Seisvirgulaoitentaetrês
quarta-feira, maio 25, 2005
Acompanhei esta manhã a visita do Senhor Ministro da Justiça a um dos centros de reeducação de menores, geridos pelo IRS (...não, é o outro, o Instituto de Reinserção Social).
O Centro conta com modelares instalações, nas quais não faltam piscina e picadeiro e estábulo com vários cavalos, para aulas de equitação. Nele trabalham 31 funcionários administrativos, de todas as categorias, desde director e sub-director a tratador de cavalos. Para além destes 31 administrativos, conta ainda com a indispensável colaboração de 9 professores, médico e até um sacerdote, embora estes últimos não trabalhem ali a tempo integral. Ao todo são mais de 50 (cinquenta) funcionários e prestadores de serviços que, diariamente, ali labutam de forma esforçada, em prol da reinserção social de jovens que, por uma razão ou por outra, se desviaram das normas sociais estabelecidas ou, como dirá o sacerdote, que pecaram.
Um último pormenor: estão internados neste centro 9 (nove) jovens.
.
Publicado por Nicodemos 14:49:00
Acho, no entanto, que um só padre a tempo parcial é pouco.
Aumenta-se os impostos e está tudo bem!
Hein?!?!?
quem tem 59 tem 60!
.
Olhe que não são prisionais.
São "jovens" em reeducação.
Daria para rir, se não fosse trágico.
Eu, que trabalho com alunos de turmas PIEF, não institucionalizados, percebo como é difícil trabalhar com jovens que já traficaram, foram vendidos pela família, repetidamente violados e que tiveram de passar trabalho infantil... E, quando é necessário levá-los a um médico, fazer uma actividade com eles ou, simplesmente, tentar-lhes fazer o BI, sei como tudo é difícil: a tentativa de obter coisas dos jovens, o processo em si e o resultado final...
Mas já tentou (como me aconteceu a mim) fazer um BI a um rapaz filho de mão portuguesa, pai italiano e nascido noutro país da UE, cujo único documento legal válido é uma certidão de nascimento desse país da UE, com 17 anos... Ou fazer um BI a um rapaz de etnia cigana que não existe...?
Cada um é responsável pelos seus actos. O Estado não pode ser baby-sitter de ninguém.
Se as pessoas tiveram problemas, têm que os saber ultrapassar. Caso pratiquem algum crime, devem ser severamente punidas.
Quanto ao e-mail anterior, quanto se poupa se se retirar um jovem da rua e da delinquência...?
Já tive como aluno de PIEF (que, repito, não estão institucionalizados...) um cabecilha de um gang que se dedicava a brincar aos pirómanos, um traficante, um ladrão de carros e uma jovem violada pelo pai antes de ser vendida (com idades entre os 12 e 15 anos). Não será do interesse do Pedro Sá resolver estes problemas antes que eles se avolumem...?