
A mother holds her toddler petting a 10-year-old, 4-meter (13-foot) -long python snake at the Dusit Zoo, on Monday, Sept. 26, 2005. The zoo displayed the snake as part promotional activities to encourage children to visit there next month during school vacation.(AP Photo/Sakchai Lalit)
Publicado por Manuel 21:50:00 0 comentários Links para este post
também são 'fofoquices limianas' ?
Lisboa pode ter três aeroportos
Novo aeroporto para companhias de baixo custo gera polémica no Governo. Secretário de Estado do Turismo e ministro das Obras Públicas não se entendem.
O anúncio da hipótese da construção de um novo aeroporto em Lisboa, desta feita destinado às companhias de baixos custos, parece ter vindo causar discórdia entre o Governo.Se por um lado o secretário de Estado do Turismo garante que o projecto está em andamento e que em Novembro já avançará com a localização exacta, já o seu colega de Executivo, o ministro das Obras Públicas, admite que o projecto «está em estudo», mas nega que seja uma certeza a construção do aeroporto, e muito menos confirmar qualquer a data para o anúncio da localização do mesmo.
O Ministério das Obras Públicas garante ainda que este novo aeroporto não inviabiliza o projecto da Ota. «Uma coisa não tem nada a ver com a outra», diz ao PortugalDiário fonte do ministério, acrescentando que «uma coisa é dizer que há hipótese de construir um novo aeroporto, outra coisa é ser mesmo construído», o que mostra que as pastas do Turismo e das Obras Públicas não estão em sintonia.
Portugal Diário
Obviamente ninguém se demite, ninguém é demitido, muito menos alguém assume responsabilidades...
Publicado por Manuel 19:24:00 8 comentários Links para este post
o princípio da relatividade aplicado à justiça
Almas piedosas interrogam-se sobre a 'colombianização' da nossa sociedade a propósito de algumas atribulações recentes. Citam em particular uma notícia saída no Público de hoje onde dois incendiários, confessos numa primeira face, e mudos em sede de julgamento, sairam em liberdade por não ter sido possível provar inequivoca e formalmente a sua culpabilidade em sede de julgamento.
Como corolário deste 'estado de coisas' dizem que...
Num país onde a maioria dos crimes tem este desenlace, onde o poder político não actua em conformidade com a gravidade dos casos e o judicial muito menos, não nos admiremos que a população se radicalize, organizadas em milícias, ou que sejam carneiros dos movimentos políticos mais radicais, e tudo isto se transforme num apodrecimento do sistema democrático que deveria assentar, acima de tudo, no primado da lei. As últimas semanas confirmam que a "colombianização" está em marcha.Palavras graves, presume-se que medidas, e ponderadas. Há só um 'pequeno' problema. No caso concreto o que quereria Bernando Pires de Lima que o juíz que exarou a sentença fizesse ? Que ignorasse a Lei, 'em conformidade com a gravidade do caso', que declarasse válida a confissão feita inicialmente ? É isso ?
Se em vez de se fazer demagogia barata se olhasse para o panorama actual, a sério, talvez se percebessem duas ou três coisas, mais profundas que chutar para canto e mandar duas ou três balelas ao poder político e judicial. Em tempos, a propósito de um caso 'maldito', o Casa Pia, falou-se muito de excessos, e de garantismos, falou-se muito de segredo de justiça, falou-se muito da 'prova', da feita na investigação, e da refeita em sede de julgamento, desta última, da prova, ainda se vai falar muito mais agora que os 'arrependidos' que denunciaram Fátima Felgueiras já garantiram também ficar amnésicos no julgamento que se avizinha... E no entanto, fora a espuma nenhuma destas questões parece ser central quando se debate a crise na justiça. Quando o forem, muitos problemas rapidamente se resolverão.
Publicado por Manuel 18:22:00 5 comentários Links para este post
Uma imagem por mil palavras

Via Anarca Constipado, uma alegoria para as inovações , choques tecnológicos e medidas avulsas deste governo, nos vários sectores.
Publicado por josé 15:23:00 8 comentários Links para este post
Publicado por contra-baixo 14:47:00 0 comentários Links para este post
alternativa
Eu percebo a ideia subjacente ao acto de exigir ao Governo que apresente antes das autárquicas as linhas gerais do próximo Orçamento de Estado, não por estar em causa nas próximas autárquicas um qualquer julgamento antecipado deste governo mas simplesmente porque todos, ou quase, os candidatos prometem mundos e fundos, sendo que era conveniente o eleitor ter uma ideia precisa do panorama orçamental vindouro, até para aferir do realismo das propostas apresentadas. Dito isto, não chega clamar contra batota a eleitoral socialista, por o PS só anunciar as medidas 'boas' e adiar a divulgação das 'más', i.e. das impopulares, e não chega porque todos sabemos que tem que haver cortes, que tem que haver contenção de despesas, pelo que, para além de se criticar a omissão do PS, seria pertinente que se explicasse, nomeadamente o PSD, onde se cortaria se fosse, de novo poder, poder. De facto, passe a crítica pontual aos dislates governamentais começa a ser tempo de se saber qual é - em concreto - a alternativa macro-económica à actual governação socialista.
Publicado por Manuel 13:30:00 2 comentários Links para este post
O Eclipse do Governo...
Numa economia com grave défice de sustentabilidade das suas finanças públicas, partilhando elevadas despesas correntes, com agravamento do saldo primário e sem o alcance do mesmo nível de receitas correntes, a subida dos impostos, é do lado da receita, uma medida impopular, que tem tanto de facilidade na sua aplicabilidade, como de discutível na sua eficiência.
Os governos centrais, desde a adesão à moeda única ficaram limitados, aos escassos meios que o único instrumento de política económica que ainda continua sob as suas égides, disponibiliza. No actual panorama português, uma subida do IVA de 19 % para 21 %, será mais prejudicial que benéfica.
Em primeiro lugar, a arrecadação de receita fiscal depende primariamente do nível de crescimento da economia portuguesa. Quanto maior for o crescimento real da economia, maior será o nível de receita apurada. Face aos sinais já visíveis de que financeiramente o Estado carece de receitas, e debate-se com elevados défices, não é desprezível o papel do Estado no crescimento da economia.
No ponto actual, é preciso salientar-se que o Estado não pode assumir um papel crescente de dinamização da actividade económica. Seja pela criação de rendimento nas famílias através do emprego gerado na função pública, seja pelo investimento público em projectos cujas taxas de rentabilidade internas e de multiplicação de emprego e rendimento sejam reduzidas ou mesmo nulas.
Assim, e numa primeira fase cabe aos privados, no fundo em semelhança ao passado nos últimos 2 anos, a iniciativa de acelerar a economia portuguesa. Mesmo correndo o fortíssimo risco, de estarmos a assistir a um sobre endividamento de famílias e empresas, sujeitas a volatilidade das taxas de juro.
De facto, uma política restritiva, caracteriza-se por uma subida dos impostos, uma diminuição dos salários reais e uma diminuição das prestações sociais e benefícios concedidos pelo Estado.
O próprio Pacto Estabilidade e Crescimento, não favorece as políticas restritivas dos governos centrais. A incidência dos défices actuais sobre as taxas de juros europeias, está longe de ser evidente, pois as taxas europeias de longo prazo sempre se mostraram mais influenciadas pela evolução das taxas norte-americanas, do que pelo nível de endividamento externo apresentado pelo países membros.
Se a isto associarmos, a ausência de diferenciação, sobretudo comprovado pelo facto da estabilização dos rácios da dívida pública não implicarem o mesmo nível de saldos orçamentais.
A estabilização da taxa de endividamento supõe, que com taxas superiores ao crescimento nominal, sejam libertos excedentes primários – saldos livres de juros -, leva-nos a concluir que a regra orçamental do PEC, que visa o alcance de um saldo nulo ou excedentário a médio prazo, não é apropriado para cumprir o objectivo da estabilização da taxa de endividamento. Note-se neste pormenor. Uma taxa de inflação fraca, proporcionará uma taxa de juro real mais elevada, o que por si só travará a procura global, fazendo com que o excedente primário necessário à estabilização da taxa de endividamento seja maior.
Depois, ainda há o famoso efeito, "crowding-out" – quando o aumento do PIB faz aumentar os valores das taxas de juro – que obriga-nos a concluir que para que o resultado governamental tivesse o efeito esperado, era necessário uma conjugação de políticas orçamentais, fiscais e monetárias.
Ora, aquilo que Portugal, pretende é aumentar a taxa de investimento privado na economia, aumentar os impostos indirectos e reduzir as despesas correntes e de capital. No actual quadro tudo ao mesmo tempo não é exequível. O governo ao optar, por subir a taxa do IVA de 19 % para 21 %, verá, a recessão da única componente que tem alimentado a fraca retoma que temos vivido.
Mais imposto a pagar no acto do consumo levará a que se consuma menos, menos consumo, levará á diminuição de rendimentos auferidos e menos imposto directo cobrado no final de cada ano fiscal por parte das empresas. Menos lucros, levarão a menos emprego. Por outro lado, e isto é válido para a totalidade da carga fiscal, um aumento da mesma, levará a que se proporcione um aumento da fuga ao fisco, com incremento da economia paralela.
Assim, o aumento do IVA, com a manutenção dos escalões de tributação actualmente existentes, não se traduzirá num aumento de receita cobrada, uma vez que se cobrará mais sobre uma proporção menor de transacções.
Dentro do lado da receita, e à parte da necessidade de uma maior equidade fiscal e reforço e combate da luta contra à evasão fiscal, a solução poderia passar por :
- Diminuição da taxa de IRC e reformulação do próprio código do IRC.
Em primeiro lugar, estimular o investimento privado, reforçando por um lado a harmonização da carga fiscal com a União Europeia, e por outro lado a "intuição moral" em forma de desincentivo à fuga fiscal. É sabido que a fuga ao fisco é proporcional à dimensão da carga fiscal existente, e assim é esperado uma menor taxa cobrança mas sobre um número mais elevado de transacções.
Em segundo lugar, a reestruturação da actual lógica da ligação entre o Estado e a Empresa. Actualmente as empresas lutam no lado dos accionistas para obterem mais lucro, e do lado das relações com o Estado para pagarem o menor imposto possível. O que se pretende é, que as empresas quanto maior fosse o lucro apresentado maiores seriam os abatimentos sobre a taxa de incidência cobrada. As vantagens parecem interessantes deste modelo. As empresas que maioritariamente compõem o tecido empresarial português, empreenderiam um esforço enorme para organizarem as suas contabilidades. E como falamos proporcionalmente, é óbvio que uma empresa que lucra 10 Milhões, pagaria sempre mais de imposto do que uma empresa que apenas lucra 1 milhão. Em terceiro e último lugar a constituição da figura de crédito de imposto que empresas podem usar em anos que fiscalmente lhe for favorável.
- Imposto sobre o Consumo ( IVA )
O imposto é socialmente cego. Uma das soluções para o IVA, passaria pela criação de um escalão de incidência para os determinados bens de luxo. Uma descida do IVA, acarreta sempre mais consumo, e maior incidência da massa monetária em circulação sobre o deflactor da inflação. Associada uma maior probabilidade das famílias contraírem empréstimos para pagamento de bens supérfluos. Ao mesmo tempo que alargando a base de tributação e uniformizando a taxa.
Obviamente que o estado português, possuí sempre o imposto sobre os produtos petrolíferos e sobre o tabaco para aumentar, e cujas elasticidades são mais ou menos rígidas face ao preço.
O problema é que qualquer alteração, terá sempre que surgir num pacote global e não de forma avulsa . Dependendo das medidas tomadas do lado da despesa, qualquer alteração no lado do consumo privado directa ou indirectamente, deverão sempre contrabalançar em sentido inverso as alterações que incidem directamente sobre o rendimento auferido.
Nota : Documento Publicado no site da Ordem dos Economistas .
Publicado por António Duarte 13:09:00 4 comentários Links para este post
Yahooooooo !!!
O aumento da taxa máxima do IVA de 19% para 21% afastou a gigante Norte-americana Yahoo! de se estabelecer em Portugal, mais concretamente na Região Autónoma da Madeira. Uma decisão que poderá ter como consequência a deslocalização de mais de 70 milhões de euros de receita fiscal que, caso a empresa se registasse na Madeira, entrariam nos cofres do Estado
Muito se pode dizer. Resume-se a isto. A subida dos impostos em Julho tal como por aqui tantas vezes se disse, iria impedir o crescimento económico e em determinado ponto, traria mais desvantagens do que vantagens. É o choque tecnólogico meus senhores.
Adenda : Face a um comentário ali em baixo, urge efectuar esta adenda. O regime de excepção da Madeira atribuía a esta região uma taxa de IVA de 13%, a mais baixa da Europa. Com a subida verificada no Continente, esta passou para 15%. Igualando o Luxemburgo, para onde se deslocalizará a Yahoo!
Publicado por António Duarte 12:31:00 4 comentários Links para este post
A carta de despedida do Manuel*
Pode ser lida aqui

*da Fonseca
Publicado por Carlos 01:08:00 9 comentários Links para este post
Seis personagens à procura de autor
Publicado por João Gonçalves 01:02:00 10 comentários Links para este post
Todos diferentes, todos iguais...
Publicado por Manuel 00:01:00 6 comentários Links para este post
caricaturas...
segunda-feira, setembro 26, 2005

Publicado por Manuel 22:26:00 1 comentários Links para este post
descubra as diferenças
CBF 1-FPF 0
Reagindo de imediato às graves denúncias que atingem os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, já detidos pela Polícia Federal, a CBF emitiu um comunicado afastando-os do Quadro Nacional de Arbitragem. [via Gândavo]
Publicado por Manuel 22:14:00 1 comentários Links para este post
justiça à italiana...
Berlusconi absolvido do crime de balanço forjado
Silvio Berlusconi foi absolvido por um tribunal de Milão do crime de falsificação de balanços da empresa All Iberian (grupo Fininvest). O chefe do Governo italiano foi absolvido porque aos olhos da nova lei aprovada pelo seu executivo, os factos apresentados já não representam crime. [TSF]
Publicado por Manuel 20:50:00 2 comentários Links para este post
para memória futura
'pequenas' notícias que não interessam a ninguém...
O ex-administrador da TVI João van Zeller reforçou hoje perante a entidade reguladora dos media a acusação de "cumplicidade política" dos governos socialistas português e espanhol durante o processo negocial entre a Media Capital e a Prisa.
Publicado por Manuel 20:32:00 8 comentários Links para este post
nada mais
Pedro Guerra foi, e é, um dos mais fiéis seguidores de Paulo Portas, desde os tempos, gloriosos, d' O Independente, passando pela temporada na Defesa, sempre que Portas precisou de alguém, para fazer o que não era passivel de ser feito (por ele, ou por ninguém) teve em Guerra, um fiel executor, sempre às suas ordens o melhor que podia e sabia (nem sempre o suficiente). Dito isto, corre para aí o boato maldoso de que o Dr. Portas, antes de sair do anterior Governo almofadou o futuro de Guerra aconchegando-o algures na meta-estrutura do Estado. Acontece que há tachos e tachinhos, e há lugares que parecem absolutamente incompatíveis com o background de Guerra como, por absurdo, um - de destaque - nas nossas exuberantes secretas, as tais que o Dr. Costa tem em processo de domesticação acelarada, as dele, e as do outro. Ao que vale é apenas mais um boato, nada mais.
Publicado por Manuel 18:06:00 6 comentários Links para este post
pequenas coisas que os Vitais nunca hão-de compreender...
O Papa Bento XVI recebeu sábado em Castelogandolgo o teólogo suíço contestatário Hans Kung, suspenso do Vaticano em 1979, disse hoje o porta-voz da Santa Sé, Joaquim Navarro-Valls. Durante o encontro, que decorreu num "clima amigável", foram abordados temas como a ética mundial, as ciências naturais e a fé cristã, acrescentou a mesma fonte.
Os dois homens, que se conhecem bem, decidiram não abordar "no âmbito deste encontro" em pormenor as questões doutrinais que opõem o teólogo suíço ao magistério da Igreja Católica. No final do encontro, Bento XVI homenageou os esforços feitos por Hans Kung para a reflexão dos valores morais comuns a toda a humanidade e para o diálogo entre fé e ciência, enquanto o teólogo suíço saudou o trabalho do Sumo Pontífice a favor do diálogo entre religiões.
PD
Publicado por Manuel 17:12:00 6 comentários Links para este post
Diálogos
Diálogo entre dois filósofos que seguiam no Metro na Grécia Antiga. O filósofo Gastão tenta convencer Platão da bondade da separação de poderes. Mas, Platão não parece muito inclinado para aceitar este princípio estruturante do Estado de Direito, preferindo enveredar por uma via de maior aproximação por contraponto à separação.
Gastão - Depois dizem que tu, pá, que tu não defendes o Estado de Direito, pá! Que não sabes o....
Platão - Pois, eu não conheço o Estado de Direito!
Gastão - Que não conheces a separação dos poderes....
Platão - P&%# que os pariu... os poderes...
Publicado por Carlos 16:25:00 0 comentários Links para este post
liberdade de expressão - a via chinesa
BEIJING -China set new regulations on Internet news content on Sunday, widening a campaign of controls it has imposed on other Web sites, such as discussion groups. "The state bans the spreading of any news with content that is against national security and public interest," the official Xinhua news agency said in announcing the new rules, which took effect immediately. The news agency did not detail the rules, but said Internet news sites must "be directed toward serving the people and socialism and insist on correct guidance of public opinion for maintaining national and public interests."
Established news media needed permission to run a news Web site, it said. New operators had to register themselves with government information offices. China has a dedicated band of cyber police who patrol the Internet with the aim of regulating content. Postings that criticize the government or address sensitive topics are quickly removed.
Registration was a feature of rules imposed earlier this year aimed at not-for-profit Internet activities, such as personal Web sites and blogs. (...) Access to many foreign news Web sites is routinely blocked.
Story Copyright © 2005 Reuters Limited. All rights reserved.
Publicado por Manuel 14:46:00 2 comentários Links para este post
Promessas de um governo falhado...
Prometeu que não aumentaria os impostos. Reconhecendo que Portugal possui o quadro fiscal mais oneroso para os contribuintes singulares da União Europeia, que as empresas pagam impostos sobre uma burocracia, a quem apenas ao Estado podem ser pedidas responsabilidades, associado á demora da justiça na análise de processos de concursos públicos, tudo somado apenas reflecte o elevado índice de desinvestimento que se verifica na economia. O governo aumentou o IVA de 19 % para 21 %, recuperando apenas 0,2 % do défice e colocando em causa a única variável que alimentava a economia o consumo privado. Ao mesmo tempo subiu a ponderação do ISP, aumentando ainda mais o preço dos combustíveis, tudo para que a obra-prima das scuts possa continuar a ser financiada, agora também por que não usa.
Prometeu que seriam precisos mais estudos na segurança social. Desmentiu em pleno debate Pedro Santana Lopes. Não só não apresentou qualquer estudo, como mexeu e mal na questão das pensões. Continua a ser possível acumular pensões e vencimentos em cargos públicos, quando a falência da segurança social aconselharia sacrifícios também para os detentores de cargos públicos que acumulam. E no fundo as medidas que tomou apenas agravaram o número de contribuintes que preferiram estar reformados do que estar a trabalhar mais 10 anos. Faltou-lhe coragem e inteligência, mas ao mesmo tempo vê o valor pago a título de rendimentos de inserção e fundo de desemprego subir acima dos 10,00 %. É o estado social em pleno, só que assente num sistema de protecção social completamente falido.
Prometeu um choque tecnológico. Prometeu uma solução para á Galp. Prometeu 150.000 empregos. A única coisa que cumpriu foi a tradição socialista em lançar obras públicas sem estar provada a rentabilidade económica das mesmas. Não abriu mão da OTA e do TGV, porque serão estes que garantirão os 150.000 empregos em construção civil e afins, e o choque tecnológico não passou ainda do papel. Da Galp, o problema que na verdade foram os socialistas que criaram através da pena de Pina Moura, apenas é assente que serão os espanhóis a ditar o negócio.
Prometeu que não realizaria receitas extraordinárias, porque as mesmas revelam uma má gestão orçamental e não resolvem o problema de fundo. Ao decidir privatizar mais 5,00 % da EDP, e realizar um encaixe de 430 Milhões de euros até ao final do ano, o governo deixou cair a última promessa que lhe era devida, pois isto não é mais do que uma receita extraordinária, e que apenas revela que afinal a solução é uma artificial consolidação á custa daquilo que tanto criticou...as receitas extraordinárias.
Publicado por António Duarte 12:59:00 38 comentários Links para este post
'de folha de acácia ao peito'...
Eu tenho alguma vergonha em estar a escrever anonimanente mas praticamente acho que não haverá aqui ninguém identificado que me anime a seguir o exemplo. Mas faço-o só para perguntar: quando, durante anos a fio, a magistratura se encheu de gente do Opus Dei e dos cursilhos de cristandande, ninguém piou? Eles hoje estão lá todos! Já agora, que tal nestas análises, alargar o campo e passar a tratar do problema com esta abrangência?
Permitam-me que diga: sei do que falo. Conheço as Maçonarias, a irregular e a regular e sei a traficância que albergam e a falta de moral de muitos dos seus membros. Também há gente boa, séria, empenhada no valor espiritual que a organização contém. Se não estivesse a escrever para uma multidão de embuçados, que, tal como os maçons que criticam se escondem atrás do secretismo, seria mais explícito. Assim não vale a pena.
O juiz Ricardo Cardoso, que se diz maçon, e andava de folha de acácia ao peito, para se exibir, bem pode julgar o caso da Moderna, que é um caso da Maçonaria. A cobardia do sistema consente-o e os senhores só falam pois são anónimos. Tenho dito!
relevado dos comentários
Como nota de rodapé sugere-se a este Venerável leitor que consulte aturadamente os nossos arquivos. Será agradavelmente surpreendido... e para o resto há sempre o mail.
Publicado por Manuel 11:38:00 16 comentários Links para este post
E a posição para influenciar decisões, não deveria contar?
O gabinete maiato "Planomaia, Projectos de Arquitectura e Engenharia" foi o responsável pelo projecto dos loteamentos da Portela e do Vale, entre muitas obras na Maia. E a empresa "Gomes, Carneiro e Rodrigues, Investimentos Imobiliários, lda" é a promotora da obra do Vale que avança sobre a RAN. Em ambas, uma das sócias é esposa de Luciano Gomes, actual presidente da Assembleia Municipal e antigo vice-presidente da Câmara da Maia até 1989. "Lá por ser membro da Assembleia Municipal, não quer dizer que deva morrer pobre", comenta o presidente da autarquia, garantindo não haver incompatibilidades. "Não se trata de um cargo executivo. Só não pode, segundo a lei, participar em votações da Assembleia que vertem sobre interesses próprios", assegura Bragança Fernandes.
Publicado por contra-baixo 11:37:00 1 comentários Links para este post
Iniciativa
Pode o governo divulgar publicamente a proposta que dará origem ao orçamento de Estado para o ano de 2006, antes do dia 09 de Outubro em vez de a mesma ser apenas apresentada no dia 14 de Outubro?
Publicado por António Duarte 10:53:00 10 comentários Links para este post
Só se for para rir

Venho explicar que não dou empregos porque não sou o engenheiro Sócrates
Será uma private joke mas não o será para sempre.
Publicado por irreflexoes 04:20:00 3 comentários Links para este post
António José Teixeira queixa-se, resignado, que "Falta convicção à esquerda". Só que não é apenas convicção que falta à esquerda, falta-lhe sobretudo uma ideia, uma única ideia que seja, mobilizadora para o país.
Publicado por Manuel 00:16:00 7 comentários Links para este post
energia
Negociações com ENI estão "complicadíssimas" lê-se no DN desta segunda em tom de aviso para o que há-de vir e quase que como justificação para os honorários bilionários de Vitorino e Associados. Ainda sobre o dossier energético a ler o muito que sobre isso se tem escrito sobre o tema naquele que é provavelmente o mais bem informado repositório sobre o assunto... Uma amostra...
O sucessor de Talone
Há muito que José Penedos alimentava a esperança de vir a ocupar a presidência da EDP. Azar dele, criou alguns anticorpos no seu próprio partido, os quais ditaram o seu afastamento desta corrida, cujo desfecho está para breve (ao virar do ano, aí vai Talone ; nem esperam pela apresentação das contas). O motivo, ou pretexto, como se quiser, foi o facto de Penedos se ter revelado, alegadamente, um inconveniente colaboracionista de Carlos Tavares, ministro da Economia de Durão Barroso. Logo, alguém tocado pelo vírus laranja. E isso, para os pê-ésses, é imperdoável.
Então, quem sucederá a Talone? As apostas estão a recair em Braga da Cruz, presidente da Enernova, a empresa das ventanias da EDP e antigo ministro da Economia no último governo de Guterres. Foi com Braga da Cruz que a EDP se viu metida na trapalhada do MIBEL. Se o homem fosse membro da maçonaria (hipótese académica, naturalmente), mais depressa se comprenderia a alegada conspiração maçónica para entregar Portugal nas mãos da Espanha.
Foi também com Braga da Cruz que foi lançado o programa E4, uma espécie de euromilhões para os promotores e cobradores de energia eólica, os já aqui referidos "pimentinhas & autarquinhas". Com este promissor currículo, quem melhor para governar a EDP?
Publicado por Manuel 00:05:00 7 comentários Links para este post
a excepção
domingo, setembro 25, 2005
Ontem o DN noticiava em grandes parangonas que os empresários indígenas admitem ostensivamente violar as lei (autárquica) por não concordarem com ela. Era um sinal triste de que a reforma de que portugal precisa não passa só pela política mas também pelas mentalidades, inclusivé da dos "alegados" sectores mais dinâmicos da sociedade... É por isso um absoluto deleite o país ter tido a possibilidade de ouvir Paulo Teixeira Pinto, presidente do BCP, esta noite na SIC/Notícias. A falar claro, a não pedir favores a ninguém, a assumir claramente responsabilidades, projectos e objectivos e a colocar tudo no seu devido lugar, sem nunca fugir à resposta. PTP pode ser um perigoso cavaquista, o que só abona a um e outro, pode ser da Obra (não acho grande piada, como é sabido), até pode ter contratado o Abrunhosa para a publicidade do BCP (há quem goste) mas, gostando ou não gostando do personagem, só por despeito ou refinada hipocrisia é que não se reconhece que não é, pela asegurança, pelo discurso, pela coerência (concordando-se ou não) uma honrosa excepção, que só nos pode orgulhar a todos. É pena é não haver muitas mais.
Publicado por Manuel 22:59:00 6 comentários Links para este post
A ignorância do ministro da Justiça
O ministro da Justiça do Governo de Portugal, de seu nome Alberto Costa, está neste momento na RTP1, a responder a perguntas colocadas pela entrevistadora Judite de Sousa.
A entrevistadora perguntou-lhe se sabia quanto ganhavam os juizes. O ministro que anda às voltas com descontentamento generalizado dos magistrados, pela retirada de direitos que tinham sido considerados como adquiridos e que em qualquer Estado de Direito se retiram apenas em circunstâncias especialíssimas, respondeu, titubeando que um juiz que sai do CEJ ganhará cerca de "400 contos" ilíquidos e um juiz de tribunais superiores "mais de 5 mil euros mensais".
Em seguida, como exemplo de potenciais privilégios inadmissíveis, focou um : referiu-se ao subsídio de compensação percebido pelos magistrados em função de circunstâncias definidas pela lei, como sendo, nas palavras do ministro: "basta ver o que está na lei: subsídio de habitação"!
Só estas duas notas deveriam chegar para dizer que este ministro nem sequer sabe do que está a falar! Não sabe quanto ganham os magistrados e nem sequer consegue distinguir o que é um subsídio de compensação e a sua razão de ser, de um mero subsídio de habitação!
É com este ministro que os magistrados e o público em geral devem contar! Tome-se então nota de mais esta pérola do primeiro ministro neste mesmo momento na RTP1:
Mencionando a política de governo, tem a distinta lata, para justificar medidas de restrição de direitos adquiridos, a legitimidade de um governo que tomou medidas, agora, e que em primeiro lugar, antes de reduzir aqueles direitos, decidiu "terminar com os privilégios dos políticos"!!!
Publicado por josé 20:27:00 47 comentários Links para este post
Não creias em tudo o que não lês
De acordo com os relatórios proferidos pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais, o fogo consumiu entre 1 de Janeiro e 31 de Julho do corrente ano 68.166, entre 1 de Janeiro e 28 de Agosto 166.339 e entre 1 de Janeiro e 11 de Setembro último 255.920 hectares de área florestal, o que perfaz entre 1 e 28 de Agosto 98173 e entre 29 de Agosto e 11 de Setembro 89581 hectares tisnados. Ajustando as variáveis, resulta diariamente uma média de 3506 em Agosto, enquanto em Setembro têm ardido 6398 hectares. Não obstante a quase duplicação, a comunicação social induz erroneamente a sensação de que neste mês refreou a consumpção florestal, ressalvando pontual e localmente uma cobertura mediática de relevo. De onde se retira o prolóquio, fia-te nos media tradicionais e não corras para os blogues.
Publicado por Nino 19:45:00 3 comentários Links para este post
As balizas do GOL
António Arnaut fala da Maçonaria, mais concretamente do GOL lusitano, no Público de ontem.
Diz coisas extraordinárias que merecem relevo e destaque em postal...
…não gosto de poder e a maçonaria é uma casa complicada, com gente muito boa, mas onde se cruzam várias linhas de poder, na magistratura, no Exército, na economia, na política e eu não abracei a maçonaria como uma forma de exercício do poder. Só me ative ao poder moral, foi esse poder que quis reforçar na maçonaria.
Pronto! Já sabíamos que afinal o jogo não era bem a feijões e que a inscrição no clube secreto não era apenas para a caminhada no trilho do Bem. Agora temos a certeza ou grande probabilidade de que há mações na magistratura por uma simples e directa questão de… poder!!
Mas o poder da magistratura reside apenas no acto de julgar, individual e segundo a consciência, cingido à lei e ao direito! Como se compreende então que haja paralelamente o tal exercício do poder?
Por osmose? Por linhas travessas? Por influências metódicas, específicas e de grupo? Por subtis lavagens de princípios gerais e abstractos em favor de pessoas concretas, mormente em questões de poder?
...o exercício do cargo exige uma permanente assiduidade.Ora aí está, como mandar na maçonaria é uma maçada.Tem muito que fazer, quem manda. E não será a catar desmandos de maçons, porque isso, em 200 anos de funcionamento só produziu 50 nomes para lançar borda fora, no poço da regaleira. E nos últimos três anos, segundo o honorável grã-mestre, o “livro negro” continuou na mesma tonalidade, sem mais sujidade do que a natural num livro tão velhinho.
Então, de onde virá a sobrecarga de trabalhos esforçados de que se queixa o honorável?
De coligir selos? Ordenar listas para cargos de relevo na organização? Fixar nomes para recrutamento? Não se sabe, pois não é dito quais as tarefas concretas nesta organização secreta de trabalhos forçados.
...nestes três anos o GOL cresceu 25% em número de lojas e trabalha já nas regiões autónomas com força e vigor. É uma força moral de que Portugal se deve orgulhar, porque trabalha para o seu engrandecimento e progresso social. É esse o nosso compromisso.Um quarto a mais em número de lojas! Pode dizer-se que o GOL é um exemplo para a nossa economia debilitada e periclitante que cresce quase a nível de zeros económicos.
O GOL é uma empresa de sucesso, apesar da clandestinidade e do trabalho em vãos de escadas mentais. A economia do GOL deve merecer atenção e ao Governo recomenda-se o estudo desta sociedade de sucesso! Melhor, só a empresa do João PC que importa Audis e Volkswagens da Alemanha para vender aos empresários de sucesso!
...disso sempre houve (a entrada de elementos nocivos na maçonaria, por interesses pessoais inconfessáveis). Uma instituição como a nossa não está isenta de infiltrações, mas o que releva é que a grande maioria dos maçons são gente de bem, de honra e probidade, de tolerância e solidários. Somos verdadeiramente, uma elite moral.Uma elite moral que reconhece ovelhas negras, mas que em 200 anos de história só encontrou 50 a merecer a indicação da porta de saída das quintas da Regaleira!
Uma elite moral que se esconde em listas secretas e nomes sigilosos para melhor exercer… o poder, confessada e abertamente dito!
Um poder que se estende a diversas ares da governação e dos postos de chefia do Estado: confessadamente, na magistratura, Exército, economia e política!
Esse poder é obviamente oculto e escondido a profanos que não sabem se as escolhas de dirigentes se regeram pelos critérios da competência ou apenas simplesmente por aval colectivo, definido em reuniões de trabalho, também elas sigilosas e fora do sítio próprio, sobre o perfil e estirpe moral sufragadas pela associação secreta! Uma definição deste tipo relativamente a uma suposta “elite moral” só tem um paralelo conhecido: o comunismo utópico, tal como entendido por Álvaro Cunhal que em 1974 não hesitou em auto classificar os comunistas como entidades credenciadamente detentoras de “superioridade moral”.
Esta elite moral agora reclamada e proclamada pelo honorável grão mestre é obviamente um exercício de prosápia aplicada. Os mações são, moralmente, uma elite. E superior, está bom de ver, pois os valores que lhes são atribuídos são os da probidade, tolerância e solidariedade. Em síntese: o bem corre-lhes nas veias.
Pois está bem. Presunção e água benta, cada um toma a que quer. Como água benta não rima bem com avental, ficamos esclarecidos. E ainda mais ficamos ao ler que as razões de fundo para a clandestinidade e anonimato recalcitrante, se ficam a dever " à esfera da vida privada". Vida privada?!! E então o exercício do poder naquelas instituições tem alguma coisa a ver com a vida privada?!! Depois há uma razão que é mesmo extraordinária: é que as sequelas da Inquisição ainda se fazem sentir e a sociedade portuguesa ainda não está preparada para o grande choque que seria a revelação dos nomes do... GOL!!!
Seria de rir, se não nos lembrássemos que foi exactamente esse motivo que foi invocado por Salazar e Marcelo Caetano para não abrir o regime à democracia: o povo não estava preparado!
Enfim, este GOL, só marca golos na própria baliza!
Publicado por josé 19:08:00 13 comentários Links para este post

