um retrato
terça-feira, maio 29, 2007
A Assembleia Geral do BCP que ontem decorreu, deu uma boa amostra do estado geral do País. Jardim Gonçalves que, do nada, e a pulso, construiu o maior banco privado português, foi mais ou menos humilhado, e enxovalhado, com um tal de Joe Berardo a sair por cima e a cantar de galo. Quanto ao resto, e a Paulo Teixeira Pinto, pela pequena amostra que são as campanhas publicitárias, cada qual a mais pindérica, do BCP, terá um grande futuro à frente - pragmatismo não lhe falta. Ou muito me engano, ou o BCP não dura em mãos portuguesas mais que 18/24 meses. As coisas são o que são.
Publicado por Manuel 12:40:00 3 comentários Links para este post
sobre uma aparente imbecilidade
Uma violação aos 13 anos é menos grave do que aos sete. Segundo a edição desta terça-feira do Correio da Manhã, é este o entendimento do Supremo Tribunal de Justiça, que considera estar-se a valorizar excessivamente a pedofilia, aplicando-se penas demasiado altas a indivíduos condenados por abusos sexuais de menores.
O Supremo entendeu ser menos grave violar um menor de 13 anos do que um de sete e, nesse sentido, acabou por reduzir em dois anos a pena de um homem condenado por crimes de abuso sexual de menor.
O indivíduo em causa tinha sido condenado a sete anos e cinco meses em cúmulo jurídico, com o tribunal de primeira instância a justificar a pena com a necessidade de «prevenção geral positiva» e com o facto de a «natureza do crime ser susceptível de alarme social, sobretudo numa época em que os processos de pedofilia têm relevância mediática e a sociedade está mais desperta para este flagelo».
Os juízes do Supremo consideraram que o tribunal de primeira instância foi influenciado pela relevância mediática que acompanha estes casos. No acórdão pode ler-se ainda «que há que ter em conta o grau de desenvolvimento do menor, não sendo certamente a mesma coisa praticar algum dos actos com um jovem de 13 anos, que despertou já para a puberdade e que é capaz de erecção e de actos ligados à sexualidade que dependem da sua vontade».
via Portugal Diário
Bom, ou o Correio da Manhã tresleu a sentença, pelo que se aguarda um esclarecimento do STJ, ou o Correio da Manhã não tresleu o acórdão, pelo que se aguarda um esclarecimento do STJ. Bem sei que a Justiça e o Direito não serão ciências exactas, e que será preciso contextualizar, a tempo e horas, o que restar do caso Casa Pia, mas, mesmo assim, a serem os factos como acima relatados, aquilo não me parece Justiça que se cheire, muito menos se deseje.
Publicado por Manuel 12:22:00 0 comentários Links para este post
um chico-esperto ao seu dispor
“Estava tudo preparado para abrir concurso para se admitirem essas pessoas, que
ficariam numa situação nova que lhes garantia maior protecção”
In Correio
da Manhã
Se era para admitir "essas" pessoas para quê o concurso? Que eu saiba concursos lançam-se para se seleccionar os melhores e os mais capazes e não para legalizar a aldrabice.
Publicado por contra-baixo 10:58:00 2 comentários Links para este post
O Fisco Imperial
segunda-feira, maio 28, 2007
As autoridades fiscais portuguesas, andam preocupadas com a capacidade e a possibilidade de famílias inteiras, estarem a fugir ao fisco, através de doações entre agregados familiares.
Em bom rigor, existe uma cláusula geral anti-abuso na Lei Geral Tributária que permite dizer que a primeira "doação" é simulada e se destina apenas a evitar o pagamento de impostos e, portanto, "desconsiderá-la" para efeitos fiscais, cobrando na mesma. Mas pasando-se tudo isto no remanso do lar , era bom saber se este Natal, temos que por mais um prato na mesa, para os fiscais das finanças.
Em bom rigor, alguém tem que pagar a Ota.
Publicado por António Duarte 11:47:00 9 comentários Links para este post
O silêncio é de ouro
domingo, maio 27, 2007
Fartaram-se de gozar com o Fernando Pereira e com as imitações. Porém, nem uma palavrinha, sobre o plágio do vídeotube do Claude François...já aprenderam as técnicas de comunicação, pelo silêncio. Mau sinal.
Publicado por josé 22:25:00 26 comentários Links para este post
continua a ser directora da DREN
Foto obtida via O Jumento
Publicado por contra-baixo 11:31:00 12 comentários Links para este post
um retrato, nos dias do fim.
sábado, maio 26, 2007
Medo
Acabei agora de ver uma entrevista de Mário Lino no telejornal da RTP1 sobre as declarações do ministro relativas à Ota. Nada teria contra o estilo cauteloso das respostas do ministro após aquelas palavras sobre a "margem sul". De facto, após a bronca convinha humildade. Mas existiu algo mais na entrevista que, essa sim, é reveladora de um medo profundo e preocupante. Porque revela um medo que não é o medo da opinião pública.
Foi quando o ministro referiu que a sua piada sobre a licenciatura do primeiro-ministro não tinha sido uma piada mas umas palavras inofensivas dirigidas ao bastonário da ordem dos engenheiros presente nessa reunião. Esta desculpa pública (que mais parecia uma confissão num tribunal popular) de algo que ainda por cima foi manifestamente uma piada (até pelo sorrisinho malandro do ministro quando proferiu as referidas palavras) revela algo que é particularmente grave pois vem de quem está próximo do primeiro-ministro.
Se o ambiente não fosse, como é, de um crescente terrorismo sobre "quem não tem o devido respeito pelo primeiro-ministro", o ministro sentir-se-ia à vontade para dizer que sim, que tinha sido uma piada, e que o primeiro-ministro, pessoa com sentido de humor, em nada se tinha sentido afectado por tal piada. O ministro veio pedir desculpa "por não ter tido o devido respeito pelo primeiro-ministro". Melhor só Stalin.
Timshel
Publicado por Manuel 18:24:00 2 comentários Links para este post
Uma questão em aberto
sexta-feira, maio 25, 2007
Sobre crianças desaparecidas, um especialista em investigação, declarou hoje o seguinte:
O presidente do Grupo Especialista em Crimes contra Menores da INTERPOL disse hoje em Lisboa que num caso de desaparecimento de crianças ou adultos as primeiras 24 horas são cruciais.
O comandante Alain Remue falava na II conferência europeia sobre Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, que decorre em Lisboa para assinalar o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas.
Segundo este responsável, há três regras básicas de investigação iguais para todo o mundo: cada caso é um caso (não existe um desaparecimento igual), as primeiras 24 horas são cruciais e nunca se deve dizer nunca.
Lisboa, 25 Mai (Lusa) -
Enquanto cidadão que escreve neste blog, ainda estou à espera de uma explicação da polícia portuguesa ( GNR e PJ e ainda SEF), acerca do modo de operação, concreto, no caso do desparecimento da pequena Madeleine, no Algarve.
Li há uns dias uma declaração extraordinária do sindicalista da PJ, Carlos Anjos, a dizer que correu tudo muito bem porque a investigção da PJ começou... seis horas depois!!! Acrescentou que nem é costume ser assim tão rápido.
Pela minha parte, sinceramente, só pretendo que alguém da PJ ou da GNR venha explicar, se de facto aquilo que o especialista da INTERPOL, disse, hoje, será novidade para alguém naquelas polícias. E se o for, o que é que andam a fazer os elementos dessas polícias que fazem ligações com a Interpol ,etc.
Se não for, o que é que aconteceu, de facto, para se demorar seis horas ( se é que não foram mais) e ainda para saber se houve aquela rábula do costume que é a de desvalorizar os desaparecimentos de pessoas, confiados na estatística de que "isso não é nada", "ela aparece", "não se preocupe".
Acho que ainda ninguém colocou a questão nestes termos e é tempo de a colocar abertamente. Para que no futuro, este género de coisas, nunca, mas nunca mais aconteça.
Nota: Afinal, parece que nada haverá a esclarecer. O PGR, ouvido mesmo agora na SIC, declarou que a polícia nada tem a aprender de novo com este assunto. "É um crime muito difícil de decobrir", disse o PGR.
Publicado por josé 20:30:00 12 comentários Links para este post
Nem pensar!
O ministro Mário Lino encontra-se neste momento a dar explicações na RTP1, numa entrevista de telejornal.
Mostraram-lhe os dois vídeos com imagens polémicas, relativas a duas das suas declarações que têm sido geralmente tomadas como anedóticas. Uma, sobre a margem sul; outra sobre a sua particular inscrição na Ordem dos Engenheiros. Depois da sugestão repetida do entrevistador, - José Rodrigues dos Santos- nesse sentido, o ministro admite facilmente que as interpretações dadas às palavras que proferiu, podem ser exactamente aquelas que todos compreenderam e que têm provocado riso geral. Até os plagiadores fedorentos pegaram no assunto...
Sobre a intervenção polémica em que se declarou alegremente ( é a palavra, ao ver o sorriso maroto que acompanha a expressão e a gargalhada que imediatamente provocou), engenheiro, sublinhando a inscrição na Ordem, Mário Lino declarou agora, urbi et orbi, que nessa altura, nunca lhe passou pela cabeça estar a gozar com a licenciatura do primeiro ministro.
Lembro-me de um antigo ministro de Cavaco Silva, Carlos Borrego e que numa infeliz tirada discursiva sobre os hemofílicos, contou uma anedota anódina. Foi imediatamente demitido, porque a TSF passou vezes sem conta a tirada fatal.
Agora, mesmo com imagens a desmentir na cara o próprio ministro, o mesmo ainda tem a lata de declarar que nunca lhe passou pela cabeça o efeito da declaração jocosa...
Publicado por josé 20:15:00 7 comentários Links para este post
Oasis Alcochete
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"! Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete.
À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
Publicado por António Duarte 17:29:00 1 comentários Links para este post
o filho da mãe (II)
Mais um vídeo, do qual - aparentemente - ninguém contesta a veracidade...
(originalmente aqui.)
Publicado por Manuel 17:03:00 3 comentários Links para este post
'superioridade e indiferença'
(via Apdeites)
Publicado por Manuel 15:46:00 1 comentários Links para este post
Ota ou o Gato por Lebre - Interesse Público
Publicado por António Duarte 15:07:00 1 comentários Links para este post
Director da polícia é citado em gravação que consta de inquérito
Não se assustem, rapazes, é no Brasil...
Publicado por Manuel 14:56:00 1 comentários Links para este post
Cartas marcadas
Não é no povo que zurzo. É em mim próprio, enquanto observador descomprometido com partidos políticos ou grupos de influência política, por muitas vezes não entender este povo que virtualmente vota como vota.
Ao longo dos anos, aprendi a respeitar a vontade popular, mesmo contra as minhas ideias, por ter achado que afinal as escolhas que foram sendo feitas, tiveram sempre a sua lógica que denotava alguma inteligência colectiva que nos definia um perfil. Mesmo assim, acho que houve grandes erros cometidos, pelos quais ainda pagamos facturas elevadas.
No entanto, mesmo agora, com toda a perplexidade que estas sondagens apresentam, continuo a pensar que estes resultados derivam do estado actual a que chegamos: um Estado de dependências várias, com uma forte componente de funcionários e uma parte importante de empregados por conta de outrém que pensam de outro modo, diferente dos funcionários, mas não conseguem articular harmonias no sistema que temos e herdamos.
Não acredito na luta de classes, mas acredito na luta entre classificados do funcionalismo e dos privados das empresas. Este governo pode muito bem estar a governar como deve ser, embora todos saibamos que há várias formas de o fazer. Quem vai dizer o contrário, com suficiente autoridade para tal?
O PSD pode dizer com absoluta verdade que a alternativa que promete é diferente e melhor? Há alguém no PSD que faça esse discurso bem feito e de modo a convencer o povo?
Há alguma alternativa na Esquerda totalitária que ainda temos? O CDS constitui alternativa com crédito, depois do que fez na coligação com Santana?
Não será isto mesmo que o povo intui e vota em conformidade, indo ao essencial do que lhe parece ser o essencial?
Neste estado de coisas, a discussão séria que se apresenta sobre o carácter de um indivíduo como o primeiro ministro, ou sobre a competência mediática de um ministro como Mário Lino, será assim, no entender deste povo que vota, completamente despicienda. Não devia ser? Pois não, mas a verdade é que parece mesmo que é.
E no entanto, é por aqui que se tenta o desgaste, com toda a legitimidade dos princípios de rectidão moral e dos valores democráticos.
Mas…quem é que liga a isso, tirando os opinadores dos media, quando se sabe que muitas vezes, são eles próprios os interessados em fazer valer um discurso de método de apear o califa e tomarem o lugar do califa? Que crediblidade merece um discurso de método que se afigura cínico, acima de tudo?
Por que razão Mário Lino está completamente debaixo de fogo mediático, já gozado por plagiadores e um outro Mário, Gago de apelido, já o não está? Mistérios insondáveis da opinião pública e publicada.
Por que razão um fenómeno como o desaparecimento de uma menina estrangeira, no Algarve, atingiu o mediatismo global como atingiu? Mistérios insondáveis do imponderável mediático.
É neste jogo de imponderáveis, de incertezas mediáticas e de agendas impossíveis de programar que reside todo o interesse e acompanhar a realidade política.
Mas por outro lado, só é possível entrar neste jogo, com algum sentido de humor, porque uma boa parte das vezes, o jogo tem cartas marcadas e os truques não são visíveis. Et pour cause.
Publicado por josé 11:41:00 9 comentários Links para este post
Um filme épico - Em exibição, num país perto de sí
Publicado por António Duarte 11:07:00 1 comentários Links para este post
talvez sim, ou talvez não
Abaixo, o José zurze, a propósito das sondagens, contra o povo que somos e que temos. Talvez tenha razão, ou talvez não - é que me vem à memória o fim abrupto de Guterres, que nenhuma sondagem quis, ou soube, antever...
Publicado por Manuel 11:04:00 1 comentários Links para este post
A frase
A Grande Loja está em condições de adiantar o teor exacto, e preciso, das afirmações que o Professor Charrua proferiu, à hora de almoço, a um colega, e que foram qualificadas como injuriosas, ofensivas e insultuosas ao bom nome de José Sócrates, primeiro-ministro de todos os socialistas, pela Directora Regional da Educação do Norte, e motivo da suspensão preventiva, de Charrua.
- O Sócrates que vá é para a Margem Sul, carago!
O que traduzido na mente da ortodoxa socialista, a Torquemada de Saias, significou que Charrua desejava é o envio do 'Engenheiro' (faxeado) para as urtigas do Deserto, da Margem Sul, Deserto esse onde como Mário Lino sabe só há camelos...
Publicado por Manuel 10:55:00 0 comentários Links para este post
O povo que temos e somos
Hoje, as sondagens apontam para o reforço da maioria absoluta governamental. Quase 47%!
Está provado que quem vota maciçamente, aos milhões e ao mesmo tempo responde a inquéritos de sondagem, não lê jornais; vê a tv que lhe dão e muito menos lê blogs ou comenta assuntos do dia com propriedade e conhecimento de facto e de direito, dos assuntos.
Passadas dezenas de anos sobre o 25 de Abril que nos libertou da "longa noite fascista" e nos devolveu as mais amplas liberdades, o povo em geral, está-se nas tintas, para fenómenos de corrupção ou manigâncias sobre obtenção de diplomas de licenciatura de uma pessoa que chegou a primeiro ministro, sem se saber muito bem como nem porquê. Este povo quer saber nada de coisas substanciais como o carácter de um primeiro ministro ou a correcção de actuação de um governo ou dos seus ministros.
Os comentadores de jornal e demais pessoal intelectualizado nas letras e tretas, pode muito bem ficar ciente disto: vale quase nada o que escrevem e adianta muito pouco ou mesmo nada, a preocupação que possam ter com issso.
Mais: a influência real e efectiva de uma opinião sustentada em certos arquétipos morais e de coerência com princípios de comportamento e de carácter, vale mesmo zero.
Continuamos a ser um povo inculto, realmente analfabetizado e desinformado por vontade própria. Os contentinhos de hoje, serão os descontentes de amanhã, por motivos simétricos.
Publicado por josé 10:49:00 0 comentários Links para este post
Um cinismo refinado
Podem cometer-se evidentemente todas as malfeitorias abusando da liberdade de expressão e de opinião. Mas, salvo quando haja violação do direito ao bom nome e reputação de outrem (que está também constitucionalmente garantido), num Estado de direito democrático só há um meio de combater ideias e opiniões: com outras ideias e opiniões! [Publicado por vital moreira] 25.5.07
Há um ano atrás, estava na ordem do dia mediático e político, uma questão fulcral para este poder implantado de estaca: a substituição rápida e indolor do então PGR, Souto Moura. As verdadeiras razões para tal iminência, esses poderes e os seus acólitos e núncios, sabem-nas muito bem: vingança pessoal e política, apenas.
Nessa altura escrevi um comentário num postal nesta Loja. Assim:
No dia em que o PGR esteve em Coimbra a falar sobre a proposta do governo sobre política criminal, o jornal onde Vital Moreira se aboleta ( O Público)publicou uma "notícia" dizendo que o PGR tinha afirmado que a PGR era um órgão de soberania.Qualquer pessoa bem intencionada que conheça o actual PGR sabe muitíssimo bem que esta calinada nunca poderia ser proferida por Souto Moura. Quand même! Com base na "notícia" do jornal , VM escreveu um postalzito a descascar directamente, ad hominem, no PGR Souto Moura e , claro, a exigir mais uma vez ( e as outras são incontáveis, sem que se perceba muito bem porquê) a demissão do PGR. E apontou o dedo à aleivosia publicada pelo jornal que acreditou e publicou como verdade absoluta engolida logo, com muito gosto, pelo blogger VM !Poucos dias depois, o Público publicou uma carta aberta do próprio Souto Moura em que este explicava que não tinha dito tal coisa e que dissera, sim, coisa bem diferente.
Sabe o que fez o blogger Vital no causa nossa, por causa dessa carta?Intitulou assim o postal: "E insiste!"E fugindo da explicação dada que lhe desmentia a ignomínia e a ofensa publicada, tergiversou sobre o tema do controlo da PGR pela Assembleia da República, tecendo os encómios habituais à excelência deste órgão (e ao funcionamente das suas comissões)!
Está à vista a coerência acerca dos ataques vigoroso às ideias e os rebaixados, ad hominem…
Publicado por josé 10:43:00 0 comentários Links para este post
'jornalismo de sarjeta'
ASSIM VAI O JORNALISMO EM PORTUGALSó uma pequena nota: as sondagens referidas são NACIONAIS e, a partir delas, o ilustre semanário Sol (certamente encoberto pelas nuvens que neste momento pairam sobre Lisboa), extrapola as mesmas para Lisboa.
Este sim, este é jornalismo de sarjeta
Adenda - Entretanto o Pedro Magalhães já comentou aqui...
Alertado por um leitor e blogger, gostaria de chamar a vossa atenção para esta notícia da edição online do jornal Sol, onde se relatam os resultados de uma sondagem realizada a uma amostra representativa dos eleitores residentes em Portugal Continental, e onde o PS surge com 46,8% das intenções de voto válidas. O título da notícia resume "Sondagens dão maioria ao PS na Câmara de Lisboa". Errar é humano. Mas se há ministros que não deviam fazer discursos depois do almoço, há jornalistas que não deviam escrever notícias antes do pequeno-almoço.
Publicado por Manuel 10:08:00 2 comentários Links para este post
sem qualquer espécie de redenção
As coisas são o que são - José Sócrates ascendeu a primeiro-ministro, nas condições a que ascendeu, por uma e uma só razão - do outro lado estava um 'senhor' chamado Pedro Santana Lopes, efeito secundário da fuga umbiguista do Dr. Barroso. Percebe-se por isso o carinho, a gratidão e a simpatia que sistematicamente altas patentes socialistas nutrem pelo 'Pedrinho' mas, já é mais difícil de explicar porque razão de cada vez que o PS e o Governo estão mais que em apuros, Pedro Santana Lopes, que continua a dizer ser do PSD, tem que aparecer a ganir, e a disparatar, num reflexo tipicamente pavloviano, contra a actual liderança laranja, (desta vez elevada a estalinista e nazi (!)) num frete óbvio, e explícito, ao PS e ao Governo, e numa tentativa óbvia de desviar as atenções dos portugueses do essencial. Para além do ressabianço, óbvio e evidente, a única explicação é que à crescente, e exponencial, lopização deste governo, onde o Primeiro Ministro já não tem qualquer autoridade e reina a rebaldaria, de facto Santana Lopes se identifica com os dramas que atingem Sócrates, o PS e o Governo.
Para os mais distraídos, Pedro Santana Lopes é, recorde-se, desde o 25 de Abril, o único Primeiro-Ministro, que teve um chefe de Gabinete, agora arguido, como informador da Polícia Judiciária, no âmbito de um processo (o Freeport) cujo alvo cirúrgico era o então candidato a PM - José Sócrates, e seu adversário político directo. Isto, que é público, e está em julgamento, devia ser suficiente, mas não é, para irradiar - de vez - Santana Lopes, no mínimo um irresponsável, da vida política activa. E, ao não ser, só reforça a ideia de que poder e 'oposição' são todos 'iguais'. Não são. Por isso entre o inferno do Dr. Lopes prefiro, apesar de tudo, o purgatório do Dr. Mendes. Como preferi, em 2005, o previsível purgatório do Dr. Sócrates, por estes dias também a derrapar, vertiginosamente, para outra coisa qualquer, sem qualquer espécie de redenção.
Publicado por Manuel 09:01:00 2 comentários Links para este post
Singularidades do All garve
Publicado por Carlos 02:16:00 0 comentários Links para este post
Giro, giro...
... era rever aquele Prós e Contras de há uns meses, sobre o Poder Autárquico e a Lei das Finanças Locais, em que participou o então ministro da Administração Interna e da Reforma da Administração Pública... António Costa.
O que diria o candidato à câmara de Lisboa... António Costa da prestação do então ministro?
Publicado por André 01:17:00 1 comentários Links para este post
A Boa Moeda e Má Moeda...e os Camelos na Margem Sul.
quinta-feira, maio 24, 2007
Publicado por António Duarte 23:01:00 0 comentários Links para este post
etiquetas Ota
Apanhados na Ota (I)
Almeida Santos, que falava à saída da reunião da Comissão Nacional do PS, é contra a construção do aeroporto na Margem Sul, mas invoca razões relacionadas com a defesa nacional, nomeadamente o risco de destruição de uma das pontes sobre o Rio Tejo.
O presidente socialista explicou que um aeroporto na Margem Sul do Tejo implica passar sobre pontes e que estas podem ser destruídas por terroristas.
Publicado por António Duarte 21:38:00 1 comentários Links para este post
cinismo de ocasião
À primeira vista, até pode parecer muito virtuosa a crítica, vinda de dentro, à actuação da zeladora da DREN, por banda de Vital Moreira e outros que tais.
Nada mais enganador. O que esses críticos de ocasião sustentam na entrelinha, pouco tem a ver com a fé na virtude da liberdade de expressão. Tem tudo a ver com a inoportunidade de se voltar a falar de um assunto morto e enterrado e que para eles nunca passou de um fait-divers: a discussão do vergonhoso percurso académico do primeiro-Ministro que apoiam com unhas e dentes de fome e sede de poder.
Aliás, o blog em causa, é um exemplo flagrante deste tipo de chicuelinas. A blogger Ana Gomes, escreve no mesmo. A propósito de alguns seus colegas de partido, que fazem parte do núcelo duro de apoiantes do governo, tem escrito coisas de estarrecer. Vital Moreira escreve no mesmo sítio, por vezes um pouco mais acima; outras, um pouco mais abaixo.
O respeito pelo poder e a absoluta falta de noção do ridículo da situação, convivem alegremente, alternando postais, no blog da causa.
Publicado por josé 11:36:00 2 comentários Links para este post
A pose
O advogado Proença de Carvalho, um instalado do Estado a que chegamos e que toca viola baixo em grupos de amigos, possivelmente canções tipo Beatles, dá entrevista extensa à Visão de hoje.
Proença de Carvalho é pessoa com experiência de vida, política. É um dos ícones reservados do Centro democrático social liberal e popular, partido da maioria do povo português e que tem conduzido o país, ao longo das últimas três décadas, a este belo quadro social. É um dos valetes de quase todos os governantes deste país que temos e nos deixaram. Sabe coisas de que não quer falar, sobre o processo Casa Pia e dá-se bem com alguns expoentes da sociedade portuguesa. É amigo de “todos os donos dos grandes escritórios de advocacia” e conhece todas as correntes transversais da sociedade de interesses portuguesa. Foi amigo de Champallimaud, defendeu Leonor Beleza à exaustão, contra os hemofílicos; É , evidentemente, amigo de Mário Soares e também de Cavaco Silva, como é de Dias Loureiro e de outros notáveis. Defende este governo e acha que não há perigo de qualquer poder pessoal do primeiro-ministro, apesar de entender que os jornalistas hoje, têm menos liberdade- mas por causa da “empresarialização” dos media.
As suas ideias têm, por isso, algum interesse. Que pensa Proença da esquerda e da direita, por exemplo?
“ Depende do que se entende por esquerda. O problema é este: haverá lugar para uma esquerda contra o mercado e que continue a pensar que o Estado deve intervir e regular a economia? Essa é uma óptica irrealista. Um partido que hoje se situe nesse espectro político pode continuar a enfatizar as bandeiras sociais, mas, no que toca à política económica e financeira, não pode ser diferente de qualquer outro partido realista. Claro que é sempre possível pensar uma esquerda como a do dr. Mário Soares, contra a globalização e antiamericana, mas essa é uma esquerda sem qualquer presente ou futuro.”
Uma das pedras de toque do discurso de Proença de Carvalho, desde sempre que o conheço a falar para os jornais, é o modelo de organização dos poderes de investigação e acção penal.
A Proença de Carvalho não se conhece nada de especial, em teoria e que seja consistente, sobre a lógica de organização do sistema jurídico-penal que temos e para cujo modelo muito contribuiu um seu antigo amigo, Salgado Zenha, do PS, ( tal como então o próprio Proença o era).
O discurso de Proença, ao longo dos anos, sobre este assunto, não sai disto:
“Temos tido, em Portugal, um grande défice de autoridade democrática e governos que não assumem as responsabilidades que lhes cabem nos vários domínios. Não considero que a segurança seja uma matéria da responsabilidade das polícias, como a Justiça não deve ser da responsabilidade dos magistrados. O Governo tem obrigações e deve assumi-las, até para que nós, cidadãos, posssamos pedir-lhe responsabilidades.”
Este discurso redondo, feito de inuendos não declarados, alberga alguma ideia concreta e precisa sobre a organização do poder jurídico-penal em Portugal? Alberga pelo menos uma: a de capar o poder judicial do poder que ainda tem. Em nome e interesses de quê e de quem? Do tal povo a quem pertence a soberania?
A ideia sempre repetida de “responsabilidade democrática”, já parece a velha e revelha cassette gasta, sem sistema Dolby.
A Proença nunca se lhe pergunta a ideia concretizadora do seu pensamento de algibeira. Tirando a frase feita da responsabilização e da submissão do poder judicial ( que não distingue quanto aos vários protagonistas) ao poder político, nunca se lhe dá oportunidade para esclarecer se conhece os modelos existentes e que modelo defende.
Já sabemos que o modelo português actual não o atrai. Não sabemos qual prefere e fica-se sempre nessas meias tintas de aparentar um saber mais do que duvidoso e mais do que suspeito, porque nunca explicado. Parece, por vezes, que tem saudades do tempo da velha senhora que instituiu os tribunais especiais plenários e arreatava o Ministério Público às nomeações de "responsabilidade". Das poucas vezes que fala sobre polícias, o modelo que apresenta lembra sempre o da PJ dos tempos antigos que tinha juízes privativos e autonomia dependente do ministro da tutela.
Já era tempo de alguém dizer a Proença de Carvalho que o que diz é pouco e gasto e precisa de explicar o que sabe do assunto, para que se perceba o que quer dizer. Porque o que parece realmente é que Proença de Carvalho é um apenas um...bluff, cujo truque reside na pose.
Publicado por josé 10:49:00 1 comentários Links para este post
o day after
Agora que estamos conversados sobre a originalidade dos Gatos (fedorentos) há que convir que em matéria de criatividade e imaginação ninguém bate Mário Lino e Almeida Santos. Quando os argumentos a favor da OTA já vão em desertos e ameaças terroristas, estamos conversados. É o desespero, é o que é.
Publicado por Manuel 06:07:00 2 comentários Links para este post
A chico espertice geral
quarta-feira, maio 23, 2007
Copiar é o nosso destino. Somos um povo de copistas de ideias alheias. Porém, creio que houve alturas em que não copiamos tanto e tenho saudades desse tempo, por esse motivo e porque nos devolve a memória de uma dignidade que já não temos.
Copiamos desgraçadamente em tudo e em todo o lado. Fazêmo-lo ainda com a desfaçatez da impunidade, porque quem copia sai sempre beneficiado. A cópia ri-se do original. E os basbaques complacentes, aplaudem.
No Google, procurei o sítio original onde terá vindo a mostra da cópia do genérico do Diz que é uma espécie de magazine, dos Gato Fedorento, a última mostra da nossa capacidade de copianço à larga e sem vergonha.
Fui dar aqui. O post é de 17 de Maio do corrente ano. No entanto, alguém deu por ela, no mesmo dia, mas nada disse do sítio onde viu primeiro e até mostrou admiração pela descoberta!! Outros seguiram e fizeram o mesmo. Apresentaram a "novidade" como descoberta própria, sem citar o descobridor. É assim, em Portugal, por isso não admira que tenhamos um primeiro ministro como temos e o país que temos: uma sítio de chicos espertos e pouco mais.
Nota complementar e correctiva:
Pedro Aniceto, do blog Reflexões de um cão com pulgas, respondeu na caixa de comentários para me chamar à razão de uma possível precipitação, negando a cópia e a chico-espertice. Fez bem. Ficam as desculpas, por essa interpretação possível do que escrevi.
Publicado por josé 23:23:00 16 comentários Links para este post



