A verdade é como o Azeite...vem sempre ao de cima !
sexta-feira, março 31, 2006
Publicado por António Duarte 22:36:00 9 comentários Links para este post
O último post

A partir de hoje, estarei por aí. Há três anos, numa animada tarde de trabalho nasceu o nome. O vento e a maré da blogosfera acabaram por dar forma à coisa. Mas, como aqui já foi citado várias vezes, "tudo o que tem um princípio tem um fim". E este é o meu. Até à próxima.
Publicado por Carlos 17:09:00 14 comentários Links para este post
PRACE in the name of what?
Situando-se em Lisboa a totalidade dos serviços centrais do Ministério da Cultura, alguém explica a criação da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo e a extinção, no Porto, do Centro Português de Fotografia, depois dos milhões de euros que nele foram investidos desde 1997 até agora e quando já se tornara uma referência internacional no campo da fotografia contemporânea.
Publicado por contra-baixo 16:34:00 5 comentários Links para este post
Puro serviço público
Sugere-se aos senhores Conselheiros do STA que deixem de ser amadores, facto do qual só se podem queixar deles próprios e adiram ao método profissional e comprovado do "eu contrato a tua mulher para minha assistente, tu contratas a a prima do meu amigo e ele a minha filha", há décadas em vigor no Parlamento Europeu.
Publicado por irreflexoes 14:05:00 2 comentários Links para este post
Desafio
A quem tenha tempo.
Das cento e oitenta e não sei quantas extinções, quantas não são seguidas de ressurgimento com novo nome ou da integração em outra instituição?
Assim de repente, poucas, muito poucas.
Publicado por irreflexoes 13:52:00 0 comentários Links para este post
É de lamentar...
Com referência ao artigo publicado ontem, intitulado "Vice-presidente do Supremo Administrativo nomeia sobrinho para seu assessor", encarrega-me Sua Excelência o presidente do Supremo Tribunal Administrativo de fazer notar a V. Exa. que é de lamentar que a comunicação social se preocupe em publicitar situações como a vertente, quando há muitos outros factos a noticiar, estes sim, de extrema relevância para a jurisdição administrativa e fiscal e cujo conhecimento aproveitaria, seguramente, a todos os cidadãos.
Rogério Martins Pereira
Chefe de Gabinete Sup. Trib. Administrativo
in "Cartas ao Director", "Público", 2006-03-31, p. 5.
(foto daqui).
Publicado por Gomez 13:00:00 4 comentários Links para este post
Alarme ou copy-paste?

A divulgação da análise do SIS, inscrita no Relatório de Segurança Interna de 2005, fez soar as campainhas do costume. Segundo o Correio da Manhã, diz o SIS que “embora não se tenha detectado a existência de células locais de grupos terroristas internacionais, passaram por Portugal diversos suspeitos de envolvimento em “recrutamento e preparação de atentados”. O relatório do SIS prossegue afirmando que “detectada a presença de indivíduos com ligações às redes jihadistas europeias, suspeitos de integrarem células terroristas noutros países europeus e de estarem envolvidos em recrutamento e preparação de atentados”.
”As actividades de estruturas de apoio logístico a indivíduos suspeitos continuaram também a verificar-se. O SIS refere que estes terroristas deslocaram-se a Portugal “em busca de documentos falsos, de financiamento e de recuo temporário”, ou seja, um local onde se esconder após terem sido descobertos ou ‘apertados’ noutro país. O SIS refere ainda que “parte significativa” dos suspeitos que pertencem às estruturas de apoio logístico dedica-se simultaneamente – como forma de conseguir fundos – “a outras actividades criminosas como o tráfico de droga, roubo e furto de documentos, cartões de crédito e telemóveis, bem como auxílio à imigração ilegal”., continua.
Vejamos o que disse o SIS no Relatório de Segurança Interna, 2000
“No âmbito do SIS, acompanharam-se os fenómenos de terrorismo internacional, procedendo-se à análise de elementos de informação no sentido de permitirem a permanente actualização da avaliação da ameaça que tais fenómenos poderão representar para a segurança interna.”
E no Relatório de Segurança Interna 2001:
“Num País como Portugal, que há vários anos não regista actividades de qualquer grupo terrorista interno, a dimensão da ameaça resulta sobretudo da repercussão das grandes tendências internacionais, equacionadas em termos do seu impacto no nosso País, assim como da potencial utilização do nosso território como refúgio ou apoio logístico a organizações terroristas internacionais”
E no Relatório de Segurança Interna 2002:
“Até ao momento, não se detectou em Portugal qualquer planeamento de
actuação terrorista, mas a hipótese de ampliação de algumas conexões
logísticas já apuradas e a possibilidade de inflexão táctica de elementos operacionais fugidos ao revés ou risco da detecção noutras paragens, continuam a exigir a manutenção e reforço das medidas preventivas adequadas.
E no Relatório de Segurança Interna 2003:
”Apesar de Portugal ter vindo a servir de plataforma para o desenvolvimento de certa actividades de apoio a células ou a outras estruturas implantadas na Europa, não foram recolhidos indícios consistentes que suportem a existência de grupos terroristas ou o desenvolvimento de procedimentos preparatórios de atentados no nosso País”.
E no Relatório de Segurança Interna 2004:
“No campo da difusão dos princípios ideológico-religiosos, a ameaça em
Portugal mantém-se em níveis moderados. Embora não tenham sido recolhidos indícios da existência em Portugal de grupos terroristas de matriz islamista ou de actividades preparatórias de atentados, o facto de existirem estruturas vocacionadas para o apoio logístico de indivíduos suspeitos de envolvimento em atentados ou de pertencerem a grupos terroristas, aumenta o risco de poderem vir a ser desenvolvidas outras actividades, como o recrutamento de membros para formação de células locais”
Enfim....ou durante cinco anos nada mudou e apenas se faz copy-paste do que se disse no ano anterior, ou, como já referiu Medeiros Ferreira já chegamos ao Líbano e ninguém avisa.
Publicado por Carlos 12:43:00 0 comentários Links para este post
A força policial
quinta-feira, março 30, 2006
Do Diário de Notícias de hoje:
"Os directores da Polícia Judiciária (PJ) ameaçam demitir-se em bloco se o Governo insistir em retirar da alçada desta força policial a actividade da Interpol e da Europol. Afastando a Judiciária da intervenção e competências que actualmente detém em matéria de cooperação (…) "
Do Diário de Digital, também de hoje:
"Depois da intenção do Executivo ter sido divulgada, na quarta-feira, pela agência Lusa, a TSF apurou, esta quinta-feira, junto de fontes não-identificadas da PJ, que o Governo decidiu recuar na intenção de mexer nas competências futuras da Judiciária e, em concreto, entregando os contactos com a Europol e a Interpol ao Gabinete de Coordenação de Segurança, organismo dependente do Ministério da Administração Interna."
A corporação governamental, pretendia alterar uma competência da corporação policial e esta opôs-se, firmemente.
Ganhou a polícia( e nós também?) ! Assim se nota, a força da PJ!
Quem sai, da corporação governamental?! O autor da ideia? O responsável pelo ministério?!
Publicado por josé 14:50:00 11 comentários Links para este post
Notas breves de um terramoto político

... neste caso, o termo «terramoto» não significa, necessariamente algo de negativo.
O quinto lugar do Likud constitui uma revolução no mapa político de Israel. A derrocada do inenarrável Netanyahu é, obviamente, uma boa notícia. (baixar o Likud, partido de poder desde 1948, para 11 lugares no Knesset é a melhor prova de que a posição de 'duro' está ultrapassada na forma de encarar o conflito)
O Kadima venceu, como se esperava, ainda que por uma margem mais curta do que se previa. Olmert era a única solução viável para dar seguimento à linha traçada desde 2002. Peretz é, ainda, uma incógnita, mas colocou-se, com um bom resultado do Labour, como o aliado natural do Kadima.
Um governo de aliança de centro-esquerda, falta saber com a presença de que pequeno partido, surge como o máximo denominador comum de uma enorme vontade expressa pelo eleitorado israelita em prosseguir a via da cedência gradual (no seguimento da saída de Gaza), do diálogo (possível) perante uma liderança palestiniana bicéfala (e, neste caso, só se poderá dialogar com Abbas e alguma Fatah, obviamente que está fora de causa encarar um Hamas que continua, mesmo no Governo, a falar na 'extinção de Israel').
Pode ser pouco claro mas, dentro do mapa complexo que o presente afigura para o conflito israelo-árabe, era o melhor que se podia arranjar. Tente-se, então, o impossível.
Publicado por André 01:55:00 1 comentários Links para este post
Agora é oficial

Scarlett Johansson é mesmo a mulher mais sexy do Mundo. A lista é da «FHM» e coloca Angelina Jolie, a vencedora do ano passado, em segundo lugar.
Digamos que, como a foto documenta, se trata de uma digna vencedora.
Publicado por André 01:50:00 20 comentários Links para este post
Amnistia à vista...para jornalistas!
Passa neste momento na RTP2 o Clube de Jornalistas, hoje sobre o tema do segredo de justiça e os jornalistas.
Presentes, Bacelar Gouveia e Rui Pereira, juristas eméritos, para além do presidente do Sindicato dos Jornalistas, Alfredo Maia.
Ponto mais importante e interessante : segundo Rui Pereira , da Unidade de Missão para a Reforma Penal, encarregado também de propor soluções jurídico-penalmente relevantes para esta matéria, vem aí uma nova revisão do processo penal que definirá, de uma vez por todas, aquilo que hoje é equívoco, a propósito da responsabilidade penal dos jornalistas, no que respeita a eventuais violações de segredo de justiça.
Segundo Rui Pereira, se a legislação proposta for aprovada- e não se vê razão para que o não seja- os jornalistas deixam de ser penalizados pela violação de segredo de justiça, nos casos em que se desconheça que obtiveram a informação directamente de quem guarde o segredo dos processos e além disso, se também ignorarem o carácter prejudicial da publicação da informação, para uma investigação em curso.
Adivinha-se agora o bom e o bonito, sempre que forem noticiadas certas ocorrências, relacionadas com os suspeitos do costume e principalmente com aqueles que costumam estar sempre acima de qualquer suspeita.
Consequência importante e realçada pelos peritos em processo penal, presentes no programa: após a aprovação da legislação, todos os processos crime em curso contra jornalistas por violação de segredo de justiça e mesmo já transitados em julgado, serão...arquivados, por despenalização das respectivas condutas!
Dizendo melhor: vem aí uma amnistia para jornalistas!
Quanto a mim, do mal o menos...
Publicado por josé 00:43:00 12 comentários Links para este post
Nem mais nem menos
quarta-feira, março 29, 2006
A propaganda chegou ao Diário da República:
O nascimento de uma nova figura.
O Legislador (ostensivamente) panfletário.
Com as novas regras contidas neste decreto-lei, bastarão dois registos na conservatória e duas publicações num sítio na Internet, a efectuar por via electrónica, para concretizar uma fusão ou cisão. Antes do XVII Governo Constitucional começar a actuar neste domínio, eram necessários três actos de registo nas conservatórias, quatro publicações em papel na 3.a série do Diário da República, uma escritura pública a celebrar no notário e duas publicações em jornais locais para efectuar uma fusão ou cisão."
in Exposição de motivos do Decreto-Lei n.º 76-A/2006, de 29 de Março.
Publicado por irreflexoes 13:03:00 2 comentários Links para este post
A verdade acima de tudo
Pretendendo descansar algumas consciências, aqui fica a correcção: a TSF não fez má tradução de uma notícia da CBS, como ontem escrevi.
A TSF fez uma cópia acrítica e acéfala de uma má tradução da Lusa.
O que, convenhamos, é muito menos grave e radicalmente diferente.
Publicado por irreflexoes 12:46:00 0 comentários Links para este post
A verdade a que temos direito
terça-feira, março 28, 2006
Os jornais diários portugueses estão em crise de vendas. Segundo o Diário Digital:
Em 2005, o Jornal de Notícias, perdeu mais de 14% dos seus leitores compradores, ficando abaixo da fasquia dos 100 mil exemplares diários.
O Correio da Manhã que detém o troféu do jornal diário que mais vende, continuou a vender acima dos 113 mil exemplares, mas perdeu quase 2% dos compradores.
O Diário de Notícias caiu quase 14% e vende agora pouco mais de 33 mil exemplares.
O Público, caindo 4,3%, passou a vender cerca de 48 mil exemplares.
Por fim, o diário dirigido 24 Horas, pelo martirizado Tadeu, apóstolo da sua liberdade de expressão, caiu também nas boas graças dos leitores que procuram afanosamente a “verdade, verdade, verdade” a que têm naturalmente direito. Vende agora um pouco menos que o Público. Parca ração. Nem as capas de letras em forma de garrafa lhe valem.
Que se passa então com os diários?! Crise económica? Descredibilização generalizada?
Aposto mais nesta última.
Publicado por josé 20:19:00 20 comentários Links para este post
5 minutos após
O post anterior saiu uma notícia na TSF que é uma tradução (mal feita) da peça da CBS.
Só um exemplo:
Original: "The move comes amid a sharp decline in Mr. Bush's approval ratings and calls from Republicans for the president to bring in new aides with fresh ideas and new energy."
TSF: "Esta remodelação regista-se quando se verifica um forte declínio dos índices de apoio ao presidente norte-americano, no meio de reiterados apelos dos republicanos para que Bush chame novos auxiliares, com novas ideias e nova energia."
Repare-se que aides é traduzido por auxiliares, em vez de assessores ou adjuntos, que seria o mais correcto. Mais, a notícia é dada como se ainda não tivesse acontecido ("George W. Bush deverá anunciar as mudanças ainda esta terça-feira, durante um encontro com jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.").
E não, não é uma coincidência. Há mais. Tristeza. Nem a TSF nos vale.
Publicado por irreflexoes 17:45:00 5 comentários Links para este post
Small News
O Chefe de Gabinete (por assim dizer) de Bush demite-se.
Com excepção da SIC e do Público mais ninguém disse nada .
Para quem não compreende a importância do White House Chieff of Staff, que acaba de se demitir, trata-se do braço direito do Presidente, chefe de todos os assessores, consultores e quejandos, entre muitas outras funções.
Mais informação: CBS, AP, Reuters, CNN, ABC, ou mesmo a edição on-line do Washington Post.
Adenda: Enquanto isso, no Público: um site na Internet em Braille.
Publicado por irreflexoes 17:17:00 2 comentários Links para este post
Um mero exercício...
segunda-feira, março 27, 2006
O governo pretende obrigar todos os desempregados a apresentarem-se quinzenalmente nos centros de emprego. A medida visa combater a inércia na procura de emprego por parte de quem se encontra desempregado. Muito bonito na teoria, completamente ineficaz na prática.
No centro de Emprego de Portimão (abrange os concelhos de Vila do Bispo até Albufeira), encontram-se inscritos cerca de 25.000 desempregados. Se 25.000 desempregados se tiverem que se apresentar quinzenalmente no centro de emprego, e como em cada 15 dias apenas existem 10 dias úteis, temos em cada dia útil a apresentação obrigatória de 2.500 desempregados.
Trabalham no centro de emprego de Portimão, 10 funcionários. Cada funcionário poderá atender no máximo 250 desempregados. Como os funcionários respeitam o horário de trabalho, terão 480 minutos de trabalho pela frente.
O que dá 1 minuto e 50 segundos para cada atendimento.
Dá para perguntar o nome e pouco mais….
Publicado por António Duarte 12:56:00 10 comentários Links para este post
Sombras de apóstatas
domingo, março 26, 2006
O novo livro de Francis Fukuyama,-AFTER THE NEOCONS: Where the Right Went Wrong - foi recenseado este Domingo, no Sunday Times.
Alguns excertos:
"A celebrated New Yorker cartoon of the 1950s showed a plane crashing on a runway. As everyone rushed to rescue the crew, a solitary scientist walked in the opposite direction. He sighed, “Oh well, back to the drawing board.”
As George Bush’s Iraq adventure smoulders on the Tarmac, a small group of neo-cons are starting to escape the scene with varying degrees of dignity. Some, such as Paul Wolfowitz and Paul Bremer, have vanished. A handful, including Dick Cheney, Donald Rumsfeld and Tony Blair, remain in denial, parroting the Vietnam line: “We are winning, really.” Others, such as Francis Fukuyama, have a more valid licence to recant, having doubted whether neo-conservatism was relevant to Iraq all along.
In a devastating resumé of the saga so far, Fukuyama concludes that the so-called creation of democracy in Iraq cannot “justify the blood and treasure that the United States has spent on the project”. The war has not worked. In any counter-terrorism operation, “successful pre-emption depends on the ability to predict the future accurately and on good intelligence, which was not forthcoming”. The Bush doctrine “is now in a shambles”. America is asisolated as never before. The chaos in Iraq is spoiling the case for any further global projection of American values. More Americans than at any time since the end of Vietnam are now saying that America “should mind its own business”.
(...)
"Fukuyama is intrigued by how this disaster came about. He rehearses the often-told story of the early neocons, born of a mixture of Zionism, oil imperialism and honest evangelism for democracy. Among the many ironies was their neo-conservatives’libertarian aversion to state power at home yet anenthusiastic belief in its legitimacy and efficacy abroad when deployed against foreigners"
(...)
"Fukuyama writes clear prose and is a pleasure to read. Nor is he chary of offering advice. His old creed is now discredited, “indelibly associated with coercive regime change, unilateralism and American hegemony”. A new international order, he says, can only be promoted by peaceful persuasion through international institutions so derided by the neo-cons. While no friend of the United Nations, he preaches “multi-multilateralism”. America must move forward through “its ability to shape international institutions”, not sideline them"
A propósito do livro de Francis Fukuyama e ainda sobre estes assuntos que lidam com erros e enganos, valerá a pena citar aqui, outro enganado pelo tempo que entretanto passou: Robert McNamara, um dos grandes arquitectos da guerra do Vietname e que não hesitou em publicar em 1995, uma crónica desses enganos, num livro que intitulou -In Retrospect: the tragedy and lessons of Vietnam. Um excerto:
"Two developments after I became secretary of defense reinforced my way of thinking about Vietnam: the intensification of relations between Cuba and the Soviets, and a new wave of Soviet provocations in Berlin. Both seemed to underscore the aggressive intent of Communist policy. In that context, the danger of Vietnam's loss and, through falling dominoes, the loss of all Southeast Asia made it seem reasonable to consider expanding the U.S. effort in Vietnam.
None of this made me anything close to an East Asian expert, however. I had never visited Indochina, nor did I undertsand or appreciate its history, language, culture, or values. The same must be said, to varying degrees, about President Kennedy, Secretary of State Dean Rusk, National Security Advisor McGeorge Bundy, military adviser Maxwell Taylor, and many others. When it came to Vietnam, we found ourselves setting policy for a region that was terra incognita.
Worse, our government lacked experts for us to consult to compensate for our ignorance. When the Berlin crisis occurred in 1961 and during the Cuban Missile Crisis of 1962, President Kennedy was able to turn to senior people like Llewellyn Thompson, Charles Bohlen, and George Kennan, who knew the Soviets intimately. There were no senior officials in the Pentagon or State Department with comparable knowledge about Southeast Asia. I knew of only one Pentagon officer with counterinsurgency experience in the region--Col. Edward Lansdale, who had served as an advisor to Ramon Magsaysay in the Philippines and Diem in South Vietnam. But Lansdale was relatively junior and lacked broad geopolitical expertise.
The irony of this gap was that it existed largely because the top East Asian and China experts in the State Department--John Paton Davies, Jr., John Stewart Service, and John Carter Vincent [and Edmund Clubb]--had been purged during the McCarthy hysteria of the 1950s. Without men like these to provide sophisticated, nuanced insights, we--certainly I--badly misread China's objectives and mistook its bellicose rhetoric to imply a drive for regional hegemony. We also totally underestimated the nationalist aspect of Ho Chi Minh's movement. We saw him first as a Communist and only second as a Vietnamese nationalist....
Such ill-founded judgments were accepted without debate by the Kennedy Administration, as they had been by its Democratic and Republic predecessors. We failed to analyze our assumptions critically, then or later. The foundations of our decision making were gravely flawed."
Em tempo:
Pelos vistos, e lendo aqui no blog do Dragão, até o padrinho Bill Kristol apostatou"
Publicado por josé 20:32:00 19 comentários Links para este post
Micro causa
sexta-feira, março 24, 2006

Pede-se encarecidamente que alguém abata o indivíduo na foto. Já não suporto a música irritante do genérico.
Muito Agradecido
Publicado por Carlos 17:01:00 11 comentários Links para este post
A tragédia continua...
O outro relatório Constâncio Parte II
No último ano, o governo do Eng. Sócrates, criou um falso excedente na segurança social.
Publicado por António Duarte 16:40:00 3 comentários Links para este post
Saulo, a caminho de Damasco
Publicado por Manuel 14:36:00 1 comentários Links para este post
Ópera do Malandro

«Ele faz o noivo correcto, e ela faz que quase desmaia
Vão viver sob o mesmo teto até que a casa caia,
até que a casa caia
Ele é o empregado discreto, ela engoma o seu colarinho
Vão viver sob o mesmo tecto até explodir o ninho,
até explodir o ninho
Ele faz o macho irrequieto,
e ela faz crianças de monte
Vão viver sob o mesmo tecto até secar a fonte,
até secar a fonte
Ele é o funcionário completo,
e ela aprende a fazer suspiros
Vão viver sob o mesmo tecto até trocarem tiros,
até trocarem tiros
Ele tem um caso secreto,
ela diz que não sai dos trilhos
Vão viver sob o mesmo tecto até casarem os filhos,
até casarem os filhos
Ele fala em cianureto,
e ela sonha com formicida
Vão viver sob o mesmo tecto até que alguém decida,
até que alguém decida
Ele tem um velho projecto,
ela tem um monte de estrias
Vão viver sob o mesmo tecto até ao fim dos dias,
até ao fim dos dias
Ele às vezes cede um afecto,
ela só se despe no escuro
Vão viver sob o mesmo tecto até um breve futuro,
até um breve futuro
Ela esquenta a papa do neto,
e ele quase que fez fortuna
Vão viver sob o mesmo tecto até que a morte os una,
até que a morte os una»
«Casamento dos Pequenos Burgueses», Chico Buarque
in «Ópera do Malandro»
No Coliseu do Porto, até sábado. A não perder.
Publicado por André 01:08:00 0 comentários Links para este post
sobre o choque tecnológico
quinta-feira, março 23, 2006
A não perder o perfil de Steve Jobs na edição da Vanity Fair de abril (pág.s 100 e seguintes)
Publicado por Manuel 20:21:00 0 comentários Links para este post
visto de Felgueiras
NO PASA NADA?
«Começo por esclarecer os menos atentos que o ex-vereador da Câmara Municipal de Felgueiras revelou que informou António Guterres, Jorge Coelho e José Sócrates sobre as irregularidades que deram origem ao processo do «Saco Azul», mas que os mesmos não deram seguimento às denúncias, nem delas deram conhecimento à Procuradoria-Geral da República (PÚBLICO, 23.3.2006: 18). Aparentemente, ninguém está interessado em desmentir Horácio Costa, ou em prestar um esclarecimento à opinião pública. No pasa nada?»
Paulo Gorjão
Eu relembro também que não foi «apenas» isso que Horácio Costa disse ou deu a entender. Ele referiu explicitamente (reportagem SIC no noticiário às 13 horas) José Sócrates aquando secretário de estado no tempo em que se construíram os aterros sanitários no Vale do Sousa (um dos alegados esquemas do processo «saco azul») e também na questão da sede do PS Felgueiras. Mas no Jornal da Noite, restantes telejornais e jornais de hoje essa parte da peça foi «esquecida».
Sérgio Martins
Publicado por Manuel 17:04:00 3 comentários Links para este post
Retrato daquilo que poderia ser uma carga de trabalho
Publicado por Carlos 16:20:00 7 comentários Links para este post
Um elogio raro
José Sócrates e o seu Governo fazem hoje quase o pleno dos bons liberais da blogosfera. É caso para dizer que só falta ver os porcos voarem.
É claro que a relativa surpresa só pode acontecer para quem já se esqueceu de onde vieram os movimentos de liberalização dos mercados da energia, telecomunicações, transportes, etc..
E de onde vieram decisões em sentido contrário (como a venda da rede fixa à PT), incomodidades públicas com a regulação independente no sector da electricidade.
A memória é uma linda prenda. E a nossa direita não é liberal, por muito que os nossos liberais sejam de direita.
Publicado por irreflexoes 12:03:00 0 comentários Links para este post
gato por lebre
Tenho estado a ver na RTP1, o programa de apresentação de um grupo de quatro “jovens” autores de sketches humorísticos, que a si mesmos entenderam dar-se um nome artístico, por referência a uma série de tv de desenhos animados. A personagem inspiradora chamar-se-ia “smelly cat” e foi daí, dessa fantástica fonte de inspiração que saiu o nome “Gato Fedorento”!!! Primeira desilusão: de uma série enlatada de tv, sai um nome arranhado para um grupo de quatro jovens com alguma lata.
Segundo os entrevistados que falam de si mesmos e de outros- muito poucos-, as referências culturais, visíveis e audíveis, parecem limitadas a uma modernidade que se reviravolta na tv, na playstation, no futebol e aparentemente em alguns livros.
Nota-se um certo brilhantismo nas ideias genéricas e piadéticas que aliás se notabilizavam já no blog colectivo com o mesmo nome.
Enfim, dou o benefício da dúvida, mas já começo a duvidar muito, porque os limites estão à vista.
Hoje mesmo, à tardinha, depois de ir buscar a minha filha pequena “à música”, no carro, liguei a Antena 2 que cada vez ouço com mais agrado. Na altura, passava um programa falado, o que também me agrada em relação ao antigo e sorumbático passajar de sinfonias em discos riscados, para eruditos esforçados.
No programa, ouvi uma entrevista a um rapazito que lhe foi perguntado o que gostaria de ouvir nessa altura . O modo como respondeu, articulando a sonoridade da pronúncia do nome da composição, em alemão, e a escolha esquisita do tema, espantou-me e alegrou-me: o rapaz disse ter dezassete anos e lembrei-me de repente que os músicos da Filarmónica Fraude, em 1968, também tinham essa idade, quando compuseram temas como "animais de estimação" que publicaram em discos ep´s.
E numa entrevista à revista Mundo da Canção, nº3 de Fevereiro de 1970, um deles, António Pinho que ainda anda por aí, dizia, acerca das suas influências:
"António Pinho - Os Beatles? Claro que há, as ligações são nítidas! Como ouvintes somos aqueles frenéticos pelos Beatles, logo é absolutamente natural que haja mesmo influências. Porém não copio os Beatles... como não copio Bela Bartok.
M.T.H. - Ouve Bela Bartok?
Luís Linhares - Oiço e digo-lhe até que teve grande importância nalgumas composições deste último disco.
M.T.H. - E você, Pinho, lê?
António Pinho - Eu? Olhe, para este nosso "long-play" fomos para Tomar,onde ficámos 8 dias a conversar e a ler. Depois, quando voltámos, era como se tivéssemos prontas as canções dentro de nós: quando queríamos, elas saíam livremente sem o menor esforço.
M.T.H. - E o que leram?
António Pinho - Oliveira Martins, Fernando Pessoa...
M.T.H. - Já leram Alexandre O'Neill?
António Pinho - Não. "
Não sei se o grupo do Gato Fedorento leu O´Neill. Provavelmente, sim. Mas, não sei bem porquê, acho que aquele rapazito que hoje falou na Antena2, já tem pouco a ver com os Fedorentos e muito mais a ver com os da Fraude...
Nota final: no link, o autor do texto sobre a Filarmónica Fraude, grupo musicalmente meteórico, do final dos sessenta escreve que o exemplar da revista mundo da canção que dispõe,não lhe permite transcrever o texto da pequena introdução, de Maria Teresa Horta.
A introdução é esta: " As nossas canções são de sátira, de crítica, retratos..." e a autora do texto escreve que o Pinho é o poeta; o Linhares, o músico, o compositor e "o caso mais sério da nossa música de hoje". Foi em Fevereiro de 1970!
Aditamento em 23.3.06 , à tardinha:
Como refere um ilustre comentador desconhecido que assina Nuno Castanheira, a expressão "smelly cat", não é uma personagem, mas uma canção, cantarolada por uma personagem de uma série - Friends- que nem é sequer um desenho animado...É muita asneira junta, para não ter que me penitenciar.
Assim, para tal, vou mudar o título ao postal. Em vez de "gato reumático", fica como fica. Com os agradecimentos a quem me corrigiu e que no entanto, me parece também que não entendeu todo o sentido do postal.
Publicado por josé 00:47:00 33 comentários Links para este post
Touro lindo!
quarta-feira, março 22, 2006

Retirado do defunto Ordem no Tribunal
Com a devida vénia, transcrevem-se a seguir extractos do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 9 de Abril de 2002, publicado na Colectânea de Jurisprudência, Ano XXVII (2002), tomo 2, pagina 142 e seguintes.
O Ministério Público deduziu acusação pela prática de crime de ameaças porque “durante uma discussão, o arguido ameaçou o ofendido, dizendo que lhe dava um tiro nos cornos”. “Com tais palavras o visado sentiu intranquilidade pela sua integridade física”.
O Juiz (de julgamento) decidiu não receber a acusação “porque inexiste crime de ameaças (…) simplesmente pelo facto de o ofendido não ter «cornos», face a que se trata de um ser humano. Quando muito, as palavras poderiam integrar crime de injúrias, mas não foi deduzida acusação particular pela prática de tal crime”.
O Ministério Público recorreu da decisão, tendo o Tribunal da Relação de Lisboa acolhido o seu recurso, dando-lhe razão, remetendo-se o processo para julgamento, entre outros, pelos motivos que de seguida se descrevem, em breves extractos.
“Como a decisão (recorrida) não desenvolve o seu raciocínio – talvez por o considerar óbvio -, não se percebe quais as objecções colocadas à integração do crime. Se é por o visado não ter cornos estar-se-ia então perante uma tentativa impossível? Parece-nos evidente que não.”
“Será porque por não ter cornos não tem de ter medo, já que não é possível ser atingido no que não se tem?”
“Num país de tradições tauromáquicas e de moral ditada por uma tradição ainda de cariz marialva, como é Portugal, não é pouco vulgar dirigir a alguém expressão que inclua a referida terminologia. Assim, quer atribuindo a alguém o facto de “ter cornos” ou de alguém “os andar a pôr a outrem” ou simplesmente de se “ser como” (…) tem significado conhecido e conotação desonrosa, especialmente se o seu detentor for de sexo masculino, face às regras de uma moral social vigente, ainda predominantemente machista”.
“Não se duvida que, por analogia, também se utiliza a expressão “dar um tiro nos cornos” ou outras idênticas, face ao corpo do visado, como “levar nos cornos”, referindo-se à cabeça, zona vital do corpo humano. Já relativamente à cara se tem preferido, em contexto idêntico, a expressão «focinho»”.
“Não há dúvida de que se preenche o crime de ameaças (…) uma vez que a atitude e palavras usadas são idóneas a provocar na pessoa do queixoso o receio de vir a ser atingido por um tiro mortal, posto que o local ameaçado era ponto vital”.
Publicado por Carlos 20:25:00 1 comentários Links para este post
simplificações
(...) Sejamos muito claros: a verdade é que, nesta fase, parte significativa da elite do PSD não acredita verdadeiramente que o seu partido tenha muitas probabilidades de ganhar as eleições em 2009. E, consequentemente, a sua posição actual consiste em aguardar para ver como é que as coisas vão correr ao Governo até 2008. As consequências desta abordagem, extremamente calculista, são óbvias e circulares...O 'calculismo' é apenas uma parte do problema. Está por esclarecer se a tal 'élite', uma vez no poder, teria finalmente a coragem de levar a cabo as reformas que realmente se impõe, não a teve num passado recente, e que tardam (e que não levando em grande conta a maturidade do eleitorado levariam provavelmente à derrota nas eleições seguintes) ou se em nome do pragmatismo 'à francesa' ou as adiam, ou esperam que os 'outros' as façam... Esperar só que, por via dos ciclos, a economia 'mude' não chega. Não chegou no passado, e não chega agora. Per se uma melhoria do panorama económico global mitiga apenas as deficiências crónicas e estruturais do País. Um país que anda a ser adiado há demasiado tempo.
Paulo Gorjão
Publicado por Manuel 19:42:00 1 comentários Links para este post
leitura recomendada
Dos Neo-Liberais: Públicas "Virtudes" - Vícios Privados.
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