marimba-se no sopro das trompetes de Miles Davis e assenta em teclados ou frequências baixistas ou mesmo em vibrafones virtuosos. Até em arabescos guitarrísticos, o jazz não me seduz mais de cinco minutos- e só se for de Django ou Cristiani ou, vá lá, Montgomery.
Assim, a ponte com o ritmo fraseado do rock, de que sempre gostei pela energia distorcida, fizeram-na os que fundiram as duas espécies musicais. Um deles, foi precisamente Joe Zawinul que fundou o Boletim Metereológico, com Miroslav Vitous e Wayne Shorter. Onde mais tarde, em 1976, entrou o baixista Jaco Pastorius, também já falecido, há anos. Jaco deixou saudades, depois de ter produzido pelo menos dois discos a solo, imprescindiveis para quem gosta do som do baixo da guitarra e um disco ao vivo, em que ajuda Joni Mitchell a completar as frases musicais de Amelia ( do LP Hejira)..
Foi com Jaco Pastorius que entrei na sonoridade Weather Report, uma fusão com o rock que me agradou logo a seguir, principalmente pelo baixo deslizante de Jaco e as teclas saltitantes de Joe, a fugir como o comboio que passa de um lado para o outro, nas colunas de som, numa das composições do disco.
A seguir, em 1977, saiu Heavy Weather e o bom tempo continuou, com o êxito da banda, Birdland. Porém, estes dois discos chegam para mostrar a mestria de Joe Zawinul. O resto pode ser lido por aí. Por exemplo, aqui.

Publicado por josé 11:03:00 1 comentários Links para este post  



Observatório 2008 - a herança dos anos Clinton


Bill Clinton: o evoluir das primárias para 2008 está a reforçar a ideia de que a herança dos seus dois mandatos na Casa Branca será favorável às aspirações de Hillary obter a nomeação democrata e conquistar a Presidência. A viragem para o campo democrata, já iniciada nas últimas eleições para o Congresso, parece indicar que os americanos já estão fartos de oito anos da «Nova Direita» e acreditam numa espécie de regresso dos anos de expansão económica e prestígio internacional (guerra da Jugoslávia à parte...) que caracterizaram a liderança de Bill Clinton, talvez o melhor Presidente americano depois de Roosevelt. Mas... será que a história pode repetir-se?


«Incrivelmente, apenas cinco anos depois de o presidente Bush (pai) ter assinado a Lei relativa a Americanos com Deficiência, que fora aprovada com grandes maiorias bipartidárias, os republicanos chegaram a propor que fossem reduzidos os direitos ao abrigo da lei. Quando estes cortes orçamentais se tornaram públicos, recebi uma chamada, uma noite, de Tom Campbell, meu colega de quarto durante quatro anos em Georgetown.

Tom era piloto comercial – vivia com desafogo, mas não era rico. Numa voz agitada, comunicou-me a sua preocupação com os cortes orçamentais propostos para os deficientes. A sua filha Ciara sofria de paralisia cerebral. A melhor amiga dela também sofria da mesma doença e vivia apenas com a mãe, que tinha um emprego onde recebia o salário mínimo e para o qual se deslocava diariamente de autocarro, numa viagem que durava uma hora em cada sentido.

Tom fez-me algumas perguntas sobre os cortes orçamentais que a maioria republicana no Congresso queria aprovar e eu respondi-lhe. Depois, ele disse: ‘Então, deixa-me ver se percebi bem. Vão-me reduzir os impostos para cortar o subsídio que a amiga da Ciara e a mãe recebem para cobrir os custos da cadeira de rodas da miúda e dos quatro ou cinco pares de sapatos especiais e caros que ela tem de ter todos os anos, assim como o subsídio de transporte que ela recebe para se deslocar para um emprego onde ganha o ordenado mínimo?’ ‘Isso mesmo’, respondi. ‘Bill, isso é imoral. Tens de os impedir de fazer isso’.

Tom Campbell era um católico devoto, um ex-marine que fora educado num lar conservador republicano. Se os republicanos da Nova Direita tinham isso demasiado longe para ele, eu sabia que os podia vencer.

No último dia do mês, Alice Revlin anunciou que a economia em expansão levara a um défice inferior ao esperado e que podíamos agora equilibrar o défice em nove anos, sem os cortes propostos pelos republicanos. Eu estava a apanhá-los».
in «A Minha Vida», Bill Clinton, Temas e Debates, pág. 680, capítulo 43
Últimos números do campo democrata:
-- Hillary Clinton 44
-- Barack Obama 26
-- John Edwards 17
-- Outros 6
-- Indecisos 7
(Fonte: CBS News/New York Times)

Publicado por André 21:18:00 3 comentários Links para este post  



mais leituras

The scruffy charms of an insecure president

Biographer Robert Draper explains that Bush has a surprising intellect but is incapable of curiosity and owning up to mistakes.

para ler aqui (salon.com)

Publicado por Manuel 18:28:00 1 comentários Links para este post  



leituras

Dominic Lawson: This tidal wave of emotional tyranny

Kate McCann, through dignity and self-preserving detachment, has denied the mob its vicarious pleasure

Published: 11 September 2007

Everyone has a view on the disappearance of Madeleine McCann – but only the media have the power to inflict on us a tsunami of prejudice masquerading as detection.

The Independent
.


No dia em que o mesmo ministro da Justiça que ontem, na AR, não tinha uma palavra a dizer, e que hoje, fora do País, certamente motivado pela performance soberba ontem do Director Nacional da PJ, se viu forçado a falar em nome do Governo e... pasme-se da Procuradoria Geral da República, no País onde toda a gente tem uma opinião e toda a gente é especialista em qualquer coisinha, convinha - dizia - ler, e meditar um bocadinho, na prosa que acima se indica. Eu sei que é chato, que é escrita por alguém da terra 'deles ', eu sei que fica bem sempre defender os da 'nossa' tribo, cor, clube ou partido, e que neste cantinho, mais tarde ou mais cedo, os favores, oh! e as solidariedades, se cobram 'sempre', e com juros. Só que às vezes, por muito inoportuno e incómodo que possa parecer, um bocadinho de distanciamento e abstracção não faziam mal, nada mal, a ninguém.

Publicado por Manuel 16:30:00 1 comentários Links para este post  



Vanessa da Mata


«Viva a felicidade
Abolindo quase toda a maldade
Como se o amor trouxesse o gozo da infância

Bem que volta à inocência
Bem de ter carinho e delicadeza
Viva o que nos torna o bem maior da natureza

Ai, eu era sem primavera
Dessas que o ano não principia
Poesia não me dizia
Ternura em mim não havia
Faltava encanto na melodia

Não parava uma saudade
Velha de pouca idade
Ia vivendo a necessidade…»

«Bem da Vida», Vanessa da Mata


Seis anos depois do dia mais infame para o Ocidente, na história do pós-II Guerra Mundial, felizmente o Mal não prevaleceu. Eles tentaram, por vezes assustam-nos, como no 11 de Março em Madrid e no 7 de Julho em Londres, mas não venceram.

Publicado por André 13:40:00 1 comentários Links para este post  



Um guardanapo

O penalista de Coimbra, Costa Andrade, um professor a sério e que não contemporiza com universidades de pacotilha que examinam alunos por fax, descasca hoje a cebola dos novos códigos penais, numa entrevista ao O Diabo, único jornal que ao longo dos anos tem percebido a importância e o valor de certos professores de direito penal e os vai ouvir realmente e com tempo. O resto da malta dos jornais, contenta-se com os palpites de Moita Flores ou até dos bastonários sucessivos da Ordem. Critérios.
Que diz, de essencial, Costa Andrade, na entrevista?
Que as recentes alterações penais, eram escusadas e que as verdadeiramente importantes, não se fizeram ainda. E exemplifica com as alterações relativas à responsabilidade das pessoas colectivas, tornada mais ampla com o novo Código Penal e que dantes se circunscreviam às leis avulsas, com incidência na economia. Actualmente, os problemas que se colocam nesta matéria, são de tal ordem que em breve se colocarão na prática dos tribunais, problemas processuais e substantivos gravíssimos, a que a legislação penal não dá solução e que vai provocar mais uma vez o desenrascanço e também dar a ganhar muito dinheiro aos advogados. A certos advogados, entenda-se e esta parte não vem na entrevista de Costa Andrade.
Mas vem a seguir o reparo que faz relativamente ao regime das escutas telefónicas que ficou mais uma vez, aquém do que seria de esperar de uma revisão deste tomo. O problema aqui, é a extensão do regime a outras formas de comunicação, por exemplo a gravação de conversas cara a cara, a intercepção de e-maisl e gps e comunicações electrónicas em geral. A confusão vai instalar-se sem remédio à vista, para Costa Andrade, que acha esta forma de legislar esquizofrénica. De um lado reforça as garantias, do outro, deixa de fora, nos subterrâneos, todo um campo de aplicação prática que nega essas garantias, na hora e sempre, porque permite todos os abusos. E ainda chega a referir outros problemas que não foram equacionados na revisão.

Quanto aos jornalistas e à proibição da divulgação de escutas e submissão dos mesmos ao segredo de justiça, Costa Andrade, é benevolente. “os políticos que dêem graças a Deus”. E porquê? Ora, porque afinal, os jornalistas, ao contrário do que acontece noutros países têm-se revelado sóbrios e prudentes nas notícias sobre a vida privada e respeitam a intimidade dos políticos. Pois…vamos a ver daqui a pouco. Deixem passar esta linda brincadeira.
Quanto a uma frase forte e contundente, de António CLuny, sobre esta revisão conter normas que são um “sinal político de tolerância ao crime,” Costa Andrade, diz assim: Concordo plenamente com o dr. António Cluny. E aponta o exemplo da prisão preventiva, agora só aplicável quando os crimes tiverem moldura penal máxima, superior a cinco anos de prisão. É que há crimes que tem moldura mais baixa e causam verdadeiro alarme social e relativamente aos quais, a prisão preventiva pode ser necessária.
Finalmente, com cerejinha no topo deste bolinho de corante rosado, a afirmação de quem sabe: Estas mudanças foram impulsionadas pelo processo Casa Pia e perdeu-se mais uma bela ocasião para se mudar coisas fundamentais e que pedem mudança, deixando a essência intocável, por ausência de paradigma alternativo.
Portanto, mais um a denunciar a sem-vergonha deste legislador apressado que deu à luz mais um rebento cego. E já vai no 15º. Como diz, Costa Andrade, “globalmente é uma reforma falhada”.
Assoem-se a este guardanapo.

Publicado por josé 12:11:00 3 comentários Links para este post  



Paulo Teixeira Pinto

Um 'retrato' possível para ler aqui. Surpresa ? Claro que não.

Publicado por Manuel 11:03:00 1 comentários Links para este post  



Pelos caminhos do “Partimónio”



Em Reguengos de Monsaraz alargou-se uma estrada. Obra bonita e de préstimo. O diabo é que, pelos vistos, o milenar Menir de Santa Margarida estava no sítio errado. Para não interferir com a circulação dos veículos, a solução foi a que está à vista. Obra asseada, com um corte perfeito, na vertical da extremidade da via. As autoridades do Partimónio estão de consciência tranquila. Afinal, o menir até já tinha sido classificado como Imóvel de Interesse Público...

Publicado por Gomez 07:50:00 8 comentários Links para este post  



O Ministério Público e o caso Madeleine Mccan

“A direcção do inquérito cabe ao Ministério Público, assistido pelos órgãos de polícia criminal” diz o artigo 263.º do CPP, actuando estes “sob a directa orientação do Ministério Público e na sua dependência funcional”, como autoridade judiciária.

A mesma autoridade judiciária que pode prestar esclarecimentos públicos, excepcionalmente, em casos de especial repercussão, na medida do necessário para a reposição da verdade sobre factos divulgados, para garantir a segurança de pessoas e bens e para evitar perturbação da tranquilidade pública.

Pois apesar das conhecidas “sensibilidades” do Ministério Público todas as vezes que se toca na “autonomia” estratégica e técnica da Polícia Judiciária – e o novo diploma orgânico, em vias de promulgação, acentua a sua dependência e aproximação do Poder Político –, neste caso nem uma palavra sobre o decurso da investigação e das suas atribuladas dificuldades.

Por mais cómodo que isso seja para a Instituição que dirige o inquérito, não pode deixar que a PJ seja imolada neste lume brando, que afinal também acabará por a consumir. Para o bem ou para o mal, tem de assumir a sua quota de responsabilidade, ainda que custe.


Por ALM no Cum Grano Salis

Publicado por Carlos 02:23:00 2 comentários Links para este post  



Carlos Anjos

Num par de intervenções nos Prós e Contras da RTP, o presidente do Sindicato da PJ, Carlos Anjos, conseguiu explicar com serenidade algumas questões sobre o caso de Madeleine Mccann. Algures neste blog, já me tinha pronunciado sobre o papel dos sindicatos ligados à justiça. Fazem um papel que não é o deles, mas fazem-no bem. Parabéns!

Publicado por Carlos 02:13:00 0 comentários Links para este post  



uma constatação

Na RTP, em directo das terras de Sua Magestade, Sandra Felgueiras denota sair manifestamente à mãe. É fogo!

Publicado por Manuel 23:26:00 7 comentários Links para este post  



induções.

José Miguel Júdice disse à pouco em directo na RTP 1 que as escutas telefónicas são uma nova forma de tortura (!) porque obrigam (os escutados) a revelar algo que não queriam e desejavam. Logo a seguir um 'criminologista' vem dizer que a polícia científica do futuro dispensará confissões porque 'deslindará' tudo, sem precisar da 'cooperação' mais ou menos voluntária dos envolvidos. Em suma, e por transitividade, a polícia científica do futuro só dependerá da... tortura. Júdice dixit.

Publicado por Manuel 22:57:00 1 comentários Links para este post  



Actuel- Bizot

Por cá, vai passar incógnita, a morte de Jean-François Bizot, ocorrida no passado dia 8, devido a cancro. Contudo, não devia, porque todos os que se derreiam de incómodo à simples menção de Maio 68, deveriam saber quem foi Bizot, para poderem perceber melhor porque é que Sarkozy veio a escolher como ministro dos Negócios Estrangeiros aquele que no dia 7 esteve em Viana do Castelo: Bernard Kouchner, e que hoje disse ao Le Nouvel Observateur: “Era meu amigo, um formidável companheiro de aventuras. Tinha a inteligência dos seus magníficos talentos. Gostou das peregrinações de Bukowski e do underground americano cujas sendas secretas foram captadas pela Actuel, uma revista a que ficará para sempre ligado. Tenho de homenagear a memória deste decifrador que soube casar os contornos do seu sonho e incidir no espelho do tempo os seus reflexos mais variados”.

A revista Actuel, fundada em 1970 por Bizot, era um must da então chamada contra-cultura, um conceito fluido sem margem de definição precisa.











A revista, de grafismo fantástico e delirante, com desenhadores do sonho dos comics americanos, paginava textos libertários e de combate ao satus quo. “O capitalismo cheira mal” ( Outubro 1971). Nesse mesmo número, o mesmo Bernard Kouchner, actual ministro de Sarkozy, escreve sobre a revolta nas prisões americanas: Sabemos bem: cada um deve bater-se por si. Bairros de lata e racismo são também assunto nosso e as morais abjectas do dinheiro, da bófia e das autoridades. Mas poderemos mudar de vida, gritá-lo nas ruas e acreditar nisso, se nos afastarmos dos oito milhões de agonizantes do Bangla Desh sob o pretexto de não terem uma etiqueta política suficientemente nítida? Ou que o acontecimento não seja suficientemente mobilizador.” Aí estava a ideia da Esquerda internacionalista, proletária e tudo.

Nunca admitiriam ser de Direita, embora a marginalização na Esquerda clássica fosse imprecisa e talvez sejam afinal os percursores das novas tendências do idealismo utópico, para além do comunismo e antes do liberalismo. Muitos dos seus representantes conhecidos, tornaram-se reconhecidos pelos poderes actuais do socialismo e até pelo sarkozismo nascente. O discurso actual de Serge July é o melhor exemplo dessa ponte de contradições que atravessou três ou quatro décadas. Não lamenta o desaparecimento do PC em França e admitiu o capitalismo liberal no jornal que ajudou a fundar. Por cá, temos o José Manuel Fernandes do Público, e outros, como exemplos Actuel.

Vieram do trotskismo, do anti-estalinismo, e do anti-capitalismo. Nos anos sessenta, em França, opunham-se ao PC e ao Gaullismo. Amantes de jazz, descobriram depois o rock e foram os primeiros a usar jeans.

Esquerdistas, estes libertários? Peut être, no sentido que Lenine lhes deu: pequenos burgueses que sem gostar do capitalismo, repudiavam igualmente a revolução de Lenine. Em França que não por cá, os seus intelectuais , repudiaram o estalinismo e opuseram-se ao colonialismo e ao capitalismo ainda. O partido comunista nunca lhes deu trela, por isso mesmo, mas ainda assim, herdaram a tradição da grande Esquerda das ideias libertárias, do surrealismo, do anarquismo, numa palavra: da Utopia. E por isso, usaram a sua linguagem codificada, de antifascismos, de lutas contra a burguesia, com todas as palavras emprestadas daquela Esquerda que diziam execrar.

Em França, o seu jornal de sempre é o exemplo do tempo que passa. O Libération, falido, acabou comprado pelos grandes capitalistas e segue a utopia de sair dia a dia, tentando vender o que é preciso para pagar as despesas.

Encalharam agora no reduto da defesa das minorias, das causas minoritárias e sempre à sombra da velha Utopia que Bizot acarinhava. Se a esquerda comunista sonhava com amanhãs a cantar, de que estofo será o sonho destes libertários? Se a verdade da Esquerda marxista, sonhava em transformar o Homem, num novo Ser, será que estes avatares, sonhavam com sucedâneos? Parafraseando um livro de Philip Dick, um autor de ficção científica caro a Bizot: será que os andróides sonham com carneiros eléctricos?

Publicado por josé 22:51:00 4 comentários Links para este post  



Pensamento do Dia



«Sinceramente, não creio que esteja alguém ao volante. Os que mandam não fazem a mínima ideia para onde nos estão a levar.»

Manu Chao, citado pela revista «Visão»

Publicado por André 22:07:00 1 comentários Links para este post  



O costume

Já foi dito, redito, esclarecido em inquérito parlamentar vergonhoso e tudo. O anterior presidente da República nunca foi escutado no âmbito do processo Casa Pia.
No entanto, o comentador, cronista, romancista, Miguel Sousa Tavares, continua a afirmar que sim. Na última crónica, no Expresso, onde escreve sobre tudo e mais umas botas em saldo, vende este naco de mentira:

"Quando se descobriu que, por engano ou por excesso de zelo, até o Presidente da República foi escutado no ‘caso Casa Pia’, o anterior procurador veio afirmar candidamente que “não haveria mais” do que sete ou oito mil escutados habitualmente - como se fosse pouco!"

Num país civilizado, onde o respeito pelos leitores, fosse algo mais do que uma batata, este tipo de comentadores, seria relegado para o descrédito rápido e não voltaria a escrevinhar atoardas destas. Aqui, é promovido a guru de televisão, com audiência marcada.

Publicado por josé 20:49:00 3 comentários Links para este post  



Hipócritas

A SIC já sabe o teor do inquérito à inglesa, mãe de Maddie, efectuado na semana passada. Divulgou amplamente no jornal da noite, há minutos, as respostas concretas dadas pela mesma, às perguntas mais pertinentes.

Quem deu à SIC, estas informações que violam de modo flagrante o segredo de justiça? Alguém se importa? Algum comentador vai pedir responsabilidades ao procurador- geral da República?

HIPÓCRITAS!

Entretanto, o antigo procurador-geral da República, Cunha Rodrigues, que nunca se pronunciou antes, sobre fosse o que fosse, na tv, aparece agora a falar aos jornais e à tv, e a substituir o ministro da Justiça, que preferiu o silêncio do "não comento". Cunha Rodrigues, como juiz da UE, está sujeito a reserva. Diz que não fala em casos concretos e tudo o que diz é concretamente interpretado...
Este filme, é estranho. Deveras estranho.

Publicado por josé 20:07:00 3 comentários Links para este post