E agora, as "boas" notícias...
quinta-feira, novembro 04, 2004
Indicador de Clima mantém tendência desfavorável.
Indicador de confiança dos consumidores repete evolução negativa.
Em Outubro, o Indicador de Clima manteve a tendência desfavorável dos últimos três meses. A evolução de Outubro ficou a dever-se ao comportamento de todos os sectores que contribuem para o indicador: Indústria Transformadora, Construção, Comércio e Serviços.
O indicador de confiança dos consumidores reforçou, em Outubro, a evolução negativa registada no mês anterior.
in INE
Publicado por Rui MCB 11:08:00 0 comentários Links para este post
Brick Wall
Directamente de Nova York a "profecia" descoberta pelo Mundo de Cláudia nas paredes do Jewish Theological Seminary

and the bush was not consumed
Publicado por Rui MCB 10:29:00 0 comentários Links para este post
"O s D e u s e s"
Um cidadão preocupado e que deseja manter o anomimato, enviou-nos o seguinte postal que se publica...
Sr.Profª. Anabela Rodrigues
Venho, como cidadão justiciável, dirigir a V.Excª uma petição, não em nome de ninguém, mas só no meu porque tenho pavor em que, um dia, por desgraça, cometa um crime e tenha de ser julgado.
Pois comece já a dar "pancada grossa" e a sério na formação humana e constitucional dos que ambicionam acusar-nos e julgar-nos.
Não é que a SINDICATA dos juízes já protesta e exige ao Governo que seja um deles a mandar aí no CEJ?
Não é que logo os seguidores se demitiram?
Não é que a Sindicata do Ministério Público, com salamaleques embora, mas foi dizendo que queria o lugar de director dessa escola, obviamente para o célebre Dr. Cluny?
Não é que os Juízes se acham deuses, como dizia há dias atrás o Jornal de Negócios pela boca de um ilustre advogado?
Não é que convocados para as dez da manhã nos mandam embora às cinco da tarde para regressar passados meses? Sem uma simples explicação!
Não é que juízes acusados de crimes acusam quem os acusa e quem os pronuncia?
Não é que procuradores apreendem, ou deixam apreender livros expostos nos escaparates porque ofendem a "MORAL PÚBLICA", como se fossem eles a definir o que isso seja?
Não é que procuradores fazem buscas às sete da matina para apreender computadores para investigar crimes de desobediência?
Não é que o CSM exige dos candidatos ao STJ "bom comportamento moral" e indiscutível "imagem social"!
Ex.mª Srª Professora:
V.Exc.ª aceitou o cargo mais difícil que existe na orbe das magistraturas e seus anexos.
Prepare-se para as agressões das SINDICATAS.
Porém, se conseguir meter na cabeça desses senhores que os magistrados não são deuses e estão ao serviço da JUSTIÇA, se lhes tirar a arrogância que lhes vem do CSM e do CSMP e das Sindicatas, se conseguir que sejam homens simples e atentos aos seus concidadãos e lhes "ensinar" a ser humildes e a ouvir (sabe que não ouvem ninguém, mesmo nos julgamentos?, Se não sabe, assista discretamente a algumas audiências e vai ver!) quem procura justiça, prestará só por isso um inestimável serviço ao nosso pobre país.
Ah!....prepare-se, Srª PROFESSORA, para as investidas das "encomendas", fiz-me entender?. Fiz, que Vª Excª é uma pessoa de alta craveira intelectual que deste mundo "proscrito" dos blogues eu CUMPRIMENTO MUITO SINCERAMENTE.
Como diria a minha mãezinha que DEUS tem: "Que Deus a proteja"!.
Tenho medo, Srª PROFESSORA, destes juízes e destes procuradores (Não de TODOS, que fique claro)
CIDADÃO JUSTICIÁVEL
Publicado por josé 09:51:00 6 comentários Links para este post
questão pia...
quarta-feira, novembro 03, 2004
eu sei que na tomada de posse de Santos Cabral como sucessor de Adelino Salvado se falou de um tempo novo, mas face às notícias que se avizinham começa a impor-se uma e uma só questão - é Santos Cabral que manda na Polícia Judiciária, ou - em áreas, como Lisboa e Porto, e dossiers chave - é afinal o fantasma de Adelino Salvado e dos seus que ficaram, apesar de solidários com ele, que continua de facto a dar (e tirar) cartas ?
Publicado por Manuel 23:36:00 0 comentários Links para este post
Carmona Rodrigues não será candidato à Câmara Municipal de Lisboa. A decisão já foi tomada por Pedro Santana Lopes, sabe esta Venerável Loja, preocupado com os números das sondagens que dão qualquer candidato do PS a vencer a edilidade capital por larga margem. A arma secreta com que Santana Lopes conta agora para manter a CML é "o melhor ministro deste governo" (a frase não é minha, obviamente), nada mais nada menos que, António Mexia.
Publicado por Manuel 21:46:00 0 comentários Links para este post
ainda Bagão e o BCP...
dos comentários...
Meu caro Manuel,
É muito mais grave. De há uns anos para cá, já nem deveria ser através da CGD que os movimentos bancários deveriam ser feitos pelos institutos públicos (com auto. administrativa e financeira), mas sim através Banco do Tesouro, um serviço da DGT ao qual os serviços acediam através de sistema de homebanking. E o que eu lhe posso dizer é que este funciona e é muito eficaz, permintindo ao mesmo tempo à própria DGT uma aplicação eficaz de todos os excedentes de tesouraria, sem a necessidade de recurso ao crédito bancário em alturas críticas do mês.
isto é que era uma boa gestão.
Com esta medida, acaba-se a boa gestão, pois a relação passa a ser entre o banco e o organismo sem que a DGT tenha acesso às contas dos organismos e aos tais excedentes e deitam-se os milhares de euros que custou a aplicação ao lixo e que teve como parceiro, creio, a Anderson Consulting (e não a Compta).
O que mais me espanta é que ninguém fale ou escreva sobre isto.
Fica a nota.
saudações anónimas, mas verdadeiras.
Publicado por Manuel 17:17:00 3 comentários Links para este post
sobre a mulher de César...
à atenção imediata de José Adriano Souto Moura, Procurador Geral da República...
Finanças dão depósitos de tesouraria ao BCP
Os milhões de euros de organismos públicos passam para o BCP. Concorrência critica
O ministério das Finanças concedeu ao Millennium bcp o direito de captar depósitos dos «organismos públicos» dependentes da Direcção-Geral do Tesouro (DGT). Serão centenas de milhões de euros mobilizados em depósitos e geridos via banco tutelado por Jardim Gonçalves e que, até ontem, passavam pela Caixa Geral de Depósitos, CGD. De fora do «negócio» acordado com o Estado estão os restantes bancos privados.
Os serviços de Bagão Félix, o ministro da Finanças, confirmaram o «protocolo» com o BCP e afirmam que «muito brevemente» serão assinados protocolos semelhantes com a generalidade da banca privada. Mas esta intenção não acalma o mercado. Altos quadros da banca comercial, concorrentes do BCP, já criticam o «documento» assinado com o BCP. «Candeia que vai à frente ilumina duas vezes», afirma um quadro bancário. Ou seja, quem chega primeiro ao mercado «tem todas as vantagens para tomar o grosso do negócio». Também os funcionários da DGT criticam o «acordo» com o BCP. «Está-se a tentar centralizar a tesouraria do Estado para um banco privado», acusam.
E quanto vale o negócio? Ao certo, os montantes são desconhecidos, «mas são centenas de milhões de euros em depósitos e uma extensa lista de dezenas de novos clientes para o BCP», afirma um quadro das Finanças. Sem competidores, o banco consegue, assim, alargar a captação de depósitos. Em suma, organismos estatais com autonomia administrativa e financeira passam a abrir contas e movimentar o dinheiro via BCP. Estão nesta listagem, instituições como tribunais, governos civis, institutos e, até, museus.
Tal como sucede com a comunicação de «factos relevantes», ontem, num curto comunicado, o BCP não fazia cerimónias: sem mencionar o «protocolo» estabelecido com os serviços de Bagão Félix afirmava apenas que os «organismos públicos já podem realizar depósitos nas mais de mil sucursais do banco» e, complementava, «para crédito de uma conta central da DGT». Aliás, o título do comunicado ontem divulgado pelo Millennium bcp - «DGT vai centralizar depósitos dos organismos públicos no Millennium bcp» - foi mesmo considerado como «abusivo». A causa de tanta irritação foi a palavra «dos» em vez da preposição «de». Isto, afirmam, «já é o banco a tentar tirar todo o proveito por chegar primeiro a este mercado».
As Finanças confirmam a existência de um protocolo, mas recusam a sua divulgação (ver caixa). Garantem que o mesmo documento será estendido a «curto prazo» a outros bancos, mas alguns dirigentes da administração pública não escondem fortes criticas. Acusam o Governo de «entregar a uma entidade privada» boa parte da «centralização da tesouraria do Estado» e questionam «a eventual existência» de «comissões» por serviços prestados. «Seria compreensível que um negócio destes fosse alargado a instituições como o Montepio», afirmam, justificando o «carácter mais social dessas instituições».
no Diário de Notícias
Num País normal, o protocolo era congelado, era tudo esclarecido, e explicava-se para que serve afinal a Caixa Geral de Depósitos, mas Portugal não é um País normal, é um País de Bagões e Beatos que não tem de explicar nada a ninguém...
Publicado por Manuel 15:17:00 1 comentários Links para este post
slate.com
Simple but Effective
Why you keep losing to this idiot.
By William Saletan
Updated Wednesday, Nov. 3, 2004, at 12:05 AM PT
12:01 a.m. PT: Sigh. I really didn't want to have to write this.
George W. Bush is going to win re-election. Yeah, the lawyers will haggle about Ohio. But this time, Democrats don't have the popular vote on their side. Bush does.
If you're a Bush supporter, this is no surprise. You love him, so why shouldn't everybody else?
But if you're dissatisfied with Bush—or if, like me, you think he's been the worst president in memory—you have a lot of explaining to do. Why don't a majority of voters agree with us? How has Bush pulled it off?
I think this is the answer: Simplicity, simplicity, simplicity.
Bush is a very simple man. You may think that makes him a bad president, as I do, but lots of people don't—and there are more of them than there are of us. If you don't believe me, take a look at those numbers on your TV screen.
Think about the simplicity of everything Bush says and does. He gives the same speech every time. His sentences are short and clear. "Government must do a few things and do them well," he says. True to his word, he has spent his political capital on a few big ideas: tax cuts, terrorism, Iraq. Even his electoral strategy tonight was powerfully simple: Win Florida, win Ohio, and nothing else matters. All those lesser states—Michigan, Minnesota, Wisconsin, New Hampshire—don't matter if Bush reels in the big ones.
This is what so many people like about Bush's approach to terrorism. They forgive his marginal and not-so-marginal screw-ups, because they can see that fundamentally, he "gets it." They forgive his mismanagement of Iraq, because they see that his heart and will are in the right place. And while they may be unhappy about their economic circumstances, they don't hold that against him. What you and I see as unreflectiveness, they see as transparency. They trust him.
Now look at your candidate, John Kerry. What quality has he most lacked? Not courage—he proved that in Vietnam. Not will—he proved that in Iowa. Not brains—he proved that in the debates. What Kerry lacked was simplicity. Bush had one message; Kerry had dozens. Bush had one issue; Kerry had scores. Bush ended his sentences when you expected him to say more; Kerry went on and on, adding one prepositional phrase after another, until nobody could remember what he was talking about. Now Bush has two big states that mean everything, and Kerry has a bunch of little ones that add up to nothing.
If you're a Democrat, here's my advice. Do what the Republicans did in 1998. Get simple. Find a compelling salesman and get him ready to run for president in 2008. Put aside your quibbles about preparation, stature, expertise, nuance, and all that other hyper-sophisticated garbage that caused you to nominate Kerry. You already have legions of people with preparation, stature, expertise, and nuance ready to staff the executive branch of the federal government. You don't need one of them to be president. You just need somebody to win the White House and appoint them to his administration. And that will require all the simplicity, salesmanship, and easygoing humanity they don't have.
The good news is, that person is already available. His name is John Edwards. If you have any doubt about his electability, just read the exit polls from the 2004 Democratic primaries. If you don't think he's ready to be president—if you don't think he has the right credentials, the right gravitas, the right subtlety of thought—ask yourself whether these are the same things you find wanting in George W. Bush. Because evidently a majority of the voting population of the United States doesn't share your concern. They seem to be attracted to a candidate with a simple message, a clear focus, and a human touch. You might want to consider their views, since they're the ones who will decide whether you're sitting here again four years from now, wondering what went wrong.
In 1998 and 1999, Republicans cleared the field for George W. Bush. Members of Congress and other major officeholders threw their weight behind him to make sure he got the nomination. They united because their previous presidential nominee, a clumsy veteran senator, had gone down to defeat. They were facing eight years out of power, and they were hungry.
Do what they did. Give Edwards a job that will position him to run for president again in a couple of years. Clear the field of Hillary Clinton and any other well-meaning liberal who can't connect with people outside those islands of blue on your electoral map. Because you're going to get a simple president again next time, whether you like it or not. The only question is whether that president will be from your party or the other one.
William Saletan is Slate's chief political correspondent
Publicado por Manuel 14:15:00 1 comentários Links para este post
Outro sítio
José António Barreiros é um indivíduo cuja opinião merece ser lida, neste Portugal actual.
Sendo advogado de causas mediaticamente famosas (caso do matadouro da Guarda; caso de Luís Monterroso, da Nazaré; caso de Vale e Azevedo e caso...das jóias de José, o tal de Castelo Branco) entre outros, nunca na sua escrita de jornal deixou transparecer essa qualidade de causídico do caso concreto.
É assim, para mim, uma referência para quem escreve em público, pois não parece confundir o exercício diário de uma profissão, com a escrita do que lhe vai assaltando a consciência ou a imaginação.
Parece-me um exemplo do cronista descomprometido, e que apesar disso não aliena a faceta de espectador engajado. A fronteira, para muitos, não existe e por isso dificilmente percebem o alcance desta atitude.
A confusão de crenças pessoais e ideologias de marca, com a escrita sobre assuntos que envolvem correligionários ou opções já definidas em programas partidários, gera em certos blogs mais politizados, postais animados e comprometidos politicamente que desvalorizam o conteúdo da mensagem. Não há distância para a razão e acolhem-se demasiadas vezes, razões que a razão desconhece.
Não parece ser esse o caso de JAB, enquanto cronista. Para além disso, no seu currículo público, conta com prestações interessantes em matérias académicas e jurídicas. Publicou já diversos estudos sobre processo penal, pelo que é pessoa que sabe do assunto; interessa-se por história, pelo que tem perspectiva facetada da realidade e finalmente, escreve bem.
É por isso que aqui saúdo o aparecimento na escrita em blog, com o mesmo título da crónica no Diário de Notícias - A revolta das palavras!
As razões da desistência da escrita no DN, são de leitura interessantes e foram lá publicadas...
Circunstâncias de alinhamento gráfico fazem com que eu compartilhe esta página com dois membros da Administração deste jornal.
Ambos convergiram numa decisão: afastar o director.
Um deles anunciou-o ao País através de uma televisão, da qual é comentador.Entretanto, uma senhora que, afinal, eles já haviam convidado para ser a próxima directora, veio publicamente dizer que não existiam condições para fazer deste jornal um diário «de referência, isenção e aceitação pública».
Chegadas as coisas a este ponto, compreendam os leitores que eu saia deste lugar. É patente o que está actualmente em causa na comunicação social portuguesa: o domínio dos media pelo grande capital, a entente cordiale entre esse grande capital e o actual Governo. Poucas serão as excepções.A imprensa deixou de ser um problema de direito constitucional à liberdade de expressão, passou a ser um problema de direito comercial à distribuição de dividendos.
Publicado por josé 13:47:00 3 comentários Links para este post
Aprender a viver com a América
Ser contra em vez de ser a favor não funcionou. E parece que muita da energia que se utilizou em torno de Kerry passou pela escolha do menor dos males.
Do outro lado terá havido poucos votos com esta lógica e parece ter existido uma mobilização muito expressiva a nível nacional pró-bush, a favor de algo.
Uns dizem que agora os democratas têm de virar à esquerda respondendo ao desvio para a direita dos republicanos que lhes deu duas eleições presidenciais, o senado e a câmara dos representantes.
Outros defendem que tem de se colocar mais ao centro apostando na captação de novos eleitores entre abstencionistas.
Poucos democratas (em choque?) que ouço nos canais de TV americanos parecem preocupar-se – pelo menos nestes primeiros instantes – com a perspectiva mais global da coisa.
Evitam recorrer à história (uma re-eleição), às migrações demográficas internas, à conjuntura política mundial e específica dos EUA em pleno período de amadurecimento da nova ordem mundial.
O que é certo é que nas próximas eleições ambos os partidos terão de apostar no seu candidato. Terão de mobilizar-se a favor do valor intrínseco dos seus candidatos e das políticas que propõem. Façam o que fizerem, lá como cá, acho que há algo acima dos desvios conjunturais que a médio prazo dará votos às propostas: uma linha de rumo clara, uma acção política continuada em prol de um conjunto bem definido de políticas devidamente representadas por um político de excepção sem rabos-de-palha e, obviamente, com acesso a quantias astronómicas de dólares.
O caminho faz-se caminhando mesmo com spin.
Publicado por Rui MCB 13:44:00 2 comentários Links para este post
E o sentido do ridículo foi dormir
Assistir durante alguns minutos aos comentaristas nacionais perorando sobre as eleições americanos adivinha-se um espectáculo delirante!
(Vou espreitando a SIC Notícias onde o lote promete!)
O meu modesto contributo no mesmo registo...
O irmão da professora de inglês da minha moça (que é da Pensilvânia), já com várias décadas de vida, inscreveu-se para votar pela primeira vez, não num potencial presidente carismático, apenas no mal menor. Kerry já ganhou!
Publicado por Rui MCB 01:30:00 2 comentários Links para este post
Os ventos de Amnistia Geral que sopram da Albânia
terça-feira, novembro 02, 2004
Fórum Prisões propõe amnistia para penas até três anos.
Exemplos de crimes previstos no Código Penal com pena até 3 anos...
- Capítulo I - Dos crimes contra a vida
- Artigo 143.° Ofensa à integridade física simples
- 1. Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.
- Artigo 144.º Ofensa à integridade física grave
- Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a:
- a) privá-lo de importante órgão ou membro, ou a desfigurá-lo grave e permanentemente;
- b) tirar-lhe ou afectar-lhe, de maneira grave, a capacidade de trabalho, as capacidades intelectuais ou de procriação, ou a possibilidade de utilizar o corpo, os sentidos ou a linguagem;
- c) provocar-lhe doença particularmente dolorosa ou permanente, ou anomalia psíquica grave ou incurável;
- d) provocar-lhe perigo para a vida;
- ... é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos.
- Capítulo V - Dos crimes contra a liberdade e a autodeterminação sexual
- Secção I - Crimes contra a liberdade sexual
- ARTIGO 163º Coacção sexual
- Quem, por meio de violência, ameaça grave, ou depois de, para esse fim, a ter tornado inconsciente ou posto na impossibilidade de resistir, constranger outra pessoa a sofrer ou a praticar, consigo ou com outrem, acto sexual de relevo, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
- ARTIGO 169º Tráfico de pessoas
- Quem, por meio de violência, ameaça grave, ardil ou manobra fraudulenta, levar outra pessoa à prática em país estrangeiro da prostituição ou de actos sexuais de relevo, explorando a sua situação de abandono ou de necessidade, é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.
- ARTIGO 172º Abuso sexual de crianças
- 1. Quem praticar acto sexual de relevo com ou em menor de 14 anos, ou o levar a praticá-lo consigo ou com outra pessoa, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
- 2. Se o agente tiver cópula ou coito anal com menor de 14 anos é punido com pena de prisão de 3 a 10 anos.
Publicado por Nino 18:17:00 0 comentários Links para este post
Do nosso prezado Il Assessore recebemos mais esta missiva que se publica...
A juíza Conceição Oliveira absolveu hoje a jovem levada a tribunal sobre a acusação de aborto, justificando que não foi feita prova de que houvesse intenção abortiva na toma de medicamentos que levaram à destruição e posterior expulsão do feto. Ainda bem que assim foi. Dir-se-á, como se gosta de ouvir, que foi feita justiça.
O drama maior é saber que se em vez da Conceição Oliveira tivesse sido outro juiz, a jovem podia estar neste momento a caminho da prisão de Tires para o cumprimento de pena. O Ministério Público, é verdade, acompanhou a decisão da magistrada e o caso transita em julgado por falta de recurso. O que em boa verdade tipifica desde logo o crime como não sendo um caso de homicídio (estes, têm recurso obrigatório) e deita por terra as posições daqueles que hipocritamente defendem que o “ser” tem personalidade jurídica a partir do momento da concepção.
Espero (e se bem conheço a Dra. Conceição, ela não se ficou pela absolvição, tout court) que a juíza tenha fundamentado a sua decisão. E, pode ser aí que esteja o case study para a magistratura portuguesa. Um verdadeiro tratado que leve, de uma vez por todas, a assumir que a despenalização do aborto até às 12 semanas (neste caso nem sequer se sabia quantas semanas por ali andavam) tem de ter letra de forma na lei portuguesa.
Sabe-se hoje que a jovem levada a tribunal tinha 17 anos quando tomou os comprimidos (a partir de hoje dizer que a jovem abortou imputando-lhe uma prática legalmente censurável deixa de fazer sentido), era de condição humilde e vivia pauperrimamente.
Sabe-se, por isso, que ela não podia fazer parte daquele lote de “tias” que evitam os contraceptivos ora porque os condoms atrapalham, ora porque fazem engordar e estragam a linha. E, sabe-se, por isso, que lhe seria difícil deslocar-se em romaria a Londres onde, no meio de umas compras em Oxford Street, se dá um pulinho a Marble Arch para se deitarem na marquesa.
Sabe-se, a partir de hoje, que se quiserem – e só é pena não haver recurso porque invalida a fixação de jurisprudência – os juízes portugueses podem sempre argumentar e sustentar uma sentença de absolvição recorrendo ao expediente usado pela Dra. Conceição Oliveira.
“Sãozinha”: prestou hoje um serviço melhor às mulheres que as dezenas de manifestações caducas que se fazem por alturas de julgamento; Fez mais a menina hoje pelos direitos das mulheres portuguesas que qualquer emperdenida deputada na Assembleia; conseguiu, com a sua decisão, mostrar que a maioria que nos governa é tão frágil, tão frágil, que bastou meia hora de escrita sua para derrubar o seu fanatismo – por obra e graça de obediência a uma minoria que sustenta este governo.
Não sei se era disto que Daniel Sampaio falava quando pedia, em carta aberta publicada n'A Capital, que derrubássemos, este Governo. Se não era, convença-se, meritíssima, que pelo menos, com a sua decisão, os atingiu onde dói mais: exactamente no sítio onde lhes falta qualquer coisa: o cérebro.
À menina já tinham tirado segurança pessoal. Não sei se o nosso ministro da Defesa, que mobilizou uma corveta para vigiar o Borndiep terá coragem para lhe enviar qualquer MDLP refundido para a assustar. Logo se verá nas litigâncias que se seguem e na sua progressão na carreira. Quando vier a Inspecção logo se verá que nota lhe dão. É que isto tem custos. E a menina sabe que tem. E eles sabem que têm a faca e o queijo na mão. Não têm, José Pedro?
Il assessore
Publicado por Manuel 17:46:00 6 comentários Links para este post
memórias
Noronha «Deep Purple»
...M'espanto às vezes, Outras m'avergonho...
Sá de Miranda
N.A. aguardar um pouco e ligar o som
Publicado por Carlos 16:38:00 6 comentários Links para este post
ainda acerca de "hipóteses de trabalho"...
dos comentários ...
A única hipótese séria de trabalho para o PGR e Ministro da Justiça é este deslocar-se à PGR pedindo o que quiser para se informar, como diz o artigo 32 do Estatuto do Ministério Público. Ao admitir sujeitar-se a comissões parlamentares, com todo o respeito que é devido à AR, como coração da democracia, o PGR, mais uma vez demonstra não entender a dimensão política e jurídica do cargo que exerce. O PGR não é um comentador político, nem um administrador da CGD, nem um ministro, nem o presidente do Banco de Portugal. É o representante máximo do MP, magistratura que deve defender a legalidade democrática e exercer a acção penal. Só é sindicável nos tribunais, enquanto tiver o apoio do Governo e do PR. Ou o presidente do STJ também lá vai [à AR]? Não depende da AR, enquanto a Constituição estiver em vigor.
Publicado por Manuel 16:21:00 1 comentários Links para este post
Como tinhamos aqui anunciado em primeira mão Miguel Coutinho será o próximo director do DN, no quer será coadjuvado por Raul Vaz, amigo de peito de longa data de Pedro Santana Lopes, confirmou aos jornalistas no final de uma audição na Alta Autoridade para a Comunicação Social, Miguel Horta e Costa, Barão.
Publicado por Manuel 15:36:00 4 comentários Links para este post
Podia ser outra coisa qualquer, mas é apenas uma «hipótese de trabalho»...
O procurador-geral da República (PGR), Souto Moura, classificou hoje como "uma hipótese de trabalho" a proposta do Governo que prevê a possibilidade de o procurador ser ouvido regularmente nas comissões parlamentares.
"É uma hipótese de trabalho", afirmou Souto Moura quando questionado pelos jornalistas no final da cerimónia de tomada de posse dos directores-adjuntos do Centro de Estudos Judiciários.
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Na sexta-feira, o ministro da Justiça, José Aguiar-Branco, anunciou que o Governo vai propor alterações à forma de relacionamento dos órgãos de justiça com a Assembleia da República, nomeadamente a possibilidade do procurador-geral da República ser ouvido regularmente nas comissões parlamentares.
Segundo Aguiar-Branco, a "responsabilidade parlamentar, via relatórios ou presenças do procurador-geral da República e dos presidentes ou vice-presidentes dos Conselhos Superiores em comissões" é uma das propostas que o Governo tem na agenda para discutir no âmbito do pacto de regime para a Justiça.
Hoje, Souto Moura não adiantou se concorda com esta proposta, comentando apenas que se trata de uma "hipótese de trabalho".
da Lusa
Publicado por Carlos 14:58:00 2 comentários Links para este post
White House'04
Bush vs Kerry (XXX)
Enquanto os americanos já votam, farei o meu último post sobre a Grande Eleição antes do fecho das urnas. No ponto em que as coisas estão, receio bem que ainda irei escrever mais alguns posts até sabermos quem será o próximo Presidente dos EUA.
Registo com interesse as observações feitas à previsão final que fizemos ontem, mas mantenho em absoluto os números que apresentei. Mas insisto: é óbvio que é muito arriscado estar a avançar com o resultado do Colégio Eleitoral. Há vários estados muito próximos e basta falhar um ou dois dos pressupostos com que construí o raciocínio até chegar ao resultado para que o nome do vencedor possa estar errado.
Mantenho, por isso, a relação de Kerry 280-Bush 258 no Colégio Eleitoral e junto ainda um outro indicador - o do voto popular.
Neste caso, o resultado que apontarei não se baseia numa análise estatística, pela simples razão de que isso não é possível de fazer nesta altura, num universo de 160 milhões de potenciais votantes.
Mas, uma vez mais, olhei para o passado, recordei alturas semelhantes em que as sondagens num determinado sentido e as urnas acabaram por revelar outro. A tudo isso, acrescentei alguns indicadores muito recentes que me fazem reponderar os números que as sondagens nacionais apresentam.
São eles...
- há uma grande quantidade de novos eleitores. Não só jovens que votam pela primeira vez (entre os 18 e os 22 anos), mas, sobretudo eleitores que não estavam registados (nos EUA, o recenseamento eleitoral não é obrigatório);
- a taxa de participação poderá ser a maior de sempre. Esse recorde pertence à eleição de 1960, entre Kennedy e Nixon, que teve uma semelhança com esta corrida - a eleição também foi disputada até ao último voto e ficou muito polarizada entre um candidato da América «liberal» e o outro muito conservador (Bush e Nixon serão talvez os mais candidatos republicanos mais conservadores dos últimos 44 anos). Nessa eleição, 62 por cento dos americanos que podiam votar foram às urnas — e elegeram Kennedy, apesar do favoritismo de Nixon.
- tradicionalmente, uma maior participação eleitoral favorece os candidatos democratas. Daqui talvez surja a explicação para a recuperação de Kerry nos últimos dez dias (passou de um atraso de 2 a 5 pontos para um empate técnico)
- nos EUA, os eleitores declaram a sua tendência eleitoral no acto do registo - registam-se como democratas, republicanos ou independentes. Obviamente que essa declaração poderá não corresponder depois ao seu sentido de voto. Entre os eleitores que foram registar-se nas últimas semanas, há um certo equilíbrio entre democratas e republicanos nos três estados mais decisivos (Ohio, Florida e Pennsylvania). Os democratas levam algum avanço no Ohio e na Pennsylvania, enquanto na Florida a coisa está muito equilibrada. Mas a novidade é que a maior fatia de novos eleitores nestes três estados é de eleitores independentes. E todas as sondagens apontam para que os independentes dêem, no geral, uma vantagem confortável a John Kerry (numa proporção acima dos 60-40 sobre Bush)
- há votos de cidadãos sem telefone em casa e de muitos jovens que as sondagens, mesmo procurando amostras representantivas, não conseguem cobrir. E John Kerry poderá beneficiar com isso no resultado final.
- tradicionalmente, o candidato que mostra uma subida nos últimos dias ganha a eleição. E esse candidato, neste caso, é Kerry.
A fazer fé nestes dados — e correndo o risco, obviamente, de estar a ignorar outros que possam minorar esta tendência — prevejo uma votação popular com estas margens:
TOTAL DE VOTOS EXPRESSOS - De 105 a 125 milhões (houve um pouco mais de 101 milhões de votos expressos em 2000)
- VOTOS JOHN KERRY
- de 55 a 60 milhões
- VOTOS GEORGE BUSH
- de 52 a 57 milhões
- VOTOS RALPH NADER
- de 700 mil a 1,5 milhões
- VOTOS DOS OUTROS TODOS JUNTOS
- de 300 mil a 1 milhão
A confirmar-se esta tendência, John Kerry vencerá o voto popular por uma diferença de cerca de 2,5 por cento. Em princípio, esta diferença garantirá uma vitória no Colégio Eleitoral. Mas o cenário de um candidato triunfar no voto popular e outro ser eleito mantém-se como perfeitamente possível…
Esta quantidade de votos fará desta eleição uma das maiores da história da democracia mundial. Mesmo que perca, é já um dado praticamente certo (em função da percentagem que terá e do número de votantes previstos) que John Kerry seja o candidato democrata com mais votos expressos de todos os que já foram investidos (esse recorde pertence a Al Gore, em 2000, apesar de não ter sido eleito).
A noite promete, por isso, ser longa. O clima de grande divisão chegou a um ponto nunca visto numa eleição americana. Aqui ficam algumas das grande linhas que resolverão a eleição...
- os eleitores confiam mais em Bush na questão do terrorismo e do Iraque (apesar da diferença ter descido substancialmente nos últimos dias); nos impostos e na segurança nacional;
- confiam mais em Kerry na Saúde, na Educação, na Segurança Social, na Economia e na criação de empregos;
- os americanos consideram Kerry «mais inteligente» do que Bush; mas olham para o republicano como «mais sincero» e «mais honesto»;
- Kerry fará o plano da Costa Oeste (Washington, Oregon e Califórnia) e obterá a esmagadora maioria dos estados do Nordeste (só o New Hampshire está em risco). No sul, só tem segura a Califórnia, mas tem fortes hipóteses de vencer o Novo México e a Florida e ainda mantém uma pequena esperança de obter o Arkansas e o Colorado
- Bush domina os estados da massa central dos EUA. Ganha no Interior, no Sul e disputa alguns estados da Costa Leste (da Nova Jérsia para baixo). Tem um avanço esmagador no Midwest e no Upper Midwest.
- Kerry ganha em zonas de maior diversidade étnica e cultural, Bush predomina na América conservadora e tradicionalista; Kerry ganha no litoral, Bush no interior; Kerry nas grandes cidades, mais populosas, Bush na América rural e «country».
- Kerry ganha nas mulheres, Bush nos homens (embora esta seja a dicotomia com menores diferenças: nas mulheres Kerry vence 51-49, nos homens Bush ganha pela mesma proporção); Kerry nas minorias, Bush na maioria branca (apesar da multiplicidade étnica norte-americana, 4 em cada 5 cidadãos dos EUA são caucasianos); Kerry vence nos negros por 85-15, nos hispânicos por 60-40 e nos asiáticos por 65-35. Bush ganha nos brancos por 55-45.
- Kerry domina nos jovens e nos adultos entre os 35 e os 50 anos. Bush tem um claro domínio no eleitorado a partir dos 65 anos. As faixas entre os 25 e os 35 e entre os 50 e os 65 mostram-se praticamente empatadas.
- Bush domina nos eleitores que vêem a religião como um factor essencial para o seu dia-a-dia; Kerry tem muitos eleitores católicos, protestantes e judeus, mas penetra mais naqueles que, mesmo sendo crentes, separam claramente a política da religião
- se Kerry vencer, será o segundo Presidente católico da história dos EUA (o primeiro, e até agora único, foi Kennedy). Todos os outros foram protestantes, embora de diferentes igrejas.
Publicado por André 14:40:00 1 comentários Links para este post
nuances, para memória futura...
Depois da borregada autêntica que foi a interposição no STJ de um recurso à decisão deste de não se pronunciar sobre o incidente de recusa a Varges Gomes, ao invés de pedir uma mera aclaração, eis que Pinto Pereira, "advogado" das vítimas, volta à carga. Segundo o Expresso, numa curta e discreta notícia, na sua edição deste fim de semana, Pinto Pereira vai interpor mais dois incidentes de recusa, desta feita sobre Carlos Almeida e Tello Lucas. A questão pode parecer fútil ou estritamente tecnico-juridica mas não é. Agora, com esta atitude de Pinto Pereira, e seja qual for a decisão da Relação quanto à não pronúncia de Paulo Pedroso uma coisa já é certa e adquirida... Mesmo que venhaainda a ser pronunciado Pedroso jamais será julgado conjuntamente com os outros arguidos no Processo. Como diria o Dr. Júdice, a Justiça de facto não é igual para todos, as regras também não, e os árbitros devem andar distraídos.
Publicado por Manuel 13:58:00 1 comentários Links para este post
Liberdade de expressão amordaçada na Europa
O controverso cineasta holandês Theo van Gogh foi apunhalado e finalmente abatido a tiro em Amesterdão, apesar de beneficiar de protecção policial após insistentes ameaças de morte na sequência da curta metragem "Submissão", que denuncia os maus tratos sobre as mulheres no Islão por intermédio de relatos vivenciais, nomeadamente o da deputada liberal Ayaan Hirsi Ali de origem somaliana.
Publicado por Nino 13:49:00 0 comentários Links para este post
OE 2005
O efeito no risco de crédito
O primeiro efeito de um orçamento de Estado desproporcionado sem ambição e que não promove duas das mais necessárias reformas na economia portuguesa já se fez sentir.
A Standard & Poor´s , agência internacional de notação de risco, baixou o denominado risco-país de Portugal para um nível apenas igualável ao verificado há 15 anos atrás.
Significará isto que estamos como há 15 anos ? Não. Significa que estamos pior.
Primeiro porque estamos claramente numa trajectória descendente da nossa economia. Por muito que se possa criticar a prestação de Manuela Ferreira Leite à frente das finanças públicas, numa clima de recessão internacional e com graves repercussões ao nível do emprego, o rigor por ela empregue e os esforços ainda que tímidos no sentido de uma consolidação orçamental foram mais que suficientes para que a S&P mantivesse a notação de risco da república portuguesa.
Segundo porque não chega a economia crescer. É preciso reformar mas acima de tudo consolidar. E este orçamento de Estado não promove a consolidação orçamental. Defende uma maior cobrança de receita fiscal, o que até é natural com um aumento das taxas de crescimento da economia, não se tratando de nenhum milagre de multiplicação de pães, senão vejamos ainda que de forma meramente empírica...
- Cenário para 2005 - Um crescimento da economia a 2,00% motivado pelo consumo privado e muito pouco pela procura externa.
Para além de mantermos a nossa crónica tendência em crescermos por via interna, o que apenas abre o caminho para uma nova queda daqui por uns anos, o crescimento por via do consumo privado traz inflação e sobreendividamento das famílias ou se preferirem menores taxas de poupança. Aliás o fenómeno de desiquilíbrio externo comercial sempre que a economia portuguesa começa a crescer é algo que apenas pode ter como causas, primeiro a desvalorização histórica do escudo nos tempos de Mário Soares à frente do governo, introduzindo uma falsa competitividade na economia, e a falta de produção nacional capaz de fornecer à indústria nacional matéria-prima, conforme comprova o gráfico abaixo.

Paralelamente, a taxa de desemprego refeito que está o efeito sazonal, volta a crescer.
Ora, o OE 2005 não promove em lado algum a consolidação orçamental pelo lado da despesa, no fundo pelo lado onde ela deve existir. A redução dos benefícios fiscais inerentes à poupança fiscal permitem ao Estado poupar cerca de 300 milhões de euros, mas a descida proposta nos impostos fazem o Estado ganhar menos 900 milhões de euros. Do lado da despesa, medidas tão concretas e concisas nem uma.
Aliás a própria transferência do fundo de pensões da CGD para a a CGA, só passará em Bruxelas na Comissão Europeia por necessidade da França em passar o fundo da EDF ( Electricité de France ) para as contas públicas, e desta forma evitar o procedimento por défice excessivo à França. As regras do SEC-95 são claras e não permitem a passagem de fundos insolventes para efeitos de défice.
Assim, o que a Standard&Poors fez não foi mais do que avaliar em baixa o risco de crédito da república portuguesa, o denominado risco país ou soberano. Para as instituições bancárias conceder crédito significa antecipar receitas futuras, mas comporta um risco de que tais receitas não se produzam e/ou que o seu reembolso, total ou parcial, não venha a ter lugar. Este risco é vulgarmente chamado de solvabilidade.
Avaliar por isso a capacidade que o devedor tem de reembolsar o seu crédito revela-se uma tarefa cada vez mais sofisticada. Se para as empresas e particulares é vulgarmente utilizado o modelo de scoring (somatório de condicionantes ), quando se trata de avaliar o risco de um país, a situação é bem diferente.
O risco-país divide-se em dois factores...
- Risco-Politico (também conhecido como risco-soberano) , onde se tem em atenção sobretudo o regime político do país. Um país com ditadura ou em guerra civil provavelmente fechará as fronteiras do país a saída de capitais.
- Risco-Económico : Introduzido na sequência do choque petrolifero de 1973, quando os países ficaram demasiados expostos a evolução do preço do petróleo e consequentes alterações na economia.
Ora o efeito de um redução na notação de risco da república portuguesa leva a que as taxas de colocação de emissão da dívida pública fiquem com taxas de juros mais elevadas, que os empréstimos obrigaccionistas contraídos no mercado internacional fiquem com piores condições.
O segundo efeito do OE para 2005 já se fez sentir via Standars&Poors . Como a Refer , o Metropolitano de Lisboa e a Parpública são detidas a 100 % pelo accionista Estado, as suas notações de risco já baixaram, e como tal aumentam os juros a pagar. Como referência o diferencial para as taxas alemãs, já é de 10 basis points....
A tudo isto, responde o governo que o relatório da Standard & Poors remete indicações para uma necessidade de consolidação orçamental.
Não deixa de ser contraditório que no único instrumento de política económica ao dispor do governo esse mesmo governo não promova através do orçamento a consolidação orçamental, e por exemplo crie subterfúgios que permitam às autarquias em ano de eleições, aumentarem o seu elevado grau de endividamento, apenas e só para cortar a fita...
A S&P decidiu cortar primeiro a fita... E se dentro de ano e meio não estivermos melhor, a notação de risco baixa para AA- ...
Publicado por António Duarte 13:41:00 1 comentários Links para este post
choca, se choca...
Choca o pretensiosismo intelectual. Choca a arrogância de quem se julga mais e melhor.
José Francisco Gandarez, DN
A maior parte dos portugueses não sabe quem é José Francisco Gandarez, muito menos ouviu sequer falar dele. Apesar disso, ou talvez por isso, o senhor escreve agora no Diário de Notícias, presume-se que pela mão longa e amiga de Luis Delgado. Hoje o novel escriba disserta sobre a alegada insanidade do sistema, mas não do sistema que lhe permite a ele escrever no Diário de Notícias. Gandarez não fala do Rock in Rio, evento de que o escritório de advogados de que faz parte foi representante legal, certamente após aturada análise das alternativas, não nos diz que é sócio de Rui Gomes da Silva, Ministro, nessa mesmíssima Sociedade de Advogados onde o substitui agora que ele está no Governo, nem diz outras coisas que tais e que talvez fossem muito úteis para nos ajudar a perceber porque escreve o que escreve, se é ele que o escreve. Gandarez julga-se um eleito, mais um ungido, aliás só assim se compreende a sua pose, a sua defesa da Democracia - a mesma que colocou a Primeiro-Ministro alguém que nunca foi mandatado para tal, a não ser dinásticamente -, a sua arrogância ao pretender dar lições aos alegados arrogantes, do quais (detalhe curioso mas sintomático do excelente estado do bloco central) exclui Sócrates.
Gondarez não existe, representa. E representa mal - falta-lhe tudo, a começar pela frontalidade e coragem. Soube citar Soares pelo nome, mas já a referência a Cavaco, que está lá, é apenas implícita. Choca, se choca...
Publicado por Manuel 11:50:00 5 comentários Links para este post
"Election Day"
A América já vota. As urnas já abriram no Maine e no New Hampshire.
Entretanto, e paralelamente, no Arkansas, vota-se em referendo o casamento entre o mesmo sexo, mas melhor mesmo é no Alaska também em referendo onde se decide a legalização do consumo da marijuana.
Será que vem aí os iglus-Coffeeshops com a proliferação de uma zona chamada Frozen Red Light Zone ?
Publicado por António Duarte 11:20:00 1 comentários Links para este post
A handout image released on October 31, 2004 shows three torpid dormice, in the winning photograph of the BBC TV Countryfile photographic competition. The image was taken by Steven Robinson at Wakehurst Place in southern England as part of the Royal Botanical Gardens, Kew's monitoring program of this endangered species in conjunction with English Nature. REUTERS/Steven Robinson/BBC/Handout
Publicado por Manuel 10:56:00 0 comentários Links para este post
sensibilidade e bom senso...
(...) A divisão interna do PPD-PSD ultrapassa, em muito, a questão presidencial. O partido pode tornar-se numa pequena e pouco relevante força política, como previu Vasco Pulido Valente, mas não pelo motivo que ele apontou - a impopularidade de algumas reformas, como a lei do arrendamento ou o fim das Scut. As pessoas não são burras e apreciam a coragem de tomar tais medidas indispensáveis. O que dará cabo do PSD será transformar-se num instrumento para facilitar negócios, com fachada política populista.
Franscisco Sarsfield Cabral, DN
Publicado por Manuel 07:27:00 1 comentários Links para este post
Não há galo que não queira cantar em Barcelos
Certo dia na vila de Barcelos, um galo aprumado e bem falante, de passagem pelo poleiro, foi acusado de insolência e condenado a findar os seus dias numa panela. Proclamou a sua inocência ao sardento caseiro, que se ajeitara na rede para dormir uma sesta vespertina, vociferando que o fiel cão de guarda dos assuntos para lamentar disseminaria a raiva por todos os animais da quinta. O homem não se intimidou mas, no momento em que ia depenar o galo, o cão saltou a vedação e abocanhou quantos gentis cordeiros - e velhas raposas - se lhe depararam. Arrepiado, o rendeiro soltou imediatamente o galo do arregaço, que, num adejo furtivo mas ensaiado, arrebatou no palanque mágico o coração das galinhas e dos pintainhos com todos os dentes que tinha na boca.
Publicado por Nino 01:47:00 0 comentários Links para este post
lições...
segunda-feira, novembro 01, 2004
O PSD, e este PSD em particular, que tanto parece gostar de recorrer aos marketeiros brasileiros em tempo de campanha, teria muito a ganhar se olhasse com muita atenção para o que se passou nas eleições locais no Brasil. Muito mesmo. As derrotas do PT, de Lula, em Porto Alegre e São Paulo são a todos os títulos emblemáticas, nomeadamente a derrota em São Paulo. Há muito de parecido na agressividade do PSD e na arrogância de Marta Suplicy, prefeita derrotada em São Paulo, com o modus operandi da actual "geração" à frente do laranjal, muito de parecido, mas uma grande diferença - a candidata petista tinha, apesar de tudo, obra feita e cá, cadê ela? Dito isto, no Brasil os eleitores, segundo alguns analistas, já começam a penalizar o PT por "obras eleitoraleiras" apresentadas em contra-relógio na recta final da campanha... As autárquicas são já para o ano, as legislativas se calhar também. Não vou fazer paralelismos - por desnecessários - entre a ressurreição política de José Serra, que perdeu as presidenciais de 2002 para Lula, e é agora eleito prefeito da maior cidade da América Latina, e outros fantasmas que assolam as mentes desta troupe santanista. É neste mês, em Barcelos, que Santana Lopes, qual Pirro, vai ter o seu Congresso, vai ter a sua Comissão Política Nacional, vai ter a sua festa. Será o último antes do fim.
Publicado por Manuel 19:56:00 0 comentários Links para este post
sem equívocos, nem ambiguidades...
... porque isto é uma aldeia global, e porque não sendo Kerry perfeito, a sua vitória é o que de melhor pode acontecer ao centro-direita Americano.
Publicado por Manuel 15:25:00 6 comentários Links para este post
White House'04
Bush vs Kerry (XXIX)
Kerry 280-Bush 258
A Grande Eleição está quase a chegar, o que não quer dizer que termine já amanhã. A corrida está tão próxima que o cenário de uma batalha legal que se prolongue por dias, semanas, ou até meses começa a ganhar forma.
Tal como tínhamos prometido, a Grande Loja apresenta hoje, na véspera das eleições presidenciais norte-americanas, a sua projecção final quanto ao possível vencedor.
Como temíamos, trata-se de um exercício muito, muito arriscado, tão pequenas são as margens que separam os dois campos. Nos últimos dias, tem subido de tom o cenário de um empate técnico que não se limita a ser de uma diferença abaixo da margem de erro - é um empate real, com muitos estudos a nível nacional a darem os mesmos valores percentuais a George Bush e John Kerry.
Cada um dos campos garante ter sondagens que dão sólidas vantagens aos seus candidatos, mas todos (repito, todos) os estudos independentes e credíveis mostram bem que os candidatos estão taco-a-taco. Como dissemos num post há alguns dias, ganhe quem ganhar será, certamente, por uma unha negra.
Já chegaremos às contas de todos os estados (as tais que definirão quem vai ganhar), mas antes olhemos então, pela última vez antes da abertura das urnas (se não contarmos o «early vote», claro) para as sondagens a nível nacional, que projectam o voto popular...
Últimas Sondagens
- RASMUSSEN
- Bush 48.1
- Kerry 47.1
- Outros 2.2
- Indecisos 2.6
- (dados em bruto)
- RASMUSSEN
- Bush 48.8
- Kerry 48.3
- Outros 3.0
- (extrapolação sem indecisos)
- ABC/WASHINGTON POST
- Kerry 48
- Bush 48
- Nader 0.5
- Indecisos 3
- ZOGBY
- Kerry 48
- Bush 48
- Nader 1
- Indecisos 3
- DEM CORPS
- Kerry 48
- Bush 47
- AMERICAN RESEARCH GROUP
- Kerry 48.5
- Bush 48.0
- Outros 2.0
- Indecisos 1.5
- CNN/USA TODAY/GALLUP
- Bush 49
- Kerry 49
- Outros 2
- (votantes prováveis)
- PEW RESEARCH CENTER
- Bush 47.4
- Kerry 47.3
- MARIST
- Bush 49
- Kerry 48
- RACE2004
- Kerry 49,37
- Bush 48,88
- Média da Taxa de Aprovação do Presidente
- 50 por cento
- CONGRESSO
(Senado+Câmara dos Representantes) - Partido Democrata 48
- Partido Republicano 46
- Outros 1
- Indecisos 5
Como se pode constatar, Bush e Kerry estão literalmente empatados. Se até há alguns dias ainda se podia afirmar que na soma de todas sondagens o candidato republicano gozava de uma pequena vantagem, hoje, na véspera do acto eleitoral, não se pode conferir avanço a qualquer um dos dois.
O melhor mesmo é analisar o panorama estado a estado. Recordemos que a Grande Loja fez já quatro projecções para o Colégio Eleitoral, sendo que duas delas apontaram para resultados finais.
Na primeira, John Kerry estava à frente com 290 Grandes Eleitores, contra 248 de George Bush. Na segunda, o Presidente gozava de uma ligeiríssima vantagem de quatro votos eleitorais: 271-267, precisamente a mesma diferença que se registou há quatro anos, entre Bush e Al Gore.
Como estará agora, na véspera da Grande Eleição?
Bom, comecemos pelo mais fácil: os territórios seguros de cada candidato...
território KERRY
- Washington (11)
- Oregon (7)
- California (55)
- Minnesota (10)
- Nova Iorque (31)
- Distict of Columbia (3)
- Vermont (3)
- Massachussets (12)
- Rhode Island (4)
- Connecticut (7)
- Hawaii (4)
- Maine (4)
- Delaware (3)
- Maryland (10)
- Illinois (21)
- Missouri (11)
- Nova Jérsia (15)
- Votos quase certos: 211
território BUSH
- Indiana (11)
- Alaska (3)
- Oklahoma (7)
- Kansas (6)
- Texas (34)
- Arizona (10)
- Utah (5)
- Montana (3)
- Nebraska (5)
- Dakota do Norte (3)
- Dakota do Sul (3)
- Idaho (4)
- Kentucky (8)
- Tennessee (11)
- Alabama (9)
- Geórgia (15)
- Carolina do Sul (8)
- Mississipi (6)
- Louisiana (9)
- Wyoming (3)
- Arkansas (6)
- Nevada (5)
- Carolina do Norte (15)
- Virginia (13)
- Votos quase certos: 202
Temos, assim, um total de 17 estados certos para Kerry e 24 para Bush. O senador democrata garante à partida 211 votos, o Presidente fica-se pelos 202 (a base dos estados pró-Bush mostra uma densidade populacional muito menor).
Sobram, assim, 10 campos eleitorais. São eles...
- Florida (vitória Bush em 2000)
- Ohio (vitória Bush em 2000)
- Pennsylvania (vitória Al Gore em 2000)
- Iowa (vitória Al Gore em 2000)
- Colorado (vitória Bush em 2000)
- Wisconsin (vitória Al Gore em 2000)
- Michigan (vitória Al Gore em 2000)
- Novo México (vitória Al Gore em 2000)
- New Hampshire (vitória Bush em 2000)
- Virginia Ocidental (vitória Bush em 2000)
Em função dos sinais mais recentes em cada um destes estados, assumamos, então, um novo núcleo que poderá ser designado por estados tendentes:
- Michigan TENDÊNCIA KERRY
- New Hampshire TENDÊNCIA KERRY
- Virgínia Ocidental TENDÊNCIA BUSH
- Novo México TENDÊNCIA BUSH
- Colorado TENDÊNCIA BUSH
Mesmo assim, não são indicações confirmadas. No Novo México, sobretudo, é perfeitamente possível que Kerry recupere nas últimas horas a aparente desvantagem que teve até agora. Mas tomemos como certas estas tendências. Temos:
- JOHN KERRY
- 211+Michigan+New Hampshire = 232
- GEORGE BUSH
- 202+Virgínia Ocidental+Novo México+Colorado = 221
Sobram os cinco estados mais indecisos entre os indecisos. As sondagens mostram números tão contraditórios nestes campos decisivos que apontar o vencedor em cada um deles é quase um exercício de adivinhação.
Como não é essa a função da Grande Loja, optámos por fazer a média das últimas cinco sondagens em cada um deles. Cruzámos essa média com os resultados das últimas três eleições (Clinton-Bush’92; Clinton-Dole’96 e Bush-Gore’2000).
Ponderámos tudo de acordo com este critério: três vezes a média das últimas sondagens, uma vez cada um dos últimos três resultados em cada estado. Olhámos ainda para determinados factores específicos que ocorrem, neste momento, nos segmentos mais significativos em cada um desses seis estados.
Tudo somado, a Grande Loja aponta o provável vencedor em cada dos cinco estados que determinarão esta eleição. Será da combinação resultante das vitórias tangenciais nestes campos que sairá o próximo Presidente dos EUA:
- FLORIDA: Bush
- OHIO: Kerry
- PENNSYLVANIA: Kerry
- IOWA: Kerry
- — WISCONSIN: Bush
Se acertarmos em cheio na previsão destes cinco estados, os resultados finais serão...
- JOHN KERRY
- 232+Ohio+Pennsylvania+Iowa = 280 Grandes Eleitores
- GEORGE BUSH:
- 221+FLORIDA+WISCONSIN = 258 Grandes Eleitores
A previsão final da Grande Loja para o Colégio Eleitoral é esta...
John Forbes Kerry será o novo Presidente dos EUA, ao garantir 280 dos 538 Grandes Eleitores em disputa. São precisos 270 para vencer. Nesta previsão, Bush perde a reeleição por apenas 12 Grandes Eleitores (ficando com 258).
Mas atenção: perante um quadro tão equilibrado como este, não é possível avançar com uma previsão destas de forma confortável. Se algum — um só — destes estados for para o campo oposto daquele que previmos, a vitória poderá reverter para o lado republicano.
Já agora, aqui ficam os últimos números para o Colégio Eleitoral de alguns institutos...
- RACE 2004
- Kerry 276
- Bush 262
- ELECTORAL VOTE
- Kerry 283
- Bush 246
- CHRISTIAN SCIENSE MONITOR
- Bush 190
- Kerry 169
- Em aberto 180
Esta foi a última projecção da Grande Loja, mas faremos ainda mais um post antes do fecho das urnas, de modo a traçarmos as grandes linhas que irão resolver este enorme enigma.
Publicado por André 14:42:00 6 comentários Links para este post
A chefe de Gabinete, o Primeiro-Ministro, o útil e o agradável...

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